segunda-feira, 26 de maio de 2014

ai ai ai





Coração-bobo
Coração-bola
Coração-balão
Coração-São-João
A gente
Se ilude, dizendo:
"Já não há mais coração!"...



putz, por que a gente acredita quando não deve e desacredita quando também não deve?!
porque amigos também amam, confiam, traem, ficam tristes, desconfiam e se iludem.
eu já devia ter pensado que meu coração sempre funciona como meu cardiologista me disse: em repouso, ele funciona bem. se eu me levanto e me coloco em movimento, eu me ferro. caio. levo um tombo.
eu confiei. me estrepei.
a mentira é uma estrada sem volta e, ao preferir mentir, as portas e retornos vão se fechando, se acabando...
a desilusão e a tristeza me roubam as palavras, sinceramente. portanto, deixo que alceu valença fale por mim.


sábado, 8 de março de 2014

abençoados os que esquecem


ah, como eu queria ter todas as respostas pras minhas perguntas na vida!
e nem são tantas assim, já que eu não penso tanto assim. mas, poxa. por que eu faço coisas das quais me arrependo logo depois? por que eu não assumo o  que sinto ao invés de inventar uma desculpa inteligente e sair pela tangente. por que eu não olho direto nos olhos de quem me atrai. por que eu me escondo tanto nesse quarto e nesse notebook? por que apenas eles me conhecem como eu sou?
porque eu tenho medo e, por isso, minhas perguntas são poucas.
eu não quero mais querer pra sofrer depois. eu não quero mais amar pra depois ter que aprender a deixar de amar e sentir aquele vazio que sei que nada nunca mais vai preencher.
eu não queria ser inteligente nem ter lido tanto nem visto tantos filmes. eu não queria saber que sabrina com harrison ford é refilmagem e quem fez o mesmo personagem na primeira versão foi humphrey bogart e ainda tinha o maravilhoso william holden.
seria tão mais fácil me preocupar com as festas top da cidade, saber quantas séries eu devo fazer pra ficar assim ou assado.
putz, tô cansada. cansada de ser eu. e aqui, nem sou quem eu sou de verdade.
mas estou cansada de ser as duas, ou as várias que tenho dentro de mim.
meu deus, por que eu não acordo com uma terrível amnésia amanhã e começo tudo de novo?!
por que aquele filme que não me lembro o nome mas que é o verso de uma poesia com aquele ator engraçadinho não é de verdade e a gente pode apagar as lembranças que a gente não quer mais ter?
brilho eterno de uma mente sem lembranças.
essa é a resposta pras minhas perguntas!

“Feliz é a inocente vestal
Esquecendo-se do mundo e sendo por ele esquecida
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."

(alexander pope)



domingo, 23 de fevereiro de 2014

e são 34 anos e nove meses!!!




isso. 34 anos e 9 meses de dois corações que batem e vivem juntos. que riram, sofreram, se divertiram, brigaram, ficaram de mal e fizeram as pazes. dois corações que vivem um no outro.
é. é assim com mãe e filho, não adianta nem sentir ciúme: mãe e filho é o tipo de coisa que não se encontra igual. diferente de tudo. é uma coisa única, inigualável e linda!
hoje é aniversário de um amigo meu. amigo de longe mas que tá sempre perto. parabéns pra ele?! não, me desculpe, mas parabéns pros dois: mãe e filho. hoje, depois de muitas risadas, lágrimas, vais e vens, os dois estão juntos, como sempre estiveram, mesmo que ninguém se desse conta.
ele, superando uma cirurgia feita há quase 2 meses. ela, se convalescendo de uma outra cirurgia feita há pouco mais de 2 dias.
mas, "quem quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? e quem irá dizer
que não existe razão?"
sim, quem vai se atrever a dizer que o coração guerreiro, generoso, experiente e vivido dela não bate no peito dele também?!
atreva-se e eu jogarei a primeira pedra!
mãe e filho não tem explicação. é pura emoção. é coração. e corações, uma vez que fizeram parte do mesmo corpo, nunca se separam. e enfrentam tudo de frente. com a força que só o amor faz nascer.
hoje começa um novo ano pra dois novos corações! e que venham as brigas porque depois vem a paz!


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

é difícil e não é fácil!!!


sim, era isso que aquele treinador de boxe já bem "experiente" me dizia enquanto eu enfaixava as mãos antes dos treinos. "é, menina. além de não ser fácil, é difícil." mal sabia ele que tantas faixas eram porque eu estudava piano e tocava há 15 anos, mesmo tendo só 20.
eu nunca me esqueci dele nem da academia meio (bastante) ensebada do centro da cidade, aquela que dava pra pagar, né?! era só mais uma coisa pra liberar toda a energia que tinha guardada dentro de mim desde que eu tinha nascido. tudo sempre foi muito rápido.


ainda me pergunto por que a minha mãe não me educou pra ser dondoquinha, não gostar de livros e só ler a vogue (que também leio!), "ir às compras", fazer academia, ter 3 filhos depois de ter me casado com aquele colega legal do colegial que agora administra os "negócios" do pai?
não foi assim. foi uma sequência de escolas, faculdades, cursos, viagens, trabalhos, noites sem dormir e palavras. um mundo de palavras tentando explicar - nem que fosse pra mim mesma - o que era aquilo que me fazia levantar no meio da noite e organizar de novo meus sapatos.
não encontrei tais palavras. tudo porque, além de não ser fácil, é difícil.
é isso. falei.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

parte 2 o escambau!!!


ai, eu até pensei que ia escrever a parte 2, 3 e muitas mais sobre o que as mulheres querem, mas não...
fico impressionada com a cara de pau dos homens. pra que eles existem, além de nos decepcionar? pra me chamar de "mal comida" ou "mal amada" como já aconteceu várias vezes quando eu saio em defesa de alguma das minhas amigas? ou praquela clássica do trânsito: só podia ser mulher, né?! ô barbeira! sem falar de ser sempre o motivo básico de qualquer atraso: ela não sabia o que usar...
NÃO, BASTA!!! homens existem pra trocar lâmpadas, levar o carro no mecânico, encher a geladeira de cerveja até fazer o nosso sorvete derreter e pra dormir depois do jogo de domingo.
não tenha dúvida e nem precisa perguntar: eu tô sim de SACO CHEIO do gênero masculino.
e depois falam que a gente é complicada. ah! tem dó. mulher é mais ou menos como planta: precisa de água, amor, cuidado, atenção, boas roupas, sapatos e bolsas, bons perfumes,  bons jantares, jóias e flores. é muito?! até o mais infeliz paquiderme é capaz de entender isso.
mas, NÃO ADIANTA. o suposto cérebro masculino não entende. olha pro lado e faz aquela cara tipo "será que era comigo?!"
sim, esperto. é com você sim. você que deixa o tubo de pasta de dente (vamos combinar: quantas pessoas que falam "creme dental" você conhece?!). você que deixa um pedacinho mínimo de papel higiênico no rolo só pra não ter que trocar. você que se esquece que nem todo azul é simplesmente azul e que tem vários tons de azul. você que acha tudo bem entrar no cinema depois que o filme começou porque você estava esperando o último pênalti a ser cobrado no campeonato da décima quinta divisão. sim, você - cara esperto - que não sabe quando a mulher é loira de verdade ou tem um ótimo colorista.


resumindo: o que as mulheres querem são apenas homens espertos, inteligentes, cheirosos, de bom gosto e gentis. a gente sabe que tá tudo incluído aí porque em esperto cabe 15 sub-itens e nos outros requisitos também. nem precisa ser o james bond. nem o daniel craig... (aff!!!)

na boa. eu troco a lâmpada, mas, por favor, para de pisar na bola.
pronto. falei.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

o que elas querem? parte 1



tô cansada de ouvir meus amigos dizendo que "afinal, o que vocês, mulheres, querem?".
putz, caramba. o que a gente quer? é simples... vou resumir antes de desenhar, ok? qualquer coisa, eu desenho depois...
a gente sabe que, em tese, o que a maioria dos homens gosta é de: tomar umas com os amigos, jogar um futebolzinho com os amigos, falar das gostosas do clube com os amigos e falar um monte de besteiras com os amigos. básico.
a mulher é sim um pouco mais complicada. mas, pra facilitar pros homens, eu simplifico.
as mulheres gostam de: homens que, depois das cervejas com os amigos, lembre de chegar em casa tranquilo, tome um banho, fique cheiroso e, ainda que seja pra  só uma taça, tenha um bom vinho a mão.
tudo bem... que ele jogue o futebolzinho com os amigos, não tem erro um monte de homem brincando e xingando feito um louco. até faz bem pras pernas, que ficam mais grossinhas!!!
mas, nas outras 5 ou 6 noites da semana, tem outras coisas que podem oferecer ótimas opções de diversão: cinema, restaurantes, teatro, tomar um sorvete na praça ou até ficar em casa, assistindo aquela comédia romântica bobinha que arranca aquela risada gostosa que fez ele se encantar tanto. e continua fazendo.
outra: a gente (nós, as mulheres) sabe que as "gostosas do clube" podem nem ser tão gostosas assim, mas a grama do vizinho é sempre mais verde (ou da vizinha, só pra lembrar...). portanto, segue o manual básico e olhe bem pra ela e perceba que mesmo aquela ruguinha nova que ela reclama tanto a deixou ainda mais charmosa, coisas que só a maturidade oferece.
e, sobre as besteiras, a gente deixa só pros amigos. porque, deus do céu, ninguém merece. mas a gente até aguenta se valer uma troca por uma ida ao shopping ver aquela sandália maravilhosa que custa quase que literalmente os olhos da cara!
deu pra entender ou ainda tá difícil?!?!
e ainda dá pra resumir numa linha: o que toda mulher quer é só um homem que olhe pra ela e que continue olhando e descobrindo novas rugas e novas paixões. e que alimente essas paixões.
nada vive por si só. é preciso dois pra que um amor ou uma paixão sobreviva. então, cara, seja inteiro. se entregue por inteiro. se ela não perceber e der valor pra isso, oba! mais um HOMEM de verdade que uma mulher de MENTIRA não soube reconhecer.
ainda precisa do desenho?

domingo, 12 de janeiro de 2014

ah, sophie...






ah, sophie, sophie. que saudade de você, sophie... me peguei falando assim, agora, enquanto sei lá o que fazia. foi uma saudade tão branda, tão tranquila, tão distante daquela sophie atormentada, sofrida, triste.
não que essa sophie de agora, desse exato momento, esteja vivendo num mar de rosas, ao som de danúbio azul. nada disso.
mas, o ponto de vista, o ângulo de visão, as reações, as decisões, as atitudes, até mesmo o tom da voz ao não concordar com alguma coisa, tudo isso mudou. e foi uma mudança coerente, em etapas, como o fechamento de um ciclo, como a vida, em tese, deve ser.
sem essa de começo, meio e fim porque nenhuma sophie acredita nisso. pra essa e pra todas as sophies que deixaram de maneira clara e sincera seus sentimentos aqui, nessas linhas, a vida é um constante sobe e desce, vira a direita, vira a esquerda, volta e meia, volver.
mas, hoje, um domingo fresco até nessa cidade tão quente, existe uma sophie sossegadinha, tentando burlar essa encrenca desse corretor que fica querendo colocar letras maiúsculas onde sempre existiram letras minúsculas.



é isso. eu vou, volto, ando, e tento de novo, mas tô aprendendo a cair em pé. levantar rapidinho como aquele treinador bonitinho daquele país lá do outro lado do mundo, um tal angelo (belíssimo ragazzo). e eu me pergunto, de maneira solene agora: o que esse treinador com nome e olhar de anjo tem a ver com tudo isso? tudo. tudo ainda que ele não saiba. certos sentimentos não deixam de existir ainda que ignorados, ainda que não sabidos, ainda que não sejam recebidos de braços abertos.
na maior parte das vezes, eles perseveram, eles crescem, eles tomam forma e nos dão forças. eles se tornam a voz dos poetas, o lamento dos músicos, as luzes de um fotógrafo ou o roteiro de belos ou bobos filmes.
mas esses sentimentos continuam, passando de um pro outro, se tornando cada vez mais presentes e mais belos.
é mais ou menos parecido com aquilo que a gente chama de esperança. de fé. de amor. de espera. de romance.
basta. e punto.













segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

traz pra mim!





ai, tarde de chuva, traz pra mim! traz o que eu quero tanto, você sabe, mas ainda me nega.
traz aquele carinho gostoso, aquele frescor que a gente sente e fecha os olhos, traz aquele cheiro que só os anjos têm.
traz de novo aquela simplicidade de criança que sai pisando nas poças de chuva sem pensar na bronca da mãe logo depois.
traz pra mim aquele amor perdido. ou aquele amor encontrado, mas não revelado.
traz pra mim o barulho leve que embala o sono, a preguiça, o sonho.
traz pra mim o gosto daquele beijo que ainda não foi dado e o calor daquele abraço.
tarde linda de chuva mansa, traz pra mim aquele que me teve no seu abraço e foi embora.
traz de volta aquele instante breve quando meu corpo se fundiu a outro.
traz pra mim tudo aquilo que eu preciso e que não custa nada.
só traz pra mim aquilo que já é meu...
traz que eu te espero de braços abertos!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

a dor de uma saudade




e aí?! será que eu, sophie, sei falar de saudades? uma amiga me diz que provavelmente sophie falaria com mais "propriedade" sobre sentir saudade.
pois bem. eu não sei falar de saudade. eu sei sentir saudade e, talvez, possa tentar falar do que sinto. eu sinto vontade daquele cheiro que não sinto mais naquela hora. vejo algumas coisas que antes não via ou talvez nem estivessem ali. ouço sons que imagino que vou ouvir quando aquela hora chegar.
hora chegar? que hora?
a hora em que, talvez, eu saiba o que é realmente saudade. aquela hora em que vou ver que nunca existi antes dela. aquela hora em que vou perceber que nada fazia sentido nem que nada me levaria a lugar algum. aquela hora em que vou perceber que saudade não dói. saudade preenche o peito. onde antes cabia um, agora cabem dois.
e é só.

 
isso é saudade pra mim. a distância entre essas duas fotos ...
 
 


domingo, 13 de outubro de 2013

nos dedos de uma mão


 
 
 


amigos? amigas? pra tudo tem. de várias maneiras.
algumas você só  ouve. pra outras, você fala sem parar. para alguns, você pede pra quebrar a cara daquele cara que foi sacana. e ele vai lá e quebra. tem outros com quem você fala, fala, fala e outros que falam, falam, falam.
e tem aquelas amigas e amigos pra quem você faz qualquer coisa. você fala, ouve, chora, empresta grana e não acaba com a amizade, aquelas que você tem que empurrar, e o melhor de tudo: o momento em que você ouve que a pessoa que tava dando piti no dia interior tá se sentindo bem, tranquila e isso faz seu dia valer a pena.
você fica com o coração apertado, mas você tem que dar umas porradas pra pessoa ir lá e fazer o que ela tem que fazer. ela pode até ir e quebrar a cara. e quebrar a cara bonito. mas, com certeza, você vai estar lá onde ela precisa com chá de erva cidreira, escalda pé relaxante, um super sorvete na tarde de domingo. até tocar campainha e sair correndo só pra lembrar a época da infância e sentir a mesma liberdade.
amigos assim a gente conta nos dedos de uma mão. aquela mesma mão que vai estar sempre estendida pra você quando você também quebrar a cara.
ah! tem também aqueles seus amigos virtuais. alguns muito melhores do que os reais.
e tem os virtuais dos quais você naturalmente se aproxima porque a afinidade vem do coração. é quando eles passam a ser amigos do coração.
talvez, por ainda se sentir protegido pela ausência do contato físico, a pessoa acaba falando de tudo. se culpa. mete o pau no cara que vai estar beijando apaixonadamente no dia seguinte. você simplesmente se deixa ver por inteiro.
é uma entrega recíproca e verdadeira.
você chora, ri um monte, fala dos outros, faz caras e bocas, se diverte, troca esmaltes, fala de maquiagem, toma porres, dá bafo.
amigos de verdade são preciosos e não importa quantas vezes vocês se encontram pessoalmente.
e fica, bem guardado na memória o saber que a sua companhia fez bem a alguém.
obrigada, lu, por me permitir tudo isso.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

o dia em que eu não fui eu - parte II


 



e agora? seria uma continuação ou um começo? que nome dar àquele sentimento que não cabia dentro de nenhum dos dois?
eu chamaria de começo. nenhum dos dois eram mais os mesmos. ela continuava a desfilar estilo, ele continuava um pouco tímido, mas o sentimento era tão novo, tão vivo e, ao mesmo tempo, tão intenso que parecia ter anos, ter sido compartilhado em outras vidas.
foi assim que eles passaram a viver. na esperança do quando poderiam estar juntos novamente, apesar de carregar sempre a luz que agora dividiam.
clichê?! sim. mas clichês só se tornaram clichês porque eram usados de maneira usual. piegas? também. o que importava agora era que partilhavam da mesma luz. e, pra isso, ainda não encontraram nome.
o dia parecia uma hora de tão lento e a hora parecia mais um mês de espera.
a vontade era tanta que mesmo não podendo estar juntos, mostrar pra todo mundo o que sentiam, a imprevisibilidade de tudo os aproximava.
tomar um café era a desculpa mais óbvia. mas, ainda assim, como disfarçar toda aquela volúpia que teimava em se esconder?
nenhum dos dois era disso. fingir, fazer de conta, esconder não fazia parte desse sentimento.
e nem deveria. era um sentimento puro. totalmente passional, mas puramente passional.
tudo porque ela nem sabia o que aquele garoto sentia quanto ela passava e nem percebia o quanto e como ele a observava.
cada um tinha sua vida agora e ela parecia não ter mais sentido se eles não estivessem juntos.
era pra ela que ele sentia vontade de ligar depois de uma grande conquista.
era o perfume dele que ela sentia no meio do nada.
não era justo. o tal sentimento que não tinha nome não devia mais esperar.
porque, por mais vidas que a gente possa ter, é nessa que eles estão. é nessa que eles pensam no outro ao dormir ou acordar.
é essa vida que eles querem viver. e não precisa de mais nada.
não precisa de alianças porque o que existe é um laço.um tem o sopro de vida do outro guardado dentro de si.
é isso.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

o dia em que eu não fui eu

 
 
 


na maior parte dos dias, a gente se sente meio invisível.
tem tanta gente passando pra lá e pra cá sem nem olhar pro lado, sem nem olhar pra gente.
ninguém vê que tem alguém ali, olhando, observando, esperando. esperando que hoje alguém passe de novo pra trazer luz pros nossos olhos, pro nosso dia e pro nosso mundo.
e não é assim só pra mim.
por uns 15 anos, era sempre assim: ela passava, o garoto percebia cada detalhe nas linhas do rosto, em cada fio de cabelo, nas roupas que pareciam ter pulado direto do cabide pro corpo dela.
e, assim como ela passava, o tempo também passou.
pra ela e pro garoto e pra todo mundo. e ele, bobo ou tímido, nunca tinha se levantado e dito o quanto ela fazia diferença naquela vida mais ou menos que, de vez em quando, a gente tem.
ele já não tinha mais o mesmo tempo pra "ficar esperando" que ela passasse, mas, em alguns dias, ela passava sim pelas suas lembranças, com aquele jeito, charme e estilo que eram só dela.
e ela também já não passava pelos mesmos caminhos. os caminhos que, talvez, ela trilhava agora, eram outros.
mas quis o destino (se é que ele existe e se é que ele quer), que os caminhos dos dois se encontraram num dia. e foi nesse dia, que o menino resolveu pra olhar pra trás.
a vida dele agora era mais ou menos ainda mais. quase nada pra trazer luz pros seus dias, pro seu mundo, pra ele que tava tão cansado.
e, anos depois, ela fez o que fazia todos os dias em que passava. ela trouxe a luz que faltava, a paixão, a vontade, o desejo de sair do lugar. esses mesmos sentimentos que fazem a gente viver por alguma coisa.
ele, agora mais maduro, finalmente, teve a coragem que lhe faltara anos atrás e falou tudo o que tinha dentro dele.
e teve a melhor resposta possível. ela não iria mais passar por ele. ela ia ficar. ficar e manter sempre a luz acesa, a chama alimentada e a coragem de viver, de sentir, de amar.
e, sem que ninguém precisasse dizer nada, a paixão tava ali, o amor tava ali.
em alguns momentos, eram só deles e as palavras eram altas.
em outros, os olhos falavam o que não podia ser dito.

sábado, 5 de outubro de 2013

anunciação




hoje eu tô assim: mais pra lá do que pra cá!
sabe aqueles dias em que você acorda querendo que o mundo estivesse todo aos seus pés, tipo assim a marilyn monroe?! só que não.
não, o mundo não está todo aos meus pés.
dormi um monte, já fiz um monte de coisas e ainda sinto aquele vazio lá no fundo, aquela falta do por que.
sim, porque tá faltando umas coisinhas aqui e ali.
mas, na boa, meu dia ainda chega. ainda que cambaleando, mancando, querendo parar.
simplesmente porque, ainda que cambaleando, eu ainda acordo todos os dias, sorrio e penso no meu anjo, aquele anjo torto e querido que voa por no mesmo céu azul que vejo lá fora.
que seus dias sejam todos bons, meu anjo.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

eu quero uma casa no campo e uma página em branco



sim, é sempre assim.
eu saio de cena e te deixo aqui, como um bicho solto a correr sozinho numa floresta escura. rsrsrsrs
tragédia!
pois bem. acho que sou eu o bicho solto a correr sozinha numa floresta escura. completamente perdida, como sempre. digo "como sempre" porque quando "volto" pra cá boa coisa não é. começo eu com meus devaneios, meus chorinhos (que não são música), meus lamentos.
ah, quem dera eu me sentisse sempre tão feliz e disposta num dia lindo de sol no melhor estilo hollywood! esperança eu tenho. sempre vou dormir pensando que amanhã vou usar tal roupa pra ir a tal lugar e fazer tal coisa e coisa e tal!
é sério. eu sempre penso em tudo e não faço nada. isso é tão tão chato.
eu estou sempre a beira de mudanças e pareço não perceber as mudanças que acontecem todos os dias. eu sei que elas existem e que me transformam. queria confrontá-las e dá-las como missão dada, missão cumprida.
mas não é bem assim... um dia, lá longe, eu escrevi em algum lugar que os anos vêem coisas que os dias não vêem.
espero.
espero amanhã ou depois sentir a alegria de dizer que "mais um ciclo se fechou" e um novo começo me espera, novinho em folha, como página em branco.
e vou.



 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

eu te procurei em mim



poxa.
não precisava ser assim. já podia ter passado, mas ela insiste em se fazer presente. eu continuo triste. e nem devia porque as expectativas futuras são ótimas.
mas eu continuo triste, aqui, quietinha, no meu quarto que tem sido uma extensão de mim. aqui, eu fico quieta e penso em tanta coisa.
eu já devia ter aprendido a lidar com as decepções, as falhas dos outros, as minhas falhas, os meus erros que tenho certeza são infinitos.
mas, não. eu ainda não sei. eu ainda tenho mais dúvidas do que certezas (quem me dera ter cerezas, como digitei errado...).
e sei tão bem o motivo da tristeza. é tão claro. é só uma confusão tremenda dentro de mim. um saber e não saber muito mal resolvido.
as palavras me estão difíceis hoje. geralmente, tudo parece mais fácil.
melhor me aquietar.
provavelmente, hoje, tudo o que eu tenho pra falar está no meu olhar.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

hoje eu acordei...

hoje eu acordei triste. sim, triste. há tanto tempo que outros sentimentos me ocupam que tinha me esquecido como era simplesmente me sentir triste assim.
triste só porque eu tô triste. me vejo em um momento em que cuidar de mim é tudo o que posso fazer e isso é ótimo. mas eu tô triste.
eu não posso mudar as besteiras que fiz. eu não posso mudar os sentimentos dos outros. eu não posso mudar o que sinto de verdade, realmente, no lado puro do meu coração.
me dizem pra que eu esqueça todas as besteiras que fiz e recomece. comece certo. tudo bem. eu tô fazendo isso, mas existe ainda um buraco dentre de mim que não sei como preencher.
eu passei tantos anos sofrendo por me achar apaixonada que, agora, quando vejo realmente que tudo aquilo era falta do que fazer, era ilusão, eu me frustro e me sinto assim, triste.
tá, eu me apaixonei sim. gostei um pouco de um ou outro, mas desgostar de mim foi o que fiz melhor.
e, hoje, o que eu tenho a minha frente é gostar de mim. cuidar de mim e ser "conquistada". parece piada, mas não é.
mesmo que me sinta vazia por dentro - e estou me sentindo - eu vou esperar. não vou me jogar em roubadas como nos últimos anos.
sei lá o que vai acontecer. se vou me descobrir ou se vou me afundar por completo e admitir a solidão sem fim. só chega de dar pérolas aos porcos.
realmente, sophie fisher e ogro corinthiano não conjuminam, já diria meu sábio psiquiatra.
é isso.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

o que eu ainda não conheço



hoje, definitivamente, eu reconheço a minha incapacidade de lidar com o desconhecido.
eu estou francamente assustada. assustada por tudo o que tem me acontecido e também com o que ainda não me aconteceu.
me desejaram mal, me fizeram mal, me tiraram coisas e tempo. me tiraram vontade, alegria, pessoas. e eu nem sabia.
eu não sabia que fazia o que não devia. eu fiz por carinho. nada simplesmente por interesse.
eu fiz porque não era a única a ficar feliz. mais alguém ficava feliz comigo e por mim.
agora, tem começo uma outra vida. a vida do depois.
o depois de ter aprendido muito. de ter sofrido muito. de ter coisas feito coisas erradas e ter sido feliz por muitos momentos.
sim, foram apenas momentos.
momentos que não esquecerei. momentos que fazem parte de quem eu sou e momentos que também tirei de alguém.
começa agora uma outra fase. a fase de aprender comigo mesma e mudar tudo o que está errado. estou mais forte, mais consciente, mas sinto medo.
o tal medo daquilo que ainda não conheço.
o medo do não sabido. o medo do ainda não feito.
mas eu vou... sim, eu vou! pra onde e como? nem sei.
mas, mais tempo eu não posso perder.

domingo, 21 de julho de 2013

ctrl + alt + del




é, em tempos de "conhecer, flertar, namorar, se apaixonar perdidamente, noivar e marcar casamentos virtuais", eu acabei de ser sumariamente deletada.
sim, deletada com requintes de crueldade de tudo quanto é rede social, whatsapp, torpedos e etc. nem ligações restritas.
é. eu, a garota que sempre adorou liberdade, fiquei com minha área de atuação totalmente restrita. ou eu dou a cara a tapa logo de uma vez, ou eu desisto. ou parto pra briga corpo a corpo ou já era.
bem, vamos ser sinceros. eu não vou dar a cara a tapa. eu não atrás de ninguém. deu pra mim. depois de tantas frustrações e foras, muitas vezes, comentados e expostos aqui, já deu.
não, eu vou parar de pensar. não vou olhar a página no facebook nem nada.
vou sentar e esperar o trem, o bonde e a banda passar.
depois de ter retocado a tatuagem do ombro e re-estilizado a das costas, preciso dar um novo sentido à do pulso. estou presa. totalmente presa. liberdade zero. não pertence a mim minha capacidade de ir e vir. de fazer ou não fazer.
o 21 de dezembro passou, o mundo não acabou e eu estou aqui, no domingo a noite, fazendo pesquisa e listinha de empresas pras quais posso mandar currículo.
sem nem um pingo de esperança.
não a esperança de que alguém responda ao meu currículo. aquela esperança que deixa a gente quente por dentro. o coração cheio, pulsante. não tô cantando e dançando como faria, imitando reese whiterspoon no filme na tv. tô aqui sem graça, sem sal nem açúcar, fazendo listinhas.
a vida pode ser tediosa de maneira intolerável algumas vezes.
é isso.
 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

destinos e desatinos





e já que confessei um pecado, por que não confessar uma fraqueza?
eu digo que não, mas é mentira. eu estou totalmente apaixonada por ele. total e perdidamente. se é sonho meu, não sei nem quero saber.
mas como eu gostaria que fosse diferente. que ele estivesse aqui por mim e não esperando o tempo passar. que ele me procurasse nas ruas, no carro parado ao lado no sinal fechado, nas tardes de shoppings lotados nas férias escolares, nos parques onde o sol é quente.
quente. como eu queria poder sentir o calor dele que caminha sob o sol. o mesmo sol que entra pela minha janela.
como eu queria saber a hora em que ele acorda ou quando vai dormir. tem tanta coisa que eu queria que nem sei mais.
mas, uma coisa eu sei: a indiferença que a gente finge, machuca.
machuca e me faz perder o sono. porque eu só queria mesmo era um abraço e a certeza de sentir esse abraço outras vezes, em outros lugares, muitas vezes.
sim, eu não posso negar. meus dias são dele.
meus pensamentos são dele.
tudo em mim é dele.
talvez a indiferença também seja só dele, como também é dele o orgulho.
quem sabe um dia, isso tudo mude.
e eu ganhe um abraço bem apertado num parque em dia de sol!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

confissão



eu sinto uma coisa da qual sinto vergonha. eu sinto inveja sim, inveja.
esse é meu pecado.
mas inveja do que, podem me perguntar.
eu sinto aquela ponta de inveja quando vejo casais improváveis na rua, quando vejo a cumplicidade entre duas pessoas, quando vejo que aquele "o" faria de tudo por aquela "a".
e, de novo, me perguntam: você?!?!
como eu poderia sentir inveja disso? inteligente, culta, simpática, envolvente, sorriso contagiante, divertida, generosa...
eu não sei qual a resposta.
tem vezes em que vejo algumas mulheres por quem certos homens movem o céu, o mar, fazem com que o impossível pareça coisa do dia-a-dia.
e morro de inveja.
é horrível dizer ou pensar ou sentir isso, mas eu sinto.
eu não sou uma pessoa amarga nem triste nem nada.
mas também não sou amada.
e, por mais que me perguntem, por mais que eu me pergunte, eu não sei.
e eu nunca vou saber.