terça-feira, 13 de novembro de 2012

gatos na chuva

 
 


eu adoro gatos. eu simplesmente não adoro gatos. eu A D O R O gatos.
dizem que tenho alma de gato.
sete vidas. sete pecados. sete maravilhas do mundo. sete dias da semana, sete cores do arco-iris. sete anões. sete ondas pra gente pular. sete orixás. sete chakras. caramba, qual seria o mistério do número sete?
bem, isso fica pra outra hora.
o lance é que os gatos são mágicos. eles têm uma sutileza que nunca vi em ninguém. a minha gatinha inspeciona tudo o que entra em casa. se ele não gosta, deixa logo claro.
e a sua lealdade é impressionante. ela sabe quando minha alma dói, quando chora e precisa dela. chega, me cheira de leve e se senta na minha frente, como se me dissesse: e aí, me conta tudo!
e eu amo essa gata demais. ela sabe de mim mais do que ninguém e esteve ao meu lado também mais do que ninguém.
e, agora, estamos aqui juntas, sentadas, olhando de maneira displicente a chuva. não sei o que ela pensa sobre essa água que cai do céu.
nem sei o que eu penso. só sei que esse papo de que gato não gosta de água é besteira, eles adoram, pricipalmente água em movimento, e que eu só queria que essa chuva lavasse minha alma e levasse tudo de ruim, tudo o que não faz parte da alma de um gato.
gatos são outro mistério. mas esse eu nem discuto.
só me dou o prazer de sentir a companhia da minha gata. e aprender um pouco com ela.
como agora: sentar, olhar a chuva e esperar que a vida se torne menos chorosa e nebulosa.
pronto. falei.

e, pra gatinhas descoladas, fica uma dica da pi...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

e agora, sophie?

 
 


eu me lembro de quando ainda estava no ginásio, e tinha um professor de portuguès que era uma super figura, senhor jair.
a gente sempre sabia quando ele ia viajar porque, nas frases pra análise morfológica, uma nunca passava batido "amanhã vou para passos"...
bem, só lembrei do senhor jair porque ele tinha umas coisas engraçadas, mas aprendi coisa pra caramba com ele. tinha um campeonato de "quem procura, acha", pra que a gente aprendesse a procurar as palavras no dicionário. e tinha também um campeonato pra quem lesse mais livros a todo mês. eu sempre ganhava porque sempre adorei ler. e, comecei toda a história assim porque lembro de um livro que chamava "e agora?".
e eu preciso saber: e agora, o que vou fazer de mim? reunir os caquinhos, abrir o guarda-roupa, procurar um modelito totalmente inesperado, dar um up nos cachos, caprichar na bolsa e voltar a vida?
ontem, eu ouvi daquele que eu achava que era o meu alex fletcher que eu estava levando energias negativas pra vida dele e que, por isso, ele não queria mais estar ao meu lado. na verdade, ele só finalizou o que tinha começado há duas semanas.
então, ponto final. acabou. boa sorte. não tem o que dizer, são só palavras e o que eu sinto não mudará.e blablabla...
 
é (só) isso.

domingo, 11 de novembro de 2012

olhar pra trás, só se for pra ver o por do sol...

 


muito bem, sophie. agora chega.
ele quase destruiu a sua vida? ele te fez chorar? ele fez você sentir coisas que jurou que nunca mais ia sentir? você tá se sentindo um lixo? tá querendo morrer? tá realmente com vontade de dormir e não acordar mais?
se a resposta é sim pra todas as perguntas acima, o que você vai fazer? se matar? dar a pessoas como ele esse gostinho de "acabei com a ilusão romântica de mais uma idiota. ha ha ha."?
desculpe, sophie, mas te conheço mais do que ninguém e sei que você não é assim. vocè é cheia de dramas, você chora e esperneia, você soca a parede, você chuta os postes, mas sobrevive.
é, sophie. por mais chavão que pareça, você é uma eterna sobrevivente. você recupera suas forças do nada, você seca as suas lágrimas ou corre até que elas sequem, você resolve emagrecer, você compra um brinco novo, mas você não se entrega. embaixo desse seu sorriso de menina e do seu choro da eterna menina de 17 anos chorando pelo primeiro namorado, você é forte. você tira forças de onde não tem e segue em frente. cambaleante, mas sem olhar pra trás.
sorria, sophie. seu sorriso é sua arma mais forte, mais linda e mais pura, sorria e olhe pra frente que o mundo te espera, mais uma vez.

sábado, 10 de novembro de 2012

na boa...


 


mas eu realmente queria morar no projac em alguns dias!!!

nem sempre...



é tão difícil. o tempo parece que demora tanto pra passar...

é engraçado: a gente esperou tanto que chovesse numa tarde assim, finalzinho do dia, o som dos pingos d'água, nós dois com aquela preguicinha boa e a luz do final da tarde.
tudo perfeito.
seria tudo perfeito se, hoje, a gente não estivesse separado. mais separados do que nunca estivemos na vida.
aquele papo de seis graus de separação nem existe mais. são infinitos nossos graus de separação. o infinito nos separa. e machuca tanto.
dói demais. e, quando eu falo com dor, eu sou agressiva. mas aqui, diante só de mim mesma, eu pareço aqueles filhotes de gatinho molhados, com aquele olhar assustado, como se perguntasse: o que eu tô fazendo aqui?!
a resposta é tão óbvia e clara que dói. tô esperando o que sei que não vai acontecer.você não vai me perdoar sei lá porque eu nem sei. eu nem sei o que eu fiz. eu não sei o que fiz pra te perder.
você, que me olhava sempre com aquele olhar de quero mais. olhar de nunca vou te deixar sair da minha vida.
eu só queria saber o que eu fiz pra ser colocada pra fora da sua vida. nada mais que isso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

recado



alex, se você ler isso, vá ao meu encontro na quinta. te espero onde comecei a tentar te salvar: de viver sozinho, sem graça, sem amor, sem poesia, sem coca coca light, sem muitas risadas ...

(daley plaza green fountain - chicago)

p.s. só me diz quando estiver perto...

não queria sentir sua falta mais uma vez...

 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

nunca mais hei de passar fome em tara...

 
essa é, pra mim, ariana incorrigível a melhor cena do clássico "e o vento levou". nela, scarlett diz, com um punhado de terra na mão que cometerá os mais absurdos crimes, mas que nunca mais passará fome em Tara, sua casa.
acho que é assim que, nós, arianas incorrígiveis, nos sentimos quando nos tiram o que é nosso.




é claro, pra qualquer pessoa, que estou sentindo muita dor dentro de mim. aliás, não só dor. é um emaranhado de sentimentos, de dores, de raivas, bons e maus sentimentos.
minha  mãe me pede pra ir devagar como seu eu tivesse um velocímetro no coração que pudesse medir a rapidez com que minhas emoções vêm e vão, a que hora o sentimento aparece ou não.
minha terapeuta sempre me diz "menos, ..., menos". e eu juro que tentei.
dessa vez, eu respirei fundo antes de cada ação. antes de falar ou escrever qualquer palavra, eu pensava se era a certa, se devia, se podia ou se estava sendo exagerada.
é claro que não tanto assim ao pé da letra, mas eu respirava.
eu não me jogava da famosa maneira kamikaze de ser katia.
eu fui sensata pela primeira vez na minha vida sentimental. eu fui adulta, ou pensei estar sendo.
e, por isso, minha revolta fica tão evidente. do que tudo isso me adiantou se as mesmas dores que eu abominei e quase me tiraram de mim apareceram todas de volta? do que adianta se eu estou novamente sozinha e nem foi por um exagero meu, um cometa que surgiu no céu de repente.
eu fui a namorada que eu sempre achei quis ser. sensata, companheira, ponderada, sensível, forte, consciente, mas de forma alguma, eu fui abnegada.
nunca, por mais que me peçam, eu vou deixar que tirem de mim o que é meu sem brigar.
portanto, só nisso, por favor, não me peçam pra ser menos ou ir mais devagar.
o que tiver que ser meu, será.

e nunca mais hei de passar fome em tara. nunca.

você é quem pensa que é?!



meu  deus, como o mundo é irônico.
eu penso em coisas que, mesmo achando racionalmente impossíveis, de repende me vejo com alguém ganhando dinheiro bem na minha frente.
eu sempre me considerei pouco normal. e sempre, pelo mesmo lado, me achei totalmente perceptiva. já ouvi de dois expecialistas que minha sensibilidade é exacerbada e que meu raciocínio é muito complexo, então, vamos combinar: não é fácil ser sophie fisher.
eu estou tentando encontrar as palavras pra explicar o quanto o que a gente sente tá longe de ser normal. se a gente fosse normal o tempo todo, a gente não se apaixonaria por aquele cara esquisito, que usa calça quase na altura da cintura, usa óculos, mas tem o olhar mais lindo do mundo.
se fosse normal, a gente sempre ouviria a previsão do tempo e a seguiria.
a gente compraria as revistas de moda do mês e tentaria seguir; por isso, as pessoas seriam tão normais, tão iguais, tão totalmente previsíveis. aí, eu chego na minha conclusão que o que sinto: a normalidade que conhecemos tá longe de ser normal. o que é normal pra mim pode ser uma aberração pra para a sua mãe.
e, provavelmente, o que é normal pra sua mãe, deve ser uma total aberração pra mim.
portanto, normalidade, percepção, sensibilidade são todos substantivos totalmente subjetivos. e, por isso, são todos tão presentes na nossa vida. nós sempre seremos os subjetivos de nossas vidas. nós sempre escolheremos os predicados.
em boa parte, os predicados errados.
em outras, e muitas boas partes, os predicados que complementam em tudo o nosso subjetivo mais secreto.
pronto. falei.

e p.s. nem chorei!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

comunicado



                   alex fletcher mentiu.

saudade. só um pouquinho, toda hora...

 


hoje, a saudade acordou doendo muito mais que nos outros dias.
saudade de tudo que ouvi, do que foi dito, do que foi prometido, do que foi sonhado, e ainda mais, do que foi sentido.
senti coisas que não sabia mais que ainda sabia sentir. senti aquele frio na barriga pra dizer "eu te amo" bem baixinho, torcendo pra que ele não ouvisse e passasse batido, mas ele ouviu e me pediu pra dizer de novo.
saudade daquele tchau apressado na rodoviária de casa branca com um "quinta-feira, eu estou lá". a quinta passou e ele não estava aqui.
saudade da mania de varrer o box do banheiro porque a água empossava.
saudade daquele mania arrumadinha de deixar tudo arrumadinho do jeito que eu também tenho mania.
saudade da pergunta ao levantar ao acordar, depois de beijos e mais beijos e um pouquinho de amor: coca ou água?!?!
saudade principalmente de ter tido o gostinho de sentir tudo isso e saber que isso nunca mais vai acontecer. saudade de saber que não vou mais sentir saudade mas a presença.
 
só saudade.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

o medo e eu


quanto medo pode caber em um só coração? quanto a gente pode acordar e se sentir sem chão?! nem teto e, o pior, sem coração?
olho pra qualquer coisa e não vejo nada. não vejo mais nada porque achava que via tudo com o coração. eu sempre fui assim. sempre senti tudo a minha volta com meu coração. as cores, as flores, as risadas, os olhares... eu sempre senti tudo com tanta intensidade. meu forte, na vida, nunca foi pensar. mas sempre foi pensar.
hoje o dia passou sem que eu sentisse. eu tô vazia e sem a menor perspectiva de melhorar, de mudar, de sentir algo bom.
eu me fechei durante muitos anos e, agora, me abri. e tá sendo tudo tão dolorido, não sofrido, tão sem sentido.
eu não fiz nada de errado. eu só fui quem eu sou. mas nem sempre sou alguém de quem pode se gostar. infezlimente, não agradamos a todos.
o tempo revela nossas fraquezas. e nem todos podem conviver com isso.
tô decepcionada por ter ouvido tanto que era amada, mas no meu primeiro deslize, fui mandada ao chão.
tô tendo que me levantar sozinha, a duras penas. me esqueci de mim. mal sei o que sentir.
só queria dormir anos e acordar com tudo esquecido.
mas isso não é possível.
assim, terei que conviver com a pior das minhas dores todos os dias até que já não sinta nada, nem amor, nem dor.
estou perdida dentro do seu coração.
que saco!!!

domingo, 4 de novembro de 2012

coração de papel



ai, meu doce coração... será essa mesmo a sua sina?! se enganar, achar que se encontrou, se iludir e voltar a doer tão profundamente?
e como você é bobo, coração... você se entrega, se joga no chão e deixa que te pisem, faz tudo o que pode e o que não pode nem deveria pra demostrar amor e, ao te deixarem, nem olham pra trás...
eu sei, só eu sei o quanto tá doendo. e por mais que isso doa, nunca muda nem diminui. não há coração que não esteja cansado de doer, de sofrer. sempre a dor e o sofrimentos são intensos e nos dilaceram por dentro.
você foi coerente. seguiu todos as dicas e maneira correta. mas o outro mentiu. te disse que te amava quando vai saber lá o que sentia.
agora, eu só sei que tenho você. é você que me sustenta. é você que dá forças. portanto, não se entregue coração; não sofra mais do que o necessário. não sangre.
ninguém, mas ninguém no mundo, pode fazer isso com você. ninguém pode te roubar de mim.
fique comigo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

fico calada quando minha vontade é gritar





já me disseram que sou mais bonita quanto estou triste. paradoxo total.
a alegria devia ter a obrigação de tornar as pesoas livres, leves, divertidas e lindas. mas, eu sou bonita quanto estou triste.
talvez meu coração se contenha. talvez eu fale ainda mais pelos olhos. ou talvez eu carregue aquele ar de menina do interior perdida.
pensando assim, eu devo estar linda. tudo porque, mais uma vez, de novo e incansavelmente, eu estou triste.
triste por perder o que estava tão perto de conseguir. triste por viver momentos que não vão se repetir nunca mais e nem esquecidos. triste porque mal sei onde foram parar minhas travas, meu escudo invisível, meu protetor.
a dor é grande e parece que rasga o peito. parece que me tira de mim e posso me ver lá, deitada e sem vida. olho meus olhos no espelho e nada tem brilho. me sinto em completo desatino. me sinto perdida.
por anos, eu fugi de tudo isso. eu deixei de me entregar a qualquer sentimento pra não sofrer. e vivi momentos maravilhosos quando me entreguei. mas agora, volto à dor que preenche meu corpo e me rouba a energia. a energia da vida.
parece até que vivo por inércia. há dias, me escondo aqui, com meus sentimentos, minha gata e palavras indo e vindo.
mas o amor me falta assim como me falta o cheiro das flores, a terra molhada pela chuva, o cheiro depois do amor.
e cada vez, me fecho ainda mais. me conheço e, qualquer dia destes, saio por aí mentindo uma alegria que não tenho dentro de mim.
mas a vida parece ser assim: uma simples sucessão de erros que nosso querer transforma em acertos.
eu errei feio dessa vez. não há mais como transformar o que fiz em acerto. não depende de mim.
minha vida está sem mim...

ainda ontem...


outro dia mesmo, eu pensava sobre a maneira banal de como tem se falado "eu te amo". todo mundo agora ama todo mundo e pronto.
amor é uma coisa valiosa demais pra que a gente saia por aí brincando de amar. amar traz aquela doçura amarga. nem todos os amores são como aqueles que a gente pensa.
e, hoje, meu coração dói de amor. não faz tempo que ouvi "eu te amo", mas faz muito pouco tempo que ouvi "eu sinto muito carinho por você", a maneira sutil que as pessoas encontram pra não serem diretas e falar que aquele "amor" acabou.
e eu não suporto isso.
tenho meus defeitos, mas sou verdadeira quando amo. não saio por aí distribuindo beijinhos e muito menos falando eu te amo pra qualquer cara que encontrar pela vida. por isso e por mim mesma, meu coração dói demais e parece que nem cabe no peito.
mais uma vez, eu me deixei levar. eu me entreguei, abri todos os cantos perdidos do meu corpo e da minha alma e joguei todas as chaves fora. eu me dei o direito de sentir, de amar de maneira desenfreada e total.
mas, a gente sabe. a vida não é cinema onde os casais vivem felizes para sempre, onde as pessoas perdoam qualquer coisa em nome de um amor maior. a vida é esse dia-a-dia preenchido por alegrias passageiras e dores que parecem que nunca vão passar.
eu amei e ainda amo. minha vida esqueceu de como é viver sem amar. meu corpo sente falta da sensação boa de saber que, em algum lugar, há outro que sente os mesmos desejos e as mesmas vontades.
mas não há mais amor pra mim. me restou um "enorme carinho" e quem sabe um dia...
meu corpo e minha alma choram. e um pedaço de mim morreu ou está anestesiado ou perdido, sei lá.
mas ainda guardo uma grande coisa: meu coração ainda sente, ainda pulsa e vive. de maneira triste e vazia, mas vive.
é isso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

fuck you


mesmo estando muito feliz, estou terrivelmente triste. felicidade e alegria são coisas completamente distintas.
a minha vida nunca passou por um período tão tranquilo. muitos dos meus questionamentos ficaram pra trás.
mas as relações humanas são ainda difíceis de encarar e conviver. "existe amor", mas ainda existe uma série de restrições quanto a ele. é fulano que não deve saber por vias indiretas, é a outra que não quer que dê certo, são pessoas com inveja e outras ainda torcendo pra que tudo errado e possa falar "eu não te disse?".
o egoísmo e a intromissão das pessoas me incomodam. poxa, porque a gente não pode ser feliz com alguém sem ter que prestar contas a um monte de pessoas. a gente é livre, não é?! por que o sentimento, principalmente um sentimento bom, tem que ser omitido visando o proclamado "bem estar" de outras pessoas que, vamos combinar, estão pouco se lixando pro cuidado da gente.
eu tenho muita, mas muita vontade mesmo,de mandar certas pessoas a merda. ei, vocês tiveram a sua chance e a deixaram escapar, agora vaza! me deixa, me esquece, me erra.
a gente mal consegue lidar com nossos sentimentos que, na maioria das vezes são confusos, como e por que lidar com os sentimentos dos outros.
ciúme, inveja, a tal síndrome de coitadinho.
ah, não! não fui moldada pra isso.
naõ sei fingir nem fazer de conta.
sim, eu tô feliz, mas, sim, eu tô triste. triste pelos outros que são egoístas demais pra ficar publicando seus sentimentos a torto e direito, mas não encararem os sentimentos dos outros com serenidade.
isso me deixa de saco cheio.
basta, e punto!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

só se for agora mesmo...

vai, pode me chamar de brega ou do que quiser. o meu "só se for agora" tem se repetido todos os dias, desde que o agora aconteceu.
e tem sido tudo muito bom.
o mundo de sophie está em festa. parece que finalmente sophie fisher encontrou seu alex fletcher e, mesmo que precise regar flores de plástico, vai ser assim.
tudo tem sido muito mais florido. o cheiro mudou, o ar está muito mais leve e, dane-se, o amor está no ar. e nem precisa de trilha sonora.
e como o amor é bom. pode bater o carro, ter mil contas pra pagar, o nome no serasa e ficar vendo domingão do faustão com suas vídeo cassetadas e, mesmo assim, o mundo continua lindo!
sim, meu amor. você faz o meu mundo muito mais bonito, mais sereno e muito mais completo. o mundo tem mais graça e muito mais sorrisos. o mundo tem mais cor. o mundo é muito maior e cabe tudo o que a gente quiser, ainda que ele se torne inteiro num espaço tão pequenininho.
mas é lá, naquele espaço pequeno, que me sinto mais feliz do que nunca, mais protegida, mais segura e amada como nunca antes havia sentido.
só você entendeu a alma de sophie fisher com simplicidade. e por isso, e muito mais, eu te agradeço e te peço pra nunca sair daqui, do meu lado.
e cuide. cuide bem do que é seu, do que finalmente chegou ao seu mundo.
e quem quer que leia tudo isso, eu só peço uma coisinha simples: nunca deixe de acreditar. a vida da gente pode mudar pra melhor em um segundo e a gente pode até se esquecer desse segundo.
mas o que a gente vive nos segundos, nos minutos e nas horas que se seguem é valioso demais pra ser esquecido. é pra ser vivido com toda a intensidade e instabilidades que aparecerem.
é isso. basta e punto!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

só se for agora

aí, num dia, vc tá triste, cansada, desiludida e promete um monte de coisas pra si mesma.
e, no outro, você acorda, esquece do que prometeu e comete as mesmas loucuras inofensivas. novamente, você deliberadamente põe o seu na reta. afinal, que graça a vida tem se tudo for certinho? se não tiver lágrimas? sem frio na barriga? sem aquele nervosismo que te deixa com as pernas trêmulas e as palmas das mãos suando?
é, você lembra do que seu amigo lindo te disse sobre sair da sexta-feira da paixão e ir pro sábado de aleluia e manda algumas falsas convicções pras "cucuias".
você simplesmente abre seu coração de novo. e pede pra que ninguém te machuque, pra que ninguém te faça mal.
e o imprevisto, o sempre querido imprevisto pode acontecer. eis que, não mais que de repente, aparece alguém que parece já te conhecer de muito tempo e os graus de separação de suas vidas parecem quase nem existir.
ele te reconhece sem que você se mostre por completo. ele te vê onde nem você mesma se viu. ele vê o que nunca ninguém viu.
sim, ele te conhece, sophie fisher. ele sabe de você e quer que você saiba dele.
você vai?!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

quarta-feira de tédio total. o dia tá naqueles "dias" de sei lá, não sei, será?!?! o sol tá brigando com nuvennzinhas fininhas e o dia fica embaçado.
gente, na boa, mas acabei de descrever, SEM QUERER mesmo, eu juro, a minha vida. tô muito sei lá, não sei...
ao menos, dos dias seguindo ao feriado me serviram pra algumas decisões: parei. parei de procurar, parei de perguntar, parei de brigar comigo mesma, parei de brigar pra ter o que eu nem sei se quero, parei.
a minha vida está em stand by agora.
vou seguir o lema de zeca, e "deixa a vida me levar". se eu não gostar, eu puxo a cordinha e desço.sem pagar porque acho que já paguei demais.
na tv, "30 coisas pra se fazer antes dos 30"... vou pensar em 50 coisas para se fazer antes dos 50. eu já fiz a listinha das dez coisas que eu pensei que nunca faria e fiz, então, pra uma tarde sem graça de um dia sem graça pra uma vida que tá meio sem graça, vamos às 50 coisas pra se fazer antes dos 50.
mando notícias.
é isso.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

tem amor...


o que seria de mim?!
o que seria se eu não tivesse ninguém, mas ninguém mesmo pra me ouvir? justo eu que falo pra caramba e não consigo medir as palavras.
cristo rei. seria a treva.
é por isso que escrevo. é por isso que sempre que a coisa aperta, eu volto pra cá. meu cantinho de palavras. das palavras que ficaram presas na garganta ou procurando alguém pra serem ditas.
porque, na boa, hoje parece que a gente pode sair falando "eu te amo" a nosso bel prazer.
gente, não é bem assim. essas 3 palavrinhas têm poder. e, quando faladas pra pessoa errada ou na hora errada, fazem um estrago do caramba. como diria um amigo muito fofo e querido, tem amor...
tem amor, mas não tem pra quem. a amor tem que ser guardado a 497 chaves até que a pessoa que o merece apareça.
pode ser como numa comédia romântica. pode ser pro garoto nerd da escola, pode ser praquele cara que sempre te ouviu mas pra quem você nunca olhou direito, pode ser praquela garota que vive derrubando as coisas quando te vê.
tem amor sim. mas "eu te amo" devia ser artigo de luxo ou substância controlada pela vigilância sanitária com retenção e validade de receita.
se for dito pra pessoa errrada, você vai sofrer. e a pessoa ainda mais. não pense que sairá ileso. nunca ninguém sai.
portanto, espere. eu sei que é difícil. é foda pra caramba.
mas deixe que ele simplesmente apareça e se mostre, porque, voltando ao meu amigo lindo e querido, tem amor sim!
pronto, falei.