quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

a cura da alma


comecei a escrever como uma maneira de deixar sair um pouco de dentro de mim mesma. mas, de repente, percebo que o único lugar seguro é aqui comigo, sem olhar pros lados nem ouvir, ver ou falar.
sentimentos ainda são muito complexos para que a grande maioria das pessoas entenda os seus próprios. quanto mais os dos outros!
as ditas ciências, como a psiquiatria não tratam realmente dos sentimentos da alma, caso a pessoa do outro lado não esteja realmente comprometida com o bem-estar do outro do lado de cá.
é preciso se despir de preconceitos, amarras, julgamentos, alguns princípios e pensamentos pra que se entenda a alma do outro e a possa curar. porque esse deveria ser o real sentido da psiquiatria: curar a chamada dor da alma, ou as dores da alma.
qualquer passo no sentimento contrário, machuca ainda mais a alma e a fecha, talvez de maneira totalmente inalterável.
as pessoas se fecham dentro de si mesmas não por covardia, medo ou falta de coragem. mas sim porque só mesmo dentro delas mesmas elas podem ser como são.
as pessoas julgam. os psiquiatras, muitas vezes, subestimam seus pacientes. ou superestimam seus "poderes" de cura.
perder a confiança em alguém em que você depositou anos e anos de sua vida, seus segredos mais íntimos e revelou suas fraquezas, pode ser fatal.
olhar praquele que deveria proteger você como parte do seu problema também.
e, acredito, com minha parca experiência de vida, que é nessas horas em que qualquer pessoa possa enlouquecer e escolher por esconder totalmente a sua alma.
a partir de hoje, minha alma não estará mais aberta a visitações. ninguém mais me dirá o que é certo ou errado ou se meu sentimento faz sentido ou não.
serei dona e senhora da minha própria alma.
se isso vai me isolar completamente do mundo, não sei.
se vou enlouquecer, também não sei.
mas juro que manterei intacta minha esperança de me libertar.

compromisso público.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

confusa de novo


estou radicalmente confusa.
muita coisa acontecendo. muitas pessoas aparecendo.
e eu fico confusa com meus sentimentos. tenho fugido de gente há anos. de repente, a impulsividade me toma e aparecem pessoas na minha frente que tiveram um papel importante em determinada época. época essa que passou. sinto saudades. sou tomada por uma enorme nostalgia.
mas a dúvida me acompanha.
fico pensando naquela coisa de que tudo tem a sua hora. eu sempre fiz a minha hora. bastava querer.
e agora? eu simplesmente me deixo levar e não sei mais das horas.
isso me assusta. me tira do controle. me apavora na realidade.
não sei se quero. não sei se devo.
me exponho, depois me retraio.
é certo que não sou mais a lagartinha cdf de anos atrás. como me disse uma amiga, me tornei uma borboleta linda e poderosa.
mas o que é mesmo que eu quero?
sugestões serão muito bem aceitas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

we're on the road to nowhere


como é gostoso aceitar o inesperado.
os letrados que me desculpem, mas dinho ouro preto estava certo: meu caminho é cada manhã!
essa sensação de estar livre e ter o espírito livre pra mudar seus planos e aceitar um convite de última hora e ir parar em toque-toque por uma noite.
escolher a liberdade é a melhor escolha da vida. e é uma escolha que tem que ser renovada a cada manhã, com certeza. porque, como já sei e não me canso de repetir, a liberdade tem seu preço. e o preço é alto.
falam da sua presumida irresponsabilidade, inconseqüência, impulsividade.
mas, enquanto alguns se embriagam de álcool, eu me deixo levar pela intensidade. o efeito é raro e degustado em cada centímetro da alma.
sim, as coisas que vêm naturalmente, nascidas da espontaneidade são as mais importantes.
e é demais de bom saber que tem gente que enxerga isso. que sente de verdade o gostinho do inesperado, das coisas que acontecem do nada.
essa semana será a semana dos brindes!
e um longo brinde ao inesperado!

pra você, kiki!!!


She's a good girl, loves her mama
loves Jesus and America too
She's a good girl, crazy 'bout Elvis
loves horses and her boyfriend too

It's a long day livin' in Reseda
there's a freeway runnin' through the yard
and I'm a bad boy, 'cause I don't even miss her
I'm a bad boy for breakin' her heart

Chorus
And I'm free, I'm free fallin'

All the vampires walkin' through the valley
move west down Ventura Blvd.
And all the bad boys are standing in the shadows
All the good girls are home with broken hearts

(Repeat Chorus)

I wanna glide down over Mulholland
I wanna write her name in the sky
I wanna free fall out into nothin'
Gonna leave this world for awhile

TODA A SORTE E FELICIDADE DO MUNDO!
te amo muito!

domingo, 13 de dezembro de 2009

a casa do caralho

nossa, mil idéias na cabeça!!!
outro dia, encontrei uma "velha amiga" e comentei do blog. sim, comecei a dar a cara pra bater! e ela me perguntou se era uma versão digital da antiga "casa". putz, que saudade me deu da "casa". sem segredos, a casa era a "casa do caralho", resultado de uma noite de sábado de carnaval quando eu e mais duas outras "velhas amigas" tomamos um porre de coca cola e, putas com os respectivos, quase morremos (a clau quase que literalmente) de rir aos botarmos na mesa todos os momentos sexuais inesquecíveis proporcionados pelos atuais e antigos homens das nossas vidas.
acertamos tudo: as histórias, nome do livro, entrevistas em programas de tb (incluindo o famoso "quem sabe faz ao vivo", onde a ka teria que mostrar seus dotes ao vivo, resultado de uma das situações hilárias que passou), a clau entrando de ladinho no programa do jô pra contar o incrível nascimento da bia e outras coisas.
claro que os tais "homens das nossas vidas" iriam negar, mas era tudo verdade. e engraçadíssimo. coisas de 3 cabeças criativas, vazias e sem absolutamente nada pra fazer. mas que faziam tudo virar engraçado, inclusive as tragédias.
meu, lembrar da ka falando do "yes" de um deles me faz querer voltar no tempo, com exceção de vivenciar todas as tais situações novamente.
acho que a casa do caralho virou uma espécie de lenda urbana com quem convivia com a gente naquela época.
mas, como eu sinto falta dela! e de conseguir rir tanto dos meus micos e dos vividos pelas outras duas.
qualquer sex and the city não chega nem aos pés da casa do caralho. claro que as 3 tinham um "background" de redatoras, mas isso nem vem ao caso.
o melhor mesmo era a cumplicidade de 3 mulheres que tinham coragem de expor com a maior clareza do mundo situações patéticas, se divertir e ainda fazer história!

um brinde à Casa do Caralho!!! e aos homens das nossas vidas patrocionadores de tantas risadas!
p.s. e ká: tomar no cu?!?! oba!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

as mulheres pimenta


me lembro direitinho de doris day em "calamity jane" ou "ardida como pimenta". passava na sessão da tarde quando eu era criança e eu praticamente fui educada em cinema e em outras coisas pela sessão da tarde.
ela era daquele tipo de mulher que faz tudo: usava calças jeans com as barras dobradas, blusas xadrez com as mangas também dobradas e a cada vez que a provocavam, postava os braços como asas como quem diz "vai encarar?!?!".
foi essa a lembrança que doris day me deixou. a de uma mulher que sabe o que quer, que faz o que quer e, se alguém perguntar, "vai encarar?!". a doris day cantando "que será, será" ficou pra trás.
eu gostava mesmo era da briguenta, que enfrenta deus e o mundo e quem mais vier. acho que mais tarde, anos depois, com a dita liberação feminina, sutiãs em chamas, as "calamitys janes" são hoje as mulheres poderosas, independentes, livres, aquelas que a gente vê muito mais femininas mas conscientes do seu poder em "sex and the city".
aí, eu me pergunto. de carrie bradshaw só tenho os cabelos cacheados e levemente loiros e a mania de escrever. morro quando ela corre em plena calçada de manhattan em saltos manolo blanik. talvez tenha algum senso de estilo (eu tenho! e muito!!! modéstia às favas). das outras 3, absolutamente nada, eu acho.
mas, de uma coisa eu tenho certeza: essas mulheres me ensinaram uma lição que não tem preço.
me tornei uma mulher corajosa, poderosa e cheia de estilo! uma verdadeira mulher pimenta!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

trago essa rosa...


para te dar!
trago essa rosa
para te dar!
ai, como eu queria poder dar rosas assim, de repente, do nada, pra todo mundo que sorrisse.
óbvio que a primavera é a melhor estação do ano. dias lindos, aquele sol nem tão quente nem sem graça, os dias que se alongam, a brisa inesperada num dia de tarde, a chuva.
aquela música ecônomica que o tim maia canta é perfeita.
precisa mais?
precisa mais do que uma rosa pra dar pra alguém que vc ama e de quem quer estar perto em todas as estações do ano, seja no inverno, outono ou verão?
só que, na primavera, tudo é ainda mais lindo!
um amor que faz aniversário na primavera é perfumado por excelência.
um amor que nasce na primavera tem a suavidade das rosas, das flores, desse hiper colorido pedaço da natureza.
as rosas expressam tudo. e a primavera é a coroa de qualquer rainha!
primavera tem gosto de sorvete no banco da pracinha, escorrendo pela mão e você tentando lamber tudo para não ficar toda melada, morrendo de rir porque enquanto lambe de um lado, escorre do outro.
por isso, meu anjo da primavera, tenha sempre um rosa para me dar...

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

eu só quero é ser feliz!

quando eu era criança, como todo mundo, queria ser de tudo: concertista de piano, veterinária, geneticista, missionária, voluntária da cruz vermelha, trabalhar na onu, morar em paris, sei lá mais o que que.
hoje, depois de anos, de acabar sendo publicitára sei lá porque, só quero é ser feliz.
porque tudo se aprende, mas não há escola para felicidade. nem pós, nem mba. tudo isso é muito mais fácil que ser feliz.
ganhar o pulitzer ou o nobel deve ser mais fácil.
e a felicidade é tão simples.
contraditório mas real. fazer o que?
billy wilder, um dos maiores cineastas da história era triste.
solomon, escritor de renome, deprimido.
jack kerouac se embebedou até a morte.
rita hayworth, também conhecida como gilda, a mulher que todos queriam, morreu só e com alzheimer.
e eu só quero ser feliz, mais nada.
ser feliz devia ser como andar de bicicleta: depois que você aprende, nunca mais esquece.
mas não é tão simples. não por enquanto. não enquanto houver mediocridade e hipocrisia.
quem lê tudo isso, se é que alguém lê, pode até achar que sou triste, vivo no escuro e me visto de preto.
não, eu não sou assim.
tenho sorriso fácil, gosto de ajudar e dizem que perto de mim ninguém fica triste.
talvez, eu ainda consiga ser o que eu nem sabia quando era criança: que sendo feliz você pode ser tudo o que quiser.

p.s. eu também queria andar tranqüilamente nas favelas, mesmo não tendo nascido em nenhuma delas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

um dia de perua!


os dias sem horas, passados com os amigos, são os melhores.
você acorda e nem olha pro relógio. toma um banho pensando ser um banho digno dos deuses, pôe aquela roupa que te deixa MA-RA-VI-LHO-SA, toma um belo copo de coca coca geladérrima, escolhe o melhor CD e as ruas que te segurem.
canta, dança, joga beijinho pro policial que balança a cabeça quando te vê falando no celular e vai rindo para o templo do supérfluo: o shopping.
passa no caixa eletrônico, não vê o saldo, saca o suficiente e segue seu caminho secreto.
uma vez lá, óculos escuros (óbvio), deixa o carro no VIP e sai toda gostosa e garbosa, corajosa e cheirosa.
aí, é puro deleite.
um vestidinho da renner que lembra lacoste e chanel.
suquinho de amora pra manter o shape.
presente pro amigo.
aí, você se dirige àquela loja onde se diverte o máximo, encontra amigos e fica só de olho no corredor, com as línguas afiadas, "analisando" o público consumidor.
e as fotos com o papai noel?! você dribla os ajudantes anõezinhos e passa pro outro lado da praça central.
troca segredos com a moça que te vendeu "aquela" colcha que você tanto queria (afinal, seu cama é o máximo!).
vai na ótica do seu outro amigo e experimenta todos os óculos escuros lindos e carésimos do mundo e fica com cara de mulher (mais)rica e (mais) poderosa.
continua no salto. tenta enrolar o cara da vivo com seu charme e não tem sucesso.
enquanto isso, as horas passam e você nem lembra.
é SÁBADO. o dia oficial da perua no shopping.
depois, cheia de bolsas que na verdade são coisas que você tinha emprestado e te devolveram, você resolver descansar de mais um dia de verdadeiro stress.
volta pra casa, se desmonta inteira, toma um banho, coloca aquele roupão que você adora, passar creme nos pés (ah! você fez as unhas dos pés, mãos e a sobrancelha), pede uma pizza, vê o hugh jackman mais uma vez maravilhoso num smoking branco e vai pra sua caminha com a janela aberta pra dormir ouvindo o barulho da chuva.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

só os gatos são leais


talvez as piores decepções que guardamos por toda nossa vida são aqueles que envolvem sentimentos e pessoas. eu sou escolada nisso. já tive muitas, mas, ao contrário do que pensavam, elas me fortaleceram.
cada uma delas parece levar um pedacinho puro de você que você nunca mais encontrará, nem mesmo que um princípe num cavalo branco aparece na sua porta.
ou talvez a gente nasça e como último ato de condescendência, nos façam puros novamente ao morrer.
qualquer um que leia tudo isso pode notar o sabor amargo. aquele tal de bitter-sweet.
mas, na verdade, muitas vezes decepções envolvem traições.
e nada pior que a traição da lealdade. fidelidade é nada perto da lealdade. e faltar com a lealdade é muito maior que qualquer outra coisa.
é dizer não quando o motivo pra que você negue é bobo.
é faltar quando contam com a sua presença.
é simplesmente não saber ficar do lado, sem dizer nada, só para que a pessoa perceba que não está sozinha.
e isso, me desculpe, não é difícil. um sorriso, um abraço, um tapinha nas costas movimentam o mundo.
e tem gente que morre sem saber o que é lealdade.
eu traio sim. não nego. mas nunca deixei de ser leal, mesmo aos meus princípios.
acho que vai demorar pra que as pessoas compreendam a diferença entre fidelidade e lealdade e ainda que entendam uma parte de uma cancão: "te perdôo por me traires".

terça-feira, 24 de novembro de 2009


duro mesmo ser obrigada a lidar com sentimentos. não tá nada próximo de ser fácil. e é difícil.
o mundo é tão maior que cada um, que diferença fazemos naqueles dias em que queremos deixar de existir? pra mim, absolutamente nenhuma.
vejo notícias de uma mulher "tragada" por um buraco. que atire a primeira pedra aquele que nunca quis ser tragado por um buraco, assim, de boa, e ficar lá, dando um tempo do mundo aqui fora.
existem subterfúgios, é claro. mas tem sempre um "terapeuta" de plantão com mil razões pra que não se deixe cair no buraco.
olha gente: dá um tempo! a vida é minha. se quero me esconder um tempinho no buraco, deixe. quando eu quiser subir, eu grito, escalo, quebro as unhas, sei lá. mas me dê o tempo necessário que só eu posso saber qual é.
eu já tentei me obrigar a acordar com o pé direito todos os dias, já fiz orações antes de dormir e depois de acordar, mas, caraca! quem sabe do meu humor é ele! e eu, pobre coitada que convivo comigo mesma todos os dias, óh ceus!
sendo totalmente greta garbo, me deixem sozinha.
só isso. quando passar, passou.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

o tempo não pára mesmo

podem dizer o que for. eu nunca ligo mesmo. ou, se ligo, faço que não ligo.
a cada dia que passa, descubro verdadeiras pérolas nas letras de cazuza. e me identifico puramente com todas as suas verdades. como pretensão nunca me assustou, digo que me sinto cazuza em várias vezes na vida. incompreendida, vivendo sempre nos limites, cometendo o que muita gente chama de loucura, irresponsável, inconsequente. mas, acima de tudo, verdadeira.
se quiserem me entender e me acolher, ótimo. me fará feliz. caso contrário, não sou senhora dos sentimentos ou pensamentos de ninguém.

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

o sol


"eu sou o sol, sou eu que brilho, pra você, meu amor..."
essa é a melhor parte. a gente sempre brilha pra alguém. a gente sempre é especial.
isso não é o máximo?!?!
ironias a parte, estou sinceramente feliz. a gente sempre deve ficar feliz quando vê que fez alguma coisa sem nem pensar e não é que essa coisa dá certo?
coisas pequenas são as que têm maior significado.
ouvir aquele cara da manutenção que mal te vê te chamar pelo nome.
ou saber que ajudou um amigo na hora da roubada total. pode não ser perfeito nem a melhor coisa do mundo, mas, ao menos, é um novo começo.
e a vida tá cheia disso. e a gente precisa disso: novos começos. aprender todos os dias a ver a vida com novos olhos.
ainda quando adolescente, eu tinha um amigo que sempre dizia "ao andar na rua, olhe também para cima". nunca me esqueci. acho que a frase dele tinha outros mil significados, mas aprendi a olhar para todos os lados. e descobri detalhes mágicos da vida. pessoas na janela que simplesmente sorriem pra você. fachadas maravilhosas de prédios que se escondem por trás da placa com o nome do "estabelecimento".
e olhar pro sol. claro que com bloqueador solar 70 e um belo óculos escuro.
hoje, eu simplesmente dou razões pra minha instabilidade emocional e grito:
EU SOU O SOL
SOU EU QUE BRILHO...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

um fiapo de vida


é assim mesmo. tem dias em que parece que tudo o que nos resta é apenas um fiapo de vida, como se estivessêmos conectados ao mundo pela famosa linha tênue que separa tudo de tudo. o amor da raiva. o desespero da alegria completa. a vida da morte. a dita normalidade da dita anormalidade.
quanto a isso, eu nunca poderei dizer nada. nunca fui aquela criança ou pessoa que chamam de normal. de perto ou de longe.
sempre tive meus famosos pitis, xícaras na parede, bengaladas no vidro do carro, muitas e muitas portas batidas em eco repetitivo (!!!) e copos de cerveja atirados em quem nem conheço e nem tem nada com meu mau ou bom humor.
qual não foi minha surpresa ao ouvir de um médico que quase a lista telefônica inteira pode ser classificada como "estável emocionalmente".
isso não se aplica a mim. defintivamente não.
sou inconstante, impulsiva, passional, intensa... tudo é sentido até o fim. as dores, as alegrias, as surpresas, os estímulos, tudo.
e é por isso que não gosto de dias como hoje. o sol desvia por trás das nuvens e o dia fica que nem água: inodora e insípida.
chato, chato, chato. puro tédio e calor!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

alegria, alegria


Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou

Por que não, por que não...

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...

Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...

pra bom entendedor, meia palavra basta!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

modismos à parte...


humor negro: não sei porque reclamam tanto dos tsunamis! ops! politicamente incorreta.
bem, a brincadeira sem graça é mesmo pra falar uma coisa simples: vivemos em ondas. ondas de vai e vem. política, religião, futebol, moda, gastronomia.
tudo segue o movimento das marés.
zen demais?!?! olhaí: a palavra zen é um bom exemplo.
introdução a parte, tô passada com o comercial do buscapé, aquele site de busca de preços e etc. até o tal buscapé entrou na onda do reciclável, reutilizável e etc... tipo procure e compre através do buscapé e estará ajudando o meio ambiente, blá blá blá.
propaganda é assim mesmo: vislumbra uma oportunidade e já vira segmento de mercado, nicho
valha-me deus!!!
tudo bem, vou entrar nessa onde também e me tornar reciclável, reutilizável e de consumo consciente.
ou seja, um novo nome pros antiso "ecochatos" que antes eram legais e ficaram "fora de moda".


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

o cansaço nosso de cada dia.

tô cansada.
simples assim: cansada.
nem um super sorvete me faria sair pulando! e eu adoro sorvete. suflê de chocolate da vanessa com banana. sem qualquer outra coisa, se torna uma festa!
mas tô cansada até mesmo pros sorvetes.
sei lá porque. só sei que tenho uma longa semana sem a menor graça. médicos, exames, dentista, terapia dupla. é nisso que minha vida se tornou. uma longa e contínua seqüência de semanas sem graça e sem sorvetes.
numa dessas idas e vindas, passei dias movida a sorvete. e a garota atrás do balcão se espantava ao me ver cada dia mais magra. mesmo com os sorvetes.
e, se ao comprar um sorvete, eu me esbarrasse com o amor da minha vida?
e se numa dessas sorveterias da vida eu encontrasse o verdadeiro sentido do porque ainda não desisti e encaro longas e longas semanas de remédios, médicos, exames, sessões de terapia, drenagem e blá blá blá?
não tenho respostas pra nada.
nem vontade.
só sei que estou cansada.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

a vida é minha!


mentira, mentira, mentira.
sei lá de quem é, mas encher o peito e falar que a vida é minha é pura pretensão. eu tenho uma gatinha, ela é minha. se ela não quiser, não fica no meu colo nem a pau!
a gente não tem nada não. talvez o que a gente sente, imposível de controlar, difícil de lidar e, de vez em quando, maravilhoso de viver.
sinceramente, se a vida fosse minha mesmo, seria literalmente um mar de rosas. ou pra ficar mais fácil, uma piscina ou uma bela banheira de mármore rosa, cheia de rosas brancas sem espinho.
a música mudaria de acordo com meu sentimento, uma coisa meio show de truman. seria bom dia, boa tarde e, caso eu não te veja, boa noite.
torneiras para coca cola light sempre hiper geladas e com gás.
certamente, não haveria lugar pra gente falsa nem dissimulada. nem pra maldade.
lojas de R$ 1,99 espalhadas. nada custaria mais que um e noventa e nove.
um pouco mais de igualdade seria muito bem vinda.
e generosidade de sobra.
generosidade de coração. de sentimentos. as pessoas olhariam um pouco mais pras outras e um pouco menos pra elas mesmas.
se a minha vida fosse mesmo minha, eu faria algumas outras mudanças, além dessas.
mas certamente não é. e tenho que me ajustar a ela, faça chuva ou um lindo dia de sol!

domingo, 18 de outubro de 2009

cópia da cópia da cópia


"NÃO TENHO TEMPO PRA MAIS NADA.
SER FELIZ ME CONSOME MUITO!!!
(Clarice Lispector)

Quem quiser mesmo me derrubar, que se esforce mais um pouquinho!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

se é que em algum dia gentileza gerou gentileza


é triste e chato e dói.
mas nem sempre as coisas e as pessoas são como queremos ou imaginamos.
vivemos diariamente dando pérolas aos porcos porque cruzamos pouquísimas pessoas na nossa vida que realmente merecem algo de bom.
família? muito bonito na teoria mas quase sempre muito falsa e mentirosa na prática. as pessoas simplesmente não se ouvem e quando se ouvem, não se respeitam. o que você faz é sempre muito pouco e pode ser facilmente ignorado, relevado ou não ter valor.
gentileza gera gentileza. como eu queria que as pessoas levassem isso um pouco mais a sério. que se dessem um pouco mais pros outros. que valorizassem coisas pequenas vendo hoje a diferença disso no futuro.
mas não. parece que a gentileza está morta. assim como o olhar pro lado e sorrir pra quem a gente nem conhece simplesmente porque um sorriso vindo do nada é uma das coisas mais gostosas do mundo. gerar simpatia de um desconhecido e não só ser educado ou bonzinho.
ser bom de verdade. saber que a bondade não é fraqueza e sim um grande gesto de nobreza. porque só os nobres se arriscam a ser bons em um mundo em que qualquer atitude pode ser facilmente confundida com ser trouxa ou bobo demais.
eu estou cansada. cansada de dar muito mais do que recebo. cansado de ser muito mais doce do que são comigo. cansada de me preocupar com simples detalhes que fazem a vida muito melhor.
simplesmente porque ninguém percebe isso.
meus sorrisos a toa podem ser sinônimo de vadiagem.
meus agrados podem ser interpretados como "nossa, como ela é boazinha".
ou meu jeito de me preocupar, lembrar das coisas que são importantes não só pra mim como também pros outros como falta do que fazer ou carência.
é triste pensar que cansei de simplesmente ser gentil.
porque, na vida real, não há mais tempo para que "gentileza gere gentileza".
e os gentis são loucos profetas que distribuem flores e pérolas aos porcos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

amanhã será um novo dia!

sinceramente, preguiça não devia ser pecado.
não que isso vá mudar minha relação com ela, mas... poxa, tem tanta coisa pior que um pouquinho de vontade de ficar sem fazer nada e não sentir nenhum pesinho na consciência!!!
tudo bem, eu nem tô com preguiça. tô é com remorso, arrependida, com vergonha... por que? porque tem crises de antice aguda! sim, ataques violentos de burrice em que me desfaço em atos e atos sem sentido que me levam pro lado oposto ao da luz, da força.
sei que parece que tô brincando, mas não estou.
o último mês foi simplesmente definido como um inferno. e olha que sei que as palavras têm poder.
mas tenho me boicotado continuamente e me defendido, criando justificativas lógicas e totalmente palatáveis para um comportamento idiota e auto-destrutivo. vou acabando com meu amor próprio aos pouquinhos.
"minhas" escolhas o caramba! vamos combinar: eu só quero é ser feliz. e pronto.
como? sei lá. ainda ninguém divulgou uma receita única que satisfaça todo mundo.
vou continuar acertando, errando, justificando, tentando acertar, errando de novo e vou vivendo. quando chegar no final, a gente vê.
vou fazer estilo lema dos AA: um dia de cada vez. e vou reconstruindo tara aos poucos, do meu jeito, encarando meus demônios e vencendo minhas próprias batalhas.
e amanhã será um novo dia!


p.s. e eu vou continuar indo na terapia!


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

the road not taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim
Because it was grassy and wanted wear,
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I marked the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I,
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Robert Frost

escolhas


acho que encontrei a resposta pra pergunta que tanta gente me faz...
"e até quando você vai suportar essa situação?!" essa pergunta se relaciona diretamente ao meu "status" afetivo. solteira, sozinha e sem paquerinhas ou ficantes ou coisas do gênero.
eu sou assim. nasci sozinha. cresci sozinha. fui adolescente sozinha. passava horas e horas sozinha, vendo meus filmes, lendo meus livros.
portanto, é assim que sempre me vi e me vejo.
sozinha.
isso não quer dizer que levo uma vida monástica e solitária. mas sim que escolho a hora em que quero e tenho vontade de realmente estar com outras pessoas. sempre fui assim. e nunca nada me faltou.
sempre digo que minha vida emocional e afetiva foi construída em cima dos filmes em preto e branco que passavam na sessão da tarde quando eu era menina. amores, saudades, coisas impossíveis. a rosa púrpura do cairo. ela se apaixona por puro acetato. um personagem criado por algum cineasta.
eu sou assim. me vejo em cazuza cantando que adora amores inventados.
eu gosto de ser assim. de poder escolher quando estar com alguém.
nem sempre a pessoa que escolho está disponível, mas faz parte do processo todo.
portanto, eu "vou suportar a tal situação" até quando eu quiser. e se quiser.
se acordar querendo mudar, eu mudo.
não vão ser horas e horas de terapia que vão mudar meu comportamento afetivo e emocional. porque, sinceramente, esse não é o meu pior problema ou dilema.
acho que, dentre todas as perguntas que me faço, essa é a de mais fácil resposta.
eu gosto da liberdade. e sei que ela tem um preço caro. mas escolhi pagar esse preço há muito tempo. e não quero (ainda) mudar de idéia.
a única coisa que realmente me importa é saber que alguém me ama em algum lugar e em algum momento. estar com esse alguém pode mudar tudo. então que seja assim. sou feliz assim.
não quero nada o tempo todo. eu não sou assim.
sou anti-social. não gosto de compromissos. quero a liberdade de ir e vir a hora em que eu bem entender. não gosto de relógio e, pra mim, toda hora é hora.
daí meus problemas com sono em horários absurdos, almoços e jantares que, ora existem, ora não.
caramba! quantas coisas a gente pode sinceramente escolher na vida sem que algo seja imposto?
acho que nada.
e já que tenho que pagar por alguma coisa, escolho pagar pela minha (suposta) liberdade.
se isso me faz só um personagem de filme, que seja.
pretendo ser digna de um oscar.

e só!

domingo, 4 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

há quem veja anjos!

não é fácil. e, além de não ser fácil, é difícil.
apaixonar-se. eu me considero uma pessoa completamente apaixonada. sem paixão, minha vida não teria muita graça. as paixões mudam a cada dia... e mudam os meus dias.
(ou será que sou só passional?!?!?)
mas, se formos didaticamente corretos, ou se seguirmos o que os dicionários definem como sendo paixão, perdemos toda ela. paixão é sofrimento e martírio, bem antes de se tornar aquele sentimento impulsivo e intenso a ponto de ofuscar a razão.
e ser racional? será que é fácil? acho bem difícil!
um dia, perguntei a meu médico quantas pessoas numa lista telefônica poderiam ser consideradas emocionalmente estáveis. a resposta me derrubou: quase todas. meu mundo caiu morro abaixo.
eu odiaria ser considerada emocionalmente estável. a estabilidade me sugere imobilidade que leva à inércia que conduz à ausência de mudanças. e assim, continuamos eternas crianças sem aprender com as paixões e sofrimentos da vida.
as mudanças assustam. o sofrimento apavora. a paixão nos faz cegos, surdos e mudos.
mas a paixão também nos faz humanos em seu mais alto grau e, assim, podemos entender porque aquele que alguns chamam de deus nos fez à sua imagem e semelhança.
e, como não poderia deixar de ser, a paixão veio de bônus.
sim, estou triste. e a tristeza ou torna as palavras perfeitas ou torna as frases curtas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

quer saber?


tô de saco cheio de ser legal.
saber o que falar nas horas certas, criar frases perfeitas, ser a mulher que todos queriam ter mas que ninguém leva pra casa. CANSEI!
chega a ser patético. bonita, linda, inteligente, bom coração e o que se faz com isso? colhe o DNA pra fazer outras iguais?!?! nem isso...
mulher inteligente nasceu pra ficar sozinha. inteligência cansa quem é burro. inteligência assusta. quem dera ser loura e burra!
é, tô de saco cheio mesmo.
fico dando atenção pra quem não merece. dando pedaços de mim pra quem não percebe. horas do meu dia pra quem não tem relógio.
palavras pra quem não sabe ler, muito menos nas entrelinhas.
delicadezas pra quem não sabe dizer obrigado.
sorrisos pra quem acha que a boca só serve pra comer e falar merda.
do que adianta ser legal em um mundo de gente podre?
do que adianta ter luz própria se cada dia mais as pessoas usam óculos com lentes UVA e UVB ou U qualquer coisa?
não adianta querer ensinar cego a ver.
aliás, do que adianta viver se tem um monte de gente olhando pra si mesmo e esquecendo que a HUMANIDADE não se faz sozinha?!?!

SAUDADE

dizem que uma imagem vale por mil palavras...
qual a imagem pra saudade?

celebração


foi tudo de repente.
você chegou surgindo do nada
sem promessas
foi ocupando espaços
provocando sentimentos
criando lembranças
fazendo história.

o tempo foi passando
e, sem que ninguém percebesse,
um corpo foi aprendendo o jeito do outro
os cheiros foram se misturando
as bocas se encontrando cada vez mais
e o beijo se fez mais do que necessário.

as mãos foram se tocando,
se segurando, se tornando um elo invisível.
profundo.
os corpos se tornaram só um quando juntos
e o cheiro se desmanchou no ar.

ar que respiro, ar que respira
ar que nos faz viver.
ar que se torna vento no rosto
vento que revela curvas
vento que vem junto com o sol.

sol que esquenta, que envolve
que nos abraça.
sol que nos faz mais quentes
sol que nos aproxima
quando toca nossa pele
e aquece nossos pés no meio de uma tarde vazia
num banco de praça.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

nada além da vida


eu não quero muito da vida, além da vida.

quero só ser feliz, gostar das coisas que tenho e ter o que gosto. poder contar com palavras doces que vêem de onde menos se espera só porque um dia eu sorri ou ouvi alguém que precisava ser ouvido.

que sorriam quando eu passo e façam questão de levantar os braços "abanando as mãos" pra que eu não deixe de ver.

que fiquem feliz com a minha chegada e percebam antes de mais nada o meu sorriso.

que o tom de voz mude quando souberem que sou eu do outro lado do telefone.

que meus pensamentos se completem nos pensamentos de pessoas iguais a mim: sinceras, francas e verdadeiras.

não passar despercebida não pelos meus conhecimentos, mas pela minha essência.

que sintam minha falta porque ela representa alegria. que olhem pra mim com olhos simples e coração aberto.

tomar coca cola bem gelada com azeitona preta temperada.

chegar as 4 da manhã e a minha gatinha estar sentada como um soldadinho da rainha me esperando.

conversar com meu sobrinho e perceber que ele gosta disso e até sente um certo orgulho.

me deitar no chão, na grama, e sonhar acordada.

receber abraços apertados de saudades.

não quero nada mais do que clichês.

e que as pessoas percebam que, apesar do ar pejorativo, a palavra clichê nada mais significa do que algo simples, fácil de encontrar.

domingo, 27 de setembro de 2009

antes do pôr do sol


antes do amanhecer


Amores e mudanças

Quando a vida da gente está emperrada (o que não é raro), será que faz sentido esperar que um encontro, um amor, uma paixão se encarreguem de nos dar um novo rumo? Provavelmente, sim -no mínimo, é o que esperamos: afinal, o poder transformador do encontro amoroso faz o charme de muitos filmes e romances. Os especialistas validam nossa esperança. Jacques Lacan, o psicanalista francês, dizia, por exemplo, que o amor é o sinal de uma "mudança de discurso", ou seja, na linguagem dele, de uma mudança substancial na nossa relação com o mundo, com os outros e com nós mesmos. Claro, resta a pergunta: o que significa "sinal" nesse caso? Duas possibilidades: o amor surge quando está na hora de a gente se transformar ou, então, é por amor que a gente se transforma. Não é necessário tomar partido: talvez as duas sejam verdadeiras.

Seja como for, volta e meia, alguém me pede uma receita: como esbarrar num amor que nos transforme? A resposta trivial diz que os encontros acontecem a cada esquina: difícil é enxergá-los e deixar que eles nos transformem, ou seja, difícil é ter a coragem de vivê-los. Aqui vai um exemplo. O filme "Tinha que Ser Você", escrito e dirigido por Joel Hopkins, além de ser uma pequena dádiva, oferece uma "dica" preciosa sobre as condições que fazem que um amor "engate". É a história de um encontro ao qual os protagonistas tentam dar uma chance -a chance de transformar suas vidas.

(...)

O passeio pela cidade evoca dois filmes de Richard Linklater, que estão entre meus preferidos, "Antes do Amanhecer", de 1995, e "Antes do Pôr-do-sol", de 2004.
No primeiro, Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) encontram-se, passam um dia nas ruas de Viena e, enfim, separam-se. No segundo, eles se encontram de novo, em Paris, nove anos depois, e, também passeando, imaginam, de alguma forma, a outra vida que poderia ter sido a deles se, no fim daquele dia em Viena, eles tivessem apostado no futuro de seu encontro.

Aqui, uma recomendação prosaica que emana dos três filmes: se você procura um grande encontro amoroso, sempre use calçados confortáveis, porque nunca se sabe por quantos quilômetros se estenderão suas deambulações amorosas. Brincadeira à parte, os filmes de Linklater talvez sejam mais tocantes -entre outras coisas, porque eles conferem uma beleza melancólica a uma desistência que é muito parecida com as renúncias às quais nos resignamos a cada dia. Mas o filme de Hopkins, "Tinha que Ser Você", é mais generoso, porque ele nos deixa com uma sugestão: o diálogo que leva ao amor, que dá a cada um a vontade de se arriscar, não surge da sedução e do charme, mas da coragem de nos apresentarmos por nossas falhas, feridas e perdas.

(Contardo Calligaris)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

primavera, seja bem-vinda!



canção da primavera

primavera cruza o rio
cruza o sonho que tu sonhas.

na cidade adormecida
primavera vem chegando.

catavento enloqueceu,
ficou girando, girando.

em torno do catavento
dancemos todos em bando.

dancemos todos, dancemos,
amadas, mortos, amigos,
dancemos todos até
não mais saber-se o motivo...

até que as paineiras tenham
por sobre os muros florido!

(mário quintana)

domingo, 20 de setembro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

vai que é tua, suzanita!!!


eu hoje acordei


eu hoje acordei cheia de vontades.

vontade de comer açaí na tigela com banana e granola.

vontade de receber flores amarelas.

vontade de sair dançando como ginger rogers e seu fred astaire.

vontade de estar apaixonada achando tudo lindo e maravilhoso.

vontade de nunca ter medo de nada, seja ganhando ou perdendo.

vontade de que muitas coisas tivessem o mesmo começo, um meio parecido e um final completamente diferente.

vontade de descobrir cores novas.

vontade de balançar na rede.

vontade de enxergar coisas nunca vistas.

vontade de sentir perfumes.

vontade de ver gente bonita.

vontade de ser completamente feliz.

vontade de olhar tudo com os olhos de uma criança.

vontade de ser simplesmente inocente!



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

existe monogamia de verdade?


na teoria, monogamia é tudo muito bonitinho. casais passeando de mãos dadas pelo parque, beijinhos, eternas juras de amor.

BA-LE-LA.

tá, tô possessa com minha história pessoal, mas amores verdadeiros, sinceros e que duram a vida toda, além de serem freqüentes no cinema, são raríssimos e mentirosos na vida real! casal que envelhece junto, fazem caminhada juntinhos pra um escorar o outro pra evitar qualquer queda, tudo isso é muito bonitinho.

mas, e as brigas sobre o tom do azul do céu dentro de casa? e o papagaio escondido embixo da pia?!?!

tudo bem, a velhice chega pra qualquer um.

mas o pior é quando o companheirismo dos idosos é substituído pela falsidade dos jovens que "amam a família", mas amam também a mulher ou homem que lhes traz paixão, aventura, frio na barriga.

ai, não ficam nem lá nem cá. a monogamia não foi feita para a humanidade. a liberdade sim. quer mais que a satisfação de ser feliz e poder acordar um dia e pensar "quer saber? não vou fazer nada".

sinceramente, eu prefiro a liberdade ainda que sozinha, mas nunca solitária, à falsa ilusão de um casamento com casa de janelas azuis e cerquinhas brancas.

a gente divide a vida e a felicidade com quantas pessoas a gente encontrar e amar na vida e se prender a uma só é cruel.

a menos que você tenha certeza que aquela pessoa partilha dos mesmos olhos que você. geralmente localizados na alma.


boa sorte!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

o óbvio!


homens e mulheres: uma briga eterna?!


eles nos subestimam daqui, nós os desafiamos de lá! mas, no final da contas, um precisa do outro pra viver!

caramba! todo mundo fala, discute, tece mil hipóteses, explicações, teorias, blá blá blá, mas ninguém se atreve a responder por que um homem consegue fazer tanto mal a uma mulher, ainda que seja significativamente mais fraco.
é.
vamos parar de fazer de conta e ir direto ao ponto: as mulheres foram criadas com a sublime tarefa de "cuidar" dos outros. e, no primeiro sinal de fraqueza, o homem ao seu lado subitamente fica doente, triste, aborrecido, preocupado com o trabalho e etc, se esquivando de olhar nos nossos olhos e, mesmo que mentindo, dizer que está tudo bem ou que vai ficar tudo bem.
é aí que o dito instinto maternal começa a agir e a mulher se esquece dos seus sentimentos e volta à sua sublime tarefa de cuidar do mundo.
tenha a santa paciência!

e as mulheres ainda são bem trouxas. mesmo sabendo da sua sutil superioridade diante dos homens, se deixam abalar por um zé migué que pode colocar toda sua auto-estima abaixo num piscar de olhos!

o que nos fez assim, tão previsivelmente sensível às opiniões masculinas?

quem saberá a resposta?

eu só sei que, com certa freqüência, ouço histórias ou conto a minha. histórias de como qualquer zé migué desses que se são encontrados em qualquer esquina literalmente acaba com o amor próprio de uma mulher inteligente, charmosa, independente, corajosa. tô errada, mônica?!

dá licença. a gente já fez tanta coisa, brigou tanto, mulheres se sacrificaram em nome da emancipação feminina e, mesmo assim, conseguimos estragar tudo após um telefonema idiota. é quando nossa fértil imaginação se coloca a postos e os mais cretinos pensamentos aparecem e a mais estúpida pergunta fica nos martelando: o que eu fiz de errado?

desculpe, minha amiga: não foi você. foi qualquer outra mulher que colocou no mundo mais um desses "serzinhos" bobos, imaturos e (por que não dizer???) covardes que estudam na mesma escola e aprendem a nos mandar flores, falar palavras doces e nos enrredar, nos tornando cativas das situações mais tolas e absurdas do mundo.

viver sem um deles? praticamente impossível.

mas o que nos custa ser um pouquinho mais espertas e tentar, dia após dia, repetindo o mesmo mantra, lembrar que um simples sorrisinho amarelo coloca fim a muitas discussões estressantes?

porque, me desculpem os ou as que não concordam: somos realmente tolas ao nos deixar abalar. poucos são os verdadeiros homens que conseguem enxergar um pouco além, mesmo sem saber de nossa história. e dessa maneira, compartilhar da preciosidade e riqueza do mundo de uma mulher, percebendo que nossos pensamentos e sentimentos vão bem além da dúvida do que fazer no almoço.

agora, vamos combinar: homens são ótimos quando não esperamos muito deles, principalmente que pensem e sejam práticos.

muitos deles são divertidos e até muito interessantes quando conseguem olhar pra coisas excetuando seu próprio umbigo.

só nos resta continuar repetindo o mantra e não perder a esperança.

nada na vida é impossível depois que decidimos o cardápio do almoço ou a cor do esmalte da semana!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

eu não quero zero, eu quero light!


ataque de espirros!

putz, não tem jeito. desde há muito tempo, a cada espirro, me lembro de um professor de psicologia da faculdade. sei lá a troco de que, ele fez a sutil comparação de um espirro a uma espécie de mini orgasmo nasal. psicologice pura, faça-me o favor.
agora, sempre que quiser prazer, vou coçar o nariz até espirrar! dá licença!
das duas, uma: ou ele simplesmente foi infeliz na colocação ou não sabia nem de longe o que vem a ser um orgasmo. quem sabe, talvez, aquela aflição que antecede o espirro fosse comparada às preliminares.
bem, pelo menos, ele conseguiu duas coisas: que eu sempre lembrasse dele e que eu risse a cada espirro. das outras aulas, não me lembro de absolutamente nada!
aliás, quase não me lembro de nada da faculdade. curso feito em quatro anos que seria feito tranqüilamente em dois. mas era divertido. me traz boas lembranças e muitas risadas.
e rir continua sendo mesmo o melhor remédio pra tudo. menos pra dor de cabeça, porque acaba doendo mais.
e acho que vou parar por aqui pra não cometer o mesmo deslize do meu professor e desandar a falar besteiras.
sejam elas memoráveis ou não!

domingo, 6 de setembro de 2009

o que a gente leva da vida?


de novo: e a gente tem que levar alguma coisa?

a família - maravilha, até certo ponto porque enjoa.

a família de amigos - outra maravilha, mas também enjoa.
e nem adianta querer me falar que estou sendo injusta. ninguém fala, mas tem hora em que o melhor barulho é o silêncio e a melhor ouvinte é a parede.

depois de dois dias regados a família e amigos, preciso de uma folga, um recesso, um exílio, sei lá o quê. só quero ficar quieta e pronto.

não nego que foi ótimo. dois dias cheios de abraços, risadas, elogios, danças idiotas, muita comida, mais risadas, desabafos, bafos...

mas deu, né? fiz a minha parte e meu exercício de sair da casca do ovo e voltar ao mundo, me mostrando um pouco mais, sem forçar e sem querer ser ninguém mais ou menos do que sou. "tô bonita? poxa, obrigada!" "nossa, faz tempo mesmo, hein? eu era uma menininha." "lembra de mi?! poxa, me desculpe, mas não lembro não." "ai, obrigada, mas não tomo nada que não seja coca light ou água."

é, eu sou assim, do jeito que sou. quem quiser, que compre. é pronta entrega. e sem direito a devolução. mesmo que por defeito!

porque, sejamos honestos, defeitos todo mundo tem. toda família ou todo amigo. é só olhar pro lado!

mesmo assim, são coisas muitos boas pra se deixar de ter!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ai que dor de cabeça!




meus fantasmas das madrugadas sumiram. mesmo que eu não durma, eles ficam lá não sei onde, bem quietinhos.

realmente, acho que tenho alma de gato. adoro o silêncio da noite e a impossibilidade de ser solicitada por alguém. alma de gato e de bicho do mato mesmo. essa mania que não desiste de querer ser livre, e não ter que me justificar por nada, seja pela presença ou pela ausência.

simplesmente poder escolher meus momentos. alternar entre o popular e o blasé, o lado metido da vida, fazer o tipinho "desculpe, mas não te vi" ou "eu te conheço"? viver um pouco e passar despercebido, brincar de ser invisível, o que seria extremamente útil na vida real. não pra espiar os outros em momentos inconcebíveis pela mente humana, mas só pra não ter que se explicar o tempo todo.

quer saber? só sei que alguns minutinhos de namorinho bobo no telefone ou palavras doces que descrevem desejos operam milagres.

por isso, estou invisível agora.

nem quero saber de perguntas nem reclamações.

enquanto me faz bem, eu tô nem aí.

quando me fizer mal e eu fizer aquelas tempestades em copos e copos d'água, que me ouçam ou me afundem.

ainda bem que tempestades duram pouco! e toda hora é hora de recomeçar!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

recado


dá licença?!?!
fui ser feliz e não sei se volto!

o que você faz?!


eu penso.

sinceramente, por que existe gente que acha que se, aparentemente, a gente não faz "nada", a gente não existe nem é feliz?

eu penso. e penso muito. tanto que algum tempo depois me esqueço no que estava pensando inicialmente porque um pensamento desencadeia outro e eu me perco.

domingo a tarde e eu assisti pela nem sei que vez a "pescador de ilusões". me lembro bem que, ao assistir o filme pela primeira vez, nem me passava pela cabeça passar por tudo que já passei depois.

poucos param para pensar que quem pensa também sente. e sente muito. e em boas partes das vezes, se perde em um mundo bem diferente deste que a gente vê nas ruas todos os dias. muita gente "perde o juízo", coisa nem sempre vista com bons olhos.

mas muitas vezes é justamente ao perder o juízo que a gente começa a aprender a ver realmente a razão pela qual viver. porque, viver como pré-estabelecido é muito fácil: você nasce, estuda, casa e trabalha. e, pré-requisito básico, não faça pergunta difíceis. simplesmente se deixe levar pelo vácuo.

é tudo tão fácil. depois de alguns anos e filhos, você se aposenta e depois morre. e dizem que você "descansou" finalmente.

desde quando viver passou a ser um fardo do qual você precisa descansar depois?

a vida deveria ser simplesmente divertida. eu sempre penso que os dias guardam segredos que os anos desconhecem.

quem garante que você vá se lembrar daquele dia que a chuva parece ter abraçado seu corpo quando você mais precisava de um abraço. e que toda a sua angústia correu pela sarjeta junto a água da chuva?

bem, a certa altura da minha vida, eu descobri as perguntas difíceis e escolhi viver. posso assegurar que não é fácil e que, em vários dias, você perde mesmo o juízo, você chora e se questiona.

mas também você se permite ser inocente, fazer perguntas bobas e encontrar a si mesmo. deitar nú em um parque e olhar estrelas, ter amigos e conservar aquele instinto de criança que ainda se surpreende com as respostas da vida.

ser adulto é muito chato se você não perde o juízo ao menos uma vez e percebe que brincando é que se vive a vida.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

que digam, que pensem, que falem!


dois...apenas dois.
dois seres...
dois objetos patéticos.
cursos paralelos
frente a frente...
sempre...
a se olharem...
pensar talvez:
“ paralelos que se encontram no infinito...”
no entanto sós por enquanto.
eternamente dois apenas.

(pablo neruda)

sentido e sensibilidade

deixar que outro corpo tome o seu e faça o que quiser, sinta sua alma e partilhe da sua energia é uma das coisas mais difíceis pra qual encontrar adjetivos agora.
é uma sensação tão ridiculamente simples e altamente completa.
é simplesmente se deixar levar por um caminho desconhecido porque a gente nunca sabe se vai ser realmente positivo.
é deixar medos e amarras de lado e embarcar num barco sem vela ou pular em um rio que pode nos levar a quedas e quedas d'água.
mas também é tão ridiculamente mágico, infinito e indescritível que pessoas ditas especialistas param para discutir o que não deve ser discutido e muito menos definido. não deve existir razão para meros trinta, quarenta minutos ou para uma tarde ou noite inteira.

quem foi que disse que temos que lembrar o sentido de tudo o tempo todo se, justamente quando pertencemos a outro, todos nossos sentidos estão mais do que vivos e, aí é quando mais propriamente fazem sentido???
é naquele momento em que minha boca encontra outra que ela tem razão e motivos para existir e sentir todas as sensações devidas ou não.
não há como dar nomes. sentimentos não deviam ter nomes. sentimentos deixam de ser substantivos para se tornarem subjetivos.
se eu gosto, quem há de me falar que não devo?
se eu quero, quem há de me falar que não posso?
se eu sinto, quem pode me falar que é errado?

me desculpem os sensatos, mas sentir é minha razão para viver.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

eu quero uma casa no campo


por que é tão difícil se apaixonar por alguém? se deixar levar por um sentimento repleto de outros sentimentos às vezes doce, às vezes amargo?

meu coração parece estar fechado para um balanço infinito.

isso me faz lembrar: há muito tempo não sento num simples balanço e fico indo de cima pra baixo, querendo sempre subir um pouco mais e pensar que o mundo não tem fim mesmo. só olhar pro céu e procurar bichinhos, como se não houvesse nada na vida que causasse a menor preocupação.

eu sempre me achei tão simples, tão transparente. mas os últimos anos me mostraram que há tanto que eu não vejo, há tanto que eu nem sei. eu sempre achei que tudo que queria era uma vida simples. mas a simplicidade é difícil de alcançar.

ser desprendido, não ter apegos materiais, sorrir de graça, tudo isso é fácil. o difícil é fechar a porta e se ver sozinho e não ter ninguém mais pra olhar a não ser pra você mesmo. e nem sempre reconhecer o que vê.

raul seixas morreu. agora zé rodrix. onde terá ficado o endereço daquela casa no campo com seus amigos, livros e discos e nada mais?


Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar do tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero carneiros e cabras pastando
Solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal

Eu quero plantar e colher com a mão,
A pimenta e o sal

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau a pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais

domingo, 23 de agosto de 2009

meus dias de urso polar


dias de total silêncio. silêncio externo porque, por dentro, me questiono de todas as formas. será? poderá?! existe alguma chance?! devo?

não tenho resposta para nenhuma das minhas perguntas. me sinto longe de tudo, longe de você. que, na verdade, sou eu.

por que será que as dúvidas existem? para dar sentido à palavra solução, ou resposta? e por que é sempre tão difícil e dolorido respondê-las?

não sei. alguém mais cheio de coisas diria que "só sei que nada sei".

meus dois lados do cérebro estão em total ebulição. sentimento e razão nunca ficam bem na mesma frase, mas ficarão na mesma vida?

a chuva e o frio me trazem ainda mais pra dentro de mim.

não sou o que todos enxergam. há muito mais guardado em mim e ainda não sei o que fazer.

farei como scarlett: "amanhã será um novo dia".

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


graças aos deuses, certos dias são preenchidos de leveza!

ANTIGA PRECE IRLANDESA
Que o caminho seja brando a teus pés,
O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja, que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos

Que a estrada abra à tua frente,
que o vento sopre levemente em tuas costas,
que o sol brilhe morno em e suave em tua face, que a chuva caia de mansinho em teus campos.
E até que nos encontremos de novo... Que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos.

Que as gotas da chuva molhem suavemente o teu rosto,
que o vento suave refresque teu espírito,
que o sol ilumine teu coração, que as tarefas do dia não sejam um peso nos teus ombros,
e que os Deuses te envolvam num manto de amor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

minha vida de cachorro

dias nunca são iguais. óbvio.

os dias das pessoas também nunca são. todo mundo é diferente em cada dia. e tenta fazer de conta que o mesmo de ontem existindo hoje.

cinco anos se passaram. cinco longos anos. duas pessoas não são nem de longe as mesmas. muito diferentes. não por rugas, cicatrizes, marcas ou anos. mas a alma muda. e como muda.

e como será que as almas mudam? será que elas estão tão distantes das pessoas que as carregam?

nem de longe, nem de perto.

não são as pessoas que mudam, mas suas almas. e pra almas não existe limite, certo ou errado, bonito ou feio. ela é retrato mais que perfeito de cada um. aquele que ninguém vê se não olhar também com a alma.

com certeza, minha alma hoje é muito mais cheirosa, mais cheia de vida, energia, beleza e sabedoria.

sem citações nem fugas. com certeza, sua alma olhou para a minha para que eu me visse por inteiro. e me mostrasse minha beleza, minha energia, minha sabedoria e vivesse a minha vida. não precisava me roubar nada. mas levou um pouco. e, pra esse pouco, eu dou os parabéns.

parabéns pra você.