quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

a cura da alma


comecei a escrever como uma maneira de deixar sair um pouco de dentro de mim mesma. mas, de repente, percebo que o único lugar seguro é aqui comigo, sem olhar pros lados nem ouvir, ver ou falar.
sentimentos ainda são muito complexos para que a grande maioria das pessoas entenda os seus próprios. quanto mais os dos outros!
as ditas ciências, como a psiquiatria não tratam realmente dos sentimentos da alma, caso a pessoa do outro lado não esteja realmente comprometida com o bem-estar do outro do lado de cá.
é preciso se despir de preconceitos, amarras, julgamentos, alguns princípios e pensamentos pra que se entenda a alma do outro e a possa curar. porque esse deveria ser o real sentido da psiquiatria: curar a chamada dor da alma, ou as dores da alma.
qualquer passo no sentimento contrário, machuca ainda mais a alma e a fecha, talvez de maneira totalmente inalterável.
as pessoas se fecham dentro de si mesmas não por covardia, medo ou falta de coragem. mas sim porque só mesmo dentro delas mesmas elas podem ser como são.
as pessoas julgam. os psiquiatras, muitas vezes, subestimam seus pacientes. ou superestimam seus "poderes" de cura.
perder a confiança em alguém em que você depositou anos e anos de sua vida, seus segredos mais íntimos e revelou suas fraquezas, pode ser fatal.
olhar praquele que deveria proteger você como parte do seu problema também.
e, acredito, com minha parca experiência de vida, que é nessas horas em que qualquer pessoa possa enlouquecer e escolher por esconder totalmente a sua alma.
a partir de hoje, minha alma não estará mais aberta a visitações. ninguém mais me dirá o que é certo ou errado ou se meu sentimento faz sentido ou não.
serei dona e senhora da minha própria alma.
se isso vai me isolar completamente do mundo, não sei.
se vou enlouquecer, também não sei.
mas juro que manterei intacta minha esperança de me libertar.

compromisso público.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

confusa de novo


estou radicalmente confusa.
muita coisa acontecendo. muitas pessoas aparecendo.
e eu fico confusa com meus sentimentos. tenho fugido de gente há anos. de repente, a impulsividade me toma e aparecem pessoas na minha frente que tiveram um papel importante em determinada época. época essa que passou. sinto saudades. sou tomada por uma enorme nostalgia.
mas a dúvida me acompanha.
fico pensando naquela coisa de que tudo tem a sua hora. eu sempre fiz a minha hora. bastava querer.
e agora? eu simplesmente me deixo levar e não sei mais das horas.
isso me assusta. me tira do controle. me apavora na realidade.
não sei se quero. não sei se devo.
me exponho, depois me retraio.
é certo que não sou mais a lagartinha cdf de anos atrás. como me disse uma amiga, me tornei uma borboleta linda e poderosa.
mas o que é mesmo que eu quero?
sugestões serão muito bem aceitas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

we're on the road to nowhere


como é gostoso aceitar o inesperado.
os letrados que me desculpem, mas dinho ouro preto estava certo: meu caminho é cada manhã!
essa sensação de estar livre e ter o espírito livre pra mudar seus planos e aceitar um convite de última hora e ir parar em toque-toque por uma noite.
escolher a liberdade é a melhor escolha da vida. e é uma escolha que tem que ser renovada a cada manhã, com certeza. porque, como já sei e não me canso de repetir, a liberdade tem seu preço. e o preço é alto.
falam da sua presumida irresponsabilidade, inconseqüência, impulsividade.
mas, enquanto alguns se embriagam de álcool, eu me deixo levar pela intensidade. o efeito é raro e degustado em cada centímetro da alma.
sim, as coisas que vêm naturalmente, nascidas da espontaneidade são as mais importantes.
e é demais de bom saber que tem gente que enxerga isso. que sente de verdade o gostinho do inesperado, das coisas que acontecem do nada.
essa semana será a semana dos brindes!
e um longo brinde ao inesperado!

pra você, kiki!!!


She's a good girl, loves her mama
loves Jesus and America too
She's a good girl, crazy 'bout Elvis
loves horses and her boyfriend too

It's a long day livin' in Reseda
there's a freeway runnin' through the yard
and I'm a bad boy, 'cause I don't even miss her
I'm a bad boy for breakin' her heart

Chorus
And I'm free, I'm free fallin'

All the vampires walkin' through the valley
move west down Ventura Blvd.
And all the bad boys are standing in the shadows
All the good girls are home with broken hearts

(Repeat Chorus)

I wanna glide down over Mulholland
I wanna write her name in the sky
I wanna free fall out into nothin'
Gonna leave this world for awhile

TODA A SORTE E FELICIDADE DO MUNDO!
te amo muito!

domingo, 13 de dezembro de 2009

a casa do caralho

nossa, mil idéias na cabeça!!!
outro dia, encontrei uma "velha amiga" e comentei do blog. sim, comecei a dar a cara pra bater! e ela me perguntou se era uma versão digital da antiga "casa". putz, que saudade me deu da "casa". sem segredos, a casa era a "casa do caralho", resultado de uma noite de sábado de carnaval quando eu e mais duas outras "velhas amigas" tomamos um porre de coca cola e, putas com os respectivos, quase morremos (a clau quase que literalmente) de rir aos botarmos na mesa todos os momentos sexuais inesquecíveis proporcionados pelos atuais e antigos homens das nossas vidas.
acertamos tudo: as histórias, nome do livro, entrevistas em programas de tb (incluindo o famoso "quem sabe faz ao vivo", onde a ka teria que mostrar seus dotes ao vivo, resultado de uma das situações hilárias que passou), a clau entrando de ladinho no programa do jô pra contar o incrível nascimento da bia e outras coisas.
claro que os tais "homens das nossas vidas" iriam negar, mas era tudo verdade. e engraçadíssimo. coisas de 3 cabeças criativas, vazias e sem absolutamente nada pra fazer. mas que faziam tudo virar engraçado, inclusive as tragédias.
meu, lembrar da ka falando do "yes" de um deles me faz querer voltar no tempo, com exceção de vivenciar todas as tais situações novamente.
acho que a casa do caralho virou uma espécie de lenda urbana com quem convivia com a gente naquela época.
mas, como eu sinto falta dela! e de conseguir rir tanto dos meus micos e dos vividos pelas outras duas.
qualquer sex and the city não chega nem aos pés da casa do caralho. claro que as 3 tinham um "background" de redatoras, mas isso nem vem ao caso.
o melhor mesmo era a cumplicidade de 3 mulheres que tinham coragem de expor com a maior clareza do mundo situações patéticas, se divertir e ainda fazer história!

um brinde à Casa do Caralho!!! e aos homens das nossas vidas patrocionadores de tantas risadas!
p.s. e ká: tomar no cu?!?! oba!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

as mulheres pimenta


me lembro direitinho de doris day em "calamity jane" ou "ardida como pimenta". passava na sessão da tarde quando eu era criança e eu praticamente fui educada em cinema e em outras coisas pela sessão da tarde.
ela era daquele tipo de mulher que faz tudo: usava calças jeans com as barras dobradas, blusas xadrez com as mangas também dobradas e a cada vez que a provocavam, postava os braços como asas como quem diz "vai encarar?!?!".
foi essa a lembrança que doris day me deixou. a de uma mulher que sabe o que quer, que faz o que quer e, se alguém perguntar, "vai encarar?!". a doris day cantando "que será, será" ficou pra trás.
eu gostava mesmo era da briguenta, que enfrenta deus e o mundo e quem mais vier. acho que mais tarde, anos depois, com a dita liberação feminina, sutiãs em chamas, as "calamitys janes" são hoje as mulheres poderosas, independentes, livres, aquelas que a gente vê muito mais femininas mas conscientes do seu poder em "sex and the city".
aí, eu me pergunto. de carrie bradshaw só tenho os cabelos cacheados e levemente loiros e a mania de escrever. morro quando ela corre em plena calçada de manhattan em saltos manolo blanik. talvez tenha algum senso de estilo (eu tenho! e muito!!! modéstia às favas). das outras 3, absolutamente nada, eu acho.
mas, de uma coisa eu tenho certeza: essas mulheres me ensinaram uma lição que não tem preço.
me tornei uma mulher corajosa, poderosa e cheia de estilo! uma verdadeira mulher pimenta!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

trago essa rosa...


para te dar!
trago essa rosa
para te dar!
ai, como eu queria poder dar rosas assim, de repente, do nada, pra todo mundo que sorrisse.
óbvio que a primavera é a melhor estação do ano. dias lindos, aquele sol nem tão quente nem sem graça, os dias que se alongam, a brisa inesperada num dia de tarde, a chuva.
aquela música ecônomica que o tim maia canta é perfeita.
precisa mais?
precisa mais do que uma rosa pra dar pra alguém que vc ama e de quem quer estar perto em todas as estações do ano, seja no inverno, outono ou verão?
só que, na primavera, tudo é ainda mais lindo!
um amor que faz aniversário na primavera é perfumado por excelência.
um amor que nasce na primavera tem a suavidade das rosas, das flores, desse hiper colorido pedaço da natureza.
as rosas expressam tudo. e a primavera é a coroa de qualquer rainha!
primavera tem gosto de sorvete no banco da pracinha, escorrendo pela mão e você tentando lamber tudo para não ficar toda melada, morrendo de rir porque enquanto lambe de um lado, escorre do outro.
por isso, meu anjo da primavera, tenha sempre um rosa para me dar...

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

eu só quero é ser feliz!

quando eu era criança, como todo mundo, queria ser de tudo: concertista de piano, veterinária, geneticista, missionária, voluntária da cruz vermelha, trabalhar na onu, morar em paris, sei lá mais o que que.
hoje, depois de anos, de acabar sendo publicitára sei lá porque, só quero é ser feliz.
porque tudo se aprende, mas não há escola para felicidade. nem pós, nem mba. tudo isso é muito mais fácil que ser feliz.
ganhar o pulitzer ou o nobel deve ser mais fácil.
e a felicidade é tão simples.
contraditório mas real. fazer o que?
billy wilder, um dos maiores cineastas da história era triste.
solomon, escritor de renome, deprimido.
jack kerouac se embebedou até a morte.
rita hayworth, também conhecida como gilda, a mulher que todos queriam, morreu só e com alzheimer.
e eu só quero ser feliz, mais nada.
ser feliz devia ser como andar de bicicleta: depois que você aprende, nunca mais esquece.
mas não é tão simples. não por enquanto. não enquanto houver mediocridade e hipocrisia.
quem lê tudo isso, se é que alguém lê, pode até achar que sou triste, vivo no escuro e me visto de preto.
não, eu não sou assim.
tenho sorriso fácil, gosto de ajudar e dizem que perto de mim ninguém fica triste.
talvez, eu ainda consiga ser o que eu nem sabia quando era criança: que sendo feliz você pode ser tudo o que quiser.

p.s. eu também queria andar tranqüilamente nas favelas, mesmo não tendo nascido em nenhuma delas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

um dia de perua!


os dias sem horas, passados com os amigos, são os melhores.
você acorda e nem olha pro relógio. toma um banho pensando ser um banho digno dos deuses, pôe aquela roupa que te deixa MA-RA-VI-LHO-SA, toma um belo copo de coca coca geladérrima, escolhe o melhor CD e as ruas que te segurem.
canta, dança, joga beijinho pro policial que balança a cabeça quando te vê falando no celular e vai rindo para o templo do supérfluo: o shopping.
passa no caixa eletrônico, não vê o saldo, saca o suficiente e segue seu caminho secreto.
uma vez lá, óculos escuros (óbvio), deixa o carro no VIP e sai toda gostosa e garbosa, corajosa e cheirosa.
aí, é puro deleite.
um vestidinho da renner que lembra lacoste e chanel.
suquinho de amora pra manter o shape.
presente pro amigo.
aí, você se dirige àquela loja onde se diverte o máximo, encontra amigos e fica só de olho no corredor, com as línguas afiadas, "analisando" o público consumidor.
e as fotos com o papai noel?! você dribla os ajudantes anõezinhos e passa pro outro lado da praça central.
troca segredos com a moça que te vendeu "aquela" colcha que você tanto queria (afinal, seu cama é o máximo!).
vai na ótica do seu outro amigo e experimenta todos os óculos escuros lindos e carésimos do mundo e fica com cara de mulher (mais)rica e (mais) poderosa.
continua no salto. tenta enrolar o cara da vivo com seu charme e não tem sucesso.
enquanto isso, as horas passam e você nem lembra.
é SÁBADO. o dia oficial da perua no shopping.
depois, cheia de bolsas que na verdade são coisas que você tinha emprestado e te devolveram, você resolver descansar de mais um dia de verdadeiro stress.
volta pra casa, se desmonta inteira, toma um banho, coloca aquele roupão que você adora, passar creme nos pés (ah! você fez as unhas dos pés, mãos e a sobrancelha), pede uma pizza, vê o hugh jackman mais uma vez maravilhoso num smoking branco e vai pra sua caminha com a janela aberta pra dormir ouvindo o barulho da chuva.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

só os gatos são leais


talvez as piores decepções que guardamos por toda nossa vida são aqueles que envolvem sentimentos e pessoas. eu sou escolada nisso. já tive muitas, mas, ao contrário do que pensavam, elas me fortaleceram.
cada uma delas parece levar um pedacinho puro de você que você nunca mais encontrará, nem mesmo que um princípe num cavalo branco aparece na sua porta.
ou talvez a gente nasça e como último ato de condescendência, nos façam puros novamente ao morrer.
qualquer um que leia tudo isso pode notar o sabor amargo. aquele tal de bitter-sweet.
mas, na verdade, muitas vezes decepções envolvem traições.
e nada pior que a traição da lealdade. fidelidade é nada perto da lealdade. e faltar com a lealdade é muito maior que qualquer outra coisa.
é dizer não quando o motivo pra que você negue é bobo.
é faltar quando contam com a sua presença.
é simplesmente não saber ficar do lado, sem dizer nada, só para que a pessoa perceba que não está sozinha.
e isso, me desculpe, não é difícil. um sorriso, um abraço, um tapinha nas costas movimentam o mundo.
e tem gente que morre sem saber o que é lealdade.
eu traio sim. não nego. mas nunca deixei de ser leal, mesmo aos meus princípios.
acho que vai demorar pra que as pessoas compreendam a diferença entre fidelidade e lealdade e ainda que entendam uma parte de uma cancão: "te perdôo por me traires".

terça-feira, 24 de novembro de 2009


duro mesmo ser obrigada a lidar com sentimentos. não tá nada próximo de ser fácil. e é difícil.
o mundo é tão maior que cada um, que diferença fazemos naqueles dias em que queremos deixar de existir? pra mim, absolutamente nenhuma.
vejo notícias de uma mulher "tragada" por um buraco. que atire a primeira pedra aquele que nunca quis ser tragado por um buraco, assim, de boa, e ficar lá, dando um tempo do mundo aqui fora.
existem subterfúgios, é claro. mas tem sempre um "terapeuta" de plantão com mil razões pra que não se deixe cair no buraco.
olha gente: dá um tempo! a vida é minha. se quero me esconder um tempinho no buraco, deixe. quando eu quiser subir, eu grito, escalo, quebro as unhas, sei lá. mas me dê o tempo necessário que só eu posso saber qual é.
eu já tentei me obrigar a acordar com o pé direito todos os dias, já fiz orações antes de dormir e depois de acordar, mas, caraca! quem sabe do meu humor é ele! e eu, pobre coitada que convivo comigo mesma todos os dias, óh ceus!
sendo totalmente greta garbo, me deixem sozinha.
só isso. quando passar, passou.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

o tempo não pára mesmo

podem dizer o que for. eu nunca ligo mesmo. ou, se ligo, faço que não ligo.
a cada dia que passa, descubro verdadeiras pérolas nas letras de cazuza. e me identifico puramente com todas as suas verdades. como pretensão nunca me assustou, digo que me sinto cazuza em várias vezes na vida. incompreendida, vivendo sempre nos limites, cometendo o que muita gente chama de loucura, irresponsável, inconsequente. mas, acima de tudo, verdadeira.
se quiserem me entender e me acolher, ótimo. me fará feliz. caso contrário, não sou senhora dos sentimentos ou pensamentos de ninguém.

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

o sol


"eu sou o sol, sou eu que brilho, pra você, meu amor..."
essa é a melhor parte. a gente sempre brilha pra alguém. a gente sempre é especial.
isso não é o máximo?!?!
ironias a parte, estou sinceramente feliz. a gente sempre deve ficar feliz quando vê que fez alguma coisa sem nem pensar e não é que essa coisa dá certo?
coisas pequenas são as que têm maior significado.
ouvir aquele cara da manutenção que mal te vê te chamar pelo nome.
ou saber que ajudou um amigo na hora da roubada total. pode não ser perfeito nem a melhor coisa do mundo, mas, ao menos, é um novo começo.
e a vida tá cheia disso. e a gente precisa disso: novos começos. aprender todos os dias a ver a vida com novos olhos.
ainda quando adolescente, eu tinha um amigo que sempre dizia "ao andar na rua, olhe também para cima". nunca me esqueci. acho que a frase dele tinha outros mil significados, mas aprendi a olhar para todos os lados. e descobri detalhes mágicos da vida. pessoas na janela que simplesmente sorriem pra você. fachadas maravilhosas de prédios que se escondem por trás da placa com o nome do "estabelecimento".
e olhar pro sol. claro que com bloqueador solar 70 e um belo óculos escuro.
hoje, eu simplesmente dou razões pra minha instabilidade emocional e grito:
EU SOU O SOL
SOU EU QUE BRILHO...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

um fiapo de vida


é assim mesmo. tem dias em que parece que tudo o que nos resta é apenas um fiapo de vida, como se estivessêmos conectados ao mundo pela famosa linha tênue que separa tudo de tudo. o amor da raiva. o desespero da alegria completa. a vida da morte. a dita normalidade da dita anormalidade.
quanto a isso, eu nunca poderei dizer nada. nunca fui aquela criança ou pessoa que chamam de normal. de perto ou de longe.
sempre tive meus famosos pitis, xícaras na parede, bengaladas no vidro do carro, muitas e muitas portas batidas em eco repetitivo (!!!) e copos de cerveja atirados em quem nem conheço e nem tem nada com meu mau ou bom humor.
qual não foi minha surpresa ao ouvir de um médico que quase a lista telefônica inteira pode ser classificada como "estável emocionalmente".
isso não se aplica a mim. defintivamente não.
sou inconstante, impulsiva, passional, intensa... tudo é sentido até o fim. as dores, as alegrias, as surpresas, os estímulos, tudo.
e é por isso que não gosto de dias como hoje. o sol desvia por trás das nuvens e o dia fica que nem água: inodora e insípida.
chato, chato, chato. puro tédio e calor!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

alegria, alegria


Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou

Por que não, por que não...

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...

Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...

pra bom entendedor, meia palavra basta!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

modismos à parte...


humor negro: não sei porque reclamam tanto dos tsunamis! ops! politicamente incorreta.
bem, a brincadeira sem graça é mesmo pra falar uma coisa simples: vivemos em ondas. ondas de vai e vem. política, religião, futebol, moda, gastronomia.
tudo segue o movimento das marés.
zen demais?!?! olhaí: a palavra zen é um bom exemplo.
introdução a parte, tô passada com o comercial do buscapé, aquele site de busca de preços e etc. até o tal buscapé entrou na onda do reciclável, reutilizável e etc... tipo procure e compre através do buscapé e estará ajudando o meio ambiente, blá blá blá.
propaganda é assim mesmo: vislumbra uma oportunidade e já vira segmento de mercado, nicho
valha-me deus!!!
tudo bem, vou entrar nessa onde também e me tornar reciclável, reutilizável e de consumo consciente.
ou seja, um novo nome pros antiso "ecochatos" que antes eram legais e ficaram "fora de moda".


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

o cansaço nosso de cada dia.

tô cansada.
simples assim: cansada.
nem um super sorvete me faria sair pulando! e eu adoro sorvete. suflê de chocolate da vanessa com banana. sem qualquer outra coisa, se torna uma festa!
mas tô cansada até mesmo pros sorvetes.
sei lá porque. só sei que tenho uma longa semana sem a menor graça. médicos, exames, dentista, terapia dupla. é nisso que minha vida se tornou. uma longa e contínua seqüência de semanas sem graça e sem sorvetes.
numa dessas idas e vindas, passei dias movida a sorvete. e a garota atrás do balcão se espantava ao me ver cada dia mais magra. mesmo com os sorvetes.
e, se ao comprar um sorvete, eu me esbarrasse com o amor da minha vida?
e se numa dessas sorveterias da vida eu encontrasse o verdadeiro sentido do porque ainda não desisti e encaro longas e longas semanas de remédios, médicos, exames, sessões de terapia, drenagem e blá blá blá?
não tenho respostas pra nada.
nem vontade.
só sei que estou cansada.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

a vida é minha!


mentira, mentira, mentira.
sei lá de quem é, mas encher o peito e falar que a vida é minha é pura pretensão. eu tenho uma gatinha, ela é minha. se ela não quiser, não fica no meu colo nem a pau!
a gente não tem nada não. talvez o que a gente sente, imposível de controlar, difícil de lidar e, de vez em quando, maravilhoso de viver.
sinceramente, se a vida fosse minha mesmo, seria literalmente um mar de rosas. ou pra ficar mais fácil, uma piscina ou uma bela banheira de mármore rosa, cheia de rosas brancas sem espinho.
a música mudaria de acordo com meu sentimento, uma coisa meio show de truman. seria bom dia, boa tarde e, caso eu não te veja, boa noite.
torneiras para coca cola light sempre hiper geladas e com gás.
certamente, não haveria lugar pra gente falsa nem dissimulada. nem pra maldade.
lojas de R$ 1,99 espalhadas. nada custaria mais que um e noventa e nove.
um pouco mais de igualdade seria muito bem vinda.
e generosidade de sobra.
generosidade de coração. de sentimentos. as pessoas olhariam um pouco mais pras outras e um pouco menos pra elas mesmas.
se a minha vida fosse mesmo minha, eu faria algumas outras mudanças, além dessas.
mas certamente não é. e tenho que me ajustar a ela, faça chuva ou um lindo dia de sol!

domingo, 18 de outubro de 2009

cópia da cópia da cópia


"NÃO TENHO TEMPO PRA MAIS NADA.
SER FELIZ ME CONSOME MUITO!!!
(Clarice Lispector)

Quem quiser mesmo me derrubar, que se esforce mais um pouquinho!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

se é que em algum dia gentileza gerou gentileza


é triste e chato e dói.
mas nem sempre as coisas e as pessoas são como queremos ou imaginamos.
vivemos diariamente dando pérolas aos porcos porque cruzamos pouquísimas pessoas na nossa vida que realmente merecem algo de bom.
família? muito bonito na teoria mas quase sempre muito falsa e mentirosa na prática. as pessoas simplesmente não se ouvem e quando se ouvem, não se respeitam. o que você faz é sempre muito pouco e pode ser facilmente ignorado, relevado ou não ter valor.
gentileza gera gentileza. como eu queria que as pessoas levassem isso um pouco mais a sério. que se dessem um pouco mais pros outros. que valorizassem coisas pequenas vendo hoje a diferença disso no futuro.
mas não. parece que a gentileza está morta. assim como o olhar pro lado e sorrir pra quem a gente nem conhece simplesmente porque um sorriso vindo do nada é uma das coisas mais gostosas do mundo. gerar simpatia de um desconhecido e não só ser educado ou bonzinho.
ser bom de verdade. saber que a bondade não é fraqueza e sim um grande gesto de nobreza. porque só os nobres se arriscam a ser bons em um mundo em que qualquer atitude pode ser facilmente confundida com ser trouxa ou bobo demais.
eu estou cansada. cansada de dar muito mais do que recebo. cansado de ser muito mais doce do que são comigo. cansada de me preocupar com simples detalhes que fazem a vida muito melhor.
simplesmente porque ninguém percebe isso.
meus sorrisos a toa podem ser sinônimo de vadiagem.
meus agrados podem ser interpretados como "nossa, como ela é boazinha".
ou meu jeito de me preocupar, lembrar das coisas que são importantes não só pra mim como também pros outros como falta do que fazer ou carência.
é triste pensar que cansei de simplesmente ser gentil.
porque, na vida real, não há mais tempo para que "gentileza gere gentileza".
e os gentis são loucos profetas que distribuem flores e pérolas aos porcos.