segunda-feira, 13 de maio de 2013

e, como sempre, eu volto...



é sempre assim.
eu penso, penso, penso. escrevo, escrevo, escrevo.
quando leio as coisas que eu mesma escrevi aqui, nem eu me reconheço. sou eu que escolho essas palavras e as coloco nos lugares onde estão?!
e é sempre assim que eu volto pra cá, pra esse meu lugar quase não compartilhado. quando me sinto vazia com tantos sentimentos, tão confusa e, ao mesmo tempo, tão sensata.
parece que só mesmo as palavras me entendem. ou só eu mesma me entendo com as palavras? porque o que sinto sai assim, como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo.
é manhã. eu devia estar acordando pra mais um dia na vida de sophie fisher. mas, como se eu nem dormi?!
como se eu não consigo me achar aqui onde estou?
como se levei mais uma porrada por fazer algo tão doce e sem maldade?
sim, infelizmente, muitas pessoas têm maldade. elas chutam cachorro morto, sem dó nem piedade. não que fosse preciso. só era necessário o coração aberto e um pouco de compreensão.
sei lá.
é mágoa, confusão, gente que não se entende.
e gente que não entende.
é chato. simplesmente chato.
 

domingo, 7 de abril de 2013

querer quem se tem!




ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.

mas, pela primeira vez, triste por você. fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como você, um homem de ais de 40 anos, planejar ir a uma matinê brega com gente sem assunto no próximo domingo e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.

que outra mulher te veria além da sua casca? você não entende que eu baixei a música do “midnight cowboy” e umas boas do talking heads, vinícius de morais e do smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. é tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. e você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de manga lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.

você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. a casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”.
e eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. e entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. a gente dá muitas risadas juntos. a gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. a gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. a gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. a gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.

e você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. e sempre volta.
volta porque pode até ter uma coxa mais dura. pode até ter uma conta bancária mais recheada. pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. mas não tem nenhuma melhor do que eu. não tem.

porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. e, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. e, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. e, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. e, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. eu sei de tudo. e eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. mas chega disso.

caiu finalmente a minha ficha do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. e do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. sabe o quê? eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. e não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. e eu não malho todo dia igual a essas mocinhas por aí, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.
bastante assunto.

eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba.
eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.

também sou convidada para essas festinhas com gente “wanna be” que todos adoram. mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. e eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

pausa




pausa para rever tudo o que realmente me interessa. e só a mim.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

livros, muitos livros



 
há aqueles que não podem imaginar o mundo sem pássaros;
há aqueles que não podem imaginar o mundo sem água;
ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros.
(jorge luis borges)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

o "toque" daquele bombom...




o inesquecível forrest gump sempre falava que sua mãe lhe dizia que "a vida é uma caixinha de bombons. você nunca sabe o que vai encontrar."
eu sempre brinco e digo o mesmo sobre mim mesma, só que me extendo e digo que, com certeza, você vai encontrar algo doce.
de vez em quando, eu ando amarga. em outros dias, como o de hoje, um sorriso bobo me ilumina o rosto e me torno a pessoa mais doce do planeta. felicidade passageira? não. é só a recuperação do sentimento bom de viver. de sentir-se viva e ver que seus sentidos estão sempre ali, guardados, mas intactos.
com certeza, o toque, o sentir na pele é uma das coisas mais gostosas do mundo. você sentir um corpo quente, um abraço apertado, um beijo roubado ou um carinho bobinho é bom demais.
e, sim. sinto que o toque continua em mim, mesmo que aquele breve momento da escolha do bombom tenha passado.
obrigada.
pronto. falei.

domingo, 18 de novembro de 2012

nunca aconteceu...



 


eu tenho plena certeza agora, isso nunca aconteceu comigo antes
eu encontrei você e agora eu estou certa
isso nunca aconteceu.

agora eu consigo ver como sempre deveria ter sido antes
(me) eu encontrei (em) você e agora eu vejo
como tudo deveria ser
esse é o jeito que deveia ser para os apaixonados, para os amantes
eles nunca deveriam tentar seguir sozinhos
não é tão bom quando você tá só com você mesma
então, venha pra mim porque agora a gente pode ser do jeito que a gente sempre quiser ser
eu amo você e agora eu posso ver
esse é o jeito que deveria ser para os apaixonados, para os amantes
eles não deveriam tentar seguir sozinhos
não é tão bom quando você tá só com você mesma

eu tenho plena certeza, isso nunca aconteceu comigo antes
eu te encontrei e agora eu estou certa

isso nunca aconteceu antes.


(música de paul mccartney, numa tradução mais do que livre de sophie fisher ou kate forster...)


 

e que tudo mais, vá....




hoje eu diria, como ouvi outro dia, que estou com aquele gosto amargo de giló na boca.
só tô reclamando da vida há dias. tento olhar pra frente, ser otimista, levantar a cabeça e todas aquelas baboseiras que a gente pode ler nos livros do augusto cury (mas, por favor, não leiam).
eu tô de saco cheio, é isso.
eu tô sem paciência pra nada e queria dormir dias e dias seguidos. a vida dá rasteiras demais na gente. tô cansada. acho que vou jogar capoeira pra aprender a dar rasteiras também.
só sei que nada sei nem quero saber.
quero sumir, desaparecer e dane-se.
eu fiz a maior (até hoje, eu diria que foi a maior por ter sido consciente!) besteira da minha vida, me joguei onde achava que era algo sólido e era areia movediça. só falta me calar...
é isso. cansei

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ah...




uma simples expressão, uma sílaba, um som que pode dizer tanta coisa.
ah, que pena.
ah, que bom.
ah, eu queria ir com você.
ah, isso era tudo o que eu queria.
ah, que susto!
ah, você já sabia...
ah, é óbvio que eu me lembrava.
ah, eu não esperava por isso.
ah, eu te amo assim mesmo.
sim, todos esses ah's se aplicam a todos os meus sentimentos atuais. e outros ah's que eu não me lembro agora. afinal, podem até brincar, mas eu não sou a wikipedia.
só sei que "ah, como sinto saudade de você. ah, como sinto saudade do seu beijo, ah, a noite tá fria e perfeita pra ficar deitada no seu peito...".
aliás. ah! eu nunca disse como adoro o seu peito. o quanto me traz segurança, paz e proteção.
aliás, eu deixei de falar tanta coisa pra tanta gente durante a minha vida.eu me lembro de tantos sentimentos que ficaram guardados aqui comigo. algus bons. outros, ruins.
ah, como eu queria ser diferente do que sou.
ou...

ah, eu realmente não queria mudar em nada.
por mais que eu não esteja em paz comigo mesma, foram longos e doloridos anos pra que eu chegasse até aqui. e, espantem-se, eu não poderia ser de jeito diferente nem melhor. eu sou exatamente do jeito que eu gosto de ser. sarcástica, estilosa, charmosa, glamourosa, elegante, cheia de classe, inteligente demais, divertida, nervosinha, briguenta, chorona, marrenta, carinhosa, romântica, instável, impulsiva, intensa, nada discreta. eu sou eu. simples como a vida. simples assim.
eu sou a katia, entre outras.
é isso.



ah! como eu sou modesta!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

de volta a elas

 



o sono não voltou mesmo. vamos tentar as palavras então.
sei que ando com um assunto um tanto recorrente, mas fazer o que? não penso em outra coisa...
mas, nessas últimas horas, fiquei lembrando em como pensava que seria nosso primeiro encontro. é, como que a gente ia se reconhecer no meio dos mais de 7 bilhões de pessoas do mundo.
e parecia tão fácil.
seria assim, bem bobinho (como eu).
certamente, seria numa praça. e a gente estaria andando na mesma direção, vindos de pontos opostos.
você teria flores nas mãos. e eu não carregaria nada.
cansada de olhar pros lados, eu sentaria num banco qualquer e ficaria daquele meu jeito, olhando pra tudo, sem óculos pra ver tudo embaçado e me ocupar tentando adivinhar o que é que tava rolando.
e, sem que eu esperasse, nem você, você ia se cansar também e perguntar se podia sentar ali, de maneira até mal educada, e eu responderia da mesma maneira, olhando pro outro lado, tipo "senta, caramba. tanto banco e você escolhe logo esse, cara chato".
só que eu ia sentir um cheiro. um cheiro que sentia sempre quando pensava em você.
e esse cheiro não viria das flores.
eu ia colocar os óculos, olhar pro lado e dar de cara com você olhando pra mim com o sorriso mais besta do mundo.
e, assim, toda a procura e a espera teriam fim.



engraçado, tirando certas licenças poéticas às quais sempre me permito, foi numa praça. e você não levava flores. e a gente nem chegou a sentar em nenhum banco.
no mais, a procura e a espera tiveram fim.

dias difíceis




os últimos dias têm sido de extrema dificuldade. em algumas horas, olho pra mim mesma e não me vejo. pergunto onde estou e não me ouço.
mas sei que continuo aqui. nem que seja nas pontas dos meus dedos.
hoje, como milagre, adormeci de bobeira. há muito tempo não me entregava assim sem perceber. pena que acordei.
a triste consequência é ficar perambulando na madrugada sem saber o que fazer... como se eu dormisse todas as noites direitinho!
noite fresca, gostosa. a piccola dorme enrolada do meu lado e olhar pra ela me traz conforto. quase metade da minha vida foi dividida com ela, uma benção. lembro direitinho quando ela, muito pequenininha, escalou a mesa e agarrou uma sobrecoxa enorme de frango. foi quando descobri que ela adora frango.
a energia de um bichinho desses não pode ser explicada. com ela, nunca me sinto sozinha, nem emocionalmente desamparada. sei que ela sabe o que acontece dentro de mim. e que cuida de mim. é meu anjo da guarda.
eu acordo ela, encho de beijos e ela fica com cara de brava. depois, esconde o focinho embaixo das patinhas e volta a dormir.
quem dera eu fosse uma gata. e pudesse ser seu anjo da guarda.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

gatos na chuva

 
 


eu adoro gatos. eu simplesmente não adoro gatos. eu A D O R O gatos.
dizem que tenho alma de gato.
sete vidas. sete pecados. sete maravilhas do mundo. sete dias da semana, sete cores do arco-iris. sete anões. sete ondas pra gente pular. sete orixás. sete chakras. caramba, qual seria o mistério do número sete?
bem, isso fica pra outra hora.
o lance é que os gatos são mágicos. eles têm uma sutileza que nunca vi em ninguém. a minha gatinha inspeciona tudo o que entra em casa. se ele não gosta, deixa logo claro.
e a sua lealdade é impressionante. ela sabe quando minha alma dói, quando chora e precisa dela. chega, me cheira de leve e se senta na minha frente, como se me dissesse: e aí, me conta tudo!
e eu amo essa gata demais. ela sabe de mim mais do que ninguém e esteve ao meu lado também mais do que ninguém.
e, agora, estamos aqui juntas, sentadas, olhando de maneira displicente a chuva. não sei o que ela pensa sobre essa água que cai do céu.
nem sei o que eu penso. só sei que esse papo de que gato não gosta de água é besteira, eles adoram, pricipalmente água em movimento, e que eu só queria que essa chuva lavasse minha alma e levasse tudo de ruim, tudo o que não faz parte da alma de um gato.
gatos são outro mistério. mas esse eu nem discuto.
só me dou o prazer de sentir a companhia da minha gata. e aprender um pouco com ela.
como agora: sentar, olhar a chuva e esperar que a vida se torne menos chorosa e nebulosa.
pronto. falei.

e, pra gatinhas descoladas, fica uma dica da pi...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

e agora, sophie?

 
 


eu me lembro de quando ainda estava no ginásio, e tinha um professor de portuguès que era uma super figura, senhor jair.
a gente sempre sabia quando ele ia viajar porque, nas frases pra análise morfológica, uma nunca passava batido "amanhã vou para passos"...
bem, só lembrei do senhor jair porque ele tinha umas coisas engraçadas, mas aprendi coisa pra caramba com ele. tinha um campeonato de "quem procura, acha", pra que a gente aprendesse a procurar as palavras no dicionário. e tinha também um campeonato pra quem lesse mais livros a todo mês. eu sempre ganhava porque sempre adorei ler. e, comecei toda a história assim porque lembro de um livro que chamava "e agora?".
e eu preciso saber: e agora, o que vou fazer de mim? reunir os caquinhos, abrir o guarda-roupa, procurar um modelito totalmente inesperado, dar um up nos cachos, caprichar na bolsa e voltar a vida?
ontem, eu ouvi daquele que eu achava que era o meu alex fletcher que eu estava levando energias negativas pra vida dele e que, por isso, ele não queria mais estar ao meu lado. na verdade, ele só finalizou o que tinha começado há duas semanas.
então, ponto final. acabou. boa sorte. não tem o que dizer, são só palavras e o que eu sinto não mudará.e blablabla...
 
é (só) isso.

domingo, 11 de novembro de 2012

olhar pra trás, só se for pra ver o por do sol...

 


muito bem, sophie. agora chega.
ele quase destruiu a sua vida? ele te fez chorar? ele fez você sentir coisas que jurou que nunca mais ia sentir? você tá se sentindo um lixo? tá querendo morrer? tá realmente com vontade de dormir e não acordar mais?
se a resposta é sim pra todas as perguntas acima, o que você vai fazer? se matar? dar a pessoas como ele esse gostinho de "acabei com a ilusão romântica de mais uma idiota. ha ha ha."?
desculpe, sophie, mas te conheço mais do que ninguém e sei que você não é assim. vocè é cheia de dramas, você chora e esperneia, você soca a parede, você chuta os postes, mas sobrevive.
é, sophie. por mais chavão que pareça, você é uma eterna sobrevivente. você recupera suas forças do nada, você seca as suas lágrimas ou corre até que elas sequem, você resolve emagrecer, você compra um brinco novo, mas você não se entrega. embaixo desse seu sorriso de menina e do seu choro da eterna menina de 17 anos chorando pelo primeiro namorado, você é forte. você tira forças de onde não tem e segue em frente. cambaleante, mas sem olhar pra trás.
sorria, sophie. seu sorriso é sua arma mais forte, mais linda e mais pura, sorria e olhe pra frente que o mundo te espera, mais uma vez.

sábado, 10 de novembro de 2012

na boa...


 


mas eu realmente queria morar no projac em alguns dias!!!

nem sempre...



é tão difícil. o tempo parece que demora tanto pra passar...

é engraçado: a gente esperou tanto que chovesse numa tarde assim, finalzinho do dia, o som dos pingos d'água, nós dois com aquela preguicinha boa e a luz do final da tarde.
tudo perfeito.
seria tudo perfeito se, hoje, a gente não estivesse separado. mais separados do que nunca estivemos na vida.
aquele papo de seis graus de separação nem existe mais. são infinitos nossos graus de separação. o infinito nos separa. e machuca tanto.
dói demais. e, quando eu falo com dor, eu sou agressiva. mas aqui, diante só de mim mesma, eu pareço aqueles filhotes de gatinho molhados, com aquele olhar assustado, como se perguntasse: o que eu tô fazendo aqui?!
a resposta é tão óbvia e clara que dói. tô esperando o que sei que não vai acontecer.você não vai me perdoar sei lá porque eu nem sei. eu nem sei o que eu fiz. eu não sei o que fiz pra te perder.
você, que me olhava sempre com aquele olhar de quero mais. olhar de nunca vou te deixar sair da minha vida.
eu só queria saber o que eu fiz pra ser colocada pra fora da sua vida. nada mais que isso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

recado



alex, se você ler isso, vá ao meu encontro na quinta. te espero onde comecei a tentar te salvar: de viver sozinho, sem graça, sem amor, sem poesia, sem coca coca light, sem muitas risadas ...

(daley plaza green fountain - chicago)

p.s. só me diz quando estiver perto...

não queria sentir sua falta mais uma vez...

 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

nunca mais hei de passar fome em tara...

 
essa é, pra mim, ariana incorrigível a melhor cena do clássico "e o vento levou". nela, scarlett diz, com um punhado de terra na mão que cometerá os mais absurdos crimes, mas que nunca mais passará fome em Tara, sua casa.
acho que é assim que, nós, arianas incorrígiveis, nos sentimos quando nos tiram o que é nosso.




é claro, pra qualquer pessoa, que estou sentindo muita dor dentro de mim. aliás, não só dor. é um emaranhado de sentimentos, de dores, de raivas, bons e maus sentimentos.
minha  mãe me pede pra ir devagar como seu eu tivesse um velocímetro no coração que pudesse medir a rapidez com que minhas emoções vêm e vão, a que hora o sentimento aparece ou não.
minha terapeuta sempre me diz "menos, ..., menos". e eu juro que tentei.
dessa vez, eu respirei fundo antes de cada ação. antes de falar ou escrever qualquer palavra, eu pensava se era a certa, se devia, se podia ou se estava sendo exagerada.
é claro que não tanto assim ao pé da letra, mas eu respirava.
eu não me jogava da famosa maneira kamikaze de ser katia.
eu fui sensata pela primeira vez na minha vida sentimental. eu fui adulta, ou pensei estar sendo.
e, por isso, minha revolta fica tão evidente. do que tudo isso me adiantou se as mesmas dores que eu abominei e quase me tiraram de mim apareceram todas de volta? do que adianta se eu estou novamente sozinha e nem foi por um exagero meu, um cometa que surgiu no céu de repente.
eu fui a namorada que eu sempre achei quis ser. sensata, companheira, ponderada, sensível, forte, consciente, mas de forma alguma, eu fui abnegada.
nunca, por mais que me peçam, eu vou deixar que tirem de mim o que é meu sem brigar.
portanto, só nisso, por favor, não me peçam pra ser menos ou ir mais devagar.
o que tiver que ser meu, será.

e nunca mais hei de passar fome em tara. nunca.

você é quem pensa que é?!



meu  deus, como o mundo é irônico.
eu penso em coisas que, mesmo achando racionalmente impossíveis, de repende me vejo com alguém ganhando dinheiro bem na minha frente.
eu sempre me considerei pouco normal. e sempre, pelo mesmo lado, me achei totalmente perceptiva. já ouvi de dois expecialistas que minha sensibilidade é exacerbada e que meu raciocínio é muito complexo, então, vamos combinar: não é fácil ser sophie fisher.
eu estou tentando encontrar as palavras pra explicar o quanto o que a gente sente tá longe de ser normal. se a gente fosse normal o tempo todo, a gente não se apaixonaria por aquele cara esquisito, que usa calça quase na altura da cintura, usa óculos, mas tem o olhar mais lindo do mundo.
se fosse normal, a gente sempre ouviria a previsão do tempo e a seguiria.
a gente compraria as revistas de moda do mês e tentaria seguir; por isso, as pessoas seriam tão normais, tão iguais, tão totalmente previsíveis. aí, eu chego na minha conclusão que o que sinto: a normalidade que conhecemos tá longe de ser normal. o que é normal pra mim pode ser uma aberração pra para a sua mãe.
e, provavelmente, o que é normal pra sua mãe, deve ser uma total aberração pra mim.
portanto, normalidade, percepção, sensibilidade são todos substantivos totalmente subjetivos. e, por isso, são todos tão presentes na nossa vida. nós sempre seremos os subjetivos de nossas vidas. nós sempre escolheremos os predicados.
em boa parte, os predicados errados.
em outras, e muitas boas partes, os predicados que complementam em tudo o nosso subjetivo mais secreto.
pronto. falei.

e p.s. nem chorei!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

comunicado



                   alex fletcher mentiu.