terça-feira, 3 de janeiro de 2012

e se...





se não foi hoje, um dia será.
algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas pra um dia dar certo.

dia de cama


pois é. não é que a esse momento da vida, eu fiquei sabendo o que são cólicas?!?! preferia, peloamordedeus, continuar minha vidinha sem saber. ô dorzinha chata e persistente, teimosa.
e dá-lhe remedinho. e a pressão cai. e a pessoa fica imprestável largada e se sentindo o cúmulo da inutilidade. muito chato.
mas a gatinha continua ali, firme e forte e não me abandona um segundo. qualquer movimento e a orelhinha levanta. realmente, amor como esse eu acho que nunca mais conheço na vida. são mais de dezessete anos sempre assim, do meu lado, faça chuva ou sol.
apesar da dorzinha chata, é tão bom saber que ela tá aqui. linda e fofa cuidando de mim e não eu cuidando dela.
é, a gente acha que somos nós os protetores e nem percebemos os anjos ao nosso lado!
e obrigada aos deuses pelo melhor presente do mundo: esse amor todo que nunca me pede nem cobra nada!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ainda...







desisto de tentar entender as escolhas da vida.

a primeira segunda do ano!


jesuis, que vontade de voltar pra cama.
te juro que meu dia ontem foi de f... santa paciência, robin.
ah, os homens. ou, ah, as mulheres. ninguém merece nenhum dos dois, vamos combinar...
a gente entende tudo errado sempre. principalmente, nós, mulheres que temos praticamente a obrigação de entender quase todos os deslizes masculinos.
eu cansei. se sequer me entendo, imagina o trabalho de entender um ser que veio de outro mundo, outro espaço, com a mentalidade quase tosca.
ou, como diria meu médico, tosca, rústica e sistemática.
te juro, eu conheço tal ser com as exatas definições.
e, somando tudo, no final, além de cansaço, me sobra tédio.
porque, me desculpa, mas a população masculina, com raríssimas excecões, deveria ser dizimada.
incluindo o tosco, rústico e sistemático!
falei!

domingo, 1 de janeiro de 2012

receba tudo com a mesma alegria, todos os dias!


mensagens de final de ano me cansam demais. é tudo tão de fora pra fora porque, acho sinceramente, que ninguém vai mudar realmente em alguma coisa só porque a "folhinha" na parede mudou.
e esse papinho todo me cansa de um tanto. ótimo, um novo ano pras mesmas atitudes idiotas. não precisa mudar o ano no dia primeiro de janeiro, mude todos os dias. veja que você realmente faz merda em quase todos os dias e decida-se por mudar antes de fazer a próxima. é assim que acho que o ano realmente muda, quando a gente vai mudando ele pouco a pouco, prestando atenção nas coisas pequenas que podemos mudar sincera e simplesmente.
sem festas, sem cachorros se matando de tanto latir por causa dos fogos. experimente soltar um fogo de artifício a cada conquista sua. te garanto que não será o único. todos os dias coisas maravilhosas acontecem e quase ninguém fica sabendo.
aí, vem essa tolice de retrospectiva e wow! quanta coisa boa e quanta coisa ruim.
amigo, do teu lado tem alguém precisando não de um ano, mas de um simples motivo pra continuar a sorrir. faça esse favor e mostre que a gentileza ainda não morreu. mostre que dentro de cada um tem um fogo de artifício aguardando pra fazer barulho. o mundo não precisa só de comida que vai reciclada nas mesas de quem pode por um mês, mas de atitude.
eu não sou ninguém pra falar nada. eu não fiz nada que mudasse o mundo nem tenho a mínima esperança de que farei.
mas, te garanto, que consigo mudar os dias de muita gente. apenas sendo verdadeira, solidária e gentil.
e tendo esperança de que assim entendam porque eu não sou só um bobinha. mas um pessoa que realmente gosta de quem gosta e quer que o mundo mude pra que a gente possa continuar a ser feliz.
a todos os meus amigos, aos poucos que conhecem sophie fisher, uma vida linda, preenchida por dias e anos lindos.
é isso.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

e só pra não perder o costume...


nem desperdiçar a raiva tão pouco assumida...




você tem certeza de que realmente você faz diferença?!

... e que tudo mais vá pro inferno!


uma coisa que nunca deixará de ser verdade absoluta: a facilidade de certas pessoas pra estragar a sua felicidade, pra adicionar aquele gostinho amargo ao seu dia (que, aliás, nem começou!).
desculpa, mas eu realmente odeio (e pra falar odeio eu tenho que odiar m e s m o) hipocrisia e coisas relacionadas. e como existe hipocriaia onde menos se espera! as pessoas decididamente esqueceram da fila de escrúpulos.
é simples assim: fulano te diz uma coisa e faz outra. jura de pé junto que nunca fará determinada coisa e, quando você menos espera, tá lá pra todo mundo ver, estampado nesse enorme quintal que se tornou a internet.
basta olhar por cima do muro que você tem acesso às coisas mais podres de cada um. e tudo bem que todo mundo tem um lado podre, mas que tal ser um pouco mais cuidadoso e um pouco menos falso?!?!
tudo bem. ninguém deve estar entendendo nada, eu sei. mas também não vou perder meu tempo pra explicar nem pra dar nome aos bois só porque se trata realmente de um animal, na pior concepção que essa palavra pode ter. alguém desprovido de sentimentos, valores, vergonha ou coisas básicas no ser humano mais básico e frequentemente encontrados em animais (os que nós já conhecemos como animais).
meu cachorro não abana o rabo e rosna ao mesmo tempo. e minha gata arranha sim se não quer carinho. e, pior, ela ignora totalmente quem não gosta.
portanto, esses ditos animais são muito mais nobres do que sub-humanos.
por favor, não confundam nada disso com amargura. trata-se apenas da realidade crua. porque nua mostraria demais e quase nunca alguém tem coragem de se mostrar por inteiro.
que tal deixar esse ser trancado num carro sob o sol escaldante de ribeirão por 3 horas no estacionamento do shopping?! ou simplesmente colocar um balde enorme em cima dele?!
não adianta mesmo. é por isso que digo e repito: quanto mais conheço os homens, mais gosto dos meus animais.
é isso.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

uma sincera homenagem ao nosso amigo



RIP

sempre atual e digno de ser relido



Amores e mudanças

Quando a vida da gente está emperrada (o que não é raro), será que faz sentido esperar que um encontro, um amor, uma paixão se encarreguem de nos dar um novo rumo? Provavelmente, sim -no mínimo, é o que esperamos: afinal, o poder transformador do encontro amoroso faz o charme de muitos filmes e romances. Os especialistas validam nossa esperança. Jacques Lacan, o psicanalista francês, dizia, por exemplo, que o amor é o sinal de uma "mudança de discurso", ou seja, na linguagem dele, de uma mudança substancial na nossa relação com o mundo, com os outros e com nós mesmos. Claro, resta a pergunta: o que significa "sinal" nesse caso? Duas possibilidades: o amor surge quando está na hora de a gente se transformar ou, então, é por amor que a gente se transforma. Não é necessário tomar partido: talvez as duas sejam verdadeiras.

Seja como for, volta e meia, alguém me pede uma receita: como esbarrar num amor que nos transforme? A resposta trivial diz que os encontros acontecem a cada esquina: difícil é enxergá-los e deixar que eles nos transformem, ou seja, difícil é ter a coragem de vivê-los. Aqui vai um exemplo. O filme "Tinha que Ser Você", escrito e dirigido por Joel Hopkins, além de ser uma pequena dádiva, oferece uma "dica" preciosa sobre as condições que fazem que um amor "engate". É a história de um encontro ao qual os protagonistas tentam dar uma chance -a chance de transformar suas vidas.

(...)

O passeio pela cidade evoca dois filmes de Richard Linklater, que estão entre meus preferidos, "Antes do Amanhecer", de 1995, e "Antes do Pôr-do-sol", de 2004.
No primeiro, Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) encontram-se, passam um dia nas ruas de Viena e, enfim, separam-se. No segundo, eles se encontram de novo, em Paris, nove anos depois, e, também passeando, imaginam, de alguma forma, a outra vida que poderia ter sido a deles se, no fim daquele dia em Viena, eles tivessem apostado no futuro de seu encontro.

Aqui, uma recomendação prosaica que emana dos três filmes: se você procura um grande encontro amoroso, sempre use calçados confortáveis, porque nunca se sabe por quantos quilômetros se estenderão suas deambulações amorosas. Brincadeira à parte, os filmes de Linklater talvez sejam mais tocantes -entre outras coisas, porque eles conferem uma beleza melancólica a uma desistência que é muito parecida com as renúncias às quais nos resignamos a cada dia. Mas o filme de Hopkins, "Tinha que Ser Você", é mais generoso, porque ele nos deixa com uma sugestão: o diálogo que leva ao amor, que dá a cada um a vontade de se arriscar, não surge da sedução e do charme, mas da coragem de nos apresentarmos por nossas falhas, feridas e perdas.

(Contardo Calligaris)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

e que venha 2012!!


então, né?!?! 2011 em seus últimos dias. o que eu levo?!?!
ENE A DE A. ou simplesmente nada.
ô ano tedioso, vamos combinar. se eu não sou louca por completo, se não apronto um monte, a vida fica tão sem graça.
e, aí, a pessoa tenta ser normalzinha e o que acontece?!?! tédio profundo. olha só: nesse ano eu namorei um médico maçon que queria casar, comecei a trabalhar numa agência que era um saco, com horário pra entrar e sair e nada de excessos!!! nadinha. até meu rivotril amigo praticamente eu abandonei.
muito chato. tédio puro.
aí, a pessoa pensa e lembra do que leu: tão sensível. tão forte. tão pequena. tão grande. tão irônica. tão carinhosa. tão bipolar. tão frágil. tão ciumenta. tão eu.
quer melhor que isso? desculpa, mas não tá no cardápio.
mas, eu juro que vou começar minha listinha de resoluções pro ano novo com o famoso item básico: academia! eu vou, eu juro!
vou pegar meu famoso "carção elite" e vou pra esteira, pra começar porque eu ainda sou sedentária assumida. depois, eu vou melhorando. quem sabe termino o ano como destaque da turma e foto na parede que nem no mc donalds?!?!
olha, gente, na boa. 2011 não me inspirou nem um pouquinho. por isso, eu me calei. que sabe 2012 traga um pouco mais de inspiração, né?!?!
faltam só 4 dias. vamos aguardar, com fé e um vestido lindo porque ninguém é de ferro e sim de seda, maravilhosa, no meu caso!
falei.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

então é natal...


caraca! gente, eu ainda existo.
depois de uma longa hibernação, eis que a ursa sai do retiro inv(f)ernal.
tanta coisa aconteceu, mas tanta. mas também ninguém vai querer saber da minha vida, uma mera e simples existência.
e as festas de final de ano? prato cheio pros gulosos e um porre pros antissociais assumidos como eu. desculpem, mas não gosto de natal nem ano novo. e nunca escrevi tanto texto desejando tanta coisa boa como nesse ano.
é, virei redatora de novo! e dá-lhe boas festas. e os votos de um ano maravilhoso. pior que campanha de político é escrever carta de final de ano de político! gente, eu realmente faço mágica.
mas e a minha mágica de natal, qual será?!?!
e minha listinha de resoluções para o ano novo?!?! onde é que foi parar?!?!
não faço a menor idéia, mas estou certa de uma coisa.
mais um ano e eu continuo a mesma. entra ano, sai ano, e a pessoa ainda persiste em ser sonhadora, sorrir e agradecer nos guichês do pedágio, dar foras sem limites (inocentes, claro), esperar o lixeiro passar pra entregar o vinho baratinho, mas sinal de quem se lembra, um pra cada um, perguntar o nome das pessoas - é, aquele sujeito que manobra seu carro no estacionamento tem nome, viu?! e o frentista do posto também!
é assim que eu tento continuar sendo. sempre eu. se desagrado a alguns, graças a deus, eu sou normal!
nesse ano, nem deu pra ouvir ivan lins ou simone cantando os hinos do natal porque (de novo, graças a deus) tô sem tempo.
mas ainda dá tempo pra perguntar o nome do garoto na rua que pede "boas festas" e pra lembrar que já que a gente é grandinho mesmo e sabe que papai noel não existe, a gente precisa começar a acreditar no natal. e ser um pouco humilde porque não faz mal pra ninguém.
e aqui vai o texto do cartão de natal da empresa (que eu também tive que escrever!!!):

Abram as portas e janelas... deixe o futuro entrar e o passado ir embora.
Permita que sentimentos o tomem de surpresa. Canta, dance, pule, grite. Viva, vivencie, trabalhe, lute e cresça. Mas, acima de tudo seja feliz em suas escolhas. Ame tudo o que faz! Dê valor aos seus valores, seu limites e sua paixões.
Descubra-se. Reinvente-se. Respeite-se.
Não exista. Apenas viva intensamente cada dia de cada vez.
A nossa paixão a gente cria!
Um ótimo final de ano a todos.

e, quem sabe, qualquer dia desses eu volto pros meus parcos mas sinceros leitores!
falei.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

e a gente tenta...


eu não devia mesmo.
se o melhor jeito que tenho de respirar é falando aos montes, quando não posso falar, o que me custa escrever?
hoje eu acordei cansada. cansada da hipocrisia e mediocridade a que acabo sendo exposta diariamente, ainda que tente fugir delas.
respeito se tornou uma palavra sem valor. amizade também. consideração então, nem se fala!
as pessoas se tornam aquilo que pensam ser no tal mundo digital. um zé migué qualquer pode ser achar poderoso. outros se metem onde não são chamados nem queridos. a nossa vida particular se torna pública e a gente ainda ajuda.
tento encontrar um jeito de escapar disso, mas ainda não consegui. outro dia, numa dessas redes sociais da vida, ainda vi um amigo comentando que o tal 2012 tava demorando, que devia chegar logo. eu pensei o mesmo qaundo falavam do bug do milênio e as redes sociais nem existiam.
seria tão mais simples se mesmo "virtualmente", as pessoas carregassem os mesmo princípios, valores e a mesma moral. fossem o que são independente do que são. assumissem o "lado negro da força".
não é bem assim. infelizmente.
me divido entre alice e polliana querendo um mundinho melhor. ou, ao menos, mais verdadeiro.
não há mais como escapar e ser lowtech. ainda mais se escrevo um blog.
mas, será que, pedacinho a pedacinho, as pessoas conseguem tentar lembrar e voltar a ser o que eram?
sei que não sou a pessoa mais certa pra uma resposta dessas, mas eu ainda tento. e pago um preço alto.
mas pago por ainda achar que ser eu mesma, sem retoques ou máscaras, mesmo com terapia e minhas drogas severmente controladas, ainda vale a pena ser eu mesma!
falei.

sábado, 4 de junho de 2011

na falta...

... do que falar, assim no começo, peço desculpas.
eu pensava, sinceramente, que essa nova mulher que eu esperava me tornar viria assim como um sonho, da noite pro dia, tipo: ok, ok, vamos mudar tudo e take 2.
não foi bem assim, nem tem sido.
há sim uma nova mulher desabrochando(ai, ninguém merece essa palavra!) dentro de mim. mas, vai levar dias, meses, anos, até que ela se torne uma velha e descubra que tudo é novo, inclusive ela mesma.
não nego e ainda afirmo: eu mudei muito, os dias têm me refeito pouco a pouco por dentro. descobri uma força que pensava haver perdido e descobri que onde ela estava existia muito mais.
meu coração foi colocado a prova várias vezes. e, nada modestamente, saiu ileso e muito mais esperto.
mudei meu cabelo. emagreci. mudanças externas fáceis de identificar.
mas só eu sei o que sinto, se é que realmente sei. eu sou outra. uma outra melhorada, com um risada mais divertida, com um sorriso ainda mais maroto e com olhos muito mais espertos.
sempre serei uma nova mulher, aprendo e desaprendo coisas a cada dia. o rio nunca passa no mesmo lugar.
se realmente vou voltar a escrever e a procurar a simplicidade, ainda não sabemos.
mas é um começo.
o começo de mostrar essa nova mulher, muita mais mulher, poderosa, astuta, perspicaz, feminina.
p.s. os melhores substantivos são femininos. qualquer hora faço uma listinha doe meus preferidos.
por enquanto, lembrem-se - a diversão e a emoção. a vida!
e vivam divertidamente!
falei.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

em breve...



uma nova mulher!!!

domingo, 5 de setembro de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

tchau



acabou.
hoje é a última vez que abro isso aqui pra escrever. esse blog começou como uma espécie de terapia verbal. me disseram que eu escrevesse o que sentia pra conseguir lidar melhor com meus sentimentos. vai fazer um anos que comecei. exatamente no dia 12 de agosto do ano passado, dia do aniversário daquele que, tenho para mim, foi o único Homem a quem amei de verdade.
mas ele nem outros me amaram. fui uma boba patética na mão de todos que me tiveram nas mãos.
há quase 7 anos vivo angustiada, triste e deixei de ser quem eu sou. comecei a ser como queriam pra não ficar sozinha.
mas nunca me senti tão sozinha como nesses anos ou como hoje, como agora.
não tenho ninguém.
ninguém pensa em mim na hora de dormir.
ninguém sente minha falta ou saudade do meu cheiro. de mexer nos meus cabelos.
estou triste.
terrivelmente triste.
olho pra um imagem derrotada no espelho. não adianta ser loira, branquinha e ter a pele macia. a tristeza vem de dentro e toma o corpo todo.
o brilho nos meus olhos deixou de existir há anos.
são anos de tristeza acumulados.
e, pra ficar falando de tristeza, melhor se calar.
por isso, é o que farei a partir de agora. ficarei em silêncio.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

bolhas de sabão...

ai ai ai ai
não é dor não. é peso. peso de não saber o que eu quero, o que fazer, das coisas que fiz sem querer.
eu sou uma pessoa difícil mesmo.
minha raridade excede os limites de qualquer compreensão, eu diria. como dizem que são paulo tem as 4 estações em um dia, eu tenho tudo isso e muito mais dentro de mim. é o tal do mecanismo complexo.
eu só queria que as coisas fossem realmente simples. sem atropelos. fluissem como um daqueles dias lindos de primavera.
com o sol nem céu azul total sem nuvens.
flores nas janelas.
completamente casinha azul com cercas brancas, sem neuras nem medos nem dúvidas.
tediosa até.
eu não gosto de tédio, mas acho que tô precisando de um pouco de tranqüilidade, de mar tranqüilo sem ondas me levando de um lado pro outro.
calma. paz interior. paz total e irrestrita.
paz no coração que anda dolorido demais.
paz pra viver em paz. paz pra espalhar.
pode até ser uma coisa meio "odara" demais. mas só quero isso, nada mais.
serenidade.

uma leve identificação?!?!

onde queres revólver, sou coqueiro
e onde queres dinheiro, sou paixão
onde queres descanso, sou desejo
e onde sou só desejo, queres não
e onde não queres nada, nada falta
e onde voas bem alto, eu sou o chão
e onde pisas o chão, minha alma salta
e ganha liberdade na amplidão
onde queres família, sou maluco
e onde queres romântico, burguês
onde queres leblon, sou pernambuco
e onde queres eunuco, garanhão
onde queres o sim e o não, talvez
e onde vês, eu não vislumbro razão
onde o queres o lobo, eu sou o irmão
e onde queres cowboy, eu sou chinês
ah! bruta flor do querer
ah! bruta flor, bruta flor
onde queres o ato, eu sou o espírito
e onde queres ternura, eu sou tesão
onde queres o livre, decassílabo
e onde buscas o anjo, sou mulher
onde queres prazer, sou o que dói
e onde queres tortura, mansidão
onde queres um lar, revolução
e onde queres bandido, sou herói
eu queria querer-te amar o amor
construir-nos dulcíssima prisão
encontrar a mais justa adequação
tudo métrica e rima e nunca dor
mas a vida é real e de viés
e vê só que cilada o amor me armou
eu te quero (e não queres) como sou
não te quero (e não queres) como és
ah! bruta flor do querer
ah! bruta flor, bruta flor
onde queres comício, flipper-vídeo
e onde queres romance, rock’n roll
onde queres a lua, eu sou o sol
e onde a pura natura, o inseticídio
onde queres mistério, eu sou a luz
e onde queres um canto, o mundo inteiro
onde queres quaresma, fevereiro
e onde queres coqueiro, eu sou obus
o quereres e o estares sempre a fim
do que em mim é de mim tão desigual
faz-me querer-te bem, querer-te mal
bem a ti, mal ao quereres assim
infinitivamente pessoal
e eu querendo querer-te sem ter fim
e, querendo-te, aprender o total
do querer que há e do que não há em mim

caetano veloso

todo dia!



nem todo dia é dia.
nem todo dia pode.
nem todo dia tem sol.
nem todo dia é fresquinho.
nem todo dia eu te vejo.
nem todo dia eu acordo.
nem todo dia eu sorrio.
nem todo dia eu me lembro.
nem todo dia eu esqueço.
nem todo dia é gostoso.
nem todo dia chove.
nem todo dia tem coca.
nem todo dia tomo sorvete.
nem todo dia tem lua.
mas todos os dias têm luz.
desculpe, escolhi ser feliz.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

lere lere lere


é. a vida nos prega peças.
num dia, muito. no outro, nem tanto.
só tem um jeito pra lidar com tudo isso: tentar, como dizem, viver um dia de cada vez. e não perder a alegria. principalmente, quando ela é uma das suas marcas registradas.
isso falando de mim.
muito gente fala do meu sorriso, ou da minha simpatia meio maluquinha. é, eu sou assim. acho que não ser muito diferente. e, quando sou, exagero.
tudo vira um drama digno de filme europeu.
eu queria mesmo era ser daqueles tipos serenos, que sabem o que dizer na hora certa. mas eu sou desajeitada, desastrada, falo demais, rio alto, choro...
é assim que eu sei viver.
por isso, fico triste mas ainda dou risada e faço piada.
sinto dores rindo.
só eu sei das dores que sinto.
e, agora, uma parte de mim dói. não por mim, mas por outro.
mas eu vou continuar rindo e fazendo piada.

sábado, 31 de julho de 2010

sabadão

sábado de limpeza espiritual.
tanta gente fala tanta coisa que resolvi dar ouvidos a alguns mais próximos!
sabe aquelas coisas? olhar pra mim, pensar em mim e cuidar de mim.
como eu tô zero bala, resolvi sair colocando ordem nas coisas que preciso pra ficar em ordem.
tirando um furo animal no dedo, foi ótimo.
cansaço físico, dor nas costas, mas renovações. mudanças de coisas do lugar. mudanças de energia.
segunda será um dia novo. e minha atitude vai junto.
chega de chorar pitangas (eu adoro pitangas!!!).
deu. chega.
é agosto e vai ser o mês mais legal do ano. antecipando a primavera, estação primeira!!!
falei.
é isso.
punto e basta!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

mulher de fases

bem, eu sou aquela que convencionou-se chamar de "instável emocionalmente". tenho cólicas homicidas a cada vez que ouço isso.
e a razão é muito simples.
se ser instável, é mudar de idéia, humor, vontade, ou sei lá o que, eu sou instável mesmo, graças a deus.
eu me permito querer agora e não querer depois. eu me permito não ser obrigada a nada. eu quero ser livre pra poder mudar a vontade sem ter que ficar dando milhões de explicações e me justificando. e, caso isso seja instabilidade emocional, que seja. eu aceito.
afinal, que culpa tenho se, num dia acordo bemol e no outro sustenido?!?! (vergonhosamente chupado de uma poesia de leminski).
é assim que eu sou. toda sorrisos num minuto e pronta a me tornar uma serial killer no outro.
quem quiser, que fique perto que, até hoje, ninguém perdeu muita coisa. (a não ser eu!!!! mas é o preço de ser "emocionalmente instável"!)
aos outros, garanto doses de monotonia, tédio e nada de surpresas.
porque o grande barato de ser instável é estar emocionalmente aberta a grandes idéias e a criar grandes surpresas.
falei.

terça-feira, 27 de julho de 2010

a vida é como uma caixinha de bombons


hoje eu estou um porre. nem eu me agüento.
isso pode até soar brincadeirina, mas é sério. e muito.
você já se cansou de ser do jeito que é? eis meu problema. tô cansada de mim, das besteiras que já fiz, de como levo minha vida.
minha vida, nesse exato estágio, tá insuportável de chata.
eu sou ariana, gosto de extremos, gosto de aventuras, gosto de testar limites.
e agora, me sinto aprisionada por mim mesma.
e estou.
até pra sofrer eu tenho que ser intensa e dramática.
mas, asseguro com 100% de certeza que é um saco.
estou triste, daquelas tristezas que te fazem parar pra pensar: esse caminho é mesmo o melhor pra mim?
é por aqui que eu quero me enfiar?
e fico ainda mais triste quando dou de cara com a resposta: NÃO!
não era aqui que eu queria estar. não é a esse lugar nem a esse momento que eu pertenço. eu não me encaixo a esse espaço.
eu não sinto orgulho de grande parte das pessoas que me rodeiam. isso é triste demais.
eu não me encaixo nessa vidinha que venho vivendo.
pronto. falei!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

eu quero um anjo só pra mim!


na na ni na nãooooooooooooooooooooooooooo!
não adianta os anjos descerem à terra que hoje eu tô de saco cheio.
e, ainda, pra completar, vou ao médico: eu falo, falo, falo, ele anota, anota, anota e pronto. ele me dá uma receitinha, marca o retorno e pronto!
caraca! ele não vai mandar o mundo parar porque eu tô puta da vida?!?!
não, parece que não.
é, porque é assim, né?! quando a gente tá puta, acha que o mundo todo tem que parar pra ouvir, passar a mão na cabeça e colocar no colo.
mas não é bem assim no mundo real.
no mundo real, a sua mãe chega quando você tá prestes a cometer um crime literário e reclama porque joga muito papel higiênico no vaso!!!
a vida é trágica, mas é cômica.
hoje tá ruim, amanhã pode estar pior. ou melhor, quem sabe.
mas esperar esse tempo de um passar pro outro cansa, demora, me deixa de cabelos brancos.
o jeito é ir na farmácia, comprar o remedinho e esperar.
vai que um dia os anjos resolvem descer na terra e um deles me leva pela mão...

domingo, 25 de julho de 2010

coração espanhol

putz, é muito engraçado se a gente não pensar o quão trágico pode ser.
domingo é dia de, de, de... domingão do faustão.
e minha mãe, orfã da cinelândia, vera cruz e rádio nacional, adora a dança das famosos!!!
e eu acabo fazendo companhia quando estou por aqui.
e fico ouvindo esses caras falando do paso doble, das características e etc.
parece que eu sou o próprio: intempestivo, intenso, bravio... o olhar no corpo todo procurando a presa.
caramba! não dá pra negar que leu lado espanhol, juntando signo e etc, me faz o próprio touro que vai logo de cabeça pra arrebentar qualquer coisa.
eu já fui bem pior.
hoje, acho que tô mais calma, um pouco mais equilibrada e consciente. tanto das minhas fraquezas, das minhas forças e de todo o resto.
mas que esses ritmos me fazem sentir o fundinho da alma, fazem.
eu adoro, me descreve, me estremece.
sempre fui apaixonada pelos filmes de saura, antecessor no cinema espanhol e de seu "muso", antonio gades. me lembro do quandt me entristeceu a sua morte.
os olhos dele quando dançava simplesmente sugavam a alma de quem o olhava.
é isso!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

dor - tratar antes que se torne crônica


dor, palavra chata. ela nunca traz nada de bom pra gente.
e, agora, minha dor é do tamanho do mundo.
fquei muito tempo perdida e tive quem me ajudou.
e, hoje, quando contei uma coisa muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito legal mesmo pra ele, ele foi frio, não esboçou a menor alegria.
e isso me corroeu por dentro.
é óbvio que nem todos os dias são perfeitos, que tem dias em que vc tem vontade de sair na rua no melhor estilo e brincar de michael douglas em dia "dia de "fúria".
eu respeito os sentimentos dos outros. ou, pelo menos, tento.
e por pior que eu esteja, se alguém que amo está feliz, eu fico um pouco feliz também.
mas não suporto a indiferença. aquele coisa de "não tô bem portanto pouco me importa a felicidade dos outros, não quero falar dela".
e isso machuca. e o machucado dói.
ninguém é obrigada a se sentir feliz por mim.
mas eu também não sou obrigada a aceitar qualquer coisa ou sentimento sem saber o que acontece.
se a sua dor te deixa aborrecido, tente dividir. pode fazer bem.
mas nunca magoe ninguém por um coisa que é "só sua". e entenda que a euforia de quem está feliz gosta de ser celebrada.
não condene nem afaste. não seja grosseiro ou se mostre indiferente porque seus dias não têm sido bons, principalmente por quem faz parte dos seus dias e já comemorou sua vitórias e te colocou no colo nas suas tristezas.

sinto muito pela sua tristeza, mas sinto ainda mais pela minha. eu não sei nada sobre você.

terça-feira, 20 de julho de 2010









desisto de tentar entender as escolhas da vida.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

cansaços a parte

é chato.
impossível de evitar. a gente pensa numa coisa, faz tudo pra que dê certo, se esforça e a coisa não vai pra frente. desanda. sei lá.
fica um vazio enorme.
eu não sou uma mulher típica. dessas que nasceu pra casar e ter filhos. eu nasci só pra viver a minha vida.
quem vem junto com ela é quase sempre bem vindo. às vezes, dá errado, né? nem todo mundo é legal.
outras vezes, a relação não é o que a gente quer. as pessoas têm outras prioridades, outros sentidos pra vida.
e eu só quero é ser feliz.
e quero feliz também quem estiver do meu lado.
não quero ninguém preso a mim, nem contra a vontade, nem se sentindo cobrado ou preso.
é totalmente previsível e batido aquele negócio de "deixe livre e se voltar é seu"! mas não acho que seja verdadeiro. conheço muita gente que volta não por quem teoricamente o deixou livre, mas pela situação toda.
e isso só faz outras pessoas sofrerem.
e eu cansei de sofrer pela infelicidade e insegurança dos outros.
eu cansei de deixar de ter o que posso e mereço.
eu cansei de deixar de ser quem eu devo ser.
é isso.

domingo, 18 de julho de 2010

novamente, os sons...

um tempo depois da fedelha estudar italiano e sair por aí querendo pilotar uma scooter, eu resolvi estudar espanhol.
e, agora, ouvindo minha mãe assistindo "domingão do faustão" (!!!), impossível deixar os quadris quietos ouvindo "mi buenos aires querido"... acho que, vamos combinar, tenho uma leve mania de estudar as línguas pela musicalidade. anos e anos de estudo de piano me fizeram assim.
e como não deixar de se encantar e querer se transportar direto pra el caminito e ficar assistindo aos shows de rua da capital portenha.
um amigo me disse antes que eu viajasse pra buenos aires: não assista aos shows de tango. tangos são tristes, chorosos, deprimentes...
esse não foi o motivo pra que eu não fosse a qualquer um deles. foi o preço mesmo. sempre muito caros.
aí, eu via o tango nas ruas.
sentava por minutos numa das inúmeras praças lindas e ouvia a musicalidade das palavras. a elegãncia natural dos argentinos. o grisalho sedutor.
novamente, me desculpe. mas me apaixonei completamente pelo país, pela língua, pelas ruas por onde caminhou borges e pelos argentinos lindos, charmosos...
anos depois, me apaixonei por um apaixonado por tangos. pura ironia.
bem, "adios muchachos...".

"per mio core" - com direito a licença poética

texto original removido.

na noite de sábado para domingo, eu vi um desses filminhos bobinhos na tv. e era em italiano.
eu, apaixonada pela musicalidade da língua, me lembrei de como eu era doce e inocente aos 17 anos quando comecei a estudar. eu achava a língua pura mágica e, de certa forma, achava que saber falar italiano ia me deixar um pouco como a língua: melodiosa, doce, mas firme, sedutora e coisas afins.
eu estudei na casa di dante, na frei caneca, e aquela casa me parecia um castelo, e eu era a princesa.
a princesa que ia conquistar o mundo com a mágica e a musicalidade das palavras.
enquanto escrevia o texto, eu tinha 17 anos de novo e era doce, inocente e apaixonada.
dias depois, levei um baita fora.
pensei que alguém ia ficar feliz com uma conquista minha, mas não era o momento dele.
e ele é o meu core, como a gente fala. nada de cuore, como no italiano.
o texto todo era pra ele, falando de mim.
fiquei tremendamente triste e ainda estou. era importante pra mim que ele partilhasse daquele momento. mas, como muitos outros momentos, ele não partilhou.
nem sempre ele pode dividir coisas comigo.
nossas vidas têm rumos diferentes.
mas eu pensava na fontana de trevi e imaginava que eu podia, um dia, talvez, conquistar o mundo com uma moedinha.
do texto, já não me sobrou nem a inocência nem a cadência nem nada.

só me lembro de uma frase: "se saudade só existe em português, amore só existe em italiano".
é isso.

Scusa Ma Ti Chiamo Amore

Scusa ma ti chiamo amore
Non so dire nulla più
Scusa se ti ho dato un nome
Dico solo che sei tu
Che ridisegni il mio destino
E colori il desiderio dentro gli occhi miei

Io non ho più freddo adesso
Che ho imparato a piangere
E non ho paura quando sento di rinascere
Mi rimetti in gioco adesso
Lascio correre il mio cuore verso di te



Nomi troppo tardi in tasca
Ora ho la libertà
Puoi tirarla fuori quando vuoi

Una vita da riscrivere
Nel tuo cuore che ha mille pagine
Sfoglierò poesie che parlano di noi
Un amore che non ha età

Scusa ma ti chiamo amore
E non posso dir di più
Scusa se non posso avere
Gli anni che hai ora tu
Ma conservo quell'istinto per volare come un aquilone in libertà

L'amore non è convenzione
Non si delimita
Scorre nei nostri cuori ormai

Una vita da riscrivere
Nel tuo cuore che ha mille pagine
Parlerò di un amore che oltrepassa le distanze e non si ferma mai
Non si ferma mai

Una vita da riscrivere
Nel tuo cuore che ha mille pagine
Sfoglierò poesie che parlano di noi
Un amore che non ha età

Scusa ma ti chiamo amore
Non so dire nulla più
Scusa se ti ho dato un nome
Ora puoi chiamarmi anche tu

sábado, 17 de julho de 2010


palavras que não dizem nada.
imagens que não dizem nada.
bocas e corpos que não dizem nada.
simplesmente, porque, ás vezes, nada há pra ser dito.

uma nova mulher!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

clouds inside


hoje eu tô como o dia, nublada por dentro.
ouvi de alguém de quem gosto muito algumas palavras que entraram como punhal mesmo, usando um dos maiores clichês do mundo.
eu sempre fui tão certinha. sempre fiz tudo tão certo. e parece que, quando resolvo sair o mínimo possível da linha, lá vem pedra.
e eu nem fiz nada que fosse ofensivo.
foi uma coisa boba que durou alguns minutos, mas as palavras continuam aqui na minha cabeça.
é, eu sempre fui a certinha e parece que agora virei a vadia.
e é horrível quando você faz um monte de coisas legais pra alguém e parece que só aquela besteirinha tem valor.
tudo o que foi feito antes fica apagado, esquecido.
é chato. mas são coisas assim que fazem com que a vida fique com aquele gostinho amargo. que desmancham todo aquele mundo particular que você criou. um mundo sem regras, onde tudo pode ser feito, contanto que todo mundo encare do mesmo jeito.
e, foi assim. eu fiz um monte de coisas e uma só, a errada, parece ter ficado.
e isso é uma merda!

domingo, 11 de julho de 2010

vencer, vencer, vencer...


me desculpem, mas meu lado espanhol é tão orgulhoso como os originais!
e minha avó ainda nasceu na mesma cidade de f.g. lorca!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

eu tô com vontade




é isso. eu simplesmente tô com vontade.
de qualquer coisa. de fazer compras. de sair pra passear. pra tomar sorvete.
vontade, sabe como é?
como diria o dicionário, força interior que impulsiona o indivíduo a realizar aquilo a que se propôs, a atingir seus fins ou desejos; ânimo, determinação, firmeza.
poxa, é tão bom e tão simples.
agora, não me venha perguntar do que.
simplesmente, porque vontade serve pra tudo. inclusive pra tomar aquela coca-cola geladinha que acompanha perfeitamente uma pizza, se é que você me entende...

terça-feira, 6 de julho de 2010

nada, nada, nada


hoje eu não tô triste, não tô chateada, não tô frustrada, não tô nada.
só tô assim meio vazia, sem emoções.
nada contra. tô na minha e o mundo que se exploda, contanto que o barulho não seja muito alto.
tô com mil planos na cabeça, mas que culpa tenho eu se o mundo funciona em horário contrário ao meu?
tenho que mandar arrumar o solado de uma das minhas botas. escolher um óuclos novo. ligar pro cara entregar meu carro que era pra estar aqui na sexta.
fazer mil mudanças na loja. mas, e aí?
será que dava pro mundo ser 24 horas ou 48 direto, sem intervalos?
poxa, que culpa tenho eu se prefiro fazer as coisas em um horário incomum.
sinal de que sou incomum, graças aos bons deuses.
quer coisa mais chata do que ser aquele tipinho sem graça nem sal. cruzes!!!
bem, glamour tenho de sobra. só me falta mundo 24 horas e um pouquinho de dinheiro pra comprar sei lá o que.
porque, nessas horas, das duas uma: ou uma noite de paixão ardente pra deixar qualquer dermatologista com raiva ou compras.
eu prefiro a noite ardente. meu guarda roupa de patricinha funcional tá abarrotado.
mas minha paixão tá longe. ou longe de existir, sei lá.
bem, pra falar bem a verdade, hoje eu tô assim: acéfala, sem saber de nada.
é isso.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

que joguem a primeira pedra!


dar é dar.
fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
mas dar é bom pra cacete.
dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
te chama de nomes que eu não escreveria...
não te vira com delicadeza...
não sente vergonha de ritmos animais.
dar é bom.
melhor do que dar, só dar por dar.
dar sem querer casar....
sem querer apresentar pra mãe...
sem querer dar o primeiro abraço no ano novo.
dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
te amolece o gingado...
te molha o instinto.
dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
dar é bom, na hora.
durante um mês.
para os mais desavisados, talvez anos.
mas dar é dar demais e ficar vazio.
dar é não ganhar.
é não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
e não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
é não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra daro primeiro abraço de ano novo e pra falar:'que que cê acha amor?'.
é não ter companhia garantida para viajar.
é não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
dar é não querer dormir encaixadinho...
é não ter alguém para ouvir seus dengos...
mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
esse sim é o maior tesão.
esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
experimente ser amado...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

as imagens e os que elas querem dizer...

cheiros e peles e sonhos

desabafo

essa gravura tem me incomodado há aproximadamente uma semana.
depois de ter meu celular totalmente destruído, fiquei procurando um descanso de tela que não fosse daqueles idiotas que vem junto do aparelho.
dei de cara com essa e gostei.

tava me sentindo bem quando a escolhi. segura de mim.
dias depois, ela passou a me incomodar como se a fosse a personificação de um tipo de fracasso pessoal. o fracasso da minha sexualidade, da maneira como me vejo como mulher.
tudo porque a ilustração me passa uma sensação de segurança de ser quem é, o que é.
no momento da escolha, era assim que me sentia: livre, leve, solta e segura.
dias depois, como pra qualquer mulher comum, isso foi abalado sei lá porque. e cada vez que eu olhava pro celular, me sentia uma grande mentirosa.
afinal, qual mulher é assim tão segura de sua feminilidade?
se ela sair na rua e não receber nenhum olhar, pra onde vai sua segurança tão apregoada.
sei lá.
troquei o plano de fundo por um bonequinho idiota.
cinco minutos pra perceber que ele era ainda menos parecido comigo.
um bom banho, roupa limpa e perfume e voltei pro plano de fundo.
quer saber?
eu sou mesmo uma mulher interessante. e odeio celulares.
eles não fazem nem farão jus a quem sou nem ao que quero.
então, dane-se.
olhem pros meus olhos e não pro meu aparelho nokia e saberão quem sou.
é isso.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

tristeza


seria muito mais fácil justificar minha tristeza pela morte de josé saramago, perda incompensável pro mundo. mas a minha tristeza, agora, vai mais além.

a vida e o trabalho


caraca! eu tinha me esquecido de como o trabalho e as ditas responsabilidades diárias podem ocupar tanto o seu tempo a ponto de você quase se esquecer de você mesmo.
depois de anos me dividindo entre família, terapia e dramas existenciais, tenho uma nova preocupação.
é ótimo, super gostoso e me traz super satisfação. mas como cansa!
e me afasta de muita coisa. principalmente dos meus fantasmas particulares.
mas, aprendi. a vida não se resume nem a dramas nem a comédias românticas vistas no cinema. a vida de verdade se faz dia-a-dia, estilo "baby steps", tudo devagarzinho pra que a gente não se atropele.
e é preciso dividir. como algum texto da bíblia(!!!), há tempo para isso e tempo para aquilo. portanto, há tempo pra viver sempre! mas tempo pra trabalhar e tempo pra se divertir e sentir prazer.
e o melhor mesmo é fazer tudo aquilo que a gente gosta. e não é que tenho descoberto que gosto de coisas que nem imaginava?
resumo da ópera: estou vivendo de verdade. com tudo que a vida tem de direito.
e como é bom ir pra cama cansada, virar pro lado e dormir gostoso.
e como também é bom fazer amor, virar pro lado e sorrir gostoso.
porque tudo que a vida tem que ser é gostosa!
é isso.

p.s. e como a vida deve ter gostinho de festa, que venham os convidados!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

eu sei que nem é verão, mas...


Dia de luz
Festa de sol
E o barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão
O amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção nossa canção
Vai saindo desse mar
E o sol beija o barco e luz
Dias tão azuis

Volta do mar
Desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar
Céu tão azul
Ilhas do sul
E o barquinho é um coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão e então
O barquinho vai
A tardinha cai
O barquinho vai

Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli

segunda-feira, 7 de junho de 2010

doce segunda-feira







nunca pensei que falaria de
uma segunda-feira com tanta doçura.
mas hoje o dia foi e continua sendo doce, sem outra palavra pra definir.
talvez a doçura venha de mim. talvez seja influência indireta do dia dos namorados. talvez a presença onipresente (!!!) da minha gatinha.
mas o dia tá livre, leve, solto e doce como algodão doce!!!
mesmo com terapia, trabalho e corre-corre por todos os lados.
o ar que se respira hoje é doce!

sábado, 5 de junho de 2010

ai, vontade!

ai ai ai


hoje é sábado, em um final de semana de feriado. pode existir algo mais tedioso quando o dia acorda com chuva e agora, nesse exato momento, não sei se sinto frio ou calor?!
sim, pode, claro que pode!
a cidade em polvorosa por causa de uma tal corrida. a prefeita gastou os tubos na tal pista no meio da cidade. ou do "bairro nobre" da cidade. ninguém merece uma coisa dessas.
é. idéias descontinuadas pra todo lado.
eu só queria não estar aqui agora. queria estar bem longe, ter acordado mais cedo nessa manhã de frio, almoçar num lugar gostoso, ir ao cinema, caminhar pela rua.
mas não aqui. em outra cidade, em outro país. sem nem pensar exatamente onde, mas não aqui.
uma inacreditável vontade de estar em outro lugar, respirando outros ares, ouvindo outros sons.
só isso.
alguma coisa diferente pra variar.
e agora, me lembro de um livro antigo, de quando eu era feliz e sabia. era um livro de chacal, um poeta dito "marginal" e o livro chamava drops de abril. era um daqueles livros que eu adorava e sabia cada poesia de cor.
uma delas que eu não esqueci:

o outro
só quero
o que não
o que nunca
o inviável
o impossível

não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível

só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível

não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível

eu quero
o outro

chacal

gostoso lembrar de poesia decorada há anos atrás. e eu nem deixei de querer o mesmo.
é isso.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

eu, eu mesma e meus cachos

hoje é feriado e eu aproveitei pra cuidar de mim e dos meus cachos!!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

nossa! primeiro de junho!


caraca! e lá se vai mais uma semana, um mês e daqui a pouco é natal de novo, reveillon e tudo!
e, graças aos deuses, a vida da gente muda, desencanta, vira!
as horas agora estão passando muito mais rápido e uma certa leveza que a mariana nem sabe de onde vem nem entende toma conta do ar e de mim também.
també, já passou da hora, né?!?!
pra todo mundo, chega a hora de acordar e viver. seja gostoso, com um beijo, como a branca de neve ou a bela adormecida!
não posso reclamar. recebi muitos beijos gostosos nos últimos meses.
e muita "energia positiva" de muitos amigos também, seja na forma de abraços apertados ou palavras carinhosas. e talvez tenha chegado a hora de começar a olhar pra trás como se as coisas passadas realmente tenham ficado no passado, sem fazer parte do meu presente.
um presente esperado, desejado, querido.
e uma forma de renascimento prometido, sei lá.
é isso.
só se for agora!