segunda-feira, 1 de março de 2010

que março seja bem vindo...


... e passe logo pra chegar abril!

era um domingão...


ainda nos meus primeiros anos de faculdade, eu ouvia sempre umas músicas absurdas, sei lá. foi uma fase bastante "alternativa", na falta de outra palavra melhor agora. mas me lembro de uma que nem sei se a letra era essa mesmo ou os anos fizeram com que ela ficasse assim, mas era mais ou menos assim: "era domingão, tinha muito sol, meu avô na frente, minha avó atrás, o rádio a mil, que legal..."
nada que faça sentido. mas também eu nunca procurei sentido pra isso, nem com os anos passando. e sempre que eu penso em domingão, ele vem como essa música na minha cabeça.
putz, eu era feliz e sabia.
era completamente sem noção, fazia o que queria e mal parava pra pensar. aliás, parar era coisa que não fazia mesmo. era faculdade, cursos, conversas, amigos, fofocas na portaria do prédio, loucuras tomando sol "na laje" - entenda-se: no prédio onde morava não tinha piscina e só morava uma moçada sem lenço nem documento. qual a opção?!?! o "telhado" sei lá do prédio, também chamado de heliporto, mas confesso que nunca entendi a existência das antenas naquele chamado heliporto.
os domingos de sol naquele heliporto eram simplesmente tudo de bom. muita risada, um monte de absurdos, até balde com água rolava!!!
aliás, o edifício lucerna, 546 da rua frei caneca, foi onde passei anos incríveis. desde os primeiros da faculdade, alguns anos de namoro sério, anos de amizade intensa, descobertas inesquecíveis.
e eu espero, sinceramente, que sempre que comece a cantar mentalmente "era um domingão, tinha muito sol...", o mesmo sorriso inocente e maroto de sempre apareça.
simplesmente porque ERA MUITO LEGAL!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

antes tarde do que nunca!

beth e chiquinha

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
(...)
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar


quem diria... eu apelando pra beth carvalho. mas a verdade é essa mesmo. tristeza cansa. a gente dorme e acorda moído. se olha no espelho e vê aquelas olheiras horríveis, os olhos inchados e sem brilho algum. o sol se esconde. a voz fica parecendo que você acordou naquele exato instante.
então, chuta! chuta que é macumba!!!
tem alguma coisa na bíblia que diz que tem hora pra tudo. e a hora da minha tristeza acabar passou.

portanto, passando de beth carvalho pra chiquinha gonzaga: "Ó abre alas que eu quero passar".
já deu.
falei.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

atenção respeitável público!!!


entre as coisas que eu fui e sou na vida, uma delas é publicitária, confesso. e outra coisa que a vida acabou me fazendo ser foi ser uma espécei de blogueira amadora. tipo assim: você gosta de escrever, então escreve como terapia, vai te fazer bem...
eu aceitei o conselho, não sem antes procurar outros blogs pra saber como era.
acompanho alguns, adoro alguns, não suporto outros, respeito muitos, critico vários e assim vai.
antes do processo começar, fui aconselhada: nada de vomitar citações. escreva suas idéias, suas experiências, o que sente, o que vê...
beleza. fui começando a passos de bebê.
e continuei acompanhando blogs, adicionando alguns de algumas agências regionais pra não perder o hábito.
e há um em particular que é um exagero de novidades, citações, modismos, etc e tal. mas nada de críticas ou pontos de vista profissionais. e, pior: quando você critica o post, eles omitem.
perae: se bem me lembro, o conceito fundamental da publicidade é tornar público, seja pró ou contra. mas cada um sabe onde o sapato aperta, certo.
só uma coisa: o mercado publicitário de ribeirão é infestado por gente arrogante que quer ser artista. vai então, caramba!
ou torne-se profissional da propaganda.
o público, com certeza, agradece.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

anything goes in, anything goes out


pra onde será que vai o sono quando a gente o perde?
poxa, dormir devia ser algo como respirar: você precisa, então se deita e dorme. mas não é bem fácil.
assim como tem gente que tem problemas pra respirar, tem gente com problemas pra dormir.
a vida nunca é perfeita.
e falta de sono acaba com qualquer um. literalmente.
você perde horários, sua vida fica sem controle algum, você tem vontades quando todo mundo parece dormir o sono dos justos e fica perambulando, geralmente com idéias imbecis na cabeça.
bem, pensando de maneira otimista, você pode perder o sono quando está apaixonada e aí fica imaginando situações e etc.
não é o meu caso, está bem claro.
geralmente, eu arrumo cd's, roupas no armário, sapatos, coisas no banheiro, vejo tv.
mas, hoje minha mobilidade física é zero. vontade nula.
pra falar a verdade, nem escrever eu tô conseguindo.
portanto, que todos que estão dormindo tenham a companhia de anjinhos agora...

sobrenome: poesia



certas palavras podem dizer muitas coisas;
certos olhares podem valer mais do que mil palavras;
certos momentos nos fazem esquecer que existe um mundo lá fora;
certos gestos parecem sinais guiando-nos pelo caminho;
certos toques parecem estremecer todo nosso coração;
certos detalhes nos dão certeza de que existem pessoas especiais,
assim como você que deixarão belas lembranças para todo o sempre.

vinícius de moraes

oficialmente triste, chateada, o nome que quiserem...


eu sempre fui muito sincera quanto a isso. quando a depressão de verdade me pegou, eu ainda tentei resistir. mas acabei aprendendo a dura diferença entre tristeza e infelicidade.
deixei a infelicidade de lado já por um bom tempo.
e mesmo que eu não goste de reconhecer, tristezas acontecem. basta tentar e saber equilibrar o valor que a gente vai dar pra ela.
eu sempre digo que a tristeza não combina comigo. sempre faço piadinhas. é o famoso sorrir pra não chorar.
hoje em dia, tenho que confessar, é difícil chorar.
mas estou bastante triste, perdida, sem rumo...
a vida familiar é sempre difícil. conviver não é fácil nunca. hoje mesmo, tive mais uma prova disso. fui ao aniversário da filha de uma prima. dei muita risada, falei mil besteiras (como sempre), fugi de muitas crianças e depois sentei pra conversar com meu tio na escada. meu tio e padrinho estudou até a antiga quarta-série do grupo escolar, mas vem acumulando sabedoria pela vida toda. falamos das dificuldades, das manias, de coisas que não mudam e de coisas que cabe a nós mesmos mudar. ele sempre diz que sou muito mais culta que ele, mas ele é sábio. e, mesmo com toda a sua pseudo-ignorância, aprendeu uma coisa difícil pra pessoas da idade dele, que já está chegando aos 80: quando fui falar tchau e abracá-lo, me disse pra que não me esquecesse nunca que me ama e que sempre me amou.
isso valeu a tarde, claro.
mas não acabou com a minha tristeza. me deixa mais forte, com certeza.
mas a melancolia ainda está lá, me fazendo pensativa, extremamente lúcida e com medo. consciente das mudanças que tenho que fazer pra que certas coisas tomem outro rumo. mudanças implicam em escolhas e vice-versa e agora é o momento de me escolher. escolher a mim mesma e o que me completar e pertencer que me acompanhe!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

TÔ DE SACO CHEIO!!!


putz, meu! vamos combinar que gente é tudo uma merda mesmo. não dá pra confiar em praticamente e absolutamente NINGUÉM. o seu médico, que deveria zelar pelo seu bem estar físico e moral, te coloca numa fria e ainda duvida de você. seus pais se importa na mesma medida em que você é uma grota dócil e obediente. tem neguinho que você ajuda por ajudar, simsplesmente por não querer nem gostar de ver o cara na lama e ele ainda sai falando um monte de você como se fosse a própria madre teresa, mas numa versão idiota.
tõ de saco cheio!!!
e, o pior: aquele sujeito que vive fazendo promessas, que diz que te ama, que sente saudades,que sonha com você, que sente seu cheiro de bobeira e etc, simplesmente fala uma coisa e faz outra e te deixa arrasada, acabada e totalmente triste.
nã há a menor vergonha em reconhecer isso: um cara me deixou triste pra cacete. e, uma das piores coisas de reconhecer, eu ainda espero que ele desfaça isso de algum jeito, de qualquer jeito, mas que faça ou fale qualquer coisa. É FODA!
sinceramente, não sei se é falta de amor próprio, se é carência, se é amor.
mas que dói pra cacete, isso eu sei que dói!
simplesmente, dá vontade de quebrar a cara do primeiro que chegar perto. chutar poste. surtar total.
vc lá, bonitinha, gostosinha e cheirosinha e o cara nada,nem "tchuns".
be, qualquer mulher que leia isso sabe bem o que dá vontade de fazer além de tudo isso, mas nem pra isso eu sirvo.
eu ainda sinto amor pelos outros. e bastante respeito também...

p.s. é óbvio que, acima de qualquer coisa, o que eu sinto mesmo é uma puta tristeza!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

desenhos, lápis de cor, castelos...


quando eu ouvia aquela música com o toquinho, o caderno ou algo parecido, eu sempre ficava pensando nos desenhos, no sol amarelo e viajava muito mais do que devia. o único lance é que desenhar nunca foi o meu forte. aliás, me limito ao sol amarelo e olhe lá.
tento escrever. alguns dizem que bem, outros não dizem nada. só sei que passei anos vivendo disso, das coisas que passam pela minha cabeça, volutariamente ou não.
já me disseram que meu raciocínio é muito rápido e complexo, o que signifca, pra mim, que eu nem penso porque penso tão rápido que, quando me dou conta, já falei ou já fiz.
dizem que é impulsividade. tá certo que já me colocou em várias roubadas mas também me valeu grandes saídas. quem quiser entender que tente...
sim, eu posso mesmo ser impulsiva, kamikaze (definição da minha terapeuta), mas sem isso, me pergunto pra onde iria minha naturalidade ou espontaneidade.
sei que também uso isso como escudo e muitas vezes me protejo ou me escondo da minha própria timidez. afinal, depois de anos ouvindo "menina, isso é coisa que se fale?", você acaba parando de falar ou se tornando agressiva, às vezes, arrogante, por outras prepotente.
eu sei que não sou tudo isso, mas que não sou nada disso. procuro o meio termo, o equilíbrio que proporcione levar uma vida tranqüila porque me cansei de brigar, de me expor e levar ralada.
a intensidade e a inconstância fazem trio com a impulsividade. não me envergonho delas. se tenho alguma escolha, prefiro conviver com elas e tentar domá-las até onde for possível pra que a vida não passe em preto e branco.
e eu ainda consiga aprender a construir um castelo. claro que com um maravilhoso fosso com jacarés horrorosos, uma ponte elevadiça e um príncipe com um cavalo, que nem precisa ser branco!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

de repente, a tranqüilidade


muitas vezes, acontece assim.
você dorme e acorda se sentindo como uma criança que nem tem problemas. tudo parece bobeira e você se torna ou se sente invencível, como se nada fosse capaz de tirar sua calma, serenidade ou segurança.
você sente isso em relação a tudo. nada pode te abalar.
você ouve passarinhos cantando, passando pelo seu jardim e imagina seu destino, o mundo.
aquele mar de coisas ruins, aquelas nas quais você ficou horas pensando antes de dormir, simplesmente desapareceu ou simplesmente deixou de ter importância.
as noites são sábias e o sono é sagrado.
acho que é isso!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


o dia acordou mais cedo hoje.
e bem mais colorido. a trilha sonora (tudo tem que ter trilha sonora) foram as marchinhas de carnaval da époda das rainhas do rádio. quanta diferença dessas musiquinhas tipo "de dia é maria, de noite é joão" e ltda.
grandes decisões. pesos que são tirados dos ombros em poucos minutos, ainda que adquiridos em muitos anos.
ah, a vida é bela. ah, se todos os dias fossem sábado. ah, se todos fossem iguais a você.
sendo assim, ou não, que maravilha viver.
o desconhecido assusta, é claro. mas tem sua dose de excitação. vamos a ele. vamos nos desprender das amarras e nos lançar ao mar com cara, coragem e roupa de mergulho e tubo de oxigênio. vamos deixar de ser só ingênuos, tentar equilibrar um pouco melhor qualidades e defeitos.
vamos sair pra ver o sol, lembrando de bial e do filtro solar.
vamos nos divertir.
vamos brincar de ser criança antes da osteoporose.
vamos tomar sorvete na pracinha.
vamos viver que o tempo urge!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

o que é um amor gostoso assim?

um amor simples.
um amor descomplicado.
um jovem alegre.
um amor que se diverte.
um amor inconsequente.
um amor inesxplicado.
um amor descomprometido.
um amor natural.
um amor que não vê horas.
um amor espontãneo.
um amor sem maldade.
um amor verdadeiro.
um amor desarrumado.
um amor elegante.
um amor que divide.
um amor que cabe em qualquer lugar.
um amor que ri alto.
um amor que não se esconde.
um amor que existe.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

o que eu quero?


eu quero um amor gostoso assim!

o olhar



a vida tem andado difícil.
sinceramente, eu não contava com tanta pedra no meio do caminho logo assim de cara. eu sei que, quando um ano termina e começa o outro, nada muda, na realidade. é só a mesma vida de sempre com um calendário novo. mas, bem lá no fundo, fica uma esperançazinha de que algumas fiquem pra trás, de que a gente pode ter uma nova chance. a sensação é quase igual quando você compra aquela roupa que queria tanto e que você acha que vai te fazer ficar sensacional.
mas isso não acontece, na maioria das vezes. as pessoas se enganam, mas a vida continua sempre a mesma se o nosso olhar sobre ela não mudar.
eu tenho me sentido obrigada a mudar meu olhar quase todos os dias, como se os dias se tornassem uma seqüência de provações.
e não é nada legal ver a vida como uma espécie de calvário remodelado, revisto e modernizado.
sempre digo que a tristeza não combina comigo, não me cai bem. e todos, ou quase todos, me dizem que estou mais bonita quando estou me sentindo triste, ainda que não saibam do que sinto.
e, sinceramente, pra mim, resignação é bem pior que tristeza.
e é quando me sinto resignada, com o olhar sereno de quem desistiu de lutar e aceitou a derrota, ainda de que forma digna, que me dizem que estou mais bonita.
eu não gosto disso.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

amigos e nada mais...


ontem eu desentoquei.
depois de uma semana turbulenta, eu passei a tarde e a noite com amigos.
e isso é tudo de bom!
muita risada, muita palhaçada, nenhuma hipocrisia.
vamos combinar que amígao reunidos é logo sinal de que a gente vai acabar falando mal de muita coisa. nem que a gente tente se conter, logo aparece um "mas, vc viu que fulana blá blá blá...".
mas até que a gente pegou leve. e o melhor: a gente ri de fala das besteiras da gente mesmo. acaba virando uma pseudo terapia em grupo, regada a cerveja e coca light. todo mundo dá palpite, critica e depois se abraça, às vezes chora (dependendo do nível alcoólico e do assunto) e depois vai embora cada uma pro seu lado e beleza.
coisas tão simples que fazem tão bem. mesmo que eu tenha sido escolhida o cristo da noite e levado na cabeça.
o importante é ter amigos e nada mais...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

...


se essa procura fosse mesmo simples nada de tão chato aconteceria. porque, vamos combinar, o mundo tá cheio de coisas chatas: terremotos, enchentes, hipertenão, gente do mal, separações inesperadas e não queridas.
tudo isso dói. dói muito.
e tudo traz separação. separação de vidas que caminhavam juntas, famílias que se vêem com pessoas a menos, gente que se perde, gente que morre, gente não compreendida.
a pior das separações é aquela em que vcoê convive durante anos com uma pessoa e há um abismo intransponível entre vocês. não há como alcançar. talvez seja uma separação de almas, mas é a mais doída de todas. você passa os dias com a pessoa, vê ela acordar, escovar os dentes, sente à mesma mesma na hora do jantar, mas ela nem está ali. você não sabe nada dela, nem ela de você. parece ensaio de comercial ou fime. filme do lars von trier. sem falas, sem diálogos, nem emoções reveladas.
isso mata. isso corrói a gente por dentro. isso nos leva a vida, a alegria e a vontade de qualquer coisa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

sol lá fora, chuva aqui dentro


eu queria poder ser como sylvia plath ou clarice lispector que sabiam fazer arte de uma alma dilacerada. mas não sou. nem sei.
também não sei ficar horas choramingando, reclamando, me sentindo a pior mulher do mundo. nem sou.
mas sou boba. boba pra me sentir terrivelmente triste por um motivo tolo que acontece que nem nascimentos no mundo: um pé na bunda. tenho passado por essa experiência desde meu primeiro namorado. sou a recordista de pés na bunda entre as pessoas que conheço.
e o pior: sempre sou dispensada por caras que todos achavam que davam a vida por mim, que beijavam o chão por onde piso. mas ninguém sabe a verdade.
sou difícil. sou passessiva. e sou insegura.
terrivelmente insegura. sempre me contento com menos do que eu merecia e ainda levo um pé na bunda.
cansei de ouvir que sou isso ou aquilo. elogios espontâneos e, aparentemente, verdadeiros de pessoas que dizem que sou muito mais do que imagino.
por que então o pé na bunda?
talvez porque seja uma daquelas pessoas que nasceu pra ficar sozinha. que "drama queen"!!!
ou será que ainda não encontrei "aquele cara" que vai saber das minhas vontades sem que eu tenha que contá-las?
bem, só tenho perguntas nessas dias. nada de respostas.
portanto, de volta à velha rotina: rivotril e cama. porque já não consigo mais chorar. só quero que o tempo passe e que eu me reconheça em mim.
nada mais...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

sete dias e sete noites




uma semana longe e parece que fiquei entalada.
são os vícios da nova era tecnológica. pensei em tanta coisa, senti tantas outras e todas ficaram aqui comigo, como se estivessem passando do ponto de ebulição.
vi filmes, dei voltinha de carro pela cidade por cantos desconhecidos, acordei diferente, tomei chuva, até ao teatro eu fui! e, preciso confessar, foram emoções ímpares, singulares, únicas.
mas... a esperada hora do "mas"! a melancolia não me abandona.
chorei ao assistir ao mais recente filme do clint, invictus. até matt damon eu perdoei. morgan freeman como nelson mandela é covardia. e tudo gira em torno de duas palavras que considero lindas: perdão e inspiração.
como um homem pode ficar 27 anos preso numa cela mini e sair pronto a perdoar as pessoas que o colocaram lá?! (pergunta do próprio filme). pura inspiração. mandela dá sentimento maior e universal à palavra inspiração. e ao perdão.
podem dizer que, no final, o filme com trilha suave e as imagens em câmera lenta cheiram a pieguice. mas nada apaga o brilhantismo do filme. e os pieguismos por inspiração devem ser perdoados.
se você sai inspirado do filme tem resposta óbvia. danem-se os críticos, que analisam poréns e porques.
clint é rei. moragan freeman traduz elegância e hombridade a cada palavra que diz. e, indiferente do roteiro, trilha sonora e imagens em câmera lenta, inspiram qualquer um.

domingo, 24 de janeiro de 2010

esse homem merece uma foto do tamanho do mundo!!!


“Ele é o cara mais importante do qual você nunca ouviu falar”. Esta foi a definição dada pelo cineasta norte-americano Greg Barker em uma de suas muitas entrevistas à imprensa internacional sobre o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Greg Barker dirigiu o documentário ‘Sérgio’, um dos quinze pré-indicados ao Oscar em 2010.
“Seu grande objetivo era promover a dignidade humana, a dignidade de pessoas comuns ao redor do mundo. Ele acreditava em dialogar com os caras maus, dialogar com pessoas cujas ações eram questionáveis, porque acreditava que você tem que ir a campo, sujar as mãos e tentar conseguir realizar as coisas. E eu achei que era uma mensagem muito interessante, informativa e inspiradora. Era o tipo de história que eu queria contar”, diz Greg Barker. ”Havia alguma coisa na habilidade de Sérgio de ver o mundo não em preto e branco, bom versus mal, mas em vários tons, e perceber que eram precisamente as complexidades, as nuances do mundo, que muitas vezes são desconfortáveis e moralmente ambíguas, que podem oferecer a oportunidade de atingir real progresso.”

http://www.sergiovdmfoundation.org/

minha vida sem mim


tem horas em que olho pra minha vida como se ela não fosse minha. será que alguém mais faz isso?!?!
bem, não teria do que reclamar: meus pais me deram um educação acima da média pra um país como o nosso. não digo só educação acadêmica, mas as outras que complementam. não fui educada pra ser arrogante, ainda que muitos achem que eu sou. mas eu não sou, depois de 5 minutos você percebe.
tenho sim um discenimentos diferenciado e sou muito crítica. tanto em relação a mim como em relação aos outros.
estudei demais, li demais, vi filmes demais, viajei demais, conheci gente de todos os tipos.
tenho uma vida que muitos iam gostar, viver sem reclamar, sem crises.
faço terapia, como bem, vivo bem.
quem me vê por aí e não me conhece, pode até sentir uma pontinha de inveja.
nã sou modesta porque acho hipocrisia. tenho orgulho das minhas conquistas e até dos meus desacertos porque me fizeram uma pessoa melhor.
enfim, como disse, não tenho do que reclamar.
então, de onde será que vem esse vazio no peito?

sábado, 23 de janeiro de 2010

saiu na folha!!!



Comunidade internacional desqualifica capacidade dos haitianos, diz antropólogo brasileiro

O antropólogo Omar Thomaz avalia que a comunidade internacional está repetindo, neste momento de emergência no Haiti, erros que já ocorriam desde o início da ação da Minustah (Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti) - o principal deles é desconsiderar as instituições e organizações haitianas. Thomaz é professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e integrava um grupo de pesquisadores brasileiros que acompanhou de perto os primeiros momentos após o terremoto que destruiu Porto Príncipe, capital do Haiti, e provocou milhares de mortes.

"A comunidade internacional é autocentrada. Os personagens no terreno têm dificuldade em se relacionar com os políticos locais. Após o terremoto, ficou evidente que a Minustah não tem canal com a comunidade haitiana", disse ele.

Um dos exemplos mais radicais dessa separação é o fato de os médicos haitianos não estarem integrados nas ações da ajuda internacional. "Por que as entidades internacionais não entram em contato com os médicos haitianos?", pergunta.

Para Omar Thomaz, há uma espécie de "presunção" da comunidade internacional de que não há profissionais capazes no Haiti de atuarem como parceiros. "Isso está errado. Há comércio no Haiti, e foram os comerciantes locais que forneceram primeiramente os alimentos para a população. Aquilo que aparece na TV como caos é a comunidade haitiana tentando se organizar", afirma.

Thomaz cita como exemplos de organização a Fokal, instituição mantida pela ex-primeira-ministra haitiana Michelle Pierre-Louis, que manteve a única biblioteca pública funcionando em Porto Príncipe após o terremoto, as cooperativas de camponeses nos arredores da capital, que mantiveram o fornecimento de hortaliças, e a Fokaze, uma organização de microcrédito, a Zanmi Lasante, organização que reúne médicos haitianos, e a Crose, uma coordenação regional de organizações do Sudeste do páis.

Para Thomaz, há "personagens intelectuais" haitianos agindo, e esses nomes têm de ser contatados e incorporados pela ajuda internacional. Para ele, também, a comunidade internacional não pode transformar o presidente René Préval num "banana". "Isso não ajuda. Ele não é visto assim pelos haitianos", diz. "Ele está 'perdido' porque perdeu quase todo o ministério no terremoto. Mas ele tem de fazer parte das decisões."

O antropólogo reconhece que a margem de manobra das instituições haitianas é limitada. Mas afirma que a ajuda internacional só pode funcionar se elas forem incorporadas. "A ajuda chega ao aeroporto, mas não há quem a distribua. As organizações internacionais não conhecem o Haiti, mas os haitianos conhecem. É preciso deixar de ver os haitianos como vítimas passivas, eles são vítimas ativas. Não se pode fingir que não existem elites, que não existe universidade no Haiti. Isso é mentira.

a filosofia do mandiopan


nunca vou me esquecer de quando, aos quinze anos, li "feliz ano velho", de marcelo rubens paiva. a idéia de um carinha daquela idade estar confinado pelo resto da vida a uma cadeira de rodas me incomodava e muito.
uma das coisas que também não me esqueço era uma das coisas que o enfermeiro dele dizia: "não esquenta a cabeça senão caspa vira mandiopan". pra quem não é da época, mandiopan foi o primeiro "salgadinho" fabricado no brasil e, mesmo tendo a fama de ser encharcado de óleo - não existia a gordura trans - fazia o maior sucesso nos anos 80. eu adorava a "filosofia" por trás da frase.
e devo estar distribuindo mandiopans por onde passo, ainda que não tenha caspa.
minha cabeça anda cheia, decisões daqui e dali, atitudes a serem tomadas e eu sem coragem, sem vontade, sem o menos tesão pra nada.
bem, marcelo rubens paiva virou escritor de sucesso. continua na cadeira de rodas, mas ninguém parece nem notar, o que acho sensacional. fui fã dele durante muito tempo. agora, separo o escritor da pessoa e vejo que ele deve ser uma ótima pessoa, mas feliz ano velho foi o único livro que li, além de algumas colunas que ele escrevia em algum jornal que não me lembro.
o mandiopan sumiu do mercado.
e eu continuo esquentando a cabeça e me lembrando da frase.
por hoje, ao menos, vou seguir o conselho do tal enfermeiro. deixar qualquer preocupação de lado, inclusive a da gordura trans, e ficar na minha, sossegada, tranqüila e deixando a vida me levar, lembrando - é lógico - do grande zeca pagodinho.
falei!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

é simplesmente disso que eu falo



Anna Zizi, de 70 anos, foi resgatada dos escombros da Catedral de Porto Príncipe duas horas antes de completar exatamente uma semana da ocorrência do terremoto que devastou o país.
Hotteline Losama, de 25 anos, sorri após ter retirada com vida dos escombros de um edifício que ruiu. Ela foi socorrida na noite de terça-feira (19)

Mais de uma semana após a tragédia no Haiti, sobreviventes ainda são resgatados dos escombros pelas equipes de resgate. Um bebê de 23 dias foi retirado com vida de uma casa de Jacmel, sul do Haiti, por uma equipe de socorro francesa, informou nesta quarta-feira a rádio France Inter.
O bebê, uma menina chamada Elisabeth, foi descoberto numa cavidade sob as ruínas da casa depois de cinco horas de esforços. Um tio da menina informou que ela tem 23 dias de vida. A criança foi levada para um hospital de campanha montado pelos norte-americanos.
A haitiana de cerca de 70 anos foi resgatada dos escombros da Catedral de Porto Príncipe por bombeiros mexicanos que se emocionaram ao ouvi-la cantando depois de uma semana soterrada.
Os socorristas se abraçaram chorando enquanto a senhora, coberta de pó, era colocada numa maca improvisada onde recebeu soro intravenoso e um cobertor térmico antes de ser levada para um hospital.
"Nunca perdi a esperança. Nunca. Rezamos muito", afirmou o filho de Zizi, Maxime Janvier, entrevistado nos Estados Unidos pelo canal CNN pouco depois de receber a notícia.
"Ela estava consciente e até nos ajudou no resgate fazendo força para sair mais rápido", contou Thiery Cerdán, do grupo Socorristas Sem Fronteiras, que trabalhou junto com bombeiros haitianos e uma equipe americana nesse resgate que durou mais de nove horas.
"Conseguir tirar alguém vivo sete dias depois é algo extraordinário", explicou Bruno Besson, outro socorrista.
As equipes de socorro internacionais salvaram até o momento 121 pessoas presas nos escombros do terremoto que devastou o Hati na terça-feira (12), segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pela Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).
Muitos sobreviventes foram retirados dos escombros na terça-feira, uma semana depois da catástrofe, afirmou a porta-voz da OCHA em Genebra, Elisabeth Byrs. "São os salvos por um milagre no sétimo dia", afirmou.
De acordo com o último balanço do governo haitiano, já são 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desabrigados na tragédia.

domingo, 17 de janeiro de 2010

o sono e os sonhos



sei lá. tenho dormido muito. e sonhado também.
tudo bem que sou daquelas que sonha acordada, que transforma coisas bobas em momentos dignos de almodóvar, mas tenho me superado.
tem aquelas teorias de que sonhos são reflexos de seus desejos. outros dizem que sonhos são mensagens do seu subconsciente sobre coisas que aconteceram. bem, teorias não faltam.
sinceramente, pra mim, meus sono e meus sonhos têm servido muito bem a uma coisa muito, muito simples: me colocar de novo em sintonia com um mundo que vive desintonizado. porque, vamos combinar: é tanta tragédia que o jornal nacional vai passar a ocupar o horário de todas as novelas. e a forçação de barra dos repórteres pra fazer de todos os fatos momentos repletos de emoção, espírito de coragem e luta.
e, cá fico eu pensando só uma coisa: como aconteceu em nova orleans com aquele furacão e agora com porto príncipe com esse terremoto e outras tragédias mais, quem lembra de tentar preservar a cultura desse povo? em meio a tanta tragédia, alguém já parou pra olhar pra mulher que abre o maior sorrisão assim do nada, no meio de tanta tristeza? e as cores? esses lugares devastados são coloridos, alegres, ainda que em meio a escombros.
eu acho uma puta sacanagem forçar momentos kodak de tristeza com a tragédia de um povo que se caracteriza pela luta e alegria que são a sua força.
menos tragédia e mais realidade.
e deixe os sonhos comigo, porque sonhar com o javier bardem não é sempre nem pra qualquer um.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

por que o simples é tão complexo?


em muitos momentos, a procura de uma vida simples não é nada, nem de longe, simples ou fácil.
as pessoas simplesmente não se entendem, ou procuram não se entender, você tem que se repetir várias vezes(se tornando um chato, é claro), você tem que explicar e, se bobear, nem desenhando o outro acredita.
agora, vamos combinar: perda de tempo ou o que?
poxa, viver é a melhor coisa do mundo. ou o sentido do mundo pra que ele exista. pra que fazer pirraça e estragar tudo perdendo dias, semanas, meses, em discussões vazias e intermináveis?
não adianta.
admita que ninguém sente ou pensa igual a você e siga sua vida tranqüilo, distribua sorrisos, seja gentil. é o mínimo que podemos fazer pra viver em paz.
já fui terrivelmente orgulhosa e brigüenta e chamada de kamikaze uma infinidade de vezes. vamos atualizar, né?!?! mulher-bomba!!!
mas, será que dá pra facilitar?
já tá um calor do cão. pra que alimentar discussões calorosas e sem sentido.
continuo insistindo:
EU SÓ QUERO É SER FELIZ!
se não concorda, "dá licença que eu quero passar!".

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

o profeta gentileza


a vida é mesmo engraçada.
como diria um antigo conhecido: não é pra me "gambar" não, mas acho que faço as coisas certas. (ele também dizia que ia distrair o dente e outras dessas!!!).
eu sinceramente não me incluo no segmento das pessoas interesseiras. nunca faço nada, nem digo nem sorrio se inicialmente não achar que a situação merece.
e vivo mesmo fazendo as coisas sem pensar. faço primeiro, depois, se der tempo, eu penso.
se sou impulsiva, tudo bem. posso conviver com isso.
mas é bom demais quando você sente os resultados das suas ações. são pessoas que ficam sem te ver e ficam preocupadas. ou com saudades, sentmento dolorido mas gostoso demais porque só se sente saudade daquilo que é bom. uma delícia quando você recebe um abraço cheio de carinho. ou quando te pedem um braço simplesmente porque é gostoso.
são pessoas que a gente conquista sem saber. é o fazer bem sem saber a quem. um gesto de respeito e educação, coisas cada vez mais raras.
eu posso mesmo ser anacrônica ou sonhadora demais e ainda acreditar nas pessoas. porque nunca deixo de fazer o que gostaria que fizessem por mim.
mas, de verdade, sou um tanto egoísta. porque muito do que faço é para a minha própria satisfação, pro meu crescimento.
gosto de ajudar, de ouvir, de sorrir, de ser gentil. acredito mesmo que gentileza gera gentileza.
e, nessa semana que tinha tudo pra dar errado, não é que tá dando tudo muito certo?!
obra do destino?

respeito, compaixão e educação. passe adiante.
(todo mundo gosta, não engorda e faz muito bem!!!).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

rir é bom demais!!!


decididamente, eu tenho problema.
não um, nem dois... sem números.
quase morro todos os dias pra dormir e acordar. e o dia se arrasta. eu poderia começar listando uns mil motivos pra chorar, me descabelar, perguntar "por que eu, por que comigo?!", mas, como diria mafalda, estou sem saco pra sutilezas.
o lance é que gosto de gente, de conversar, de falar alto e rir muito.
se é loucura ou não, eu me divirto sozinha. principalmente na rua, observando os outros.
aí, me pergunto: e se alguém olhar pra mim olhando pra alguém e rachando o bico?
aviso aos navegantes: me pergunte que conto toda a historinha que já criei na minha cabeça e faz de uma simples passante uma figura inenarrável.
simples assim: eu não nasci pra ser triste.
e rir continua sendo um puta remédio!

domingo, 3 de janeiro de 2010

continuando em 2010!!!


ano novo. vida nova.
e eu lá quero uma vida nova? passar por tudo de novo, aprender, errar, acertar, sorrir, sofrer, esquecer, lembrar, conhecer, blá blá blá?!?!?!?!
não, tô bem com essa aqui mesmo.
só eu sei o trabalho que deu chegar até aqui.
e, surpresa pros desavisados, eu AMO a vida que tenho.
pode ter lá seus dias ruins, seus problemas, suas pedras no caminho... mas fui eu que a construí.
foi juntando pedacinhos daqui, encaixando ali, dando uma empurradinha naquele outro e reservando sempre um espacinho pro inesperado, que cheguei aqui.
e me sinto satifeita. não completamente realizada, porque ainda não cheguei ao final. nesse eu ainda nem quero pensar.
só quero pensar que acima das nuvens sempre tem um céu azul ou um céu cheio de estrelas.
que ainda posso contar com o sorvete de suflê de chocolate da vanesa.
que minha gatinha dorme docemente no meu colo enquanto escrevo e que isso me traz calma, paz e vontade de continuar.
sim, continuar. recomeçar pode parecer difícil e um desafio.
mas o real desafio pra mim é continuar, sabendo dos meus erros e acertos, do que ainda falta fazer e do que fiz de errado.
é isso. parei.
e, pensando nessa história de recomeçar, juro que não vejo a menor graça nela.
não há como recomeçar com tantas alegrias vividas, choros, segundos inesquecíveis, esforços que a gente fez pra esquecer chatices.
pra mim, a grande vitória é conseguir continuar. mesmo sabendo que estou longe da perfeição e que posso errar daqui a 5 segundos.
pronto! parei por 5 segundos e não fiz nada. não errei! ponto pra mim.
mas sei que não posso parar a cada 5 segundos pelos próximos 365 dias, ou 362, sei lá, pra não errar.
por isso, vamos continuar.
é vivendo que se aprende. e não recomeçando o tempo todo ou a cada ano.
feliz ano novo! e que continuemos nossos caminhos em paz!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

a cura da alma


comecei a escrever como uma maneira de deixar sair um pouco de dentro de mim mesma. mas, de repente, percebo que o único lugar seguro é aqui comigo, sem olhar pros lados nem ouvir, ver ou falar.
sentimentos ainda são muito complexos para que a grande maioria das pessoas entenda os seus próprios. quanto mais os dos outros!
as ditas ciências, como a psiquiatria não tratam realmente dos sentimentos da alma, caso a pessoa do outro lado não esteja realmente comprometida com o bem-estar do outro do lado de cá.
é preciso se despir de preconceitos, amarras, julgamentos, alguns princípios e pensamentos pra que se entenda a alma do outro e a possa curar. porque esse deveria ser o real sentido da psiquiatria: curar a chamada dor da alma, ou as dores da alma.
qualquer passo no sentimento contrário, machuca ainda mais a alma e a fecha, talvez de maneira totalmente inalterável.
as pessoas se fecham dentro de si mesmas não por covardia, medo ou falta de coragem. mas sim porque só mesmo dentro delas mesmas elas podem ser como são.
as pessoas julgam. os psiquiatras, muitas vezes, subestimam seus pacientes. ou superestimam seus "poderes" de cura.
perder a confiança em alguém em que você depositou anos e anos de sua vida, seus segredos mais íntimos e revelou suas fraquezas, pode ser fatal.
olhar praquele que deveria proteger você como parte do seu problema também.
e, acredito, com minha parca experiência de vida, que é nessas horas em que qualquer pessoa possa enlouquecer e escolher por esconder totalmente a sua alma.
a partir de hoje, minha alma não estará mais aberta a visitações. ninguém mais me dirá o que é certo ou errado ou se meu sentimento faz sentido ou não.
serei dona e senhora da minha própria alma.
se isso vai me isolar completamente do mundo, não sei.
se vou enlouquecer, também não sei.
mas juro que manterei intacta minha esperança de me libertar.

compromisso público.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

confusa de novo


estou radicalmente confusa.
muita coisa acontecendo. muitas pessoas aparecendo.
e eu fico confusa com meus sentimentos. tenho fugido de gente há anos. de repente, a impulsividade me toma e aparecem pessoas na minha frente que tiveram um papel importante em determinada época. época essa que passou. sinto saudades. sou tomada por uma enorme nostalgia.
mas a dúvida me acompanha.
fico pensando naquela coisa de que tudo tem a sua hora. eu sempre fiz a minha hora. bastava querer.
e agora? eu simplesmente me deixo levar e não sei mais das horas.
isso me assusta. me tira do controle. me apavora na realidade.
não sei se quero. não sei se devo.
me exponho, depois me retraio.
é certo que não sou mais a lagartinha cdf de anos atrás. como me disse uma amiga, me tornei uma borboleta linda e poderosa.
mas o que é mesmo que eu quero?
sugestões serão muito bem aceitas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

we're on the road to nowhere


como é gostoso aceitar o inesperado.
os letrados que me desculpem, mas dinho ouro preto estava certo: meu caminho é cada manhã!
essa sensação de estar livre e ter o espírito livre pra mudar seus planos e aceitar um convite de última hora e ir parar em toque-toque por uma noite.
escolher a liberdade é a melhor escolha da vida. e é uma escolha que tem que ser renovada a cada manhã, com certeza. porque, como já sei e não me canso de repetir, a liberdade tem seu preço. e o preço é alto.
falam da sua presumida irresponsabilidade, inconseqüência, impulsividade.
mas, enquanto alguns se embriagam de álcool, eu me deixo levar pela intensidade. o efeito é raro e degustado em cada centímetro da alma.
sim, as coisas que vêm naturalmente, nascidas da espontaneidade são as mais importantes.
e é demais de bom saber que tem gente que enxerga isso. que sente de verdade o gostinho do inesperado, das coisas que acontecem do nada.
essa semana será a semana dos brindes!
e um longo brinde ao inesperado!

pra você, kiki!!!


She's a good girl, loves her mama
loves Jesus and America too
She's a good girl, crazy 'bout Elvis
loves horses and her boyfriend too

It's a long day livin' in Reseda
there's a freeway runnin' through the yard
and I'm a bad boy, 'cause I don't even miss her
I'm a bad boy for breakin' her heart

Chorus
And I'm free, I'm free fallin'

All the vampires walkin' through the valley
move west down Ventura Blvd.
And all the bad boys are standing in the shadows
All the good girls are home with broken hearts

(Repeat Chorus)

I wanna glide down over Mulholland
I wanna write her name in the sky
I wanna free fall out into nothin'
Gonna leave this world for awhile

TODA A SORTE E FELICIDADE DO MUNDO!
te amo muito!

domingo, 13 de dezembro de 2009

a casa do caralho

nossa, mil idéias na cabeça!!!
outro dia, encontrei uma "velha amiga" e comentei do blog. sim, comecei a dar a cara pra bater! e ela me perguntou se era uma versão digital da antiga "casa". putz, que saudade me deu da "casa". sem segredos, a casa era a "casa do caralho", resultado de uma noite de sábado de carnaval quando eu e mais duas outras "velhas amigas" tomamos um porre de coca cola e, putas com os respectivos, quase morremos (a clau quase que literalmente) de rir aos botarmos na mesa todos os momentos sexuais inesquecíveis proporcionados pelos atuais e antigos homens das nossas vidas.
acertamos tudo: as histórias, nome do livro, entrevistas em programas de tb (incluindo o famoso "quem sabe faz ao vivo", onde a ka teria que mostrar seus dotes ao vivo, resultado de uma das situações hilárias que passou), a clau entrando de ladinho no programa do jô pra contar o incrível nascimento da bia e outras coisas.
claro que os tais "homens das nossas vidas" iriam negar, mas era tudo verdade. e engraçadíssimo. coisas de 3 cabeças criativas, vazias e sem absolutamente nada pra fazer. mas que faziam tudo virar engraçado, inclusive as tragédias.
meu, lembrar da ka falando do "yes" de um deles me faz querer voltar no tempo, com exceção de vivenciar todas as tais situações novamente.
acho que a casa do caralho virou uma espécie de lenda urbana com quem convivia com a gente naquela época.
mas, como eu sinto falta dela! e de conseguir rir tanto dos meus micos e dos vividos pelas outras duas.
qualquer sex and the city não chega nem aos pés da casa do caralho. claro que as 3 tinham um "background" de redatoras, mas isso nem vem ao caso.
o melhor mesmo era a cumplicidade de 3 mulheres que tinham coragem de expor com a maior clareza do mundo situações patéticas, se divertir e ainda fazer história!

um brinde à Casa do Caralho!!! e aos homens das nossas vidas patrocionadores de tantas risadas!
p.s. e ká: tomar no cu?!?! oba!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

as mulheres pimenta


me lembro direitinho de doris day em "calamity jane" ou "ardida como pimenta". passava na sessão da tarde quando eu era criança e eu praticamente fui educada em cinema e em outras coisas pela sessão da tarde.
ela era daquele tipo de mulher que faz tudo: usava calças jeans com as barras dobradas, blusas xadrez com as mangas também dobradas e a cada vez que a provocavam, postava os braços como asas como quem diz "vai encarar?!?!".
foi essa a lembrança que doris day me deixou. a de uma mulher que sabe o que quer, que faz o que quer e, se alguém perguntar, "vai encarar?!". a doris day cantando "que será, será" ficou pra trás.
eu gostava mesmo era da briguenta, que enfrenta deus e o mundo e quem mais vier. acho que mais tarde, anos depois, com a dita liberação feminina, sutiãs em chamas, as "calamitys janes" são hoje as mulheres poderosas, independentes, livres, aquelas que a gente vê muito mais femininas mas conscientes do seu poder em "sex and the city".
aí, eu me pergunto. de carrie bradshaw só tenho os cabelos cacheados e levemente loiros e a mania de escrever. morro quando ela corre em plena calçada de manhattan em saltos manolo blanik. talvez tenha algum senso de estilo (eu tenho! e muito!!! modéstia às favas). das outras 3, absolutamente nada, eu acho.
mas, de uma coisa eu tenho certeza: essas mulheres me ensinaram uma lição que não tem preço.
me tornei uma mulher corajosa, poderosa e cheia de estilo! uma verdadeira mulher pimenta!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

trago essa rosa...


para te dar!
trago essa rosa
para te dar!
ai, como eu queria poder dar rosas assim, de repente, do nada, pra todo mundo que sorrisse.
óbvio que a primavera é a melhor estação do ano. dias lindos, aquele sol nem tão quente nem sem graça, os dias que se alongam, a brisa inesperada num dia de tarde, a chuva.
aquela música ecônomica que o tim maia canta é perfeita.
precisa mais?
precisa mais do que uma rosa pra dar pra alguém que vc ama e de quem quer estar perto em todas as estações do ano, seja no inverno, outono ou verão?
só que, na primavera, tudo é ainda mais lindo!
um amor que faz aniversário na primavera é perfumado por excelência.
um amor que nasce na primavera tem a suavidade das rosas, das flores, desse hiper colorido pedaço da natureza.
as rosas expressam tudo. e a primavera é a coroa de qualquer rainha!
primavera tem gosto de sorvete no banco da pracinha, escorrendo pela mão e você tentando lamber tudo para não ficar toda melada, morrendo de rir porque enquanto lambe de um lado, escorre do outro.
por isso, meu anjo da primavera, tenha sempre um rosa para me dar...

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

eu só quero é ser feliz!

quando eu era criança, como todo mundo, queria ser de tudo: concertista de piano, veterinária, geneticista, missionária, voluntária da cruz vermelha, trabalhar na onu, morar em paris, sei lá mais o que que.
hoje, depois de anos, de acabar sendo publicitára sei lá porque, só quero é ser feliz.
porque tudo se aprende, mas não há escola para felicidade. nem pós, nem mba. tudo isso é muito mais fácil que ser feliz.
ganhar o pulitzer ou o nobel deve ser mais fácil.
e a felicidade é tão simples.
contraditório mas real. fazer o que?
billy wilder, um dos maiores cineastas da história era triste.
solomon, escritor de renome, deprimido.
jack kerouac se embebedou até a morte.
rita hayworth, também conhecida como gilda, a mulher que todos queriam, morreu só e com alzheimer.
e eu só quero ser feliz, mais nada.
ser feliz devia ser como andar de bicicleta: depois que você aprende, nunca mais esquece.
mas não é tão simples. não por enquanto. não enquanto houver mediocridade e hipocrisia.
quem lê tudo isso, se é que alguém lê, pode até achar que sou triste, vivo no escuro e me visto de preto.
não, eu não sou assim.
tenho sorriso fácil, gosto de ajudar e dizem que perto de mim ninguém fica triste.
talvez, eu ainda consiga ser o que eu nem sabia quando era criança: que sendo feliz você pode ser tudo o que quiser.

p.s. eu também queria andar tranqüilamente nas favelas, mesmo não tendo nascido em nenhuma delas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

um dia de perua!


os dias sem horas, passados com os amigos, são os melhores.
você acorda e nem olha pro relógio. toma um banho pensando ser um banho digno dos deuses, pôe aquela roupa que te deixa MA-RA-VI-LHO-SA, toma um belo copo de coca coca geladérrima, escolhe o melhor CD e as ruas que te segurem.
canta, dança, joga beijinho pro policial que balança a cabeça quando te vê falando no celular e vai rindo para o templo do supérfluo: o shopping.
passa no caixa eletrônico, não vê o saldo, saca o suficiente e segue seu caminho secreto.
uma vez lá, óculos escuros (óbvio), deixa o carro no VIP e sai toda gostosa e garbosa, corajosa e cheirosa.
aí, é puro deleite.
um vestidinho da renner que lembra lacoste e chanel.
suquinho de amora pra manter o shape.
presente pro amigo.
aí, você se dirige àquela loja onde se diverte o máximo, encontra amigos e fica só de olho no corredor, com as línguas afiadas, "analisando" o público consumidor.
e as fotos com o papai noel?! você dribla os ajudantes anõezinhos e passa pro outro lado da praça central.
troca segredos com a moça que te vendeu "aquela" colcha que você tanto queria (afinal, seu cama é o máximo!).
vai na ótica do seu outro amigo e experimenta todos os óculos escuros lindos e carésimos do mundo e fica com cara de mulher (mais)rica e (mais) poderosa.
continua no salto. tenta enrolar o cara da vivo com seu charme e não tem sucesso.
enquanto isso, as horas passam e você nem lembra.
é SÁBADO. o dia oficial da perua no shopping.
depois, cheia de bolsas que na verdade são coisas que você tinha emprestado e te devolveram, você resolver descansar de mais um dia de verdadeiro stress.
volta pra casa, se desmonta inteira, toma um banho, coloca aquele roupão que você adora, passar creme nos pés (ah! você fez as unhas dos pés, mãos e a sobrancelha), pede uma pizza, vê o hugh jackman mais uma vez maravilhoso num smoking branco e vai pra sua caminha com a janela aberta pra dormir ouvindo o barulho da chuva.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

só os gatos são leais


talvez as piores decepções que guardamos por toda nossa vida são aqueles que envolvem sentimentos e pessoas. eu sou escolada nisso. já tive muitas, mas, ao contrário do que pensavam, elas me fortaleceram.
cada uma delas parece levar um pedacinho puro de você que você nunca mais encontrará, nem mesmo que um princípe num cavalo branco aparece na sua porta.
ou talvez a gente nasça e como último ato de condescendência, nos façam puros novamente ao morrer.
qualquer um que leia tudo isso pode notar o sabor amargo. aquele tal de bitter-sweet.
mas, na verdade, muitas vezes decepções envolvem traições.
e nada pior que a traição da lealdade. fidelidade é nada perto da lealdade. e faltar com a lealdade é muito maior que qualquer outra coisa.
é dizer não quando o motivo pra que você negue é bobo.
é faltar quando contam com a sua presença.
é simplesmente não saber ficar do lado, sem dizer nada, só para que a pessoa perceba que não está sozinha.
e isso, me desculpe, não é difícil. um sorriso, um abraço, um tapinha nas costas movimentam o mundo.
e tem gente que morre sem saber o que é lealdade.
eu traio sim. não nego. mas nunca deixei de ser leal, mesmo aos meus princípios.
acho que vai demorar pra que as pessoas compreendam a diferença entre fidelidade e lealdade e ainda que entendam uma parte de uma cancão: "te perdôo por me traires".

terça-feira, 24 de novembro de 2009


duro mesmo ser obrigada a lidar com sentimentos. não tá nada próximo de ser fácil. e é difícil.
o mundo é tão maior que cada um, que diferença fazemos naqueles dias em que queremos deixar de existir? pra mim, absolutamente nenhuma.
vejo notícias de uma mulher "tragada" por um buraco. que atire a primeira pedra aquele que nunca quis ser tragado por um buraco, assim, de boa, e ficar lá, dando um tempo do mundo aqui fora.
existem subterfúgios, é claro. mas tem sempre um "terapeuta" de plantão com mil razões pra que não se deixe cair no buraco.
olha gente: dá um tempo! a vida é minha. se quero me esconder um tempinho no buraco, deixe. quando eu quiser subir, eu grito, escalo, quebro as unhas, sei lá. mas me dê o tempo necessário que só eu posso saber qual é.
eu já tentei me obrigar a acordar com o pé direito todos os dias, já fiz orações antes de dormir e depois de acordar, mas, caraca! quem sabe do meu humor é ele! e eu, pobre coitada que convivo comigo mesma todos os dias, óh ceus!
sendo totalmente greta garbo, me deixem sozinha.
só isso. quando passar, passou.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

o tempo não pára mesmo

podem dizer o que for. eu nunca ligo mesmo. ou, se ligo, faço que não ligo.
a cada dia que passa, descubro verdadeiras pérolas nas letras de cazuza. e me identifico puramente com todas as suas verdades. como pretensão nunca me assustou, digo que me sinto cazuza em várias vezes na vida. incompreendida, vivendo sempre nos limites, cometendo o que muita gente chama de loucura, irresponsável, inconsequente. mas, acima de tudo, verdadeira.
se quiserem me entender e me acolher, ótimo. me fará feliz. caso contrário, não sou senhora dos sentimentos ou pensamentos de ninguém.

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

o sol


"eu sou o sol, sou eu que brilho, pra você, meu amor..."
essa é a melhor parte. a gente sempre brilha pra alguém. a gente sempre é especial.
isso não é o máximo?!?!
ironias a parte, estou sinceramente feliz. a gente sempre deve ficar feliz quando vê que fez alguma coisa sem nem pensar e não é que essa coisa dá certo?
coisas pequenas são as que têm maior significado.
ouvir aquele cara da manutenção que mal te vê te chamar pelo nome.
ou saber que ajudou um amigo na hora da roubada total. pode não ser perfeito nem a melhor coisa do mundo, mas, ao menos, é um novo começo.
e a vida tá cheia disso. e a gente precisa disso: novos começos. aprender todos os dias a ver a vida com novos olhos.
ainda quando adolescente, eu tinha um amigo que sempre dizia "ao andar na rua, olhe também para cima". nunca me esqueci. acho que a frase dele tinha outros mil significados, mas aprendi a olhar para todos os lados. e descobri detalhes mágicos da vida. pessoas na janela que simplesmente sorriem pra você. fachadas maravilhosas de prédios que se escondem por trás da placa com o nome do "estabelecimento".
e olhar pro sol. claro que com bloqueador solar 70 e um belo óculos escuro.
hoje, eu simplesmente dou razões pra minha instabilidade emocional e grito:
EU SOU O SOL
SOU EU QUE BRILHO...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

um fiapo de vida


é assim mesmo. tem dias em que parece que tudo o que nos resta é apenas um fiapo de vida, como se estivessêmos conectados ao mundo pela famosa linha tênue que separa tudo de tudo. o amor da raiva. o desespero da alegria completa. a vida da morte. a dita normalidade da dita anormalidade.
quanto a isso, eu nunca poderei dizer nada. nunca fui aquela criança ou pessoa que chamam de normal. de perto ou de longe.
sempre tive meus famosos pitis, xícaras na parede, bengaladas no vidro do carro, muitas e muitas portas batidas em eco repetitivo (!!!) e copos de cerveja atirados em quem nem conheço e nem tem nada com meu mau ou bom humor.
qual não foi minha surpresa ao ouvir de um médico que quase a lista telefônica inteira pode ser classificada como "estável emocionalmente".
isso não se aplica a mim. defintivamente não.
sou inconstante, impulsiva, passional, intensa... tudo é sentido até o fim. as dores, as alegrias, as surpresas, os estímulos, tudo.
e é por isso que não gosto de dias como hoje. o sol desvia por trás das nuvens e o dia fica que nem água: inodora e insípida.
chato, chato, chato. puro tédio e calor!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

alegria, alegria


Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou

Por que não, por que não...

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...

Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...

pra bom entendedor, meia palavra basta!