sábado, 8 de maio de 2010

nunca é demais!

canção do dia de sempre
tão bom viver dia a dia...
a vida assim, jamais cansa...

viver tão só de momentos
como estas nuvens no céu...

e só ganhar, toda a vida,
inexperiência... esperança...

e a rosa louca dos ventos
presa à copa do chapéu.

nunca dês um nome a um rio:
sempre é outro rio a passar.

nada jamais continua,
tudo vai recomeçar!

e sem nenhuma lembrança
das outras vezes perdidas,
atiro a rosa do sonho
nas tuas mãos distraídas...

mário quintana

sexta-feira, 7 de maio de 2010

eu prefiro assim!



uma família feliz!

vamos combinar que tem dias em que você tem a quase inevitável vontade de sair mandando todo mundo se catar, se fechar num lugar escuro e esperar a vida passar.
não adianta. no mundo há pessoas incrivelmente medíocres e a gente é obrigada a conviver com elas, quer queira ou não.
você pode simplesmente diminuir o estrago reduzindo o nivel de convivência a quase zero, mas cansa! e como cansa!
tudo bem, padre. eu pequei. faz mais de 30 anos desde a minha última confissão... mas que eu tive pensamentos totalmente maléficos sobre tal pessoa, eu não posso negar.
ela, a pessoa, simplesmente manipula as pessoas. consegue o que quer na base da causa e efeito. ela causa alguma e espera o efeito. faz chantagens. mente. dissimula. faz a santa quando sua lista de palavrões supera o de qualquer adolescente revoltado. organiza festinhas de aniversário para mamães e papais tão falsos como ela, que brincam no brasil de "american way of life". combina chá com as amigas e destrói a imagem daquela talzinha que se diz "liberal". afinal, ela, a "talzinha" só fica de olho no marido sagrado das outras.
e ela, a formosa mãe dos pimpolhos, aquela do casamento perfeito e imaculado, supera tudo.
quanta mediocridade! quanta mentira e falsidade. pára que eu quero descer.
mas, não adianta. se desço aqui, logo me deparo com imagem semelhante. o ser humano é um bicho falso mesmo. somos todos ratinhos de pavlov. e quando um desses ratinhos (ou ratinhas) se desgarra, ô coitadinho. ainda bem que ainda vivemos no brasil e açoites em praça pública não são castigo.
olha, eu posso mesmo ser um ratinho desgarrado, mas prefiro os açoites.
mães em fila dupla, tripla, em portas de escola combinando sei-lá-o-que não combinam em nada comigo. e eu prefiro assim.
eu não sei que caminho peguei, mas sei que vou chegar lá.
e, comerciais de margarina são sempre lindos e ensolarados, mas haja trabalho pra margarina não derreter de uma vez sob a luz forte dos estúdios e virar um ranço!
e, como diria truman, bom dia, boa tarde e, caso eu não te veja, boa noite.
é isso.

posso falar?


VÁ A MERDA!!!

terça-feira, 4 de maio de 2010


realmente há dias em que o melhor a fazer é não fazer nada!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

se a vida te oferece limões...


... faça uma limonada!

haja tantas dúvidas pra uma simples mortal quanto eu!
pessoas "normais" não deviam ter dúvidas. elas, as dúvidas, deviam ser exclusividade de filósofos, antropólogos, gente que gosta de questionamentos, que faz disso sua missão na vida.
pra gente, sossegada e já com tanta dificuldade pra viver uma vida simples e tranqüila, deviam ficar apenas e tão somente as respostas.
sim, porque, afinal eles pensam. e a gente ainda tem que pensar e fazer.
escolher caminhos, decidir, saber o que dizer na hora certa, fazer o que a gente pensa ser o melhor pra gente e pros outros.
ô tarefa ingrata!!!
mas, a vida é cheia disso mesmo.
a gente tem que aprender a se privar de certas coisas pra sentir o gostinho de quero mais. a gente tem que ser feliz em poder ser sincera e não enxergar pedras na nossa direção.
a gente tem que aprender a não sentir medo de sentir medo e de falar que "eu não sei". a gente tem que aprender a não ter medo de sentir o que sente nem se sentir culpado por tudo isso.
muita coisa pra uma segunda-feira cheia de sol, calor e cansaço.
sim, cansaço por duas semanas e meia de questionamentos, dúvidas, serás, cheias de talvez e um único não sei.
o não sei ainda vai continuar por algum tempo até que a resposta possa ser encontrada.
mas, o tempo não pára. a vida não pára.
eu sim. eu tô simplesmente tentando parar de pensar tanto, de filosofar, de racionalizar porque tudo isso cansa demais e eu só quero é ser feliz.
falei!

sábado, 1 de maio de 2010

quem entende das coisas

saia justa

vamos combinar.
sempre tive meus ataques de tietagem explícita. há anos, fiquei completamente paralizada ao olhar pro lado em plena calçada da avenida são luís e dar de cara com haroldo de campos.
ai são paulo que me colocou perto de caco barcellos, paulo figueiredo, paulo leminski, zé miguel wisnik, etc e tals.
pra ser bem sincera, depois do meu último episódio de tietagem absurda que prefiro nem comentar pois teve repercussões um tanto prolongadas, fiquei bem na minha. comecei a ficar bem discreta e só teria qualquer outro ataque se me colocassem frente a frente com o marcos uchôa, repórter da globo.
e eis que me deparo, numa tarde chuvosa de sexta, em pleno shopping pátio higienópolis, "acho que", com márcia tiburi. eu fiquei olhando, olhando, olhando, mas não tive a manha de ser a costumeira cara-de-pau e ir lá conferir.
só sei que, depois, olhei novamente pra trás e a moça tinha um meio sorriso porque, acredito, seu acompanhante deve ter comentado que eu olhava insistentemente.
tudo bem que minha mãe vive repetindo que ela é descabelada, chata, "mal amada" e etc. eu só acho ela acadêmica demais e, na verdade, alguém que nem se preocupa tanto assim no grau de amor que lhe dedicam.
mas gosto, sinceramente, dela. e das saias justas, é a minha preferida. adoro as caras de quem simplesmente ignora certos comentários ou que está além daquilo. seus textos são inteligentes sem seres chatos, seu comportamente não me incomoda em nada e eu nem teria esse direito e eu gosto do que ela fala, sobre gostar de ficar sozinha, o medo de sentir medo, e outras coisas que nem sempre são ditas de maneira tão sem compromisso.
agora, pensando bem, eu devia ter sido a costumeira cara-de-pau e perguntado se era mesmo ela. nem ia perder nada com isso e talvez não estaria acordada as quatro da manhã escrevendo, em companhia constante das pessoas que acabam gostando de escrever, a insônia.
é isso.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ai ai ai ai...







ai que vontade de apertar um pescocinho!!!

tédio ou cansaço?



Alô!
Sabe esses dias
Em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama
Preferia estar na cama
Um dia, a monotonia
Tomou conta de mim
É o tédio
Cortando os meus programas
Esperando o meu fim...

Sentado no meu quarto
O tempo vôa
Lá fora a vida passa
E eu aqui à tôa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me desse tédio...

Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois pra mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...

putz! biquini cavadão, lembram?!

terça-feira, 27 de abril de 2010

bebê na área


um casal de amigos tá grávido.
fiquei sabendo há alguns dias, mas ainda não tinha parado pra pensar.
e é muito legal.
me atrevo a falar que é um casal de amigos porque eu e ele (o marido) nos conhecemos em condições nem um pouco favoráveis.
ao contrário da maior parte das relações desse tipo, nos aproximamos e nos conhecemos primeiro por nossos defeitos e fraquezas do que por aquelas outras coisas prováveis.
e nosso amizade, pela qual tenho um super carinho e respeito, foi construída assim, de longe, falando o que a gente queria já que um não estava preocupado em julgar o outro.
a gente sempre foi sincero um com o outro, ainda que essa sinceridade pudesse ser facilmente confundida com grosseria. compartilhamos segredos, dores e sentimentos que muita gente não entende. até pactos temos.
e assim, por causa dele, me aproximei dela, timidamente, mas tenho um carinho e uma preocupação enormes. além de uma admiração verdadeira porque sei como é conviver com certos problemas e preocupações.
por isso mesmo, posso falar com toda a sinceridade que me senti genuinamente muito feliz por saber que os dois vão passar por um mudança radical e super importante.
e quero muito, muito mesmo, acompanhar tudo isso. de perto, se possível.
sei que eles merecessem um anjinho na vida dos dois.
e vou estar sempre torcendo, assim do meu jeito torto.
thigo e li, vou estar sempre por perto quando e se precisarem de mim! parabéns.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

meio dia no jardim do bem e do mal


jesus!
quantas segundas-feiras tem uma semana?!?!
acordei achando que essa semana será feita apenas por segundas. dor de cabeça, bode total, vontade de ficar no escuro, enjôo, credo!!!
daqui não saio, daqui ninguém me tira.
meus planos de aproveitar um pouco e dar um pulo no mercado municipal, rever a velha 25 de março a procura de quinquilharias foi por água a baixo.
tô em estado de pseudo anestesia.
sol? que mané sol, o que?
sei que tá um dia lindo lá fora, mas minha cabeça explode aqui dentro.
ai como eu queria ser carrie bradshaw, colocar uma daquelas roupas totalmente nada e tudo a ver, um chapéu digno de jóquei clube e dar uma volta de balsa, ouvir o barulho da água e esquecer do mundo.
sinceramente, estou a pessoa mais insuportável e queixosa do mundo hoje.
quem sabe estourar o limite do cartão de crédito ajuda?
aí, toda a dor de cabeça passa pro mês que vem e um modelito armani passa a fazer parte do meu guarda roupa.
ah. sei lá. acho que vou só me enfiar embaixo das cobertas e esperar o dia passar, fingindo que ouço, fingindo que falo, fingindo que me preocupo.
é isso.

saudades


saudades enormes da pi, minha gatinha...

domingo, 25 de abril de 2010

quereres


nossa, há quantos dias não me sento aqui pra pensar e colocar minhas idéias em ordem. sam shepard dizia que escrevia pra organizar seu mundo.
tento fazer o mesmo, mas nem sempre dá certo.
hoje o dia foi dos mais morosos possíveis, depois de uma noite estranha de sonhos estranhos.
fico em dúvida em relação a minha consciência. será o mau sono reflexo de contrariedades inconscientes?
não sei e nem cogito resposta.
só que que só faço pensar. e o peso dos meus pensamentos durante todo o dia foi grande.
tenho decisões a tomar, como qualquer pessoa normal em qualquer dia normal.
mas me sinto paralizada, em dúvida profunda em relação aos meus quereres e não quereres. estou longe de minha gatinha que, como uma espécie de consciência remota, me ajuda a tomar decisões baseadas num simples olhar.
os olhares dos gatos nunca são simples, a bem da verdade.
mas seu jeito de olhar, parar, olhar pro lado ou ir, vagarosamente, fechando os olhinhos me diz muito mais que muita gente.
me sinto só e, ao mesmo tempo, rodeada de pessoas que esperam por minha decisões.
e isso me incomoda tanto. nunca quis que ninguém me esperasse pra nada. que nunca dependesse do meu querer.
mas nem tudo é exatamente do jeito que a gente quer.
hoje mesmo, não queria muito mais do uma enorme banheira com água quentinha e um botão de liga/desliga pro meu cérebro. propostas pra acabar com minha dor de cabeça.
mas, nem banheira nem botão.
e uma vontade imensa que essa dor que me comprime o cérebro diminua e me deixe dormir em paz.
eu, meu corpo, minha mente, todos precisamos de uma noite tranqüila.
eu só quero isso e mais nada.
falei!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

pão com mortadela


bem, logo criancinha a gente fica sabendo da importância de refeições bem feitas. é aquele tal de "não come isso agora que depois você não almoça direito". a gente passa a vida toda ouvindo isso, de maneira diferentes, em casa, na tv, em filmes, livros, etc.
pelo menos uma vez por semana, algum programa em algum canal faz uma daquelas reportagens que a gente quase nunca viu sobre "como comer bem".
tudo bem. concordo que a gente precisa dar mais atenção ao paladar, um sentido muitas vezes esquecido.
mas, vamos combinar: um belo sanduíche de mortadela, pão fresquinho, coca gelada, é uma bela, saborosa e nutritiva refeição?
sei lá. só sei que é bom demais. é uma delícia quando você aproveita bem cada mordida, cada gostinho, cada lambida no canto da boca quando o molho escorre.
e a sensação de dever cumprido depois?
afinal, você dedicou minutos preciosos do seu dia saboreando um belo e simples sanduíche de mortadela.
e foi bom, muito bom.
pena que nem sempre a gente lembre dos encantos das coisas simples.
é isso.

ah! o pão com mortadela fez milagres com os meus cachos hoje!

os caracóis dos meus cabelos


quando eu era criança, passei pela terrível agonia de ter 'cabelo ruim". meu cabelo sempre foi muito fino e cacheado, mas naquele tempo (!!!) não tinha esses shampoos, condicionadores, máscaras e cremes de pentear específicos de agora.
conseqüência: minha mãe, sempre controladora, fazia o favor de querer "consertar" meu cabelos. aí, era "bobes" (é assim que escreve?!), secador, touca de um lado, vira touca, uma tortura.
até, que num dos poucos atos de rebeldia da minha adolescência, eu disse chega!!!
e resolvei assumir os cachos. posso dizer que, pelo que lembro, isso era pouco habitual. ou coisa de hippie que tava voltando de woodstock a pé.
mas eu fiquei feliz com os meus cachos.
e, hoje, eu sou completamente feliz com eles, já nem me imagino de cabelo liso e não gosto nem um pouco de secadores e chapinhas.
meus cachos fazem parte da minha personalidade.
e, não tem jeito, eu me tornei a loirinha de cachinhos. tudo bem que dez minutos deitada amassam meus cachos, mas muito melhor assim.
hoje, vejo que assumir os meus cachos acabou por me levar a assumir tantas outras coisas que nem me toquei. traços da minha personalidade que talvez são tão marcantes ou rebeldes quantos os cachos.
e, como dizia uma amiga minha, pareço um anjinho. até a hora em que olho pro lado.
falei!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

mafalda e suzanita

finais de tarde em são paulo


os finais de tarde de sexta-feira deveriam ser sempre cheios de magia. cores diferentes do céu, aproveitando o sol que se põe, algumas nuvens que misturam nuances, pessoas que andam pra um destino desconhecido.
a gente olha de repente e nem sabe porque aquele dia pode ser tão diferente. porque aquela tarde teve essa sensação que a gente não sabe dizer o que é.
coisas pequenas trouxeram praquela tarde uma dimensão inesperada. gostosa. doce. libertadora.
é. é incrível como algumas relações podem ter um toque libertador. e você pode ser simplesmente quem você é, fazer o que e gosta com alguém que também quer e gosta. difícil de encontrar. difícil se adaptar. mas ainda assim vale a pena.
concessões são feitas como se a gente nem notasse.
os dias passam e a gente simplesmente vive cada dia.
e todo dia é dia.

o segredo dos teus olhos


ontem eu fui assistir a esse filme, que ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro. o ator principal, que eu gosto muito, está perfeito, como sempre.
mas, realmente, os olhares roubam o filme. os olhos azuis dele, os olhos verdes dela, os sofridos do outro, os perspicazes. você percebe quem tem história pra contar na maneira como os olhos falam.
e os olhos falam demais, você ouve a qualquer hora durante o filme.
sim, o que os olhos falam não dá pra contrariar. se eles falam demais, é porque a gente deve falar bem menos do que tem coragem...
mas o que mais me surpreendeu durante o filme foi o final.
mas não o final do filme, e sim o final da sessão. eu tinha levantado e estava na escada do cinema e ouvi alguém batendo palmas.
há anos eu não ouvia isso, esse tipo de reação.
aí pude ver que as pessoas no cinema eram em boa parte pessoas bem mais velhas. gente que tinha ido ao cinema pra apreciar a tal da sétima arte de verdade.
um senhor começou a bater palmas sozinho e logo foi seguido por outros. e eu fiquei com vontade de bater palmas pra ele.
puro romantismo, coisa de gente com sonhos. mas é assim que sou e parece que aquele senhor pode não ser muito diferente.
e como é bom saber disso!
ainda existe gente que não está preocupada se vai pagar micos por fazer o que sente, sem olhar pros lados. e ainda tem gente que acha aquilo certo e vai atrás.
o filme realmente foi uma delícia. mas aquele senhor, de quem não vi os olhos, foi melhor.

segunda-feira, 12 de abril de 2010