sexta-feira, 18 de junho de 2010

a vida e o trabalho


caraca! eu tinha me esquecido de como o trabalho e as ditas responsabilidades diárias podem ocupar tanto o seu tempo a ponto de você quase se esquecer de você mesmo.
depois de anos me dividindo entre família, terapia e dramas existenciais, tenho uma nova preocupação.
é ótimo, super gostoso e me traz super satisfação. mas como cansa!
e me afasta de muita coisa. principalmente dos meus fantasmas particulares.
mas, aprendi. a vida não se resume nem a dramas nem a comédias românticas vistas no cinema. a vida de verdade se faz dia-a-dia, estilo "baby steps", tudo devagarzinho pra que a gente não se atropele.
e é preciso dividir. como algum texto da bíblia(!!!), há tempo para isso e tempo para aquilo. portanto, há tempo pra viver sempre! mas tempo pra trabalhar e tempo pra se divertir e sentir prazer.
e o melhor mesmo é fazer tudo aquilo que a gente gosta. e não é que tenho descoberto que gosto de coisas que nem imaginava?
resumo da ópera: estou vivendo de verdade. com tudo que a vida tem de direito.
e como é bom ir pra cama cansada, virar pro lado e dormir gostoso.
e como também é bom fazer amor, virar pro lado e sorrir gostoso.
porque tudo que a vida tem que ser é gostosa!
é isso.

p.s. e como a vida deve ter gostinho de festa, que venham os convidados!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

eu sei que nem é verão, mas...


Dia de luz
Festa de sol
E o barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão
O amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção nossa canção
Vai saindo desse mar
E o sol beija o barco e luz
Dias tão azuis

Volta do mar
Desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar
Céu tão azul
Ilhas do sul
E o barquinho é um coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão e então
O barquinho vai
A tardinha cai
O barquinho vai

Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli

segunda-feira, 7 de junho de 2010

doce segunda-feira







nunca pensei que falaria de
uma segunda-feira com tanta doçura.
mas hoje o dia foi e continua sendo doce, sem outra palavra pra definir.
talvez a doçura venha de mim. talvez seja influência indireta do dia dos namorados. talvez a presença onipresente (!!!) da minha gatinha.
mas o dia tá livre, leve, solto e doce como algodão doce!!!
mesmo com terapia, trabalho e corre-corre por todos os lados.
o ar que se respira hoje é doce!

sábado, 5 de junho de 2010

ai, vontade!

ai ai ai


hoje é sábado, em um final de semana de feriado. pode existir algo mais tedioso quando o dia acorda com chuva e agora, nesse exato momento, não sei se sinto frio ou calor?!
sim, pode, claro que pode!
a cidade em polvorosa por causa de uma tal corrida. a prefeita gastou os tubos na tal pista no meio da cidade. ou do "bairro nobre" da cidade. ninguém merece uma coisa dessas.
é. idéias descontinuadas pra todo lado.
eu só queria não estar aqui agora. queria estar bem longe, ter acordado mais cedo nessa manhã de frio, almoçar num lugar gostoso, ir ao cinema, caminhar pela rua.
mas não aqui. em outra cidade, em outro país. sem nem pensar exatamente onde, mas não aqui.
uma inacreditável vontade de estar em outro lugar, respirando outros ares, ouvindo outros sons.
só isso.
alguma coisa diferente pra variar.
e agora, me lembro de um livro antigo, de quando eu era feliz e sabia. era um livro de chacal, um poeta dito "marginal" e o livro chamava drops de abril. era um daqueles livros que eu adorava e sabia cada poesia de cor.
uma delas que eu não esqueci:

o outro
só quero
o que não
o que nunca
o inviável
o impossível

não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível

só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível

não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível

eu quero
o outro

chacal

gostoso lembrar de poesia decorada há anos atrás. e eu nem deixei de querer o mesmo.
é isso.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

eu, eu mesma e meus cachos

hoje é feriado e eu aproveitei pra cuidar de mim e dos meus cachos!!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

nossa! primeiro de junho!


caraca! e lá se vai mais uma semana, um mês e daqui a pouco é natal de novo, reveillon e tudo!
e, graças aos deuses, a vida da gente muda, desencanta, vira!
as horas agora estão passando muito mais rápido e uma certa leveza que a mariana nem sabe de onde vem nem entende toma conta do ar e de mim também.
també, já passou da hora, né?!?!
pra todo mundo, chega a hora de acordar e viver. seja gostoso, com um beijo, como a branca de neve ou a bela adormecida!
não posso reclamar. recebi muitos beijos gostosos nos últimos meses.
e muita "energia positiva" de muitos amigos também, seja na forma de abraços apertados ou palavras carinhosas. e talvez tenha chegado a hora de começar a olhar pra trás como se as coisas passadas realmente tenham ficado no passado, sem fazer parte do meu presente.
um presente esperado, desejado, querido.
e uma forma de renascimento prometido, sei lá.
é isso.
só se for agora!

terça-feira, 25 de maio de 2010

terça-feira sem sol nem chuva


lá fora, o dia tá indeciso. não sabe se deixa sair o sol e esquenta um pouco a cidade ou se deixa cair uma daquelas chuvinhas gostosinhas que trazem frio e deixam o ar da cidade um pouco mais leve e mais limpo.
aqui dentro, ao som de marisa monte, me pego pensando um pouco na vida. coisa inesperada!!! eu quase nem penso...
quem dera não pensar. a vida seria tão mais fácil. uma maiga minha sempre dizia que não gostava de pensar porque acabava ficando triste. dá pra entender a lógica dela, se a gente pensar um pouco. risos.
bem, hoje eu não quero pensar. nem se vai chover ou fazer sol.
eu, que não gosto de marisa monte - é isso mesmo, você não leu errado - eu não gosto de marisa monte, deixei o cd tocando simplesmente porque foi o que caiu na jukebox e eu não tô a fim de contrariar o destino.
será que isso existe mesmo?
bem, melhor não começar a filosofar porque nem sei alemão...

vou deixar o dia me levar. pode ser até que no final do dia eu esteja gostando de marisa monte, fazer o que?!

é isso!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

dicas de sophie


eu nem sou de dar palpite na vida alheia (!!!), mas uma coisa pra se conhecer é a loja "o elefante branco".
loja tudo de bom onde você pode encontrar de tudo um pouco. e ainda mais. aquilo que você nem pensava que existe e existe.



O Elefante Branco - Shop Design
Rua Bernardino de Campos, 703
(16) 3289-4910
Higienópolis - Ribeirão Preto - SP
Segunda a sexta das 10 as 19 e Sábados das 10 as 17.

p.s. e, de quebra, o dono ainda é um gato!!!

thank god it's friday!


a semana foi pauleira.
coisas pra decidir, parar de pensar e começar a fazer e muita vontade que existisse um teletransportador.
vamos combinar que um desses seria perfeito. simples: em cinco minutos, você diria que vai ao banheiro, dá uma viajadinha e um super beijo naquela pessoa que você adora, mas tá longe... daria tempo até mesmo pra um almoço. perfeito: teletransporte e "almoço" com aquela pessoa, com direito a pizza e coca-cola gelada. ou um bom vinho, pra aproveitar o friozinho que tá lá fora.
tudo feito, devidamente, em uma caminha bem quentinha, macia e fofinha.
tudo de bom.
daqueles almoços memoráveis que entram pra - sua - história.
mas, é óbvio que isso nem existe e teria que ser usado com "parcimônia" pra gente não abusar e sair almoçando todo dia e não sobrar tempo pra essa saudade gostosa que bate quando você fica morrendo de vontade de tudo com "aquela" pessoa e ela está u pouquinho longe.
como tudo na vida, sem excessos.
porque qualquer coisa em excesso é chato e enjoa.
portanto, a todos um final de semana regado a poucos e delirantes excessos.
é isso.

domingo, 16 de maio de 2010

por una cabeza

Por una cabeza
de un noble potrillo
que justo en la raya
afloja al llegar,
y que al regresar
parece decir:
No olvidéis, hermano,
vos sabés, no hay que jugar.
Por una cabeza,
metejón de un día
de aquella coqueta
y risueña mujer,
que al jurar sonriendo
el amor que está mintiendo,
quema en una hoguera
todo mi querer.

Por una cabeza,
todas las locuras.
Su boca que besa,
borra la tristeza,
calma la amargura.
Por una cabeza,
si ella me olvida
qué importa perderme
mil veces la vida,
para qué vivir.

Cuántos desengaños,
por una cabeza.
Yo jugué mil veces,
no vuelvo a insistir.
Pero si un mirar
me hiere al pasar,
sus labios de fuego
otra vez quiero besar.
Basta de carreras,
se acabó la timba.
¡Un final reñido
ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
llega a ser fija el domingo,
yo me juego entero.
¡Qué le voy a hacer..!

Alfredo Le Pera

minha primavera aconteceu no meu outono


é realmente muito chato.
às vezes, as pessoas simplesmente resolvem que devem sair da sua vida e pronto: elas somem, desaparecem, viram purpurina.
e você fica lá, com cara de idiota, se perguntando: onde foi que eu errei?!!?
o lance é que nem sempre é a gente que erra. é que tá tudo errado: o momento, o tempo, a fase de cada um, a hora, a vida, a pessoa, sei lá. mas nem sempre as coisas simplesmente não dão certo porque fulano ou sicrano errou.
às vezes, as coisas simplesmente não dão certo porque não era pra ser, não era pra dar certo. nem todas as histórias terminam com o tal "e viveram felizes para sempre".
em boa parte delas, só sobra mesmo o "the end" e olhe lá!
agora, tem histórias que sobrevivem ao seu fim oficial.
histórias que continuam dentro da gente, mesmo que a gente nem perceba.
e é só cruzar um determinado sinal pra que você veja lá os letreiros em neon, bilhando diante de você, como em noite estréia.
e a história se passa toda dentro de você, com os mínimos detalhes.
nada escapa.
nenhum telefonema no exato momento em que você passava pelo último pedágio da estrada.
nenhum alpino que te foi roubado como café da manhã.
nenhuma caixa repleta de sonhos de valsa.
nenhuma viagem por uma estrada totalmente diferente feita demoradamente em plena tarde com o sol se pondo numa sexta-feira qualquer.
tudo fica tão vivo dentro de você. essa história não acabou. essa história não vai ter fim. essa história é pra sempre. mesmo que não tenha o "e viveram felizes para sempre".
mesmo que cada personagem possa até viver feliz e o outro também. mas não necessariamente juntos.
mesmo que um possa ser eternizado em uma plantação de jabuticabas enquanto o outro possa, inconscientemente, usar água de colônia com cheirinho de jabuticabas.
mesmo que um possa preferir ipês amarelos e o outro ipês brancos.
mesmo que um continue escrevendo a história e o outro não leia.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

o brega


outro dia, assisti a uma entrevista com o wagner moura. o cara tá em todas.
o legal foi que ele não foi lá pra falar de olavinho, rede globo, hamlet ou nada assim. foi falar da sua mãe, uma banda dos tempos do colégio que continua existindo e fazendo shows.
foi hilário ver o cara comparando o lirismo dos smiths ou the cure a odair josé ou márcio greik, esses caras que a gente gentilmente chama de bregas.
ele cantou uma música com tamanha doçura que derreteu qualquer coração. e falava do amor de um cara por uma prostituta.
simples assim.
é, ele tem total razão. muita coisa bonita é também brega. o amor é brega. assistir flme romântico na tv no inverno comendo pipoca com cobertor é brega. pedir autógrafo praquele seu ídolo de adolescência é brega. o bino, do carga pesada, é brega. mas tem alguém que não goste dele?
o rei é brega. mas, olha só: eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por você... me diz, me diz agora: você não ia gostar de ouvir isso? nem um pouquinho?!
duvido!!!
mas, e daí? que me convençam que a vida não é muito mais legal, divertida e abusada se não for também um tanto brega.

Eu tenho tanto
Pra lhe falar
Mas com palavras
Não sei dizer
Como é grande
O meu amor
Por você...

E não há nada
Pra comparar
Para poder
Lhe explicar
Como é grande
O meu amor
Por você...

Nem mesmo o céu
Nem as estrelas
Nem mesmo o mar
E o infinito
Não é maior
Que o meu amor
Nem mais bonito...

Me desespero
A procurar
Alguma forma
De lhe falar
Como é grande
O meu amor
Por você...

Nunca se esqueça
Nem um segundo
Que eu tenho o amor
Maior do mundo
Como é grande
O meu amor
Por você...

Mas como é grande
O meu amor
Por você!...

desculpa aí, mas é o rei!

p.s. e não é "música brega". é "música super popular brasileira". falei.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

inspirações


é engraçado.
algumas pessoas, na sua vida, têm uma inspiração. acho que algumas não, mas pra falar a verdade, acho que todas têm, bem lá no fundo.
há um tempo atrás, assisti ao último filme do clint (eastwood). ele é uma das pessoas que me inspira. além de ter sido o dirty harry nas ruas de san franscico, ele tem envelhecido de uma maneira tão nobre e elegante quanto ele mesmo.
seus últmos filmes (gran torino, entre eles) são todos sutilmente inspiradores. a trilha sonora costuma ser praticamente perfeita.
tudo tão diferente daquela imagem do homem durão, que parece ter a mão grossa, com aperto firme.
o cinema me inspira sempre. eu adoro.
e as poesias também. música só não inspira os muitos mau humorados, vamos combinar.
aí, ele vem e junta música, poesia e um personagem por si só inspírador: nelson mandela. de novo: como um homem que veio do povo, ficou anos preso numa cela minúscula pôde ser tão sábio e perdoar as pessoas que o colocaram naquela cela.
aí, vem a poesia. tão doce e forte quanto clint e mandela.
isso tudo pode ser muito piegas, mas e daí?!
a gente precisa ser "cult" o tempo todo - ou parte dele?!?!

invictus

da noite que me cobre,
negra como um poço de alto abaixo,
agradeço quaisquer deuses que existam
pela minha alma inconquistável.
na garra cruel da circunstância
eu não recuei nem gritei.
sob os golpes do acaso
minha cabeça está sangrenta, mas erecta.
além deste lugar de fúria e lágrimas
só o eminente horror matizado,
e contudo a ameaça dos anos
encontra e encontrar-me-á, sem temor.
não importa a estreiteza do portão,
quão cheio de castigos o pergaminho,
sou o dono do meu destino:
sou o capitão da minha alma.

william e. henley, poeta inglês nascido em 1849, teve uma vida difícil. tuberculoso desde os 12 anos, teve a perna esquerda amputada aos 16, por causa da doença. trabalhou para sustentar a mãe e os irmãos após a morte de seu pai e perdeu sua única filha, de 6 anos, vítima de meningite. o poema foi escrito no hospital.

terça-feira, 11 de maio de 2010

acordar


hoje eu dormi o dia inteiro. nem tão inteiro assim porque eu levantei agora há pouco. e nem tô com o menor peso na consciência por isso.
eu precisava. minhas noites têm sido tumultuadas, complicadas, é um tal de dorme e acorda que ninguém merece.
e, dessa vez, eu até acordei, comi e dormi de novo.
tô tendo que pensar em tanta coisa quando tô acordada que precisava de um tempinho. afinal, foram alguns anos de quase inércia e agora chegou a hora de mudar algumas coisas. dar um rumo pra minha vida, que anda com tantos rumos desconexos.
sei que tem gente que vai ficar p. da vida, mas a vida é minha, não é?! ou me foi emprestada por alguns anos, então...
tô compartimentizando (???) meus sentimentos, colocando coisas e pessoas em seus lugares.
e, cristo! isso toma tempo, muita paciência, energia e muita, muita vontade e coragem.
então, eu durmo agora porque sei que daqui a pouco as noites serão curtas. os dias serão curtos também. mas a vida terá mais sentido e muito mais movimento.
o cheiro que queria que estivesse ao meu lado estará longe. mas continuarei sentindo do meu jeito.
afinal, certos cheiros ficam pra sempre.

picasso e as mulheres


"Um homem só encontrou a mulher ideal quando olhar no seu rosto e ver um anjo, e tendo-a nos braços ter as tentações que só os demonios provocam."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

cheiros e perfumes


caraca.
a gente pode tanta coisa, mas não consegue controlar o que sente. seria tão fácil passar por um lugar e nem sentir um vontade avassaladora de tomar aquele sorvete maravilhoso.
ou ver aquele vestido caríssimo e passar batido sem ficar imaginando o quanto ele ficaria lindo com aquele sapato, aquela bolsa e aquele brinco lindos que você tem.
o pior mesmo é passar por qualquer lugar que seja e sentir aquele cheiro. aquele cheiro que vem não sei de onde e só alguém tem. e esse alguém tá longe, fazendo e pensando e sentindo qualquer outra coisa que você sequer faz idéia. nem nunca passou naquele mesmo lugar.
isso não dá mesmo. você fica tomada por uma paralisia repentina, um sorriso bobo te vem aos lábios e você só consegue respirar fundo, fechar os olhos e aproveitar aquele segundo daquele cheiro tão raro e especial.
o cheiro passa com o vento, você olha pros lados e nada, absolutamente nada mudou ao seu redor.

mas, dentro de você ficou aquela vontade, aquele sensação doce e suave de um segundo. aquela sensação de saber que você vai sentir aquele cheiro outras e outras vezes. que você vai sonhar acordado outras e outras vezes mais.
e aquela vontade de sentir tudo isso, mesmo muito, muito longe, não vai passar. não vai embora com o vento.
vai ficar dentro de você como aquele cheiro que te acompanha.
que você sente nas horas e lugares mais estranhos.
mas faz com que sua vida valha muito a pena. e que certas horas pareçam infinitas.

sábado, 8 de maio de 2010

porque hoje é SÁBADO!!!

nunca é demais!

canção do dia de sempre
tão bom viver dia a dia...
a vida assim, jamais cansa...

viver tão só de momentos
como estas nuvens no céu...

e só ganhar, toda a vida,
inexperiência... esperança...

e a rosa louca dos ventos
presa à copa do chapéu.

nunca dês um nome a um rio:
sempre é outro rio a passar.

nada jamais continua,
tudo vai recomeçar!

e sem nenhuma lembrança
das outras vezes perdidas,
atiro a rosa do sonho
nas tuas mãos distraídas...

mário quintana

sexta-feira, 7 de maio de 2010

eu prefiro assim!



uma família feliz!

vamos combinar que tem dias em que você tem a quase inevitável vontade de sair mandando todo mundo se catar, se fechar num lugar escuro e esperar a vida passar.
não adianta. no mundo há pessoas incrivelmente medíocres e a gente é obrigada a conviver com elas, quer queira ou não.
você pode simplesmente diminuir o estrago reduzindo o nivel de convivência a quase zero, mas cansa! e como cansa!
tudo bem, padre. eu pequei. faz mais de 30 anos desde a minha última confissão... mas que eu tive pensamentos totalmente maléficos sobre tal pessoa, eu não posso negar.
ela, a pessoa, simplesmente manipula as pessoas. consegue o que quer na base da causa e efeito. ela causa alguma e espera o efeito. faz chantagens. mente. dissimula. faz a santa quando sua lista de palavrões supera o de qualquer adolescente revoltado. organiza festinhas de aniversário para mamães e papais tão falsos como ela, que brincam no brasil de "american way of life". combina chá com as amigas e destrói a imagem daquela talzinha que se diz "liberal". afinal, ela, a "talzinha" só fica de olho no marido sagrado das outras.
e ela, a formosa mãe dos pimpolhos, aquela do casamento perfeito e imaculado, supera tudo.
quanta mediocridade! quanta mentira e falsidade. pára que eu quero descer.
mas, não adianta. se desço aqui, logo me deparo com imagem semelhante. o ser humano é um bicho falso mesmo. somos todos ratinhos de pavlov. e quando um desses ratinhos (ou ratinhas) se desgarra, ô coitadinho. ainda bem que ainda vivemos no brasil e açoites em praça pública não são castigo.
olha, eu posso mesmo ser um ratinho desgarrado, mas prefiro os açoites.
mães em fila dupla, tripla, em portas de escola combinando sei-lá-o-que não combinam em nada comigo. e eu prefiro assim.
eu não sei que caminho peguei, mas sei que vou chegar lá.
e, comerciais de margarina são sempre lindos e ensolarados, mas haja trabalho pra margarina não derreter de uma vez sob a luz forte dos estúdios e virar um ranço!
e, como diria truman, bom dia, boa tarde e, caso eu não te veja, boa noite.
é isso.

posso falar?


VÁ A MERDA!!!

terça-feira, 4 de maio de 2010


realmente há dias em que o melhor a fazer é não fazer nada!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

se a vida te oferece limões...


... faça uma limonada!

haja tantas dúvidas pra uma simples mortal quanto eu!
pessoas "normais" não deviam ter dúvidas. elas, as dúvidas, deviam ser exclusividade de filósofos, antropólogos, gente que gosta de questionamentos, que faz disso sua missão na vida.
pra gente, sossegada e já com tanta dificuldade pra viver uma vida simples e tranqüila, deviam ficar apenas e tão somente as respostas.
sim, porque, afinal eles pensam. e a gente ainda tem que pensar e fazer.
escolher caminhos, decidir, saber o que dizer na hora certa, fazer o que a gente pensa ser o melhor pra gente e pros outros.
ô tarefa ingrata!!!
mas, a vida é cheia disso mesmo.
a gente tem que aprender a se privar de certas coisas pra sentir o gostinho de quero mais. a gente tem que ser feliz em poder ser sincera e não enxergar pedras na nossa direção.
a gente tem que aprender a não sentir medo de sentir medo e de falar que "eu não sei". a gente tem que aprender a não ter medo de sentir o que sente nem se sentir culpado por tudo isso.
muita coisa pra uma segunda-feira cheia de sol, calor e cansaço.
sim, cansaço por duas semanas e meia de questionamentos, dúvidas, serás, cheias de talvez e um único não sei.
o não sei ainda vai continuar por algum tempo até que a resposta possa ser encontrada.
mas, o tempo não pára. a vida não pára.
eu sim. eu tô simplesmente tentando parar de pensar tanto, de filosofar, de racionalizar porque tudo isso cansa demais e eu só quero é ser feliz.
falei!

sábado, 1 de maio de 2010

quem entende das coisas

saia justa

vamos combinar.
sempre tive meus ataques de tietagem explícita. há anos, fiquei completamente paralizada ao olhar pro lado em plena calçada da avenida são luís e dar de cara com haroldo de campos.
ai são paulo que me colocou perto de caco barcellos, paulo figueiredo, paulo leminski, zé miguel wisnik, etc e tals.
pra ser bem sincera, depois do meu último episódio de tietagem absurda que prefiro nem comentar pois teve repercussões um tanto prolongadas, fiquei bem na minha. comecei a ficar bem discreta e só teria qualquer outro ataque se me colocassem frente a frente com o marcos uchôa, repórter da globo.
e eis que me deparo, numa tarde chuvosa de sexta, em pleno shopping pátio higienópolis, "acho que", com márcia tiburi. eu fiquei olhando, olhando, olhando, mas não tive a manha de ser a costumeira cara-de-pau e ir lá conferir.
só sei que, depois, olhei novamente pra trás e a moça tinha um meio sorriso porque, acredito, seu acompanhante deve ter comentado que eu olhava insistentemente.
tudo bem que minha mãe vive repetindo que ela é descabelada, chata, "mal amada" e etc. eu só acho ela acadêmica demais e, na verdade, alguém que nem se preocupa tanto assim no grau de amor que lhe dedicam.
mas gosto, sinceramente, dela. e das saias justas, é a minha preferida. adoro as caras de quem simplesmente ignora certos comentários ou que está além daquilo. seus textos são inteligentes sem seres chatos, seu comportamente não me incomoda em nada e eu nem teria esse direito e eu gosto do que ela fala, sobre gostar de ficar sozinha, o medo de sentir medo, e outras coisas que nem sempre são ditas de maneira tão sem compromisso.
agora, pensando bem, eu devia ter sido a costumeira cara-de-pau e perguntado se era mesmo ela. nem ia perder nada com isso e talvez não estaria acordada as quatro da manhã escrevendo, em companhia constante das pessoas que acabam gostando de escrever, a insônia.
é isso.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ai ai ai ai...







ai que vontade de apertar um pescocinho!!!

tédio ou cansaço?



Alô!
Sabe esses dias
Em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama
Preferia estar na cama
Um dia, a monotonia
Tomou conta de mim
É o tédio
Cortando os meus programas
Esperando o meu fim...

Sentado no meu quarto
O tempo vôa
Lá fora a vida passa
E eu aqui à tôa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me desse tédio...

Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois pra mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...

putz! biquini cavadão, lembram?!

terça-feira, 27 de abril de 2010

bebê na área


um casal de amigos tá grávido.
fiquei sabendo há alguns dias, mas ainda não tinha parado pra pensar.
e é muito legal.
me atrevo a falar que é um casal de amigos porque eu e ele (o marido) nos conhecemos em condições nem um pouco favoráveis.
ao contrário da maior parte das relações desse tipo, nos aproximamos e nos conhecemos primeiro por nossos defeitos e fraquezas do que por aquelas outras coisas prováveis.
e nosso amizade, pela qual tenho um super carinho e respeito, foi construída assim, de longe, falando o que a gente queria já que um não estava preocupado em julgar o outro.
a gente sempre foi sincero um com o outro, ainda que essa sinceridade pudesse ser facilmente confundida com grosseria. compartilhamos segredos, dores e sentimentos que muita gente não entende. até pactos temos.
e assim, por causa dele, me aproximei dela, timidamente, mas tenho um carinho e uma preocupação enormes. além de uma admiração verdadeira porque sei como é conviver com certos problemas e preocupações.
por isso mesmo, posso falar com toda a sinceridade que me senti genuinamente muito feliz por saber que os dois vão passar por um mudança radical e super importante.
e quero muito, muito mesmo, acompanhar tudo isso. de perto, se possível.
sei que eles merecessem um anjinho na vida dos dois.
e vou estar sempre torcendo, assim do meu jeito torto.
thigo e li, vou estar sempre por perto quando e se precisarem de mim! parabéns.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

meio dia no jardim do bem e do mal


jesus!
quantas segundas-feiras tem uma semana?!?!
acordei achando que essa semana será feita apenas por segundas. dor de cabeça, bode total, vontade de ficar no escuro, enjôo, credo!!!
daqui não saio, daqui ninguém me tira.
meus planos de aproveitar um pouco e dar um pulo no mercado municipal, rever a velha 25 de março a procura de quinquilharias foi por água a baixo.
tô em estado de pseudo anestesia.
sol? que mané sol, o que?
sei que tá um dia lindo lá fora, mas minha cabeça explode aqui dentro.
ai como eu queria ser carrie bradshaw, colocar uma daquelas roupas totalmente nada e tudo a ver, um chapéu digno de jóquei clube e dar uma volta de balsa, ouvir o barulho da água e esquecer do mundo.
sinceramente, estou a pessoa mais insuportável e queixosa do mundo hoje.
quem sabe estourar o limite do cartão de crédito ajuda?
aí, toda a dor de cabeça passa pro mês que vem e um modelito armani passa a fazer parte do meu guarda roupa.
ah. sei lá. acho que vou só me enfiar embaixo das cobertas e esperar o dia passar, fingindo que ouço, fingindo que falo, fingindo que me preocupo.
é isso.

saudades


saudades enormes da pi, minha gatinha...

domingo, 25 de abril de 2010

quereres


nossa, há quantos dias não me sento aqui pra pensar e colocar minhas idéias em ordem. sam shepard dizia que escrevia pra organizar seu mundo.
tento fazer o mesmo, mas nem sempre dá certo.
hoje o dia foi dos mais morosos possíveis, depois de uma noite estranha de sonhos estranhos.
fico em dúvida em relação a minha consciência. será o mau sono reflexo de contrariedades inconscientes?
não sei e nem cogito resposta.
só que que só faço pensar. e o peso dos meus pensamentos durante todo o dia foi grande.
tenho decisões a tomar, como qualquer pessoa normal em qualquer dia normal.
mas me sinto paralizada, em dúvida profunda em relação aos meus quereres e não quereres. estou longe de minha gatinha que, como uma espécie de consciência remota, me ajuda a tomar decisões baseadas num simples olhar.
os olhares dos gatos nunca são simples, a bem da verdade.
mas seu jeito de olhar, parar, olhar pro lado ou ir, vagarosamente, fechando os olhinhos me diz muito mais que muita gente.
me sinto só e, ao mesmo tempo, rodeada de pessoas que esperam por minha decisões.
e isso me incomoda tanto. nunca quis que ninguém me esperasse pra nada. que nunca dependesse do meu querer.
mas nem tudo é exatamente do jeito que a gente quer.
hoje mesmo, não queria muito mais do uma enorme banheira com água quentinha e um botão de liga/desliga pro meu cérebro. propostas pra acabar com minha dor de cabeça.
mas, nem banheira nem botão.
e uma vontade imensa que essa dor que me comprime o cérebro diminua e me deixe dormir em paz.
eu, meu corpo, minha mente, todos precisamos de uma noite tranqüila.
eu só quero isso e mais nada.
falei!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

pão com mortadela


bem, logo criancinha a gente fica sabendo da importância de refeições bem feitas. é aquele tal de "não come isso agora que depois você não almoça direito". a gente passa a vida toda ouvindo isso, de maneira diferentes, em casa, na tv, em filmes, livros, etc.
pelo menos uma vez por semana, algum programa em algum canal faz uma daquelas reportagens que a gente quase nunca viu sobre "como comer bem".
tudo bem. concordo que a gente precisa dar mais atenção ao paladar, um sentido muitas vezes esquecido.
mas, vamos combinar: um belo sanduíche de mortadela, pão fresquinho, coca gelada, é uma bela, saborosa e nutritiva refeição?
sei lá. só sei que é bom demais. é uma delícia quando você aproveita bem cada mordida, cada gostinho, cada lambida no canto da boca quando o molho escorre.
e a sensação de dever cumprido depois?
afinal, você dedicou minutos preciosos do seu dia saboreando um belo e simples sanduíche de mortadela.
e foi bom, muito bom.
pena que nem sempre a gente lembre dos encantos das coisas simples.
é isso.

ah! o pão com mortadela fez milagres com os meus cachos hoje!

os caracóis dos meus cabelos


quando eu era criança, passei pela terrível agonia de ter 'cabelo ruim". meu cabelo sempre foi muito fino e cacheado, mas naquele tempo (!!!) não tinha esses shampoos, condicionadores, máscaras e cremes de pentear específicos de agora.
conseqüência: minha mãe, sempre controladora, fazia o favor de querer "consertar" meu cabelos. aí, era "bobes" (é assim que escreve?!), secador, touca de um lado, vira touca, uma tortura.
até, que num dos poucos atos de rebeldia da minha adolescência, eu disse chega!!!
e resolvei assumir os cachos. posso dizer que, pelo que lembro, isso era pouco habitual. ou coisa de hippie que tava voltando de woodstock a pé.
mas eu fiquei feliz com os meus cachos.
e, hoje, eu sou completamente feliz com eles, já nem me imagino de cabelo liso e não gosto nem um pouco de secadores e chapinhas.
meus cachos fazem parte da minha personalidade.
e, não tem jeito, eu me tornei a loirinha de cachinhos. tudo bem que dez minutos deitada amassam meus cachos, mas muito melhor assim.
hoje, vejo que assumir os meus cachos acabou por me levar a assumir tantas outras coisas que nem me toquei. traços da minha personalidade que talvez são tão marcantes ou rebeldes quantos os cachos.
e, como dizia uma amiga minha, pareço um anjinho. até a hora em que olho pro lado.
falei!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

mafalda e suzanita

finais de tarde em são paulo


os finais de tarde de sexta-feira deveriam ser sempre cheios de magia. cores diferentes do céu, aproveitando o sol que se põe, algumas nuvens que misturam nuances, pessoas que andam pra um destino desconhecido.
a gente olha de repente e nem sabe porque aquele dia pode ser tão diferente. porque aquela tarde teve essa sensação que a gente não sabe dizer o que é.
coisas pequenas trouxeram praquela tarde uma dimensão inesperada. gostosa. doce. libertadora.
é. é incrível como algumas relações podem ter um toque libertador. e você pode ser simplesmente quem você é, fazer o que e gosta com alguém que também quer e gosta. difícil de encontrar. difícil se adaptar. mas ainda assim vale a pena.
concessões são feitas como se a gente nem notasse.
os dias passam e a gente simplesmente vive cada dia.
e todo dia é dia.

o segredo dos teus olhos


ontem eu fui assistir a esse filme, que ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro. o ator principal, que eu gosto muito, está perfeito, como sempre.
mas, realmente, os olhares roubam o filme. os olhos azuis dele, os olhos verdes dela, os sofridos do outro, os perspicazes. você percebe quem tem história pra contar na maneira como os olhos falam.
e os olhos falam demais, você ouve a qualquer hora durante o filme.
sim, o que os olhos falam não dá pra contrariar. se eles falam demais, é porque a gente deve falar bem menos do que tem coragem...
mas o que mais me surpreendeu durante o filme foi o final.
mas não o final do filme, e sim o final da sessão. eu tinha levantado e estava na escada do cinema e ouvi alguém batendo palmas.
há anos eu não ouvia isso, esse tipo de reação.
aí pude ver que as pessoas no cinema eram em boa parte pessoas bem mais velhas. gente que tinha ido ao cinema pra apreciar a tal da sétima arte de verdade.
um senhor começou a bater palmas sozinho e logo foi seguido por outros. e eu fiquei com vontade de bater palmas pra ele.
puro romantismo, coisa de gente com sonhos. mas é assim que sou e parece que aquele senhor pode não ser muito diferente.
e como é bom saber disso!
ainda existe gente que não está preocupada se vai pagar micos por fazer o que sente, sem olhar pros lados. e ainda tem gente que acha aquilo certo e vai atrás.
o filme realmente foi uma delícia. mas aquele senhor, de quem não vi os olhos, foi melhor.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

branquinha


obrigada...

então... é hoje!


sim. hoje realmente começo um ano novo. um ano novo pra mim, só meu.
acho que a grande maioria dos arianos pensa mesmo assim! é a pretensão que acompanha os nascidos sob a regência de marte.
mas, é isso mesmo. a partir de hoje, meu ano tem um significado diferente. eu sempre fui assim.
eu vejo o dia do meu aniversário sempre como um renascimento. por isso, a pessoa que eu era ontem será diferente amanhã. alguma coisa vai mudar e ainda não sei bem o que é. talvez mais maturidade ou mais diversão. vai saber!
só sei que aproveito o dia pra mim. pra pensar e cuidar de mim. festas? antes ou depois, mas não hoje. presentes? todos os dias!!!

(...)
hoje eu só quero alegria
é meu dia, é meu dia
hoje eu só quero amor
hoje eu só quero prazer
hoje vai ter que pintar
só quero a massa real
é o meu carnaval
hoje eu só quero amar
hoje eu não quero sofrer
não quero ver ninguém chorar
hoje eu não quero saber
de ouvir dizer que não vai dar
vai ter que dar, vai ter que dar
(...)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

de vez em quando


é. de vez em quando, eu penso: hoje eu vou ficar quieta, vou parar de ficar me expondo, expondo meus sentimentos e vou ficar simplesmente quieta.
mas parece que minha cabeça acaba ficando cheia de palavras pulando, querendo sair e ir parar em um lugar qualquer.
tudo bem. fazer o que? eu sou assim. sempre fui. fico horas pensando em não fazer e, de repente, vou lá e faço logo pra acabar com a agonia, com a minha briga interior, tantas vezes inútil.
mas, e se não fossem os impulsos?! afinal, nosso cérebro não é comandado por impulsos cerebrais? não é isso que faz a vida acontecer?
acho que temos que aprender a parar de menosprezar, subestimar e até renegar nossos impulsos. eles existem por algum motivo.
tudo bem que o mundo gosta de pessoas comedidas. mas, e steven jobs? como ficaria o mundo agora sem uma figura como ele?
é isso. não tenho culpa nem me arrependo de meus impulsos, intensidade nem instabilidade. isso tudo faz parte do pacote. e, se o pacote não estiver completo, a roda não gira nem a vida acontece.
viver pela metade? não penso.
viver sem escrever? não posso.
viver sem ser como sou? não vivo.
falei.

terça-feira, 6 de abril de 2010

sim, eu sou paulista!!!


caraca!
chove desde ontem no rio e não se fala de outra coisa nos dois canais brasileiros mais cariocas: globo e globonews.
tudo bem, é preocupante. mas já foi dito desde o jornal "bom dia brasil" com o renato machado de lencinho no bolso: tá chovendo pra cacete, fica em casa, desencana que hoje não vai dar praia.
desculpe a ironia, mas tá demais!
é que nem doente que fica falando o dia inteiro da dor como se ela fosse passar de canseira de ouvir a mesma coisa.

e dane-se: tô sendo bairrista sim. choveu o mês de janeiro inteiro em são paulo e a comoção acumulada no mês todo não beira ao drama de hoje.
portanto, compre um guarda-chuva e mantenha ao lado do guarda-sol. a cidade é maravilhosa, mas chove no mundo inteiro.
coisas da natureza.

a casa dos sonhos


vou ser direta: como minoria da população mundial, eu definitivamente não tenho o sonho da famosa "casa própria".
essa idéia de ficar presa a uma casa, sei lá, nunca passou pela minha cabeça. tem gente que faz peripécias financeiras para comprar sua casinha, mas eu nem penso nisso.
a minha casa dos sonhos é outra. e eu nunca estive nela. eu a encontrei de bobeira, um dia, fazendo sei lá o que na internet. juro que não lembro como ela apareceu. mas, logo de cara, eu pensei: perfeita.
perfeita pra tudo: pra longos descansos ou longas noites fazendo nada ou fazendo de tudo. parece simples, mas é um lugar que parece mágico pra mim. e, um dia, quem sabe, eu passo uns dias lá. pode ser alugada por temporada e parece estar no meio do mato, mas tem uma praia do lado.
perfeita. eu não preciso de mais do que alguns dias lá com a pessoa certa. e acho que nem agüentaria!!!
mas é sim a casa dos meus sonhos. um sonho que não é só meu!
é isso.

...


pensando bem, pra quem adora "as pontes de madison", não é de se admirar minha fascinação pela tal casa.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

10 coisas que eu nunca pensei que ia ser capaz de fazer...


1. tatuagens: nunca, mas nunca mesmo pensei em fazer tatoos. sempre fui a mais certinha. nem nunca tomei sol. sempre usei roupas super comportadas e até outro dia não usava camiseta regata ou um decote um pouco mais pronunciado. agora termino uma já pensando na outra;
2. parar no meio de alguma coisa, como um curso. pra ser bem sincera, estudei 11 anos de piano sem gostar. mas parei um mba poucos meses antes de terminar. e ouvi um monte da minha mãe, porque afinal eu nunca parei nada na metade, sempre fui até o fim em tudo, mesmo sem gostar, pra testar meus limites, talvez;
3. pensar em voltar a tocar piano. ultimament eu tenho pensado muito e me arrependo de ter vendido o piano porque acho que seria relaxante tocar de vez em quando, sem compromisso, só por prazer;
4. tomar anti-depressivos. terapia super na boa, mas psiquiatra e medicação não. quando comecei a me sentir estranha, procurei uma homeopata que me indicou uma terapeuta que me indicou um psiquiatra. hoje em dia, até tombo já levei por medo de viajar sem os remédios. saí correndo, literalmente, de salto, no meio da rua e fui parar no pneu do carro do meu irmão que foi me levar os benditos que eu tinha esquecido em casa;
5. ter um "caso" com um homem casado. não por preconceito, mas simplesmente porque sempre fui certinha demais (até a minha mãe fala isso) e uma mulher certinha não olha pra um cara casado. o problema é quando eles que vêm atrás de você;
6. ter um "caso" com um homem casado e 25 anos mais velho que eu. muito menos com um homem que admirava por muito tempo. sem maiores comentários;
7. assumir meu lado feminino, sensual, sexual. sempre quis que me ouvissem primeiro, soubessem como eu sou a que me "julgassem" pelo olhar. isso aconteceu com uns vinte anos de atraso, mas tem valido muito a pena;
8.usar qualquer tipo de lingerie pra tentar impressionar um homem. sempre usei peças íntimas discretas, que não marcam e extremamente confortáveis, as quais continuo usando. mas abro exceção agora pra algumas ocasiões;
9. usar maquiagem, usar vestido ou salto, colares, acessórios e etc. hoje, visto de tudo e quase nunca saio sem ao menos um corretivo e "rímel" (o certo seria máscara para os cílios. rímel era ou ainda é uma marca). adoro coisas no pescoço e chapéus;
10. falar publicamente e tão sinceramente sobre sexo como faço hoje. meus pais nunca foram de falar em nada. no "meu tempo", nem se cogitava aulas de educação sexual e as garotas brincavam até os 15.
falei.

p.s. 11. fazer uma listinha de coisas que nunca pensei que faria e fiz...

domingo, 4 de abril de 2010

domingão do faustão


ouvindo a moçadinha do BBB10 no faustão - minha mãe assiste, não tem jeito - eu fico pensando, eu preciso confessar: logo que a tal anelita saiu, eu entrei no blog dela pra ver como a moça que brigava tanto escrevia e etc.
e não é que vi e acabei surpresa, vendo várias coisas em comum?
além de ser briguenta, tem muita coisa escrita lá que eu também penso igual. e tem vários textos da martha medeiros que sabe escrever sobre mulher como mulher, como poucos e poucas. melhor assim que escrevendo hai-kais, martha medeiros foi feita pra textos longos. e que são muito bons.
e, em outras vezes, entrei lá pra dar umas olhadas e pegar umas imagens. ela adora tulipas, como eu. adora séries de tv, como eu. e tem ótimas fotos. e nem é a louca que parecia, com certeza, descompensada. e outra: vamos combinar, ela tinha razão absoluta sobre uma coisa - a lia é chata pra caramba!

agora, uma coisa muito interessante que li lá e não me lembro de onde veio: o lance dos corpos gêmeos. "em tese, uma teoria" que diz que como se procura almas gêmeas, deveríamos considerar que podem haver corpos gêmeos. tipo assim: você sente uma atração geral e inexplicável por outro alguém, mas é isso. pra que se sentir culpado? essa é a pessoa que você quer pro resto da vda na sua cama, banheiro, mesa, cozinha, etc, mas não no resto, tipo dia-a-dia e etc. qual o problema? manuel bandeira diz muito bem o que muitos tentam e não conseguem:

arte de amar

se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
a alma é que estraga o amor.
só em deus ela pode encontrar satisfação.
não noutra alma.
só em deus — ou fora do mundo.
as almas são incomunicáveis.
deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
porque os corpos se entendem, mas as almas não.

é isso.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

pra você!


luxo pra poucas.
e pra muito poucos, se é que me entende...

mafalda


eu poderia dizer muitas coisas, mas como diria mafalda, não estou para sutilezas.
(ou algo assim!!!)