sexta-feira, 30 de novembro de 2012

pausa




pausa para rever tudo o que realmente me interessa. e só a mim.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

livros, muitos livros



 
há aqueles que não podem imaginar o mundo sem pássaros;
há aqueles que não podem imaginar o mundo sem água;
ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros.
(jorge luis borges)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

o "toque" daquele bombom...




o inesquecível forrest gump sempre falava que sua mãe lhe dizia que "a vida é uma caixinha de bombons. você nunca sabe o que vai encontrar."
eu sempre brinco e digo o mesmo sobre mim mesma, só que me extendo e digo que, com certeza, você vai encontrar algo doce.
de vez em quando, eu ando amarga. em outros dias, como o de hoje, um sorriso bobo me ilumina o rosto e me torno a pessoa mais doce do planeta. felicidade passageira? não. é só a recuperação do sentimento bom de viver. de sentir-se viva e ver que seus sentidos estão sempre ali, guardados, mas intactos.
com certeza, o toque, o sentir na pele é uma das coisas mais gostosas do mundo. você sentir um corpo quente, um abraço apertado, um beijo roubado ou um carinho bobinho é bom demais.
e, sim. sinto que o toque continua em mim, mesmo que aquele breve momento da escolha do bombom tenha passado.
obrigada.
pronto. falei.

domingo, 18 de novembro de 2012

nunca aconteceu...



 


eu tenho plena certeza agora, isso nunca aconteceu comigo antes
eu encontrei você e agora eu estou certa
isso nunca aconteceu.

agora eu consigo ver como sempre deveria ter sido antes
(me) eu encontrei (em) você e agora eu vejo
como tudo deveria ser
esse é o jeito que deveia ser para os apaixonados, para os amantes
eles nunca deveriam tentar seguir sozinhos
não é tão bom quando você tá só com você mesma
então, venha pra mim porque agora a gente pode ser do jeito que a gente sempre quiser ser
eu amo você e agora eu posso ver
esse é o jeito que deveria ser para os apaixonados, para os amantes
eles não deveriam tentar seguir sozinhos
não é tão bom quando você tá só com você mesma

eu tenho plena certeza, isso nunca aconteceu comigo antes
eu te encontrei e agora eu estou certa

isso nunca aconteceu antes.


(música de paul mccartney, numa tradução mais do que livre de sophie fisher ou kate forster...)


 

e que tudo mais, vá....




hoje eu diria, como ouvi outro dia, que estou com aquele gosto amargo de giló na boca.
só tô reclamando da vida há dias. tento olhar pra frente, ser otimista, levantar a cabeça e todas aquelas baboseiras que a gente pode ler nos livros do augusto cury (mas, por favor, não leiam).
eu tô de saco cheio, é isso.
eu tô sem paciência pra nada e queria dormir dias e dias seguidos. a vida dá rasteiras demais na gente. tô cansada. acho que vou jogar capoeira pra aprender a dar rasteiras também.
só sei que nada sei nem quero saber.
quero sumir, desaparecer e dane-se.
eu fiz a maior (até hoje, eu diria que foi a maior por ter sido consciente!) besteira da minha vida, me joguei onde achava que era algo sólido e era areia movediça. só falta me calar...
é isso. cansei

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ah...




uma simples expressão, uma sílaba, um som que pode dizer tanta coisa.
ah, que pena.
ah, que bom.
ah, eu queria ir com você.
ah, isso era tudo o que eu queria.
ah, que susto!
ah, você já sabia...
ah, é óbvio que eu me lembrava.
ah, eu não esperava por isso.
ah, eu te amo assim mesmo.
sim, todos esses ah's se aplicam a todos os meus sentimentos atuais. e outros ah's que eu não me lembro agora. afinal, podem até brincar, mas eu não sou a wikipedia.
só sei que "ah, como sinto saudade de você. ah, como sinto saudade do seu beijo, ah, a noite tá fria e perfeita pra ficar deitada no seu peito...".
aliás. ah! eu nunca disse como adoro o seu peito. o quanto me traz segurança, paz e proteção.
aliás, eu deixei de falar tanta coisa pra tanta gente durante a minha vida.eu me lembro de tantos sentimentos que ficaram guardados aqui comigo. algus bons. outros, ruins.
ah, como eu queria ser diferente do que sou.
ou...

ah, eu realmente não queria mudar em nada.
por mais que eu não esteja em paz comigo mesma, foram longos e doloridos anos pra que eu chegasse até aqui. e, espantem-se, eu não poderia ser de jeito diferente nem melhor. eu sou exatamente do jeito que eu gosto de ser. sarcástica, estilosa, charmosa, glamourosa, elegante, cheia de classe, inteligente demais, divertida, nervosinha, briguenta, chorona, marrenta, carinhosa, romântica, instável, impulsiva, intensa, nada discreta. eu sou eu. simples como a vida. simples assim.
eu sou a katia, entre outras.
é isso.



ah! como eu sou modesta!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

de volta a elas

 



o sono não voltou mesmo. vamos tentar as palavras então.
sei que ando com um assunto um tanto recorrente, mas fazer o que? não penso em outra coisa...
mas, nessas últimas horas, fiquei lembrando em como pensava que seria nosso primeiro encontro. é, como que a gente ia se reconhecer no meio dos mais de 7 bilhões de pessoas do mundo.
e parecia tão fácil.
seria assim, bem bobinho (como eu).
certamente, seria numa praça. e a gente estaria andando na mesma direção, vindos de pontos opostos.
você teria flores nas mãos. e eu não carregaria nada.
cansada de olhar pros lados, eu sentaria num banco qualquer e ficaria daquele meu jeito, olhando pra tudo, sem óculos pra ver tudo embaçado e me ocupar tentando adivinhar o que é que tava rolando.
e, sem que eu esperasse, nem você, você ia se cansar também e perguntar se podia sentar ali, de maneira até mal educada, e eu responderia da mesma maneira, olhando pro outro lado, tipo "senta, caramba. tanto banco e você escolhe logo esse, cara chato".
só que eu ia sentir um cheiro. um cheiro que sentia sempre quando pensava em você.
e esse cheiro não viria das flores.
eu ia colocar os óculos, olhar pro lado e dar de cara com você olhando pra mim com o sorriso mais besta do mundo.
e, assim, toda a procura e a espera teriam fim.



engraçado, tirando certas licenças poéticas às quais sempre me permito, foi numa praça. e você não levava flores. e a gente nem chegou a sentar em nenhum banco.
no mais, a procura e a espera tiveram fim.

dias difíceis




os últimos dias têm sido de extrema dificuldade. em algumas horas, olho pra mim mesma e não me vejo. pergunto onde estou e não me ouço.
mas sei que continuo aqui. nem que seja nas pontas dos meus dedos.
hoje, como milagre, adormeci de bobeira. há muito tempo não me entregava assim sem perceber. pena que acordei.
a triste consequência é ficar perambulando na madrugada sem saber o que fazer... como se eu dormisse todas as noites direitinho!
noite fresca, gostosa. a piccola dorme enrolada do meu lado e olhar pra ela me traz conforto. quase metade da minha vida foi dividida com ela, uma benção. lembro direitinho quando ela, muito pequenininha, escalou a mesa e agarrou uma sobrecoxa enorme de frango. foi quando descobri que ela adora frango.
a energia de um bichinho desses não pode ser explicada. com ela, nunca me sinto sozinha, nem emocionalmente desamparada. sei que ela sabe o que acontece dentro de mim. e que cuida de mim. é meu anjo da guarda.
eu acordo ela, encho de beijos e ela fica com cara de brava. depois, esconde o focinho embaixo das patinhas e volta a dormir.
quem dera eu fosse uma gata. e pudesse ser seu anjo da guarda.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

gatos na chuva

 
 


eu adoro gatos. eu simplesmente não adoro gatos. eu A D O R O gatos.
dizem que tenho alma de gato.
sete vidas. sete pecados. sete maravilhas do mundo. sete dias da semana, sete cores do arco-iris. sete anões. sete ondas pra gente pular. sete orixás. sete chakras. caramba, qual seria o mistério do número sete?
bem, isso fica pra outra hora.
o lance é que os gatos são mágicos. eles têm uma sutileza que nunca vi em ninguém. a minha gatinha inspeciona tudo o que entra em casa. se ele não gosta, deixa logo claro.
e a sua lealdade é impressionante. ela sabe quando minha alma dói, quando chora e precisa dela. chega, me cheira de leve e se senta na minha frente, como se me dissesse: e aí, me conta tudo!
e eu amo essa gata demais. ela sabe de mim mais do que ninguém e esteve ao meu lado também mais do que ninguém.
e, agora, estamos aqui juntas, sentadas, olhando de maneira displicente a chuva. não sei o que ela pensa sobre essa água que cai do céu.
nem sei o que eu penso. só sei que esse papo de que gato não gosta de água é besteira, eles adoram, pricipalmente água em movimento, e que eu só queria que essa chuva lavasse minha alma e levasse tudo de ruim, tudo o que não faz parte da alma de um gato.
gatos são outro mistério. mas esse eu nem discuto.
só me dou o prazer de sentir a companhia da minha gata. e aprender um pouco com ela.
como agora: sentar, olhar a chuva e esperar que a vida se torne menos chorosa e nebulosa.
pronto. falei.

e, pra gatinhas descoladas, fica uma dica da pi...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

e agora, sophie?

 
 


eu me lembro de quando ainda estava no ginásio, e tinha um professor de portuguès que era uma super figura, senhor jair.
a gente sempre sabia quando ele ia viajar porque, nas frases pra análise morfológica, uma nunca passava batido "amanhã vou para passos"...
bem, só lembrei do senhor jair porque ele tinha umas coisas engraçadas, mas aprendi coisa pra caramba com ele. tinha um campeonato de "quem procura, acha", pra que a gente aprendesse a procurar as palavras no dicionário. e tinha também um campeonato pra quem lesse mais livros a todo mês. eu sempre ganhava porque sempre adorei ler. e, comecei toda a história assim porque lembro de um livro que chamava "e agora?".
e eu preciso saber: e agora, o que vou fazer de mim? reunir os caquinhos, abrir o guarda-roupa, procurar um modelito totalmente inesperado, dar um up nos cachos, caprichar na bolsa e voltar a vida?
ontem, eu ouvi daquele que eu achava que era o meu alex fletcher que eu estava levando energias negativas pra vida dele e que, por isso, ele não queria mais estar ao meu lado. na verdade, ele só finalizou o que tinha começado há duas semanas.
então, ponto final. acabou. boa sorte. não tem o que dizer, são só palavras e o que eu sinto não mudará.e blablabla...
 
é (só) isso.

domingo, 11 de novembro de 2012

olhar pra trás, só se for pra ver o por do sol...

 


muito bem, sophie. agora chega.
ele quase destruiu a sua vida? ele te fez chorar? ele fez você sentir coisas que jurou que nunca mais ia sentir? você tá se sentindo um lixo? tá querendo morrer? tá realmente com vontade de dormir e não acordar mais?
se a resposta é sim pra todas as perguntas acima, o que você vai fazer? se matar? dar a pessoas como ele esse gostinho de "acabei com a ilusão romântica de mais uma idiota. ha ha ha."?
desculpe, sophie, mas te conheço mais do que ninguém e sei que você não é assim. vocè é cheia de dramas, você chora e esperneia, você soca a parede, você chuta os postes, mas sobrevive.
é, sophie. por mais chavão que pareça, você é uma eterna sobrevivente. você recupera suas forças do nada, você seca as suas lágrimas ou corre até que elas sequem, você resolve emagrecer, você compra um brinco novo, mas você não se entrega. embaixo desse seu sorriso de menina e do seu choro da eterna menina de 17 anos chorando pelo primeiro namorado, você é forte. você tira forças de onde não tem e segue em frente. cambaleante, mas sem olhar pra trás.
sorria, sophie. seu sorriso é sua arma mais forte, mais linda e mais pura, sorria e olhe pra frente que o mundo te espera, mais uma vez.

sábado, 10 de novembro de 2012

na boa...


 


mas eu realmente queria morar no projac em alguns dias!!!

nem sempre...



é tão difícil. o tempo parece que demora tanto pra passar...

é engraçado: a gente esperou tanto que chovesse numa tarde assim, finalzinho do dia, o som dos pingos d'água, nós dois com aquela preguicinha boa e a luz do final da tarde.
tudo perfeito.
seria tudo perfeito se, hoje, a gente não estivesse separado. mais separados do que nunca estivemos na vida.
aquele papo de seis graus de separação nem existe mais. são infinitos nossos graus de separação. o infinito nos separa. e machuca tanto.
dói demais. e, quando eu falo com dor, eu sou agressiva. mas aqui, diante só de mim mesma, eu pareço aqueles filhotes de gatinho molhados, com aquele olhar assustado, como se perguntasse: o que eu tô fazendo aqui?!
a resposta é tão óbvia e clara que dói. tô esperando o que sei que não vai acontecer.você não vai me perdoar sei lá porque eu nem sei. eu nem sei o que eu fiz. eu não sei o que fiz pra te perder.
você, que me olhava sempre com aquele olhar de quero mais. olhar de nunca vou te deixar sair da minha vida.
eu só queria saber o que eu fiz pra ser colocada pra fora da sua vida. nada mais que isso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

recado



alex, se você ler isso, vá ao meu encontro na quinta. te espero onde comecei a tentar te salvar: de viver sozinho, sem graça, sem amor, sem poesia, sem coca coca light, sem muitas risadas ...

(daley plaza green fountain - chicago)

p.s. só me diz quando estiver perto...

não queria sentir sua falta mais uma vez...

 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

nunca mais hei de passar fome em tara...

 
essa é, pra mim, ariana incorrigível a melhor cena do clássico "e o vento levou". nela, scarlett diz, com um punhado de terra na mão que cometerá os mais absurdos crimes, mas que nunca mais passará fome em Tara, sua casa.
acho que é assim que, nós, arianas incorrígiveis, nos sentimos quando nos tiram o que é nosso.




é claro, pra qualquer pessoa, que estou sentindo muita dor dentro de mim. aliás, não só dor. é um emaranhado de sentimentos, de dores, de raivas, bons e maus sentimentos.
minha  mãe me pede pra ir devagar como seu eu tivesse um velocímetro no coração que pudesse medir a rapidez com que minhas emoções vêm e vão, a que hora o sentimento aparece ou não.
minha terapeuta sempre me diz "menos, ..., menos". e eu juro que tentei.
dessa vez, eu respirei fundo antes de cada ação. antes de falar ou escrever qualquer palavra, eu pensava se era a certa, se devia, se podia ou se estava sendo exagerada.
é claro que não tanto assim ao pé da letra, mas eu respirava.
eu não me jogava da famosa maneira kamikaze de ser katia.
eu fui sensata pela primeira vez na minha vida sentimental. eu fui adulta, ou pensei estar sendo.
e, por isso, minha revolta fica tão evidente. do que tudo isso me adiantou se as mesmas dores que eu abominei e quase me tiraram de mim apareceram todas de volta? do que adianta se eu estou novamente sozinha e nem foi por um exagero meu, um cometa que surgiu no céu de repente.
eu fui a namorada que eu sempre achei quis ser. sensata, companheira, ponderada, sensível, forte, consciente, mas de forma alguma, eu fui abnegada.
nunca, por mais que me peçam, eu vou deixar que tirem de mim o que é meu sem brigar.
portanto, só nisso, por favor, não me peçam pra ser menos ou ir mais devagar.
o que tiver que ser meu, será.

e nunca mais hei de passar fome em tara. nunca.

você é quem pensa que é?!



meu  deus, como o mundo é irônico.
eu penso em coisas que, mesmo achando racionalmente impossíveis, de repende me vejo com alguém ganhando dinheiro bem na minha frente.
eu sempre me considerei pouco normal. e sempre, pelo mesmo lado, me achei totalmente perceptiva. já ouvi de dois expecialistas que minha sensibilidade é exacerbada e que meu raciocínio é muito complexo, então, vamos combinar: não é fácil ser sophie fisher.
eu estou tentando encontrar as palavras pra explicar o quanto o que a gente sente tá longe de ser normal. se a gente fosse normal o tempo todo, a gente não se apaixonaria por aquele cara esquisito, que usa calça quase na altura da cintura, usa óculos, mas tem o olhar mais lindo do mundo.
se fosse normal, a gente sempre ouviria a previsão do tempo e a seguiria.
a gente compraria as revistas de moda do mês e tentaria seguir; por isso, as pessoas seriam tão normais, tão iguais, tão totalmente previsíveis. aí, eu chego na minha conclusão que o que sinto: a normalidade que conhecemos tá longe de ser normal. o que é normal pra mim pode ser uma aberração pra para a sua mãe.
e, provavelmente, o que é normal pra sua mãe, deve ser uma total aberração pra mim.
portanto, normalidade, percepção, sensibilidade são todos substantivos totalmente subjetivos. e, por isso, são todos tão presentes na nossa vida. nós sempre seremos os subjetivos de nossas vidas. nós sempre escolheremos os predicados.
em boa parte, os predicados errados.
em outras, e muitas boas partes, os predicados que complementam em tudo o nosso subjetivo mais secreto.
pronto. falei.

e p.s. nem chorei!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

comunicado



                   alex fletcher mentiu.

saudade. só um pouquinho, toda hora...

 


hoje, a saudade acordou doendo muito mais que nos outros dias.
saudade de tudo que ouvi, do que foi dito, do que foi prometido, do que foi sonhado, e ainda mais, do que foi sentido.
senti coisas que não sabia mais que ainda sabia sentir. senti aquele frio na barriga pra dizer "eu te amo" bem baixinho, torcendo pra que ele não ouvisse e passasse batido, mas ele ouviu e me pediu pra dizer de novo.
saudade daquele tchau apressado na rodoviária de casa branca com um "quinta-feira, eu estou lá". a quinta passou e ele não estava aqui.
saudade da mania de varrer o box do banheiro porque a água empossava.
saudade daquele mania arrumadinha de deixar tudo arrumadinho do jeito que eu também tenho mania.
saudade da pergunta ao levantar ao acordar, depois de beijos e mais beijos e um pouquinho de amor: coca ou água?!?!
saudade principalmente de ter tido o gostinho de sentir tudo isso e saber que isso nunca mais vai acontecer. saudade de saber que não vou mais sentir saudade mas a presença.
 
só saudade.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

o medo e eu


quanto medo pode caber em um só coração? quanto a gente pode acordar e se sentir sem chão?! nem teto e, o pior, sem coração?
olho pra qualquer coisa e não vejo nada. não vejo mais nada porque achava que via tudo com o coração. eu sempre fui assim. sempre senti tudo a minha volta com meu coração. as cores, as flores, as risadas, os olhares... eu sempre senti tudo com tanta intensidade. meu forte, na vida, nunca foi pensar. mas sempre foi pensar.
hoje o dia passou sem que eu sentisse. eu tô vazia e sem a menor perspectiva de melhorar, de mudar, de sentir algo bom.
eu me fechei durante muitos anos e, agora, me abri. e tá sendo tudo tão dolorido, não sofrido, tão sem sentido.
eu não fiz nada de errado. eu só fui quem eu sou. mas nem sempre sou alguém de quem pode se gostar. infezlimente, não agradamos a todos.
o tempo revela nossas fraquezas. e nem todos podem conviver com isso.
tô decepcionada por ter ouvido tanto que era amada, mas no meu primeiro deslize, fui mandada ao chão.
tô tendo que me levantar sozinha, a duras penas. me esqueci de mim. mal sei o que sentir.
só queria dormir anos e acordar com tudo esquecido.
mas isso não é possível.
assim, terei que conviver com a pior das minhas dores todos os dias até que já não sinta nada, nem amor, nem dor.
estou perdida dentro do seu coração.
que saco!!!

domingo, 4 de novembro de 2012

coração de papel



ai, meu doce coração... será essa mesmo a sua sina?! se enganar, achar que se encontrou, se iludir e voltar a doer tão profundamente?
e como você é bobo, coração... você se entrega, se joga no chão e deixa que te pisem, faz tudo o que pode e o que não pode nem deveria pra demostrar amor e, ao te deixarem, nem olham pra trás...
eu sei, só eu sei o quanto tá doendo. e por mais que isso doa, nunca muda nem diminui. não há coração que não esteja cansado de doer, de sofrer. sempre a dor e o sofrimentos são intensos e nos dilaceram por dentro.
você foi coerente. seguiu todos as dicas e maneira correta. mas o outro mentiu. te disse que te amava quando vai saber lá o que sentia.
agora, eu só sei que tenho você. é você que me sustenta. é você que dá forças. portanto, não se entregue coração; não sofra mais do que o necessário. não sangre.
ninguém, mas ninguém no mundo, pode fazer isso com você. ninguém pode te roubar de mim.
fique comigo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

fico calada quando minha vontade é gritar





já me disseram que sou mais bonita quanto estou triste. paradoxo total.
a alegria devia ter a obrigação de tornar as pesoas livres, leves, divertidas e lindas. mas, eu sou bonita quanto estou triste.
talvez meu coração se contenha. talvez eu fale ainda mais pelos olhos. ou talvez eu carregue aquele ar de menina do interior perdida.
pensando assim, eu devo estar linda. tudo porque, mais uma vez, de novo e incansavelmente, eu estou triste.
triste por perder o que estava tão perto de conseguir. triste por viver momentos que não vão se repetir nunca mais e nem esquecidos. triste porque mal sei onde foram parar minhas travas, meu escudo invisível, meu protetor.
a dor é grande e parece que rasga o peito. parece que me tira de mim e posso me ver lá, deitada e sem vida. olho meus olhos no espelho e nada tem brilho. me sinto em completo desatino. me sinto perdida.
por anos, eu fugi de tudo isso. eu deixei de me entregar a qualquer sentimento pra não sofrer. e vivi momentos maravilhosos quando me entreguei. mas agora, volto à dor que preenche meu corpo e me rouba a energia. a energia da vida.
parece até que vivo por inércia. há dias, me escondo aqui, com meus sentimentos, minha gata e palavras indo e vindo.
mas o amor me falta assim como me falta o cheiro das flores, a terra molhada pela chuva, o cheiro depois do amor.
e cada vez, me fecho ainda mais. me conheço e, qualquer dia destes, saio por aí mentindo uma alegria que não tenho dentro de mim.
mas a vida parece ser assim: uma simples sucessão de erros que nosso querer transforma em acertos.
eu errei feio dessa vez. não há mais como transformar o que fiz em acerto. não depende de mim.
minha vida está sem mim...

ainda ontem...


outro dia mesmo, eu pensava sobre a maneira banal de como tem se falado "eu te amo". todo mundo agora ama todo mundo e pronto.
amor é uma coisa valiosa demais pra que a gente saia por aí brincando de amar. amar traz aquela doçura amarga. nem todos os amores são como aqueles que a gente pensa.
e, hoje, meu coração dói de amor. não faz tempo que ouvi "eu te amo", mas faz muito pouco tempo que ouvi "eu sinto muito carinho por você", a maneira sutil que as pessoas encontram pra não serem diretas e falar que aquele "amor" acabou.
e eu não suporto isso.
tenho meus defeitos, mas sou verdadeira quando amo. não saio por aí distribuindo beijinhos e muito menos falando eu te amo pra qualquer cara que encontrar pela vida. por isso e por mim mesma, meu coração dói demais e parece que nem cabe no peito.
mais uma vez, eu me deixei levar. eu me entreguei, abri todos os cantos perdidos do meu corpo e da minha alma e joguei todas as chaves fora. eu me dei o direito de sentir, de amar de maneira desenfreada e total.
mas, a gente sabe. a vida não é cinema onde os casais vivem felizes para sempre, onde as pessoas perdoam qualquer coisa em nome de um amor maior. a vida é esse dia-a-dia preenchido por alegrias passageiras e dores que parecem que nunca vão passar.
eu amei e ainda amo. minha vida esqueceu de como é viver sem amar. meu corpo sente falta da sensação boa de saber que, em algum lugar, há outro que sente os mesmos desejos e as mesmas vontades.
mas não há mais amor pra mim. me restou um "enorme carinho" e quem sabe um dia...
meu corpo e minha alma choram. e um pedaço de mim morreu ou está anestesiado ou perdido, sei lá.
mas ainda guardo uma grande coisa: meu coração ainda sente, ainda pulsa e vive. de maneira triste e vazia, mas vive.
é isso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

fuck you


mesmo estando muito feliz, estou terrivelmente triste. felicidade e alegria são coisas completamente distintas.
a minha vida nunca passou por um período tão tranquilo. muitos dos meus questionamentos ficaram pra trás.
mas as relações humanas são ainda difíceis de encarar e conviver. "existe amor", mas ainda existe uma série de restrições quanto a ele. é fulano que não deve saber por vias indiretas, é a outra que não quer que dê certo, são pessoas com inveja e outras ainda torcendo pra que tudo errado e possa falar "eu não te disse?".
o egoísmo e a intromissão das pessoas me incomodam. poxa, porque a gente não pode ser feliz com alguém sem ter que prestar contas a um monte de pessoas. a gente é livre, não é?! por que o sentimento, principalmente um sentimento bom, tem que ser omitido visando o proclamado "bem estar" de outras pessoas que, vamos combinar, estão pouco se lixando pro cuidado da gente.
eu tenho muita, mas muita vontade mesmo,de mandar certas pessoas a merda. ei, vocês tiveram a sua chance e a deixaram escapar, agora vaza! me deixa, me esquece, me erra.
a gente mal consegue lidar com nossos sentimentos que, na maioria das vezes são confusos, como e por que lidar com os sentimentos dos outros.
ciúme, inveja, a tal síndrome de coitadinho.
ah, não! não fui moldada pra isso.
naõ sei fingir nem fazer de conta.
sim, eu tô feliz, mas, sim, eu tô triste. triste pelos outros que são egoístas demais pra ficar publicando seus sentimentos a torto e direito, mas não encararem os sentimentos dos outros com serenidade.
isso me deixa de saco cheio.
basta, e punto!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

só se for agora mesmo...

vai, pode me chamar de brega ou do que quiser. o meu "só se for agora" tem se repetido todos os dias, desde que o agora aconteceu.
e tem sido tudo muito bom.
o mundo de sophie está em festa. parece que finalmente sophie fisher encontrou seu alex fletcher e, mesmo que precise regar flores de plástico, vai ser assim.
tudo tem sido muito mais florido. o cheiro mudou, o ar está muito mais leve e, dane-se, o amor está no ar. e nem precisa de trilha sonora.
e como o amor é bom. pode bater o carro, ter mil contas pra pagar, o nome no serasa e ficar vendo domingão do faustão com suas vídeo cassetadas e, mesmo assim, o mundo continua lindo!
sim, meu amor. você faz o meu mundo muito mais bonito, mais sereno e muito mais completo. o mundo tem mais graça e muito mais sorrisos. o mundo tem mais cor. o mundo é muito maior e cabe tudo o que a gente quiser, ainda que ele se torne inteiro num espaço tão pequenininho.
mas é lá, naquele espaço pequeno, que me sinto mais feliz do que nunca, mais protegida, mais segura e amada como nunca antes havia sentido.
só você entendeu a alma de sophie fisher com simplicidade. e por isso, e muito mais, eu te agradeço e te peço pra nunca sair daqui, do meu lado.
e cuide. cuide bem do que é seu, do que finalmente chegou ao seu mundo.
e quem quer que leia tudo isso, eu só peço uma coisinha simples: nunca deixe de acreditar. a vida da gente pode mudar pra melhor em um segundo e a gente pode até se esquecer desse segundo.
mas o que a gente vive nos segundos, nos minutos e nas horas que se seguem é valioso demais pra ser esquecido. é pra ser vivido com toda a intensidade e instabilidades que aparecerem.
é isso. basta e punto!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

só se for agora

aí, num dia, vc tá triste, cansada, desiludida e promete um monte de coisas pra si mesma.
e, no outro, você acorda, esquece do que prometeu e comete as mesmas loucuras inofensivas. novamente, você deliberadamente põe o seu na reta. afinal, que graça a vida tem se tudo for certinho? se não tiver lágrimas? sem frio na barriga? sem aquele nervosismo que te deixa com as pernas trêmulas e as palmas das mãos suando?
é, você lembra do que seu amigo lindo te disse sobre sair da sexta-feira da paixão e ir pro sábado de aleluia e manda algumas falsas convicções pras "cucuias".
você simplesmente abre seu coração de novo. e pede pra que ninguém te machuque, pra que ninguém te faça mal.
e o imprevisto, o sempre querido imprevisto pode acontecer. eis que, não mais que de repente, aparece alguém que parece já te conhecer de muito tempo e os graus de separação de suas vidas parecem quase nem existir.
ele te reconhece sem que você se mostre por completo. ele te vê onde nem você mesma se viu. ele vê o que nunca ninguém viu.
sim, ele te conhece, sophie fisher. ele sabe de você e quer que você saiba dele.
você vai?!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

quarta-feira de tédio total. o dia tá naqueles "dias" de sei lá, não sei, será?!?! o sol tá brigando com nuvennzinhas fininhas e o dia fica embaçado.
gente, na boa, mas acabei de descrever, SEM QUERER mesmo, eu juro, a minha vida. tô muito sei lá, não sei...
ao menos, dos dias seguindo ao feriado me serviram pra algumas decisões: parei. parei de procurar, parei de perguntar, parei de brigar comigo mesma, parei de brigar pra ter o que eu nem sei se quero, parei.
a minha vida está em stand by agora.
vou seguir o lema de zeca, e "deixa a vida me levar". se eu não gostar, eu puxo a cordinha e desço.sem pagar porque acho que já paguei demais.
na tv, "30 coisas pra se fazer antes dos 30"... vou pensar em 50 coisas para se fazer antes dos 50. eu já fiz a listinha das dez coisas que eu pensei que nunca faria e fiz, então, pra uma tarde sem graça de um dia sem graça pra uma vida que tá meio sem graça, vamos às 50 coisas pra se fazer antes dos 50.
mando notícias.
é isso.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

tem amor...


o que seria de mim?!
o que seria se eu não tivesse ninguém, mas ninguém mesmo pra me ouvir? justo eu que falo pra caramba e não consigo medir as palavras.
cristo rei. seria a treva.
é por isso que escrevo. é por isso que sempre que a coisa aperta, eu volto pra cá. meu cantinho de palavras. das palavras que ficaram presas na garganta ou procurando alguém pra serem ditas.
porque, na boa, hoje parece que a gente pode sair falando "eu te amo" a nosso bel prazer.
gente, não é bem assim. essas 3 palavrinhas têm poder. e, quando faladas pra pessoa errada ou na hora errada, fazem um estrago do caramba. como diria um amigo muito fofo e querido, tem amor...
tem amor, mas não tem pra quem. a amor tem que ser guardado a 497 chaves até que a pessoa que o merece apareça.
pode ser como numa comédia romântica. pode ser pro garoto nerd da escola, pode ser praquele cara que sempre te ouviu mas pra quem você nunca olhou direito, pode ser praquela garota que vive derrubando as coisas quando te vê.
tem amor sim. mas "eu te amo" devia ser artigo de luxo ou substância controlada pela vigilância sanitária com retenção e validade de receita.
se for dito pra pessoa errrada, você vai sofrer. e a pessoa ainda mais. não pense que sairá ileso. nunca ninguém sai.
portanto, espere. eu sei que é difícil. é foda pra caramba.
mas deixe que ele simplesmente apareça e se mostre, porque, voltando ao meu amigo lindo e querido, tem amor sim!
pronto, falei.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

coming back

meu velho e bom amigo, sempre aqui, pronto, como que me esperando.
sim, é a decepção que me traz de volta mais uma vez. é ela que me faz pensar em coisas que eu não pensaria normalmente, como em como é bom acordar e não pensar com amargura em alguém que lhe foi muito querido, e que já acordei pensando e sorrindo na mesma pessoa.
é, mais uma vez alguém se foi da minha vida.
é, mais uma vez um dos 7 bilhões de humanos da terra, em sua porção masculina, se mostrou não ser meu príncipe encantado.
como é doce a sensação de gostar de alguém. sinto muito mais falta disso do que de qualquer outra coisa. é pra isso que os sentidos existem. pra que a gente os faça valer convivendo com pessoas.
a visão de um sorriso que te olha.
a sensação, o tato da perna que roça a sua.
o ouvir de palavras que, pra você, naquela hora, não fazem o menor sentido.
o paladar, a vontade de sentir o gosto do outro, seja suor, seja lá o que for.
o olfato, aquele cheiro que só você sente e só o outro tem.
e os pecados então?! a gula, a luxúria, a preguiça depois do amor...
mas não adianta. outra vez eu me vejo com meu laptop na cama e as palavras nas pontas dos meus dedos que já não fazem mais carinho em suas costas.
sozinha outra vez. eu, minhas palavras, minhas poesias, meus pensamentos.
dessa vez, um pouco mais forte. minha tristeza, minhas lágrimas, meu pesar e uma vontade imensa de cavalgar em um lindo cavalo branco.
falei.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

stormy days around

dias sombrios e eu me volto pra você, uma espécie de porto seguro.
posso escrever o que quiser, sentir o que sentir e você simplesmente não me recrimina. só me oferece uma página em branco pra que eu possa escrever e colocar um pouco pra fora tudo o que eu sinto, que é tão assim doloroso.
não reclamo da vida. tenho a melhor que poderia. ótimos amigos, pais melhores que o mundo, carinho, atenção e conforto.
só que, ainda assim, algum lugar dói em mim. aquele que só eu posso controlar, só eu posso saber, só eu posso entender ou não...
muitas coisas aconteceram desde o último dia 12 de abril, data da última postagem.
muitos dos meus sentimentos foram colocados a prova, muito do que eu acredito foi colocado a prova e meu orgulho também.
já não sei se sou tão boa como acredito ou acreditava ser.
sim, minha auto estima anda totalmente em baixa. será que?!
engordei, minhas unhas estão quebradiças, tenho que retocar minhas luzes.
tudo tão fácil, mas aquele sentimento lá no fundo só eu mesma posso contornar, conversar com ele e tentar me entender.
é preciso paciência. e muita humildade.
pra pegar todos os pedacinhos que sobraram do último furacão pra me colocar de volta no lugar.
graças a deus, mantenho a serenidade.
punto. e basta!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

invictus

desta noite que me cobre
negra como um poço de borda a borda
eu agradeço a quaisquer deuses que hajam
por minha alma inconquistável

na cruel garra da circunstância
eu não recuei nem gritei
sob os golpes da sorte
minha cabeça está ensanguentada mas não curvada

além deste lugar de fúria e lágrimas
surge apenas o horror da sombra
e ainda com a ameaça dos anos
encontra, e há de encontrar-me, sem temor

não importa quão estreito o portão
quão carregado de punições o pergaminho
eu sou o mestre me meu destino
eu sou o capitão de minha alma.

(william ernest henley)

a insustentável leveza de ser

sim, mais um ano passou. mais um ano pra minha já bem repleta coleção de anos.
nunca fui de colecionar nada. só guardo em caixas de sapato os ingressos de filmes que assisti desde "os embalos de sábado a noite". são muitos, muitos mais do que meus anos.
meus anos, guardo todos com carinho em minha memória. anos de briga, anos de questionamentos, anos de medo, anos de brincadeira, anos de muitas risadas, anos na estrada, mas sempre anos de vida.
uma vida repleta de anos, memórias e ingressos de cinema.
sempre cheia de poesia. sempre recheada de sonhos, muitos sorrisos e muita vontade de continuar.
ainda que tenha caído por muitas vezes, nas mesmas vezes, me levantei e segui, mesmo sem sabe onde o caminho ia dar.
sei que, como no poema, escolhi a estrada menos trilhada. alguns podem considerar a mais difícil. eu a considero como sendo simplesmente a escolhida por mim, meu jeito e meus sentimentos.
sentimentos que compartilhei com muitas pessoas nesses anos todos. pessoas que ainda guardo, outras que faço de conta que esqueci, pessoas que nunca vou me esquecer (por mais que tente). pessoas novas que chegam todos os dias e encontram um cantinho. pessoas persistentes que continuam ali, mesmo sabendo das minhas idas e vindas. porque nem sempre estou na minha vida. de vez em quando, simplesmente me ausento.
é assim que comecei a ser e assim que ainda serei pelos anos que virão.
deles, só tenho a certeza de que serão bons, muito bons, ótimos ou excelentes. nada menos que isso, porque são meus. são a minha vida.
e vivo cada ano, cada dia, cada minuto sempre dando o melhor que tenho e que a vida me ensinou. a minha vida, a vida dos meus pais, a vida dos meus amigos, a vida que vejo nos filmes, as vidas que li nos livros.
e a cada vida que compõe a minha vida, eu agradeço. sem elas, eu não seria quem sou. sem elas, a minha vida não seria assim. tào cheia de vida!
obrigada pelo ano que foi e mais obrigada ainda pelo ano que chegou!

terça-feira, 10 de abril de 2012

momento de introspecção

e quando você pensa que as coisas podem tomar um rumo certo, a vida te dá meia volta e tudo vira ao contrário!
eu juro, sim, eu juro que acreditei que hoje eu ia acordar e as coisas iam estar mais serenas e tranquilas pro meu lado, mesmo tendo perdido o sono ontem.
ledo engano. minhas preoucupações só fazem se confirmar e eu penso quais são as opções pra escolha final!
o que a gente faz quando conclui que o melhor caminho é sentar e conversar mas a outra "parte" te evita? o que a gente faz quando quer muito uma coisa, mas a probabilidade de que ela dê errado é bem maior do que você insiste em pensar que é.
desistir? não faz meu gênero.
argumentar? já tentei.
concordar, mesmo sabendo que isso não vai prestar? também não combina comigo.
penso, então, que terei que simplesmente me decidir pelo caminho menos pior. deixar que o tempo passe e que, talvez, traga de volta a paz. porque é preciso de paz interior pra qualquer decisão, por melhor ou pior que ela possa parecer.
e não me sinto em paz quando sinto que há injustiça, má interpretação, falta de vontade e "forças ocultas" trabalhando contra.
vou sim encher meus pulmões de ar, respirar fundo, tentar me encontrar em mim e seguir adiante, mesmo sabendo que o caminho possa não dar em nada.
não vou voltar. vou caminhar com passos pequenos, um de cada vez. vou me manter calada, quieta e procurar sossego dentro de mim, uma vez que não o encontro onde estou. vou me voltar pra mim mesma, reconhecer meus erros e meus acertos.
quem sabe ouvindo a mim mesma eu acredite no que eu digo...
é isso.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

não quero sentir sua falta hoje...


oh céus!!!

e aí, quando você acha que tá bem protegida pelo anonimato, te vem uma surpresa no final do dia!
santa paciência, diria robin, mas eu deixei rastros. e me encontraram aqui, no meu cantinho secreto partilhado com poucos, porém ótimos companheiros.
putz, e agora:! como eu faço pra me esconder, pra continuar com a tal fama de mulher misteriosa?!
melhor relaxar e reconhecer que, dessa vez, foi pro ralo.
ou será que devo processar o google ou o possível "invasor" por invasão de privacidade se a bobeada foi minha?
melhor dormir com essa barulho e, mesmo não gostando, saber que deixei de surpreender ao menos nessa vez.
afinal, parece que a invasão teve danos menores e minha reputação continua a salvo.
e, ainda, teve uma boa justificativa. saber mais de mim... muito bom, considerando a circunstãncia." a gente procura saber sobre aquilo que nos interessa." rsrsrsrs
bem, agora estou a mostra e não vou poder me esconder aqui.
mas, também, vamos combinar: aqui nunca foi lugar pra que eu me escondesse! muito pelo contrário. aqui é onde sou o que eu realmente sou, bem dentro de mim.
é isso.

p.s. e você teria que arrumar um ótimo advogado, xereta!!!e nada de defesa em causa própria ou coisa que o valha!

sexta-feira, 23 de março de 2012

sem tempo nem pra pensar



"A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos e uma malícia que inquieta a todos quando sorri... As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem?! Ela tem algo. Pronome indefinido: algo. Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas."

Martha Medeiros

terça-feira, 20 de março de 2012

e ela vem e vai...

hoje eu tô daquele jeito!
querendo tudo diferente do que é.
querendo que a lua nascesse na hora do sol. querendo que as pessoas se entendessem apenas com o olhar. querendo que o cachorrinho da casa ao lado parasse de chorar logo!
dor de cabeça. cansaço e querer o que não pode ser. o que fazer?
dormir?
sonhar?
comprar uma bicicleta ou tomar uma coca cola?
ah, sei lá. só sei que um dia eu chego lá. onde? não faço idéia, mas sei que chego. e que vai ser bom. que vou ficar tranquila e dormir serena como a lua que se esconde quando o sol aparece.
é, a lua e suas fases. é, a mulher e suas fases.
e sim. eu sou uma mulher que prefere a lua.
alguém que prefere a noite.
portanto, boa noite, amor...

segunda-feira, 19 de março de 2012

dreams of a broken life

"olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa.
talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou precipitada demais, que coloco em palavras todo o meu processo mental. processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado, e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir.
eu não queria que fosse assim. eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
caio fernando de abreu me acompanhou a juventude toda. (poxa, eu nunca falei nem pensei em juventude!!!). ele era um daqueles autores que eu adorava e seus morangos mofados eram constantemente lembrados.
mas morreu cedo, como os bons. como leminski.
mas eu continuo aqui firme e forte, mas nem tanto.
são tantos que dizem que me escondo. mas é mesmo por timidez, vergonha até. mas isso nunca me fez deixar de ser quem eu sou. inteira, completa e com meus defeitos!
e o que tá escrito lá em cima era é o que eu penso agora, nesse exato momento.
às vezes, a gente se segura a toa. não faz o que quer, deixando de lado um pedaco enorme da gente mesmo.
juro que não farei mais isso. não me escondo mais porque quando me escondo a única coisa que ganho é uma bela e grande perda de tempo.
ou será que me escondo e me revelo aos poucos, mas sem demorar tanto?!
vou tentando e, no caminho, eu descubro.
basta. e punto!

terça-feira, 13 de março de 2012

mania sim.

no ano passado, no dia do meu aniversário, tava em uma cidadezinha perdida no interior do estado.
passei o dia todo trabalhando e voltei sozinha, por uma estrada pessimamente frequentada por muitos caminhões e terrivelmente sem asfalto nem acostamento.
pra melhorar o quadro, só mesmo a chuva. e ela caia impiedosa. realmente, era chover no molhado!
eu, sozinha, naquele dia no começo da noite, voltando pra casa e ouvindo corrs, beach boys e depois rita lee.
eu nunca gostei muito de rita lee. acho que ela é sim um super personagem, mas... das músicas, nem gosto tanto. o bom é que ouvia o cd dela cantando versões para beatles.
e voltava assim, relacionando lugares, músicas e sentimentos.
agora, ao pensar em você, me veio a música mais manjada, cantada, talvez safada, de rita lee: mania de você.
"a gente faz o amor
por telepatia
no chão, no mar, na lua
na melodia..."
putz, é isso. foi isso que senti ao te ver mesmo de longe naquele dia e sinto agora, enquanto escrevo pra você, sem mesmo que você saiba.
e me vem aquele sorriso idiota no rosto quando fecho os olhos e tento te imaginar, te sentir, te cheirar.
só penso e sinto que deixe logo de ser por telepatia e me sinta em seus braços.
é só o que penso agora. e vou pensar pelo resto dessa noite que insinua chuva lá longe.

sexta-feira, 9 de março de 2012

eu tentei...

engraçado.
de certa maneira, recebi a conversa do começo da noite dessa sexta quente e querendo ser chuvosa como um desafio.
será que eu consigo escrever com historinha?! eu, famosa por sempre gerenciar minha equipe de criação contando historinhas sobre os clientes que visito?!?!
bem,vamos lá que esse promete ser um texto mais longo.
março de 1987, na mais renomada escola de sua área no país, a única vestibulanda que escreveu o nome daquele professor como resposta a uma pergunta no vestibular há 2 anos e meio, fala delirantemente em alto e bom som, bem no meio da aula: ai, que tédio!
a sala para. o professor suspira, se vira e diz: garota, você não tem jeito mesmo. você terá presença em todas as minhas aulas e 10 em todos os meses SE prometer nunca mais aparecer nas minhas aulas, combinado?!
a garota, que mais parecia um garoto, diz sem nem pensar: combinado, professor. posso ir agora então?!
ele se vira novamente e diz: tchau.
a garota continua o curso, alternando as aulas que quer ou não assistir, continua dando trabalho pra outros professores e a vida continua como devia.
agosto de 1988. teatro cultura artística. cerimônia de formatura dos alunos da turma de 84. e quem está no palco, como paraninfo da turma?! o tal professor. e sentadinha, ainda vestida como moleque, mas de smoking (o traje era "a rigor") numa das poltronas entre os formandos?! a garota entendiada, ainda.
os nomes vão sendo chamados e os alunos, agora um pouco menos descuidados mas muito mais prepotentes, recebem os parabéns e blábláblá, até que o nome da garota é chamado e ela sobe no palco, envergonhada - apesar de tudo, sempre foi tímida. e a vergonha aumenta quando o professor pede o microfone e licença ao presidente da mesa para uma pausa e começa seu discurso, com a garota roxa de vergonha, ainda nas escadas.
e ele diz: "muito bem, senhorita. essa é a última vez que nos vemos como professor e aluna. quase todos aqui presentes sabem o trabalho que você deu a todos os professores durante todo o curso, mas... ainda assim, sua turma ganhou todos os prêmios das associações de nossa categoria e todos sabemos que isso não teria acontecido caso você não os perturbasse tanto quanto a nós. sendo assim, e lembrando o fato de ter sido a única vestibulanda a ter acertado o nome do criador da poesia práxis - ainda que seja admiradora da poesia concreta, esse seu velho professor, gostaria de te oferecer uma lembrança - a coleção completa dos meus livros. mesmo sabendo que nenhum deles será lido, peço a você que leia em alto e bom som (aquele mesmo com o qual dizia que minhas aulas eram um tédio), minha humilde dedicatória.
a garota suspira, recupera a cor, caminha, recebe o aperto de mão e um forte abraço do professor e, totalmente sem jeito, pega o livro e lê a tal dedicatória: a k... - a fundamental - em reconhecimento deste velho poeta a uma jovem garota que sempre diz o que sente e que conhece poesia como poucos nesse país, o meu agradecimento e sincera admiração.
naquele momento, a garota deixa que a lágrima escorra, os amigos das aulas gritam, assobiam e deliram, e o professor sorri, tranquilo.
julho de 2011 - morre em são paulo mário chamie, ariano de primeiro de abril, criador da poesia práxis, secretário da cultura do estado de são paulo e professor. a garota, agora mulher, volta a deixar as lágrimas escorrerem de um rosto tranquilo.

p.s. desculpe, mas o estilo da estrutura narrativa foi vergonhosamente "roubado" de um outro professor, dessa vez de biologia!

sexta-feira, 2 de março de 2012

tonta...

.
eu realmente não queria estar onde estou.
sinto que meus sentimentos não são meus, que meu corpo não está comigo, que nada disso tem lugar em mim.
estou triste, cansada e me sentindo pela metade.
não sei o que posso fazer já que ficam mandando o tempo todo em mim: faça isso, não faça isso, nada de celulares, nada de notebook. durma. fique quieta. não se mexa agora. me diga se sentir alguma coisa estranha.
mas se eu estou sentindo uma coisa estranha o tempo todo, como determinar o que é mais estranho ainda?!
eu não tenho controle de nada. não sei o que sentir.
só me sinto terrivelmente sozinha, como se ninguém olhasse por mim.
e estou.
quem se diz preocupado, precisa relaxar um pouco da tensão de tudo.
e eu, boba, ainda me preocupo e tento ser racional.
foi tentando ser racional que eu cheguei aqui, um lugar ao qual não pertenço, onde me sinto isolada e sozinha.
queria pensar menos nos outros e dizer: foda-se o resto, eu preciso de você sim do meu lado! se toca que, se me deixar sozinha, vai me perder agora! mas eu não faço isso. eu sempre coloco no lugar do outro e suporto tudo, mesmo que meu coração grite o contrário.
eu sei que nunca ninguém vai estar do meu lado.
eu sei que sempre vou ficar sozinha.
eu sei que sempre vou sentir esse vazio e esse aperto no peito quando o pior puder me acontecer.
eu sou mesmo é uma besta!
é isso.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

desejo, necessidade...


vontade.
vontade de sair sem filtro solar e ficar horas no sol.
vontade de me afundar numa taça gigante de sorvete.
vontade de não sair da cama sem ficar dormindo.
voltar daquele banho de banheira com sais, cheiros e gostos.
vontade das borbrulhas de um bom champanhe.
vontade de comer muito.
vontade de sair correndo sem destino nem parada.
vontade de sair nua pela rua.
vontade de ouvir a melhor música em nova orleans.
vontade de perder o juízo, a vergonha e o pudor.
vontade de fazer fazer amor horas seguidas e sentir o maior prazer do mundo.
vontade de você.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

repeating myself


ouvindo a moçadinha do BBB10 (já ta quase acabando o 2012) no faustão - minha mãe assiste, não tem jeito - eu fico pensando, eu preciso confessar: logo que a tal anelita saiu, eu entrei no blog dela pra ver como a moça que brigava tanto escrevia e etc.
e não é que vi e acabei surpresa, vendo várias coisas em comum?
além de ser briguenta, tem muita coisa escrita lá que eu também penso igual. e tem vários textos da martha medeiros que sabe escrever sobre mulher como mulher, como poucos e poucas. melhor assim que escrevendo hai-kais, martha medeiros foi feita pra textos longos. e que são muito bons.
e, em outras vezes, entrei lá pra dar umas olhadas e pegar umas imagens. ela adora tulipas, como eu. adora séries de tv, como eu. e tem ótimas fotos. e nem é a louca que parecia, com certeza, descompensada. e outra: vamos combinar, ela tinha razão absoluta sobre uma coisa - a lia é chata pra caramba!

agora, uma coisa muito interessante que li lá e não me lembro de onde veio: o lance dos corpos gêmeos. "em tese, uma teoria" que diz que como se procura almas gêmeas, deveríamos considerar que podem haver corpos gêmeos. tipo assim: você sente uma atração geral e inexplicável por outro alguém, mas é isso. pra que se sentir culpado? essa é a pessoa que você quer pro resto da vda na sua cama, banheiro, mesa, cozinha, etc, mas não no resto, tipo dia-a-dia e etc. qual o problema? manuel bandeira diz muito bem o que muitos tentam e não conseguem:



arte de amar

se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
a alma é que estraga o amor.
só em deus ela pode encontrar satisfação.
não noutra alma.
só em deus — ou fora do mundo.
as almas são incomunicáveis.
deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
porque os corpos se entendem, mas as almas não.

é isso.