sexta-feira, 18 de junho de 2010

tristeza


seria muito mais fácil justificar minha tristeza pela morte de josé saramago, perda incompensável pro mundo. mas a minha tristeza, agora, vai mais além.

a vida e o trabalho


caraca! eu tinha me esquecido de como o trabalho e as ditas responsabilidades diárias podem ocupar tanto o seu tempo a ponto de você quase se esquecer de você mesmo.
depois de anos me dividindo entre família, terapia e dramas existenciais, tenho uma nova preocupação.
é ótimo, super gostoso e me traz super satisfação. mas como cansa!
e me afasta de muita coisa. principalmente dos meus fantasmas particulares.
mas, aprendi. a vida não se resume nem a dramas nem a comédias românticas vistas no cinema. a vida de verdade se faz dia-a-dia, estilo "baby steps", tudo devagarzinho pra que a gente não se atropele.
e é preciso dividir. como algum texto da bíblia(!!!), há tempo para isso e tempo para aquilo. portanto, há tempo pra viver sempre! mas tempo pra trabalhar e tempo pra se divertir e sentir prazer.
e o melhor mesmo é fazer tudo aquilo que a gente gosta. e não é que tenho descoberto que gosto de coisas que nem imaginava?
resumo da ópera: estou vivendo de verdade. com tudo que a vida tem de direito.
e como é bom ir pra cama cansada, virar pro lado e dormir gostoso.
e como também é bom fazer amor, virar pro lado e sorrir gostoso.
porque tudo que a vida tem que ser é gostosa!
é isso.

p.s. e como a vida deve ter gostinho de festa, que venham os convidados!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

eu sei que nem é verão, mas...


Dia de luz
Festa de sol
E o barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão
O amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção nossa canção
Vai saindo desse mar
E o sol beija o barco e luz
Dias tão azuis

Volta do mar
Desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar
Céu tão azul
Ilhas do sul
E o barquinho é um coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão e então
O barquinho vai
A tardinha cai
O barquinho vai

Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli

segunda-feira, 7 de junho de 2010

doce segunda-feira







nunca pensei que falaria de
uma segunda-feira com tanta doçura.
mas hoje o dia foi e continua sendo doce, sem outra palavra pra definir.
talvez a doçura venha de mim. talvez seja influência indireta do dia dos namorados. talvez a presença onipresente (!!!) da minha gatinha.
mas o dia tá livre, leve, solto e doce como algodão doce!!!
mesmo com terapia, trabalho e corre-corre por todos os lados.
o ar que se respira hoje é doce!

sábado, 5 de junho de 2010

ai, vontade!

ai ai ai


hoje é sábado, em um final de semana de feriado. pode existir algo mais tedioso quando o dia acorda com chuva e agora, nesse exato momento, não sei se sinto frio ou calor?!
sim, pode, claro que pode!
a cidade em polvorosa por causa de uma tal corrida. a prefeita gastou os tubos na tal pista no meio da cidade. ou do "bairro nobre" da cidade. ninguém merece uma coisa dessas.
é. idéias descontinuadas pra todo lado.
eu só queria não estar aqui agora. queria estar bem longe, ter acordado mais cedo nessa manhã de frio, almoçar num lugar gostoso, ir ao cinema, caminhar pela rua.
mas não aqui. em outra cidade, em outro país. sem nem pensar exatamente onde, mas não aqui.
uma inacreditável vontade de estar em outro lugar, respirando outros ares, ouvindo outros sons.
só isso.
alguma coisa diferente pra variar.
e agora, me lembro de um livro antigo, de quando eu era feliz e sabia. era um livro de chacal, um poeta dito "marginal" e o livro chamava drops de abril. era um daqueles livros que eu adorava e sabia cada poesia de cor.
uma delas que eu não esqueci:

o outro
só quero
o que não
o que nunca
o inviável
o impossível

não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível

só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível

não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível

eu quero
o outro

chacal

gostoso lembrar de poesia decorada há anos atrás. e eu nem deixei de querer o mesmo.
é isso.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

eu, eu mesma e meus cachos

hoje é feriado e eu aproveitei pra cuidar de mim e dos meus cachos!!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

nossa! primeiro de junho!


caraca! e lá se vai mais uma semana, um mês e daqui a pouco é natal de novo, reveillon e tudo!
e, graças aos deuses, a vida da gente muda, desencanta, vira!
as horas agora estão passando muito mais rápido e uma certa leveza que a mariana nem sabe de onde vem nem entende toma conta do ar e de mim também.
també, já passou da hora, né?!?!
pra todo mundo, chega a hora de acordar e viver. seja gostoso, com um beijo, como a branca de neve ou a bela adormecida!
não posso reclamar. recebi muitos beijos gostosos nos últimos meses.
e muita "energia positiva" de muitos amigos também, seja na forma de abraços apertados ou palavras carinhosas. e talvez tenha chegado a hora de começar a olhar pra trás como se as coisas passadas realmente tenham ficado no passado, sem fazer parte do meu presente.
um presente esperado, desejado, querido.
e uma forma de renascimento prometido, sei lá.
é isso.
só se for agora!

terça-feira, 25 de maio de 2010

terça-feira sem sol nem chuva


lá fora, o dia tá indeciso. não sabe se deixa sair o sol e esquenta um pouco a cidade ou se deixa cair uma daquelas chuvinhas gostosinhas que trazem frio e deixam o ar da cidade um pouco mais leve e mais limpo.
aqui dentro, ao som de marisa monte, me pego pensando um pouco na vida. coisa inesperada!!! eu quase nem penso...
quem dera não pensar. a vida seria tão mais fácil. uma maiga minha sempre dizia que não gostava de pensar porque acabava ficando triste. dá pra entender a lógica dela, se a gente pensar um pouco. risos.
bem, hoje eu não quero pensar. nem se vai chover ou fazer sol.
eu, que não gosto de marisa monte - é isso mesmo, você não leu errado - eu não gosto de marisa monte, deixei o cd tocando simplesmente porque foi o que caiu na jukebox e eu não tô a fim de contrariar o destino.
será que isso existe mesmo?
bem, melhor não começar a filosofar porque nem sei alemão...

vou deixar o dia me levar. pode ser até que no final do dia eu esteja gostando de marisa monte, fazer o que?!

é isso!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

dicas de sophie


eu nem sou de dar palpite na vida alheia (!!!), mas uma coisa pra se conhecer é a loja "o elefante branco".
loja tudo de bom onde você pode encontrar de tudo um pouco. e ainda mais. aquilo que você nem pensava que existe e existe.



O Elefante Branco - Shop Design
Rua Bernardino de Campos, 703
(16) 3289-4910
Higienópolis - Ribeirão Preto - SP
Segunda a sexta das 10 as 19 e Sábados das 10 as 17.

p.s. e, de quebra, o dono ainda é um gato!!!

thank god it's friday!


a semana foi pauleira.
coisas pra decidir, parar de pensar e começar a fazer e muita vontade que existisse um teletransportador.
vamos combinar que um desses seria perfeito. simples: em cinco minutos, você diria que vai ao banheiro, dá uma viajadinha e um super beijo naquela pessoa que você adora, mas tá longe... daria tempo até mesmo pra um almoço. perfeito: teletransporte e "almoço" com aquela pessoa, com direito a pizza e coca-cola gelada. ou um bom vinho, pra aproveitar o friozinho que tá lá fora.
tudo feito, devidamente, em uma caminha bem quentinha, macia e fofinha.
tudo de bom.
daqueles almoços memoráveis que entram pra - sua - história.
mas, é óbvio que isso nem existe e teria que ser usado com "parcimônia" pra gente não abusar e sair almoçando todo dia e não sobrar tempo pra essa saudade gostosa que bate quando você fica morrendo de vontade de tudo com "aquela" pessoa e ela está u pouquinho longe.
como tudo na vida, sem excessos.
porque qualquer coisa em excesso é chato e enjoa.
portanto, a todos um final de semana regado a poucos e delirantes excessos.
é isso.

domingo, 16 de maio de 2010

por una cabeza

Por una cabeza
de un noble potrillo
que justo en la raya
afloja al llegar,
y que al regresar
parece decir:
No olvidéis, hermano,
vos sabés, no hay que jugar.
Por una cabeza,
metejón de un día
de aquella coqueta
y risueña mujer,
que al jurar sonriendo
el amor que está mintiendo,
quema en una hoguera
todo mi querer.

Por una cabeza,
todas las locuras.
Su boca que besa,
borra la tristeza,
calma la amargura.
Por una cabeza,
si ella me olvida
qué importa perderme
mil veces la vida,
para qué vivir.

Cuántos desengaños,
por una cabeza.
Yo jugué mil veces,
no vuelvo a insistir.
Pero si un mirar
me hiere al pasar,
sus labios de fuego
otra vez quiero besar.
Basta de carreras,
se acabó la timba.
¡Un final reñido
ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
llega a ser fija el domingo,
yo me juego entero.
¡Qué le voy a hacer..!

Alfredo Le Pera

minha primavera aconteceu no meu outono


é realmente muito chato.
às vezes, as pessoas simplesmente resolvem que devem sair da sua vida e pronto: elas somem, desaparecem, viram purpurina.
e você fica lá, com cara de idiota, se perguntando: onde foi que eu errei?!!?
o lance é que nem sempre é a gente que erra. é que tá tudo errado: o momento, o tempo, a fase de cada um, a hora, a vida, a pessoa, sei lá. mas nem sempre as coisas simplesmente não dão certo porque fulano ou sicrano errou.
às vezes, as coisas simplesmente não dão certo porque não era pra ser, não era pra dar certo. nem todas as histórias terminam com o tal "e viveram felizes para sempre".
em boa parte delas, só sobra mesmo o "the end" e olhe lá!
agora, tem histórias que sobrevivem ao seu fim oficial.
histórias que continuam dentro da gente, mesmo que a gente nem perceba.
e é só cruzar um determinado sinal pra que você veja lá os letreiros em neon, bilhando diante de você, como em noite estréia.
e a história se passa toda dentro de você, com os mínimos detalhes.
nada escapa.
nenhum telefonema no exato momento em que você passava pelo último pedágio da estrada.
nenhum alpino que te foi roubado como café da manhã.
nenhuma caixa repleta de sonhos de valsa.
nenhuma viagem por uma estrada totalmente diferente feita demoradamente em plena tarde com o sol se pondo numa sexta-feira qualquer.
tudo fica tão vivo dentro de você. essa história não acabou. essa história não vai ter fim. essa história é pra sempre. mesmo que não tenha o "e viveram felizes para sempre".
mesmo que cada personagem possa até viver feliz e o outro também. mas não necessariamente juntos.
mesmo que um possa ser eternizado em uma plantação de jabuticabas enquanto o outro possa, inconscientemente, usar água de colônia com cheirinho de jabuticabas.
mesmo que um possa preferir ipês amarelos e o outro ipês brancos.
mesmo que um continue escrevendo a história e o outro não leia.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

o brega


outro dia, assisti a uma entrevista com o wagner moura. o cara tá em todas.
o legal foi que ele não foi lá pra falar de olavinho, rede globo, hamlet ou nada assim. foi falar da sua mãe, uma banda dos tempos do colégio que continua existindo e fazendo shows.
foi hilário ver o cara comparando o lirismo dos smiths ou the cure a odair josé ou márcio greik, esses caras que a gente gentilmente chama de bregas.
ele cantou uma música com tamanha doçura que derreteu qualquer coração. e falava do amor de um cara por uma prostituta.
simples assim.
é, ele tem total razão. muita coisa bonita é também brega. o amor é brega. assistir flme romântico na tv no inverno comendo pipoca com cobertor é brega. pedir autógrafo praquele seu ídolo de adolescência é brega. o bino, do carga pesada, é brega. mas tem alguém que não goste dele?
o rei é brega. mas, olha só: eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por você... me diz, me diz agora: você não ia gostar de ouvir isso? nem um pouquinho?!
duvido!!!
mas, e daí? que me convençam que a vida não é muito mais legal, divertida e abusada se não for também um tanto brega.

Eu tenho tanto
Pra lhe falar
Mas com palavras
Não sei dizer
Como é grande
O meu amor
Por você...

E não há nada
Pra comparar
Para poder
Lhe explicar
Como é grande
O meu amor
Por você...

Nem mesmo o céu
Nem as estrelas
Nem mesmo o mar
E o infinito
Não é maior
Que o meu amor
Nem mais bonito...

Me desespero
A procurar
Alguma forma
De lhe falar
Como é grande
O meu amor
Por você...

Nunca se esqueça
Nem um segundo
Que eu tenho o amor
Maior do mundo
Como é grande
O meu amor
Por você...

Mas como é grande
O meu amor
Por você!...

desculpa aí, mas é o rei!

p.s. e não é "música brega". é "música super popular brasileira". falei.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

inspirações


é engraçado.
algumas pessoas, na sua vida, têm uma inspiração. acho que algumas não, mas pra falar a verdade, acho que todas têm, bem lá no fundo.
há um tempo atrás, assisti ao último filme do clint (eastwood). ele é uma das pessoas que me inspira. além de ter sido o dirty harry nas ruas de san franscico, ele tem envelhecido de uma maneira tão nobre e elegante quanto ele mesmo.
seus últmos filmes (gran torino, entre eles) são todos sutilmente inspiradores. a trilha sonora costuma ser praticamente perfeita.
tudo tão diferente daquela imagem do homem durão, que parece ter a mão grossa, com aperto firme.
o cinema me inspira sempre. eu adoro.
e as poesias também. música só não inspira os muitos mau humorados, vamos combinar.
aí, ele vem e junta música, poesia e um personagem por si só inspírador: nelson mandela. de novo: como um homem que veio do povo, ficou anos preso numa cela minúscula pôde ser tão sábio e perdoar as pessoas que o colocaram naquela cela.
aí, vem a poesia. tão doce e forte quanto clint e mandela.
isso tudo pode ser muito piegas, mas e daí?!
a gente precisa ser "cult" o tempo todo - ou parte dele?!?!

invictus

da noite que me cobre,
negra como um poço de alto abaixo,
agradeço quaisquer deuses que existam
pela minha alma inconquistável.
na garra cruel da circunstância
eu não recuei nem gritei.
sob os golpes do acaso
minha cabeça está sangrenta, mas erecta.
além deste lugar de fúria e lágrimas
só o eminente horror matizado,
e contudo a ameaça dos anos
encontra e encontrar-me-á, sem temor.
não importa a estreiteza do portão,
quão cheio de castigos o pergaminho,
sou o dono do meu destino:
sou o capitão da minha alma.

william e. henley, poeta inglês nascido em 1849, teve uma vida difícil. tuberculoso desde os 12 anos, teve a perna esquerda amputada aos 16, por causa da doença. trabalhou para sustentar a mãe e os irmãos após a morte de seu pai e perdeu sua única filha, de 6 anos, vítima de meningite. o poema foi escrito no hospital.

terça-feira, 11 de maio de 2010

acordar


hoje eu dormi o dia inteiro. nem tão inteiro assim porque eu levantei agora há pouco. e nem tô com o menor peso na consciência por isso.
eu precisava. minhas noites têm sido tumultuadas, complicadas, é um tal de dorme e acorda que ninguém merece.
e, dessa vez, eu até acordei, comi e dormi de novo.
tô tendo que pensar em tanta coisa quando tô acordada que precisava de um tempinho. afinal, foram alguns anos de quase inércia e agora chegou a hora de mudar algumas coisas. dar um rumo pra minha vida, que anda com tantos rumos desconexos.
sei que tem gente que vai ficar p. da vida, mas a vida é minha, não é?! ou me foi emprestada por alguns anos, então...
tô compartimentizando (???) meus sentimentos, colocando coisas e pessoas em seus lugares.
e, cristo! isso toma tempo, muita paciência, energia e muita, muita vontade e coragem.
então, eu durmo agora porque sei que daqui a pouco as noites serão curtas. os dias serão curtos também. mas a vida terá mais sentido e muito mais movimento.
o cheiro que queria que estivesse ao meu lado estará longe. mas continuarei sentindo do meu jeito.
afinal, certos cheiros ficam pra sempre.

picasso e as mulheres


"Um homem só encontrou a mulher ideal quando olhar no seu rosto e ver um anjo, e tendo-a nos braços ter as tentações que só os demonios provocam."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

cheiros e perfumes


caraca.
a gente pode tanta coisa, mas não consegue controlar o que sente. seria tão fácil passar por um lugar e nem sentir um vontade avassaladora de tomar aquele sorvete maravilhoso.
ou ver aquele vestido caríssimo e passar batido sem ficar imaginando o quanto ele ficaria lindo com aquele sapato, aquela bolsa e aquele brinco lindos que você tem.
o pior mesmo é passar por qualquer lugar que seja e sentir aquele cheiro. aquele cheiro que vem não sei de onde e só alguém tem. e esse alguém tá longe, fazendo e pensando e sentindo qualquer outra coisa que você sequer faz idéia. nem nunca passou naquele mesmo lugar.
isso não dá mesmo. você fica tomada por uma paralisia repentina, um sorriso bobo te vem aos lábios e você só consegue respirar fundo, fechar os olhos e aproveitar aquele segundo daquele cheiro tão raro e especial.
o cheiro passa com o vento, você olha pros lados e nada, absolutamente nada mudou ao seu redor.

mas, dentro de você ficou aquela vontade, aquele sensação doce e suave de um segundo. aquela sensação de saber que você vai sentir aquele cheiro outras e outras vezes. que você vai sonhar acordado outras e outras vezes mais.
e aquela vontade de sentir tudo isso, mesmo muito, muito longe, não vai passar. não vai embora com o vento.
vai ficar dentro de você como aquele cheiro que te acompanha.
que você sente nas horas e lugares mais estranhos.
mas faz com que sua vida valha muito a pena. e que certas horas pareçam infinitas.

sábado, 8 de maio de 2010