sexta-feira, 30 de abril de 2010

ai ai ai ai...







ai que vontade de apertar um pescocinho!!!

tédio ou cansaço?



Alô!
Sabe esses dias
Em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama
Preferia estar na cama
Um dia, a monotonia
Tomou conta de mim
É o tédio
Cortando os meus programas
Esperando o meu fim...

Sentado no meu quarto
O tempo vôa
Lá fora a vida passa
E eu aqui à tôa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me desse tédio...

Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois pra mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...

putz! biquini cavadão, lembram?!

terça-feira, 27 de abril de 2010

bebê na área


um casal de amigos tá grávido.
fiquei sabendo há alguns dias, mas ainda não tinha parado pra pensar.
e é muito legal.
me atrevo a falar que é um casal de amigos porque eu e ele (o marido) nos conhecemos em condições nem um pouco favoráveis.
ao contrário da maior parte das relações desse tipo, nos aproximamos e nos conhecemos primeiro por nossos defeitos e fraquezas do que por aquelas outras coisas prováveis.
e nosso amizade, pela qual tenho um super carinho e respeito, foi construída assim, de longe, falando o que a gente queria já que um não estava preocupado em julgar o outro.
a gente sempre foi sincero um com o outro, ainda que essa sinceridade pudesse ser facilmente confundida com grosseria. compartilhamos segredos, dores e sentimentos que muita gente não entende. até pactos temos.
e assim, por causa dele, me aproximei dela, timidamente, mas tenho um carinho e uma preocupação enormes. além de uma admiração verdadeira porque sei como é conviver com certos problemas e preocupações.
por isso mesmo, posso falar com toda a sinceridade que me senti genuinamente muito feliz por saber que os dois vão passar por um mudança radical e super importante.
e quero muito, muito mesmo, acompanhar tudo isso. de perto, se possível.
sei que eles merecessem um anjinho na vida dos dois.
e vou estar sempre torcendo, assim do meu jeito torto.
thigo e li, vou estar sempre por perto quando e se precisarem de mim! parabéns.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

meio dia no jardim do bem e do mal


jesus!
quantas segundas-feiras tem uma semana?!?!
acordei achando que essa semana será feita apenas por segundas. dor de cabeça, bode total, vontade de ficar no escuro, enjôo, credo!!!
daqui não saio, daqui ninguém me tira.
meus planos de aproveitar um pouco e dar um pulo no mercado municipal, rever a velha 25 de março a procura de quinquilharias foi por água a baixo.
tô em estado de pseudo anestesia.
sol? que mané sol, o que?
sei que tá um dia lindo lá fora, mas minha cabeça explode aqui dentro.
ai como eu queria ser carrie bradshaw, colocar uma daquelas roupas totalmente nada e tudo a ver, um chapéu digno de jóquei clube e dar uma volta de balsa, ouvir o barulho da água e esquecer do mundo.
sinceramente, estou a pessoa mais insuportável e queixosa do mundo hoje.
quem sabe estourar o limite do cartão de crédito ajuda?
aí, toda a dor de cabeça passa pro mês que vem e um modelito armani passa a fazer parte do meu guarda roupa.
ah. sei lá. acho que vou só me enfiar embaixo das cobertas e esperar o dia passar, fingindo que ouço, fingindo que falo, fingindo que me preocupo.
é isso.

saudades


saudades enormes da pi, minha gatinha...

domingo, 25 de abril de 2010

quereres


nossa, há quantos dias não me sento aqui pra pensar e colocar minhas idéias em ordem. sam shepard dizia que escrevia pra organizar seu mundo.
tento fazer o mesmo, mas nem sempre dá certo.
hoje o dia foi dos mais morosos possíveis, depois de uma noite estranha de sonhos estranhos.
fico em dúvida em relação a minha consciência. será o mau sono reflexo de contrariedades inconscientes?
não sei e nem cogito resposta.
só que que só faço pensar. e o peso dos meus pensamentos durante todo o dia foi grande.
tenho decisões a tomar, como qualquer pessoa normal em qualquer dia normal.
mas me sinto paralizada, em dúvida profunda em relação aos meus quereres e não quereres. estou longe de minha gatinha que, como uma espécie de consciência remota, me ajuda a tomar decisões baseadas num simples olhar.
os olhares dos gatos nunca são simples, a bem da verdade.
mas seu jeito de olhar, parar, olhar pro lado ou ir, vagarosamente, fechando os olhinhos me diz muito mais que muita gente.
me sinto só e, ao mesmo tempo, rodeada de pessoas que esperam por minha decisões.
e isso me incomoda tanto. nunca quis que ninguém me esperasse pra nada. que nunca dependesse do meu querer.
mas nem tudo é exatamente do jeito que a gente quer.
hoje mesmo, não queria muito mais do uma enorme banheira com água quentinha e um botão de liga/desliga pro meu cérebro. propostas pra acabar com minha dor de cabeça.
mas, nem banheira nem botão.
e uma vontade imensa que essa dor que me comprime o cérebro diminua e me deixe dormir em paz.
eu, meu corpo, minha mente, todos precisamos de uma noite tranqüila.
eu só quero isso e mais nada.
falei!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

pão com mortadela


bem, logo criancinha a gente fica sabendo da importância de refeições bem feitas. é aquele tal de "não come isso agora que depois você não almoça direito". a gente passa a vida toda ouvindo isso, de maneira diferentes, em casa, na tv, em filmes, livros, etc.
pelo menos uma vez por semana, algum programa em algum canal faz uma daquelas reportagens que a gente quase nunca viu sobre "como comer bem".
tudo bem. concordo que a gente precisa dar mais atenção ao paladar, um sentido muitas vezes esquecido.
mas, vamos combinar: um belo sanduíche de mortadela, pão fresquinho, coca gelada, é uma bela, saborosa e nutritiva refeição?
sei lá. só sei que é bom demais. é uma delícia quando você aproveita bem cada mordida, cada gostinho, cada lambida no canto da boca quando o molho escorre.
e a sensação de dever cumprido depois?
afinal, você dedicou minutos preciosos do seu dia saboreando um belo e simples sanduíche de mortadela.
e foi bom, muito bom.
pena que nem sempre a gente lembre dos encantos das coisas simples.
é isso.

ah! o pão com mortadela fez milagres com os meus cachos hoje!

os caracóis dos meus cabelos


quando eu era criança, passei pela terrível agonia de ter 'cabelo ruim". meu cabelo sempre foi muito fino e cacheado, mas naquele tempo (!!!) não tinha esses shampoos, condicionadores, máscaras e cremes de pentear específicos de agora.
conseqüência: minha mãe, sempre controladora, fazia o favor de querer "consertar" meu cabelos. aí, era "bobes" (é assim que escreve?!), secador, touca de um lado, vira touca, uma tortura.
até, que num dos poucos atos de rebeldia da minha adolescência, eu disse chega!!!
e resolvei assumir os cachos. posso dizer que, pelo que lembro, isso era pouco habitual. ou coisa de hippie que tava voltando de woodstock a pé.
mas eu fiquei feliz com os meus cachos.
e, hoje, eu sou completamente feliz com eles, já nem me imagino de cabelo liso e não gosto nem um pouco de secadores e chapinhas.
meus cachos fazem parte da minha personalidade.
e, não tem jeito, eu me tornei a loirinha de cachinhos. tudo bem que dez minutos deitada amassam meus cachos, mas muito melhor assim.
hoje, vejo que assumir os meus cachos acabou por me levar a assumir tantas outras coisas que nem me toquei. traços da minha personalidade que talvez são tão marcantes ou rebeldes quantos os cachos.
e, como dizia uma amiga minha, pareço um anjinho. até a hora em que olho pro lado.
falei!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

mafalda e suzanita

finais de tarde em são paulo


os finais de tarde de sexta-feira deveriam ser sempre cheios de magia. cores diferentes do céu, aproveitando o sol que se põe, algumas nuvens que misturam nuances, pessoas que andam pra um destino desconhecido.
a gente olha de repente e nem sabe porque aquele dia pode ser tão diferente. porque aquela tarde teve essa sensação que a gente não sabe dizer o que é.
coisas pequenas trouxeram praquela tarde uma dimensão inesperada. gostosa. doce. libertadora.
é. é incrível como algumas relações podem ter um toque libertador. e você pode ser simplesmente quem você é, fazer o que e gosta com alguém que também quer e gosta. difícil de encontrar. difícil se adaptar. mas ainda assim vale a pena.
concessões são feitas como se a gente nem notasse.
os dias passam e a gente simplesmente vive cada dia.
e todo dia é dia.

o segredo dos teus olhos


ontem eu fui assistir a esse filme, que ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro. o ator principal, que eu gosto muito, está perfeito, como sempre.
mas, realmente, os olhares roubam o filme. os olhos azuis dele, os olhos verdes dela, os sofridos do outro, os perspicazes. você percebe quem tem história pra contar na maneira como os olhos falam.
e os olhos falam demais, você ouve a qualquer hora durante o filme.
sim, o que os olhos falam não dá pra contrariar. se eles falam demais, é porque a gente deve falar bem menos do que tem coragem...
mas o que mais me surpreendeu durante o filme foi o final.
mas não o final do filme, e sim o final da sessão. eu tinha levantado e estava na escada do cinema e ouvi alguém batendo palmas.
há anos eu não ouvia isso, esse tipo de reação.
aí pude ver que as pessoas no cinema eram em boa parte pessoas bem mais velhas. gente que tinha ido ao cinema pra apreciar a tal da sétima arte de verdade.
um senhor começou a bater palmas sozinho e logo foi seguido por outros. e eu fiquei com vontade de bater palmas pra ele.
puro romantismo, coisa de gente com sonhos. mas é assim que sou e parece que aquele senhor pode não ser muito diferente.
e como é bom saber disso!
ainda existe gente que não está preocupada se vai pagar micos por fazer o que sente, sem olhar pros lados. e ainda tem gente que acha aquilo certo e vai atrás.
o filme realmente foi uma delícia. mas aquele senhor, de quem não vi os olhos, foi melhor.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

branquinha


obrigada...

então... é hoje!


sim. hoje realmente começo um ano novo. um ano novo pra mim, só meu.
acho que a grande maioria dos arianos pensa mesmo assim! é a pretensão que acompanha os nascidos sob a regência de marte.
mas, é isso mesmo. a partir de hoje, meu ano tem um significado diferente. eu sempre fui assim.
eu vejo o dia do meu aniversário sempre como um renascimento. por isso, a pessoa que eu era ontem será diferente amanhã. alguma coisa vai mudar e ainda não sei bem o que é. talvez mais maturidade ou mais diversão. vai saber!
só sei que aproveito o dia pra mim. pra pensar e cuidar de mim. festas? antes ou depois, mas não hoje. presentes? todos os dias!!!

(...)
hoje eu só quero alegria
é meu dia, é meu dia
hoje eu só quero amor
hoje eu só quero prazer
hoje vai ter que pintar
só quero a massa real
é o meu carnaval
hoje eu só quero amar
hoje eu não quero sofrer
não quero ver ninguém chorar
hoje eu não quero saber
de ouvir dizer que não vai dar
vai ter que dar, vai ter que dar
(...)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

de vez em quando


é. de vez em quando, eu penso: hoje eu vou ficar quieta, vou parar de ficar me expondo, expondo meus sentimentos e vou ficar simplesmente quieta.
mas parece que minha cabeça acaba ficando cheia de palavras pulando, querendo sair e ir parar em um lugar qualquer.
tudo bem. fazer o que? eu sou assim. sempre fui. fico horas pensando em não fazer e, de repente, vou lá e faço logo pra acabar com a agonia, com a minha briga interior, tantas vezes inútil.
mas, e se não fossem os impulsos?! afinal, nosso cérebro não é comandado por impulsos cerebrais? não é isso que faz a vida acontecer?
acho que temos que aprender a parar de menosprezar, subestimar e até renegar nossos impulsos. eles existem por algum motivo.
tudo bem que o mundo gosta de pessoas comedidas. mas, e steven jobs? como ficaria o mundo agora sem uma figura como ele?
é isso. não tenho culpa nem me arrependo de meus impulsos, intensidade nem instabilidade. isso tudo faz parte do pacote. e, se o pacote não estiver completo, a roda não gira nem a vida acontece.
viver pela metade? não penso.
viver sem escrever? não posso.
viver sem ser como sou? não vivo.
falei.

terça-feira, 6 de abril de 2010

sim, eu sou paulista!!!


caraca!
chove desde ontem no rio e não se fala de outra coisa nos dois canais brasileiros mais cariocas: globo e globonews.
tudo bem, é preocupante. mas já foi dito desde o jornal "bom dia brasil" com o renato machado de lencinho no bolso: tá chovendo pra cacete, fica em casa, desencana que hoje não vai dar praia.
desculpe a ironia, mas tá demais!
é que nem doente que fica falando o dia inteiro da dor como se ela fosse passar de canseira de ouvir a mesma coisa.

e dane-se: tô sendo bairrista sim. choveu o mês de janeiro inteiro em são paulo e a comoção acumulada no mês todo não beira ao drama de hoje.
portanto, compre um guarda-chuva e mantenha ao lado do guarda-sol. a cidade é maravilhosa, mas chove no mundo inteiro.
coisas da natureza.

a casa dos sonhos


vou ser direta: como minoria da população mundial, eu definitivamente não tenho o sonho da famosa "casa própria".
essa idéia de ficar presa a uma casa, sei lá, nunca passou pela minha cabeça. tem gente que faz peripécias financeiras para comprar sua casinha, mas eu nem penso nisso.
a minha casa dos sonhos é outra. e eu nunca estive nela. eu a encontrei de bobeira, um dia, fazendo sei lá o que na internet. juro que não lembro como ela apareceu. mas, logo de cara, eu pensei: perfeita.
perfeita pra tudo: pra longos descansos ou longas noites fazendo nada ou fazendo de tudo. parece simples, mas é um lugar que parece mágico pra mim. e, um dia, quem sabe, eu passo uns dias lá. pode ser alugada por temporada e parece estar no meio do mato, mas tem uma praia do lado.
perfeita. eu não preciso de mais do que alguns dias lá com a pessoa certa. e acho que nem agüentaria!!!
mas é sim a casa dos meus sonhos. um sonho que não é só meu!
é isso.

...


pensando bem, pra quem adora "as pontes de madison", não é de se admirar minha fascinação pela tal casa.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

10 coisas que eu nunca pensei que ia ser capaz de fazer...


1. tatuagens: nunca, mas nunca mesmo pensei em fazer tatoos. sempre fui a mais certinha. nem nunca tomei sol. sempre usei roupas super comportadas e até outro dia não usava camiseta regata ou um decote um pouco mais pronunciado. agora termino uma já pensando na outra;
2. parar no meio de alguma coisa, como um curso. pra ser bem sincera, estudei 11 anos de piano sem gostar. mas parei um mba poucos meses antes de terminar. e ouvi um monte da minha mãe, porque afinal eu nunca parei nada na metade, sempre fui até o fim em tudo, mesmo sem gostar, pra testar meus limites, talvez;
3. pensar em voltar a tocar piano. ultimament eu tenho pensado muito e me arrependo de ter vendido o piano porque acho que seria relaxante tocar de vez em quando, sem compromisso, só por prazer;
4. tomar anti-depressivos. terapia super na boa, mas psiquiatra e medicação não. quando comecei a me sentir estranha, procurei uma homeopata que me indicou uma terapeuta que me indicou um psiquiatra. hoje em dia, até tombo já levei por medo de viajar sem os remédios. saí correndo, literalmente, de salto, no meio da rua e fui parar no pneu do carro do meu irmão que foi me levar os benditos que eu tinha esquecido em casa;
5. ter um "caso" com um homem casado. não por preconceito, mas simplesmente porque sempre fui certinha demais (até a minha mãe fala isso) e uma mulher certinha não olha pra um cara casado. o problema é quando eles que vêm atrás de você;
6. ter um "caso" com um homem casado e 25 anos mais velho que eu. muito menos com um homem que admirava por muito tempo. sem maiores comentários;
7. assumir meu lado feminino, sensual, sexual. sempre quis que me ouvissem primeiro, soubessem como eu sou a que me "julgassem" pelo olhar. isso aconteceu com uns vinte anos de atraso, mas tem valido muito a pena;
8.usar qualquer tipo de lingerie pra tentar impressionar um homem. sempre usei peças íntimas discretas, que não marcam e extremamente confortáveis, as quais continuo usando. mas abro exceção agora pra algumas ocasiões;
9. usar maquiagem, usar vestido ou salto, colares, acessórios e etc. hoje, visto de tudo e quase nunca saio sem ao menos um corretivo e "rímel" (o certo seria máscara para os cílios. rímel era ou ainda é uma marca). adoro coisas no pescoço e chapéus;
10. falar publicamente e tão sinceramente sobre sexo como faço hoje. meus pais nunca foram de falar em nada. no "meu tempo", nem se cogitava aulas de educação sexual e as garotas brincavam até os 15.
falei.

p.s. 11. fazer uma listinha de coisas que nunca pensei que faria e fiz...

domingo, 4 de abril de 2010

domingão do faustão


ouvindo a moçadinha do BBB10 no faustão - minha mãe assiste, não tem jeito - eu fico pensando, eu preciso confessar: logo que a tal anelita saiu, eu entrei no blog dela pra ver como a moça que brigava tanto escrevia e etc.
e não é que vi e acabei surpresa, vendo várias coisas em comum?
além de ser briguenta, tem muita coisa escrita lá que eu também penso igual. e tem vários textos da martha medeiros que sabe escrever sobre mulher como mulher, como poucos e poucas. melhor assim que escrevendo hai-kais, martha medeiros foi feita pra textos longos. e que são muito bons.
e, em outras vezes, entrei lá pra dar umas olhadas e pegar umas imagens. ela adora tulipas, como eu. adora séries de tv, como eu. e tem ótimas fotos. e nem é a louca que parecia, com certeza, descompensada. e outra: vamos combinar, ela tinha razão absoluta sobre uma coisa - a lia é chata pra caramba!

agora, uma coisa muito interessante que li lá e não me lembro de onde veio: o lance dos corpos gêmeos. "em tese, uma teoria" que diz que como se procura almas gêmeas, deveríamos considerar que podem haver corpos gêmeos. tipo assim: você sente uma atração geral e inexplicável por outro alguém, mas é isso. pra que se sentir culpado? essa é a pessoa que você quer pro resto da vda na sua cama, banheiro, mesa, cozinha, etc, mas não no resto, tipo dia-a-dia e etc. qual o problema? manuel bandeira diz muito bem o que muitos tentam e não conseguem:

arte de amar

se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
a alma é que estraga o amor.
só em deus ela pode encontrar satisfação.
não noutra alma.
só em deus — ou fora do mundo.
as almas são incomunicáveis.
deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
porque os corpos se entendem, mas as almas não.

é isso.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

pra você!


luxo pra poucas.
e pra muito poucos, se é que me entende...

mafalda


eu poderia dizer muitas coisas, mas como diria mafalda, não estou para sutilezas.
(ou algo assim!!!)

segunda-feira, 29 de março de 2010

basta olhar!


a todos que adoram me perguntar por que? como? pra que? sim ou não? é ou não? tem certeza? como assim? mas agora? você faz?, mas se esquecem de um simples "é o que você quer?", uma simples imagem.

sexta-feira, 26 de março de 2010

dia de troca de programação


quando você começa a pensar muito, escrever muito ou fazer terapia, depois de um tempo percebe que você nada mais é do que o mais comum dos mortais, nada de extraordinário.
seus medos e sonhos são comuns a boa parte das pessoas.
você pode sim ter experiências diferentes em diferentes fases da vida, mas no final, a vida vira um grande liquidificador ou mixer que mistura tudo e o resultado é óbvio: milheres e milhares de pessoas já sofrerem pelo mesmo, já ficaram felizes até mesmo ao mesmo momento ou descobriram algumas coisas comuns como você.
eu sempre disse que esse papo de ser especial é balela. todo mundo é especial pra alguém. me apropriando de um caso comum, tenho certeza de que quando a mãe da garota supostamente morta pelo pai olhou pra ele nas primeiras vezes, ele era especial pra ela. tanto que tiveram uma filha juntos.
e isso também me faz pensar em como as coisas mudam ou duram pouco na vida da gente. de repente, você acha que não vai viver de jeito nenhum sem alguém. e, momentos depois, esse alguém já era.
um simples olhar pode mudar tudo.
as palavras também. as ações.
a distância entre o fim e o começo está tão perto que a gente quase nunca vê ou pressente. e, aí, te pegam de surpresa.
óbvio que passar a ser especial é bem mais gostoso, mas ainda não dá pra escolher.
enquanto isso, temos que deixar que a vida nos leve.
de preferência, pra caminhos também mais leves.

preguicinha

"O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido"

quinta-feira, 25 de março de 2010

dia 25 de março!!!


feliz 14 anos, mi. você é um pedacinho do melhor de mim. vejo flores em você, bicho fofo sem rabo!













muito, muito amor.
beijos pra sempre.

caminhando...


ai sono que insiste em me escapar...
engraçado. eu pedi pra que março passasse logo para que mais logo ainda chegasse abril e passasse o tal do meu "inferno astral". e tenho a impressão de que fui atendida.
daqui a pouco começa abril, há alguns dias começou uma nova estação e, ainda que eu seja bem mais primaveril, o outono chega pra mim com bons ares.
vontade de começar coisas novas. olhar com um olhares diferentes. enxergar coisas e pessoas nunca vistas, talvez nem olhadas.
sim, porque além de nunca usar o óculos como devia e estar atrasada pra minha consulta "anual" ao oftalmologista, a pessoa aqui não olha pros lados, nunca vê as coisas que se mostram insistentemente ao seu lado e deixa muita coisa passar em branco quando merecia ser bem colorido.
é, acho que "the time has come" e agora não vou poder me dar ao luxo de fazer de conta que nem percebi e começar a viver a vida com mais intensidade nas horas certas. um jeito assim de ser mais viva, mais esperta, mais feliz, menos dramática, mais solta, mais livre.
porque verdade seja reconhecida e protocolada: eu falo sim que sou livre e blablabla, mas, vamos combinar: um espírito livre como era o meu não se deixaria prender por sentimentos tão pouco certeiros e se deixaria abalar com tanta facilidade.
fui forjada a ferro e fogo. até posso parecer uma "patricinha ocasional", mas não sou. tenho marcas, cicatrizes, história e uma alma cheia de idas e vindas. o poço e seu fundo já me conhecem de outros carnavais.
então, como toda ariana pretensiosa que acha que o mundo todo chegou atrasado, e respeitando marte, armas a postos e que venham os próximos dias, meses e anos.
falei!

quarta-feira, 24 de março de 2010

funeral blues, w.h.auden


Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

April 1936
___

Que parem os relógios, cale o telefone,
jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,
que emudeça o piano e que o tambor sancione
a vinda do caixão com seu cortejo atrás.

Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.
Que as pombas guardem luto — um laço no pescoço —
e os guardas usem finas luvas cor-de-breu.

Era meu norte, sul, meu leste, oeste, enquanto
viveu, meus dias úteis, meu fim-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, fala e canto;
quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana.

É hora de apagar estrelas — são molestas —
guardar a lua, desmontar o sol brilhante,
de despejar o mar, jogar fora as florestas,
pois nada mais há de dar certo doravante.

(tradução de Nelson Ascher)

a arte de mudar


a arte de mudar, de se refazer, tem muitas sutilezas que desconheço ainda.
se refazer depois do final de uma grande paixão ou coisa parecida acontece todos os dias, mas "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". isso signfica que nunca é igual, é óbvio.
pra alguns, deve ser mais fácil. pra mim, a eterna apaixonada criada pelos filmes em preto e branco da sessão da tarde, não é nada fácil. se me perguntam: você gosta de literatura, respondo que sim. se me perguntam de que, tenho receio de ser blasè ao falar que adoro os poetas ingleses do século XIX, como donne, yeats, keats e shelley, aqueles que morriam de dor do amor.
mas estar apaixonado não é tudo de bom?
você vê tudo de uma maneira diferente, e parece que os outros te vêem de maneira diferente tb. e tudo é uma delícia. aqueles olhares lânguidos onde você literalmente se derrete e se confunde ao outro, o frio na barriga, o otimismo exagerado, a alegria desmedida.
e você fica linda! os olhos brilham. a pele vira uma seda.
tudo isso é bom demais.
por tudo isso deve ser tão difícil quando uma paixão acaba.
mas, como todo fim dá caminho a um novo começo, basta ser dorothy, poliana ou alice e esperar pela próxima paixão que, como nas comédias românticas de hollywood, pode estar no supermercado ou na fila da casa lotérica.
e, caso o seu brilho esteja um pouco ofuscado, quem sabe sua próxima paixão pode estar no caminho de uma loja de perfumes, gloss, sombras, esmaltes extra brlho?
se a arte imita a vida, não custa imitar a arte e acreditar que o amor acontece a qualquer hora e em qualquer lugar. simplesmente acontece.
falei!

terça-feira, 23 de março de 2010

terça-feira


comecei ontem minha batalha contra os meus moinhos de vento.
digo isso, porque assim como todo mundo, ao menos uma vez na vida, construi castelos em terra pouco firme. e agora é hora de dar uma boa olhada pra eles e ver o que fazer: removê-los de uma vez, deixar que afundem ou tentar salvar o que quer que valha a pena.
sinceramente, ainda não sei. só cosnigo pensar que passei os últimos anos vivendo de brisa, de sonhos e falta de realidade. agora é hora de colocar os pés no chão, ficar esperta e seguir em frente.
não penso só em um relacionamento ao qual não dava nome por não conseguir entender minha própria confusão de sentimentos, mas na minha vida em geral, minha família, meu trabalho, meus amigos. arrumação geral na casa. chega de viver como alice ou dorothy (tô até parecendo o bial...).
é preciso deixar que eu volte. e voltar com força, sabendo dos meus limites e dos limites que voltarei a ultrapassar porque isso faz parte de quem eu sou e quem eu quero continuar sendo.
tenho sido redundante, mas a vida é redundante. vivemos em uma daquelas caixas pra hamsters com aquela rodinha que nunca sai do lugar.
e, quando a gente tenta sair, se machuca.
com várias cicatrizes no corpo e na alma, vou seguir evitando a gaiolinha.
a rodinha que não sai do lugar.
é isso.

segunda-feira, 22 de março de 2010

É Proibido, por pablo neruda



É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

a segunda-feira


segunda-feira é sempre o dia "de". de começar a fazer dieta, ir à academia, passar mais tempo lendo do que vendo tv, pensar em colocar em dias emails atrasados, pensar naquela antiga reforma do seu quarto, tentar seguir o que marca na agenda, blá blá blá...
bem, sinceramente, não acho que tenha que fazer nada disso. não há nada que tenha em mente pra começar hoje, primeiros minutos de uma segunda. só uma coisinha básica: cuidar muito mais de mim mesma e me preocupar com a minha vida, meus sentimentos e minhas reações e não com as dos outros.
sim, eu sou daquelas que compra a briga dos outros. se machuca, olha pro lado e se vê machucada e sozinha.
então, basta, combinado?!?!
vou fazer do "eu sozinha". ainda que me dê trabalho e que tenha que me segura várias e várias vezes, vou me colocar acima de tudo e de todos. e não por egoísmo ou egocentrismo. mas por pura instinto de sobrevivênica. ou melhor, instinto de vida mesmo. preciso viver e não deixar as folhas em branco. não deixar que os dias se percam sem que nada aconteça, sem que ao menos uma coisa exista de bom pra ser lembrada. chega de longos dias pensando, pensando e pensando.
ah sim! eu vou é comprar uma cama nova e deixar que todos meus pesadelos e pensamentos ruins sejam levados com a atual e que minhas noites passem a ser preenchidas com sonhos, dormindo ou acordada.
o melhor começo de um dia deve ser uma ótima noite!
falei!

sábado, 13 de março de 2010

e, depois de cair...


não olhe pra baixo! olhe pra frente!!!

é, a gente cai!!!


mas levanta rapidinho e sobe novamente no salto!
sou suspeita porque já levei tantos tombos, topadas, rasteiras e etc que nem me lembro mais. mas tô aqui, sentada agora, linda, leve e solta, simplesmente tranqüila, sem (muitos) medos de cair novamente.
é claro que penei pra burro, mas aprendi. a gente sempre cai, dá uma desequilibrada, mas a vida ensina a gente a se aprumar de novo, é só ter paciência, comprar uns milhões de tubos de hirudoid gel 500 (mais poderoso contra os hematomas) e aprender a cair.
impossível dizer que isso não vai acontecer. mais cedo ou mais tarde, você cai mesmo.
mas aí que tá a parte legal. você levanta. e quando levanta, levanta mais forte, mais poderosa, tipo "tudo bem".
não posso negar: a cada semana tem um querendo te derrubar, ou é a conta do cartão que estourou, ou o cheque especial que estourou, ou o trabalho que é um saco, ou aquele seu vizinho que te sacaneia forte, sabe que você adora gatos e coloca um gatinho super machucadinho no seu jardim. você tira praticamente de dentro da boca do seu cachorro, leva ao veterinário, dá remédio, água, comida e muito carinho e, no dia seguinte, cadê o gatinho? já era tarde demais e ele tá lá, imóvel, como um anjinho caído.
e você, boba, já tinha se apegado, convencido deus e o mundo pra ficar com ele, pensado no nome e fica a ver navios.
triste.
mas isso acontece. e a vida caminha, assim como a humanidade. e quem é capaz de dizer que a humanidade não dá suas pisadas na bola? que atire a primeira pedra ou dê o primeiro berro quem nunca caiu, sofreu, fez besteira ou simplesmente se enganou.
o lance é esse: cair e levantar. e ficar mais forte pra cair menos ou cair direitinho pq tirando roberto downey jr. no cinema, ninguém é de ferro!
falei!

sexta-feira, 12 de março de 2010

eu e tão somente eu

vou tentar de novo


é isso. eu vou mesmo tentar de novo. sei lá se uma, duas, quantas vezes. mas vou. não dá pra simplesmente falar não. deixar pra lá e ficar sem saber no que deu. sinto que ainda não acabou. pode sim estar perto ou longe do fim. não sei.
só sei que é gostoso. me traz uma sensação boa. não um recomeço, mas uma chance, uma possibilidade. eu adoro coisas impossíveis, mas quem me impede de querer torná-las possíveis e gostosas e sublimes?
até mesmo sensacionais. fantásticas. doces. meigas. inebriantes, palavra pra ser dita com a boca cheia.
sou boa pra fazer planos. adoro pensar. pesquisar. juntar todos os pedacinhos e formar um mosaico perfeito, onde tudo se encaixa e tudo pode existir individualmente. acho que por isso, eu tento.
não precisa ter sentido. o sentido sou quem eu faço, sou eu quem sinto. e sinto que sorrio enquanto penso no que pode acontecer, no que vai acontecer.
aquele sorriso maroto, no canto da boca, estilo monalisa.
tremendo chaveco. mas já caí de cara nele. adorei ouvir que levo na boca um meio sorriso, um sorriso sutil, como monalisa. misterioso. malandro. safado até, quem sabe.
é isso. tá decidido. vou tentar. se quebrar a cara como tantas outras vezes, tenho um daqueles pitis típicos de perua, saio comprando horrores e faço de conta que tudo bem.
e, depois: EU TENTO DE NOVO!!!
porque desistir não é pra mim. perder muito menos.
"vou tentar de novo
só mais uma vez
pro resto da minha vida
sua vida é a nossa vez."
(de uma banda carioca que não conheço - catch side)

quarta-feira, 10 de março de 2010

o cansaço


o cansaço da perda
o cansaço dos dias
o cansaço da ilusão
o cansaço da espera
o cansaço do corpo
o cansaço dos sons
o cansaço das tentativas
o cansaço das palavras
o cansaço do silêncio
o cansaço das noites
o cansaço das dores
o cansaço dos desencontros
o cansaço da falta
o cansaço da esperança
o cansaço da saudade
o cansaço da alma
o simples cansaço do cansaço.

sexta-feira, 5 de março de 2010

e quem falou que era pra ser fácil?


mais um dia chutando postes.
eu sempre falo isso porque, quando adolescente, quando ficava com raiva, chutava mesmo os postes pela frente. depois, li uma poesia de leminski e os chutes foram oficializados.
chuto postes quando sinto raiva, mágoa, dor, coisas que não dá pra descrever.
me sinto um bichinho acuado e dá-lhe postes.
mas, tudo bem.
os dias passam, as feridas vão se fechando e eu continuo aqui, linda e loura.
até parece que sou a mais metida, mas não.
sou só eu mesma brincando de ouvir o que os outros dizem. sim, por é isso que dizem...
então, mãos a obra e vamos a vida que me espera. o sol tá lá fora brincando ou brigando com a chuva, ainda não sei.
mas eu não vou ficar aqui dentro não... vou brigar pelo meu espaço também que é divino.

"dois loucos no bairro
um passa os dias
chutando postes para ver se acendem
o outro as noites
apagando palavras
contra um papel branco
todo bairro tem um louco
que o bairro trata bem
só falta mais um pouco
para eu ser tratado também”

quarta-feira, 3 de março de 2010

amanhã é dia!!!


AMANHÃ ELE VOLTA EM NOVOS EPISÓDIOS!!!

mais um!


é. agora vou começar a marcar na folhinha ou fazer quadradinhos pra marcar os dias de sobrevivência!!!
só rindo mesmo.
a noite foi, digamos, quase que uma réplica das réplicas do chile, mas as fissuas na estrutura já estão (contrariamente) sedimentadas e nada aumenta. eu e minhas metáforas.
quero dizer que o estrago já feito em minha alma tá feito e não aumenta, parece que não vai passar disso.
e, aco contrário do que se pensa, eu ainda mantenho o bom humor, faço piadas, canto no banheiro, essas coisas.
não sei se é lourura total ou uma reação absurda ao sofrimento, tentando negá-lo. mas é assim que lido com ele, acho que há mais tempo do que presumo.
de qualquer maneira, mais um dia passou. pelo menos, não foi um dia lindo de sol, daqueles que você tem raiva porque está triste e o dia ri lá fora.

não fugi das minhas responsabilidade, o que é um progresso.
estou nervosa e impaciente, mas também a perfeição tá longe de ser uma das minhas pretensões.
meu corpo começa a se alinhar, se endireitar.
pro rosto, nada que um bom corretivo, um pó básico e um blush e uns apertõesinhos na bochecha não resolvam.
marc jacobs para os olhos e vamos lá.
chanel criou seu "pretinho bácico" em seu maior momento de dor.
toda mulher tem uma carta na manga...

um dia de cada vez


pros meus pais, rô, meu tio milo, má, thiago, alcion, pi, dú, zeca...

é.
lema dos alcoólatras anônimos serve pra quase tudo.
se decidir pelo correto, pelo melhor, pelo decente, deveria ser bem mais fácil, inerente a nossa vontade até.
mas não é.
dar tchau pra um sentimento que você insistia que não tinha nome e acreditava que não teria fim dói, dói muito mais que qualquer coisa que você possa experimentar na vida.
e, aí, a única maneira de fazer com que os dias passem é esse mesmo: um dia de cada vez.
dormi pra caramba. acordei e fui direto fazer o que tinha pra fazer. pensar em trabalho, terapia pra ajudar a espantar o fantasmas, cortar o cabelo pra ocupar o tempo e começar a cuidar de mim.
conversar com quem aparecer na sua frente também é muito bom.

voltei pra casa e meu corpo ainda pedia mais. mais descanso, mais cama, porque tudo que se faz contra a vontade cansa bem mais.
mas, tudo bem. "vai chegar um dia em que vou olhar pra trás e pensar: caraca! e não é que eu fiz o certo?!". sinceramente, pra um corpo e uma mente tão cansados de sofrer, de brincar de rambo e nunca esmorecer por completo, não é nada fácil.
já escapei de muitas, eu sei.
já driblei, matei no peito e fiz gol. mas tudo tem seu custo e suas marcas.
o custo e a marca dessa vez são grandes e valiosos demais. foram pedaços e pedaços de mim que foram retirados, modificados, esquecidos.
o processo de volta é lento e doloroso.
mas acho que ainda sei o caminho. e, por sorte e merecimento (acredito!), tenho ao meu lado pessoas que seguram na minha mão.
são essas pessoas que me fazem encontrar a vida novamente.
e, piegas ou não, eu só posso agradecer.

terça-feira, 2 de março de 2010

pés (sempre lindos) na estrada


caraca! segunda-feira braba. vamos combinar uma coisa logo de cara: março é o mês que antecede meu aniversário. se existe outro tipo de inferno, o tal inferno astral, tô nele.
então... eu tentei ser diplomática, mas o mês começou já nas trincheiras. e eu lá, tentando saber o que fazer. não nego: o dia terminou bem, tomei finalmente decisões doloridas e proteladas por anos, fiz uma limpeza no guarda-roupa da minha alma. o que ainda me cai bem, ficou; o que não uso há 2 meses, suspenso temporariamente e o que tem me feito cair totalmente, foi definitivamente jogado fora. não sou de jogar nada fora, sou ecologicamente correta. mas sentimentos que não fazem bem a não ser a uma pessoa egoísta, objeto do sentimento, faz mal pra qualquer um. então, descarga no chip, barricadas virtuais armadas e força tarefa em alerta.
parece guerra?!?! não só parece, é. lutar contra sentimentos da gente, ainda que errados, é a mais mas inglória das batalhas. sabemos que há somente uma baixa, a nossa.
mas nada nos impede de dar uma de alienada básica, de poliana ou alice, e ver o mais triunfal do finais, onde tudo acaba bem, a trilha sobe, enchendo a sala de esperança. e quem sabe um cavalo branco me espere em algum lugar. nem precisa de princípe, não sou assim tão bobinha, mas o cavalo branco tem glamour.
é isso. dia primeiro de março e uma nova fase. vou cuidar de mim e fodam-se os outros. já peço desculpas antecipadas se meu comportamente magoar ou assustar alguém, mas não erá sido em vão, eu garanto.
irei começar a terça depois de algumas horas super necessárias de sono, quem sabe um sonho bom e muita vontade de viver. simplesmente, porque o que sou não vale a pena ser desperdiçado.
falei!