quarta-feira, 30 de setembro de 2009

quer saber?


tô de saco cheio de ser legal.
saber o que falar nas horas certas, criar frases perfeitas, ser a mulher que todos queriam ter mas que ninguém leva pra casa. CANSEI!
chega a ser patético. bonita, linda, inteligente, bom coração e o que se faz com isso? colhe o DNA pra fazer outras iguais?!?! nem isso...
mulher inteligente nasceu pra ficar sozinha. inteligência cansa quem é burro. inteligência assusta. quem dera ser loura e burra!
é, tô de saco cheio mesmo.
fico dando atenção pra quem não merece. dando pedaços de mim pra quem não percebe. horas do meu dia pra quem não tem relógio.
palavras pra quem não sabe ler, muito menos nas entrelinhas.
delicadezas pra quem não sabe dizer obrigado.
sorrisos pra quem acha que a boca só serve pra comer e falar merda.
do que adianta ser legal em um mundo de gente podre?
do que adianta ter luz própria se cada dia mais as pessoas usam óculos com lentes UVA e UVB ou U qualquer coisa?
não adianta querer ensinar cego a ver.
aliás, do que adianta viver se tem um monte de gente olhando pra si mesmo e esquecendo que a HUMANIDADE não se faz sozinha?!?!

SAUDADE

dizem que uma imagem vale por mil palavras...
qual a imagem pra saudade?

celebração


foi tudo de repente.
você chegou surgindo do nada
sem promessas
foi ocupando espaços
provocando sentimentos
criando lembranças
fazendo história.

o tempo foi passando
e, sem que ninguém percebesse,
um corpo foi aprendendo o jeito do outro
os cheiros foram se misturando
as bocas se encontrando cada vez mais
e o beijo se fez mais do que necessário.

as mãos foram se tocando,
se segurando, se tornando um elo invisível.
profundo.
os corpos se tornaram só um quando juntos
e o cheiro se desmanchou no ar.

ar que respiro, ar que respira
ar que nos faz viver.
ar que se torna vento no rosto
vento que revela curvas
vento que vem junto com o sol.

sol que esquenta, que envolve
que nos abraça.
sol que nos faz mais quentes
sol que nos aproxima
quando toca nossa pele
e aquece nossos pés no meio de uma tarde vazia
num banco de praça.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

nada além da vida


eu não quero muito da vida, além da vida.

quero só ser feliz, gostar das coisas que tenho e ter o que gosto. poder contar com palavras doces que vêem de onde menos se espera só porque um dia eu sorri ou ouvi alguém que precisava ser ouvido.

que sorriam quando eu passo e façam questão de levantar os braços "abanando as mãos" pra que eu não deixe de ver.

que fiquem feliz com a minha chegada e percebam antes de mais nada o meu sorriso.

que o tom de voz mude quando souberem que sou eu do outro lado do telefone.

que meus pensamentos se completem nos pensamentos de pessoas iguais a mim: sinceras, francas e verdadeiras.

não passar despercebida não pelos meus conhecimentos, mas pela minha essência.

que sintam minha falta porque ela representa alegria. que olhem pra mim com olhos simples e coração aberto.

tomar coca cola bem gelada com azeitona preta temperada.

chegar as 4 da manhã e a minha gatinha estar sentada como um soldadinho da rainha me esperando.

conversar com meu sobrinho e perceber que ele gosta disso e até sente um certo orgulho.

me deitar no chão, na grama, e sonhar acordada.

receber abraços apertados de saudades.

não quero nada mais do que clichês.

e que as pessoas percebam que, apesar do ar pejorativo, a palavra clichê nada mais significa do que algo simples, fácil de encontrar.

domingo, 27 de setembro de 2009

antes do pôr do sol


antes do amanhecer


Amores e mudanças

Quando a vida da gente está emperrada (o que não é raro), será que faz sentido esperar que um encontro, um amor, uma paixão se encarreguem de nos dar um novo rumo? Provavelmente, sim -no mínimo, é o que esperamos: afinal, o poder transformador do encontro amoroso faz o charme de muitos filmes e romances. Os especialistas validam nossa esperança. Jacques Lacan, o psicanalista francês, dizia, por exemplo, que o amor é o sinal de uma "mudança de discurso", ou seja, na linguagem dele, de uma mudança substancial na nossa relação com o mundo, com os outros e com nós mesmos. Claro, resta a pergunta: o que significa "sinal" nesse caso? Duas possibilidades: o amor surge quando está na hora de a gente se transformar ou, então, é por amor que a gente se transforma. Não é necessário tomar partido: talvez as duas sejam verdadeiras.

Seja como for, volta e meia, alguém me pede uma receita: como esbarrar num amor que nos transforme? A resposta trivial diz que os encontros acontecem a cada esquina: difícil é enxergá-los e deixar que eles nos transformem, ou seja, difícil é ter a coragem de vivê-los. Aqui vai um exemplo. O filme "Tinha que Ser Você", escrito e dirigido por Joel Hopkins, além de ser uma pequena dádiva, oferece uma "dica" preciosa sobre as condições que fazem que um amor "engate". É a história de um encontro ao qual os protagonistas tentam dar uma chance -a chance de transformar suas vidas.

(...)

O passeio pela cidade evoca dois filmes de Richard Linklater, que estão entre meus preferidos, "Antes do Amanhecer", de 1995, e "Antes do Pôr-do-sol", de 2004.
No primeiro, Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) encontram-se, passam um dia nas ruas de Viena e, enfim, separam-se. No segundo, eles se encontram de novo, em Paris, nove anos depois, e, também passeando, imaginam, de alguma forma, a outra vida que poderia ter sido a deles se, no fim daquele dia em Viena, eles tivessem apostado no futuro de seu encontro.

Aqui, uma recomendação prosaica que emana dos três filmes: se você procura um grande encontro amoroso, sempre use calçados confortáveis, porque nunca se sabe por quantos quilômetros se estenderão suas deambulações amorosas. Brincadeira à parte, os filmes de Linklater talvez sejam mais tocantes -entre outras coisas, porque eles conferem uma beleza melancólica a uma desistência que é muito parecida com as renúncias às quais nos resignamos a cada dia. Mas o filme de Hopkins, "Tinha que Ser Você", é mais generoso, porque ele nos deixa com uma sugestão: o diálogo que leva ao amor, que dá a cada um a vontade de se arriscar, não surge da sedução e do charme, mas da coragem de nos apresentarmos por nossas falhas, feridas e perdas.

(Contardo Calligaris)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

primavera, seja bem-vinda!



canção da primavera

primavera cruza o rio
cruza o sonho que tu sonhas.

na cidade adormecida
primavera vem chegando.

catavento enloqueceu,
ficou girando, girando.

em torno do catavento
dancemos todos em bando.

dancemos todos, dancemos,
amadas, mortos, amigos,
dancemos todos até
não mais saber-se o motivo...

até que as paineiras tenham
por sobre os muros florido!

(mário quintana)

domingo, 20 de setembro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

vai que é tua, suzanita!!!


eu hoje acordei


eu hoje acordei cheia de vontades.

vontade de comer açaí na tigela com banana e granola.

vontade de receber flores amarelas.

vontade de sair dançando como ginger rogers e seu fred astaire.

vontade de estar apaixonada achando tudo lindo e maravilhoso.

vontade de nunca ter medo de nada, seja ganhando ou perdendo.

vontade de que muitas coisas tivessem o mesmo começo, um meio parecido e um final completamente diferente.

vontade de descobrir cores novas.

vontade de balançar na rede.

vontade de enxergar coisas nunca vistas.

vontade de sentir perfumes.

vontade de ver gente bonita.

vontade de ser completamente feliz.

vontade de olhar tudo com os olhos de uma criança.

vontade de ser simplesmente inocente!



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

existe monogamia de verdade?


na teoria, monogamia é tudo muito bonitinho. casais passeando de mãos dadas pelo parque, beijinhos, eternas juras de amor.

BA-LE-LA.

tá, tô possessa com minha história pessoal, mas amores verdadeiros, sinceros e que duram a vida toda, além de serem freqüentes no cinema, são raríssimos e mentirosos na vida real! casal que envelhece junto, fazem caminhada juntinhos pra um escorar o outro pra evitar qualquer queda, tudo isso é muito bonitinho.

mas, e as brigas sobre o tom do azul do céu dentro de casa? e o papagaio escondido embixo da pia?!?!

tudo bem, a velhice chega pra qualquer um.

mas o pior é quando o companheirismo dos idosos é substituído pela falsidade dos jovens que "amam a família", mas amam também a mulher ou homem que lhes traz paixão, aventura, frio na barriga.

ai, não ficam nem lá nem cá. a monogamia não foi feita para a humanidade. a liberdade sim. quer mais que a satisfação de ser feliz e poder acordar um dia e pensar "quer saber? não vou fazer nada".

sinceramente, eu prefiro a liberdade ainda que sozinha, mas nunca solitária, à falsa ilusão de um casamento com casa de janelas azuis e cerquinhas brancas.

a gente divide a vida e a felicidade com quantas pessoas a gente encontrar e amar na vida e se prender a uma só é cruel.

a menos que você tenha certeza que aquela pessoa partilha dos mesmos olhos que você. geralmente localizados na alma.


boa sorte!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

o óbvio!


homens e mulheres: uma briga eterna?!


eles nos subestimam daqui, nós os desafiamos de lá! mas, no final da contas, um precisa do outro pra viver!

caramba! todo mundo fala, discute, tece mil hipóteses, explicações, teorias, blá blá blá, mas ninguém se atreve a responder por que um homem consegue fazer tanto mal a uma mulher, ainda que seja significativamente mais fraco.
é.
vamos parar de fazer de conta e ir direto ao ponto: as mulheres foram criadas com a sublime tarefa de "cuidar" dos outros. e, no primeiro sinal de fraqueza, o homem ao seu lado subitamente fica doente, triste, aborrecido, preocupado com o trabalho e etc, se esquivando de olhar nos nossos olhos e, mesmo que mentindo, dizer que está tudo bem ou que vai ficar tudo bem.
é aí que o dito instinto maternal começa a agir e a mulher se esquece dos seus sentimentos e volta à sua sublime tarefa de cuidar do mundo.
tenha a santa paciência!

e as mulheres ainda são bem trouxas. mesmo sabendo da sua sutil superioridade diante dos homens, se deixam abalar por um zé migué que pode colocar toda sua auto-estima abaixo num piscar de olhos!

o que nos fez assim, tão previsivelmente sensível às opiniões masculinas?

quem saberá a resposta?

eu só sei que, com certa freqüência, ouço histórias ou conto a minha. histórias de como qualquer zé migué desses que se são encontrados em qualquer esquina literalmente acaba com o amor próprio de uma mulher inteligente, charmosa, independente, corajosa. tô errada, mônica?!

dá licença. a gente já fez tanta coisa, brigou tanto, mulheres se sacrificaram em nome da emancipação feminina e, mesmo assim, conseguimos estragar tudo após um telefonema idiota. é quando nossa fértil imaginação se coloca a postos e os mais cretinos pensamentos aparecem e a mais estúpida pergunta fica nos martelando: o que eu fiz de errado?

desculpe, minha amiga: não foi você. foi qualquer outra mulher que colocou no mundo mais um desses "serzinhos" bobos, imaturos e (por que não dizer???) covardes que estudam na mesma escola e aprendem a nos mandar flores, falar palavras doces e nos enrredar, nos tornando cativas das situações mais tolas e absurdas do mundo.

viver sem um deles? praticamente impossível.

mas o que nos custa ser um pouquinho mais espertas e tentar, dia após dia, repetindo o mesmo mantra, lembrar que um simples sorrisinho amarelo coloca fim a muitas discussões estressantes?

porque, me desculpem os ou as que não concordam: somos realmente tolas ao nos deixar abalar. poucos são os verdadeiros homens que conseguem enxergar um pouco além, mesmo sem saber de nossa história. e dessa maneira, compartilhar da preciosidade e riqueza do mundo de uma mulher, percebendo que nossos pensamentos e sentimentos vão bem além da dúvida do que fazer no almoço.

agora, vamos combinar: homens são ótimos quando não esperamos muito deles, principalmente que pensem e sejam práticos.

muitos deles são divertidos e até muito interessantes quando conseguem olhar pra coisas excetuando seu próprio umbigo.

só nos resta continuar repetindo o mantra e não perder a esperança.

nada na vida é impossível depois que decidimos o cardápio do almoço ou a cor do esmalte da semana!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

eu não quero zero, eu quero light!


ataque de espirros!

putz, não tem jeito. desde há muito tempo, a cada espirro, me lembro de um professor de psicologia da faculdade. sei lá a troco de que, ele fez a sutil comparação de um espirro a uma espécie de mini orgasmo nasal. psicologice pura, faça-me o favor.
agora, sempre que quiser prazer, vou coçar o nariz até espirrar! dá licença!
das duas, uma: ou ele simplesmente foi infeliz na colocação ou não sabia nem de longe o que vem a ser um orgasmo. quem sabe, talvez, aquela aflição que antecede o espirro fosse comparada às preliminares.
bem, pelo menos, ele conseguiu duas coisas: que eu sempre lembrasse dele e que eu risse a cada espirro. das outras aulas, não me lembro de absolutamente nada!
aliás, quase não me lembro de nada da faculdade. curso feito em quatro anos que seria feito tranqüilamente em dois. mas era divertido. me traz boas lembranças e muitas risadas.
e rir continua sendo mesmo o melhor remédio pra tudo. menos pra dor de cabeça, porque acaba doendo mais.
e acho que vou parar por aqui pra não cometer o mesmo deslize do meu professor e desandar a falar besteiras.
sejam elas memoráveis ou não!

domingo, 6 de setembro de 2009

o que a gente leva da vida?


de novo: e a gente tem que levar alguma coisa?

a família - maravilha, até certo ponto porque enjoa.

a família de amigos - outra maravilha, mas também enjoa.
e nem adianta querer me falar que estou sendo injusta. ninguém fala, mas tem hora em que o melhor barulho é o silêncio e a melhor ouvinte é a parede.

depois de dois dias regados a família e amigos, preciso de uma folga, um recesso, um exílio, sei lá o quê. só quero ficar quieta e pronto.

não nego que foi ótimo. dois dias cheios de abraços, risadas, elogios, danças idiotas, muita comida, mais risadas, desabafos, bafos...

mas deu, né? fiz a minha parte e meu exercício de sair da casca do ovo e voltar ao mundo, me mostrando um pouco mais, sem forçar e sem querer ser ninguém mais ou menos do que sou. "tô bonita? poxa, obrigada!" "nossa, faz tempo mesmo, hein? eu era uma menininha." "lembra de mi?! poxa, me desculpe, mas não lembro não." "ai, obrigada, mas não tomo nada que não seja coca light ou água."

é, eu sou assim, do jeito que sou. quem quiser, que compre. é pronta entrega. e sem direito a devolução. mesmo que por defeito!

porque, sejamos honestos, defeitos todo mundo tem. toda família ou todo amigo. é só olhar pro lado!

mesmo assim, são coisas muitos boas pra se deixar de ter!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ai que dor de cabeça!




meus fantasmas das madrugadas sumiram. mesmo que eu não durma, eles ficam lá não sei onde, bem quietinhos.

realmente, acho que tenho alma de gato. adoro o silêncio da noite e a impossibilidade de ser solicitada por alguém. alma de gato e de bicho do mato mesmo. essa mania que não desiste de querer ser livre, e não ter que me justificar por nada, seja pela presença ou pela ausência.

simplesmente poder escolher meus momentos. alternar entre o popular e o blasé, o lado metido da vida, fazer o tipinho "desculpe, mas não te vi" ou "eu te conheço"? viver um pouco e passar despercebido, brincar de ser invisível, o que seria extremamente útil na vida real. não pra espiar os outros em momentos inconcebíveis pela mente humana, mas só pra não ter que se explicar o tempo todo.

quer saber? só sei que alguns minutinhos de namorinho bobo no telefone ou palavras doces que descrevem desejos operam milagres.

por isso, estou invisível agora.

nem quero saber de perguntas nem reclamações.

enquanto me faz bem, eu tô nem aí.

quando me fizer mal e eu fizer aquelas tempestades em copos e copos d'água, que me ouçam ou me afundem.

ainda bem que tempestades duram pouco! e toda hora é hora de recomeçar!