desta noite que me cobre
negra como um poço de borda a borda
eu agradeço a quaisquer deuses que hajam
por minha alma inconquistável
na cruel garra da circunstância
eu não recuei nem gritei
sob os golpes da sorte
minha cabeça está ensanguentada mas não curvada
além deste lugar de fúria e lágrimas
surge apenas o horror da sombra
e ainda com a ameaça dos anos
encontra, e há de encontrar-me, sem temor
não importa quão estreito o portão
quão carregado de punições o pergaminho
eu sou o mestre me meu destino
eu sou o capitão de minha alma.
(william ernest henley)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
a insustentável leveza de ser
sim, mais um ano passou. mais um ano pra minha já bem repleta coleção de anos.
nunca fui de colecionar nada. só guardo em caixas de sapato os ingressos de filmes que assisti desde "os embalos de sábado a noite". são muitos, muitos mais do que meus anos.
meus anos, guardo todos com carinho em minha memória. anos de briga, anos de questionamentos, anos de medo, anos de brincadeira, anos de muitas risadas, anos na estrada, mas sempre anos de vida.
uma vida repleta de anos, memórias e ingressos de cinema.
sempre cheia de poesia. sempre recheada de sonhos, muitos sorrisos e muita vontade de continuar.
ainda que tenha caído por muitas vezes, nas mesmas vezes, me levantei e segui, mesmo sem sabe onde o caminho ia dar.
sei que, como no poema, escolhi a estrada menos trilhada. alguns podem considerar a mais difícil. eu a considero como sendo simplesmente a escolhida por mim, meu jeito e meus sentimentos.
sentimentos que compartilhei com muitas pessoas nesses anos todos. pessoas que ainda guardo, outras que faço de conta que esqueci, pessoas que nunca vou me esquecer (por mais que tente). pessoas novas que chegam todos os dias e encontram um cantinho. pessoas persistentes que continuam ali, mesmo sabendo das minhas idas e vindas. porque nem sempre estou na minha vida. de vez em quando, simplesmente me ausento.
é assim que comecei a ser e assim que ainda serei pelos anos que virão.
deles, só tenho a certeza de que serão bons, muito bons, ótimos ou excelentes. nada menos que isso, porque são meus. são a minha vida.
e vivo cada ano, cada dia, cada minuto sempre dando o melhor que tenho e que a vida me ensinou. a minha vida, a vida dos meus pais, a vida dos meus amigos, a vida que vejo nos filmes, as vidas que li nos livros.
e a cada vida que compõe a minha vida, eu agradeço. sem elas, eu não seria quem sou. sem elas, a minha vida não seria assim. tào cheia de vida!
obrigada pelo ano que foi e mais obrigada ainda pelo ano que chegou!
nunca fui de colecionar nada. só guardo em caixas de sapato os ingressos de filmes que assisti desde "os embalos de sábado a noite". são muitos, muitos mais do que meus anos.
meus anos, guardo todos com carinho em minha memória. anos de briga, anos de questionamentos, anos de medo, anos de brincadeira, anos de muitas risadas, anos na estrada, mas sempre anos de vida.
uma vida repleta de anos, memórias e ingressos de cinema.
sempre cheia de poesia. sempre recheada de sonhos, muitos sorrisos e muita vontade de continuar.
ainda que tenha caído por muitas vezes, nas mesmas vezes, me levantei e segui, mesmo sem sabe onde o caminho ia dar.
sei que, como no poema, escolhi a estrada menos trilhada. alguns podem considerar a mais difícil. eu a considero como sendo simplesmente a escolhida por mim, meu jeito e meus sentimentos.
sentimentos que compartilhei com muitas pessoas nesses anos todos. pessoas que ainda guardo, outras que faço de conta que esqueci, pessoas que nunca vou me esquecer (por mais que tente). pessoas novas que chegam todos os dias e encontram um cantinho. pessoas persistentes que continuam ali, mesmo sabendo das minhas idas e vindas. porque nem sempre estou na minha vida. de vez em quando, simplesmente me ausento.
é assim que comecei a ser e assim que ainda serei pelos anos que virão.
deles, só tenho a certeza de que serão bons, muito bons, ótimos ou excelentes. nada menos que isso, porque são meus. são a minha vida.
e vivo cada ano, cada dia, cada minuto sempre dando o melhor que tenho e que a vida me ensinou. a minha vida, a vida dos meus pais, a vida dos meus amigos, a vida que vejo nos filmes, as vidas que li nos livros.
e a cada vida que compõe a minha vida, eu agradeço. sem elas, eu não seria quem sou. sem elas, a minha vida não seria assim. tào cheia de vida!
obrigada pelo ano que foi e mais obrigada ainda pelo ano que chegou!
terça-feira, 10 de abril de 2012
momento de introspecção
e quando você pensa que as coisas podem tomar um rumo certo, a vida te dá meia volta e tudo vira ao contrário!
eu juro, sim, eu juro que acreditei que hoje eu ia acordar e as coisas iam estar mais serenas e tranquilas pro meu lado, mesmo tendo perdido o sono ontem.
ledo engano. minhas preoucupações só fazem se confirmar e eu penso quais são as opções pra escolha final!
o que a gente faz quando conclui que o melhor caminho é sentar e conversar mas a outra "parte" te evita? o que a gente faz quando quer muito uma coisa, mas a probabilidade de que ela dê errado é bem maior do que você insiste em pensar que é.
desistir? não faz meu gênero.
argumentar? já tentei.
concordar, mesmo sabendo que isso não vai prestar? também não combina comigo.
penso, então, que terei que simplesmente me decidir pelo caminho menos pior. deixar que o tempo passe e que, talvez, traga de volta a paz. porque é preciso de paz interior pra qualquer decisão, por melhor ou pior que ela possa parecer.
e não me sinto em paz quando sinto que há injustiça, má interpretação, falta de vontade e "forças ocultas" trabalhando contra.
vou sim encher meus pulmões de ar, respirar fundo, tentar me encontrar em mim e seguir adiante, mesmo sabendo que o caminho possa não dar em nada.
não vou voltar. vou caminhar com passos pequenos, um de cada vez. vou me manter calada, quieta e procurar sossego dentro de mim, uma vez que não o encontro onde estou. vou me voltar pra mim mesma, reconhecer meus erros e meus acertos.
quem sabe ouvindo a mim mesma eu acredite no que eu digo...
é isso.
eu juro, sim, eu juro que acreditei que hoje eu ia acordar e as coisas iam estar mais serenas e tranquilas pro meu lado, mesmo tendo perdido o sono ontem.
ledo engano. minhas preoucupações só fazem se confirmar e eu penso quais são as opções pra escolha final!
o que a gente faz quando conclui que o melhor caminho é sentar e conversar mas a outra "parte" te evita? o que a gente faz quando quer muito uma coisa, mas a probabilidade de que ela dê errado é bem maior do que você insiste em pensar que é.
desistir? não faz meu gênero.
argumentar? já tentei.
concordar, mesmo sabendo que isso não vai prestar? também não combina comigo.
penso, então, que terei que simplesmente me decidir pelo caminho menos pior. deixar que o tempo passe e que, talvez, traga de volta a paz. porque é preciso de paz interior pra qualquer decisão, por melhor ou pior que ela possa parecer.
e não me sinto em paz quando sinto que há injustiça, má interpretação, falta de vontade e "forças ocultas" trabalhando contra.
vou sim encher meus pulmões de ar, respirar fundo, tentar me encontrar em mim e seguir adiante, mesmo sabendo que o caminho possa não dar em nada.
não vou voltar. vou caminhar com passos pequenos, um de cada vez. vou me manter calada, quieta e procurar sossego dentro de mim, uma vez que não o encontro onde estou. vou me voltar pra mim mesma, reconhecer meus erros e meus acertos.
quem sabe ouvindo a mim mesma eu acredite no que eu digo...
é isso.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
oh céus!!!
e aí, quando você acha que tá bem protegida pelo anonimato, te vem uma surpresa no final do dia!
santa paciência, diria robin, mas eu deixei rastros. e me encontraram aqui, no meu cantinho secreto partilhado com poucos, porém ótimos companheiros.
putz, e agora:! como eu faço pra me esconder, pra continuar com a tal fama de mulher misteriosa?!
melhor relaxar e reconhecer que, dessa vez, foi pro ralo.
ou será que devo processar o google ou o possível "invasor" por invasão de privacidade se a bobeada foi minha?
melhor dormir com essa barulho e, mesmo não gostando, saber que deixei de surpreender ao menos nessa vez.
afinal, parece que a invasão teve danos menores e minha reputação continua a salvo.
e, ainda, teve uma boa justificativa. saber mais de mim... muito bom, considerando a circunstãncia." a gente procura saber sobre aquilo que nos interessa." rsrsrsrs
bem, agora estou a mostra e não vou poder me esconder aqui.
mas, também, vamos combinar: aqui nunca foi lugar pra que eu me escondesse! muito pelo contrário. aqui é onde sou o que eu realmente sou, bem dentro de mim.
é isso.
p.s. e você teria que arrumar um ótimo advogado, xereta!!!e nada de defesa em causa própria ou coisa que o valha!
santa paciência, diria robin, mas eu deixei rastros. e me encontraram aqui, no meu cantinho secreto partilhado com poucos, porém ótimos companheiros.
putz, e agora:! como eu faço pra me esconder, pra continuar com a tal fama de mulher misteriosa?!
melhor relaxar e reconhecer que, dessa vez, foi pro ralo.
ou será que devo processar o google ou o possível "invasor" por invasão de privacidade se a bobeada foi minha?
melhor dormir com essa barulho e, mesmo não gostando, saber que deixei de surpreender ao menos nessa vez.
afinal, parece que a invasão teve danos menores e minha reputação continua a salvo.
e, ainda, teve uma boa justificativa. saber mais de mim... muito bom, considerando a circunstãncia." a gente procura saber sobre aquilo que nos interessa." rsrsrsrs
bem, agora estou a mostra e não vou poder me esconder aqui.
mas, também, vamos combinar: aqui nunca foi lugar pra que eu me escondesse! muito pelo contrário. aqui é onde sou o que eu realmente sou, bem dentro de mim.
é isso.
p.s. e você teria que arrumar um ótimo advogado, xereta!!!e nada de defesa em causa própria ou coisa que o valha!
sexta-feira, 23 de março de 2012
sem tempo nem pra pensar
"A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos e uma malícia que inquieta a todos quando sorri... As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem?! Ela tem algo. Pronome indefinido: algo. Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas."
Martha Medeiros
terça-feira, 20 de março de 2012
e ela vem e vai...
hoje eu tô daquele jeito!
querendo tudo diferente do que é.
querendo que a lua nascesse na hora do sol. querendo que as pessoas se entendessem apenas com o olhar. querendo que o cachorrinho da casa ao lado parasse de chorar logo!
dor de cabeça. cansaço e querer o que não pode ser. o que fazer?
dormir?
sonhar?
comprar uma bicicleta ou tomar uma coca cola?
ah, sei lá. só sei que um dia eu chego lá. onde? não faço idéia, mas sei que chego. e que vai ser bom. que vou ficar tranquila e dormir serena como a lua que se esconde quando o sol aparece.
é, a lua e suas fases. é, a mulher e suas fases.
e sim. eu sou uma mulher que prefere a lua.
alguém que prefere a noite.
portanto, boa noite, amor...
querendo tudo diferente do que é.
querendo que a lua nascesse na hora do sol. querendo que as pessoas se entendessem apenas com o olhar. querendo que o cachorrinho da casa ao lado parasse de chorar logo!
dor de cabeça. cansaço e querer o que não pode ser. o que fazer?
dormir?
sonhar?
comprar uma bicicleta ou tomar uma coca cola?
ah, sei lá. só sei que um dia eu chego lá. onde? não faço idéia, mas sei que chego. e que vai ser bom. que vou ficar tranquila e dormir serena como a lua que se esconde quando o sol aparece.
é, a lua e suas fases. é, a mulher e suas fases.
e sim. eu sou uma mulher que prefere a lua.
alguém que prefere a noite.
portanto, boa noite, amor...
segunda-feira, 19 de março de 2012
dreams of a broken life
"olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa.
talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou precipitada demais, que coloco em palavras todo o meu processo mental. processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado, e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir.
eu não queria que fosse assim. eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
caio fernando de abreu me acompanhou a juventude toda. (poxa, eu nunca falei nem pensei em juventude!!!). ele era um daqueles autores que eu adorava e seus morangos mofados eram constantemente lembrados.
mas morreu cedo, como os bons. como leminski.
mas eu continuo aqui firme e forte, mas nem tanto.
são tantos que dizem que me escondo. mas é mesmo por timidez, vergonha até. mas isso nunca me fez deixar de ser quem eu sou. inteira, completa e com meus defeitos!
e o que tá escrito lá em cima era é o que eu penso agora, nesse exato momento.
às vezes, a gente se segura a toa. não faz o que quer, deixando de lado um pedaco enorme da gente mesmo.
juro que não farei mais isso. não me escondo mais porque quando me escondo a única coisa que ganho é uma bela e grande perda de tempo.
ou será que me escondo e me revelo aos poucos, mas sem demorar tanto?!
vou tentando e, no caminho, eu descubro.
basta. e punto!
talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou precipitada demais, que coloco em palavras todo o meu processo mental. processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado, e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir.
eu não queria que fosse assim. eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
caio fernando de abreu me acompanhou a juventude toda. (poxa, eu nunca falei nem pensei em juventude!!!). ele era um daqueles autores que eu adorava e seus morangos mofados eram constantemente lembrados.
mas morreu cedo, como os bons. como leminski.
mas eu continuo aqui firme e forte, mas nem tanto.
são tantos que dizem que me escondo. mas é mesmo por timidez, vergonha até. mas isso nunca me fez deixar de ser quem eu sou. inteira, completa e com meus defeitos!
e o que tá escrito lá em cima era é o que eu penso agora, nesse exato momento.
às vezes, a gente se segura a toa. não faz o que quer, deixando de lado um pedaco enorme da gente mesmo.
juro que não farei mais isso. não me escondo mais porque quando me escondo a única coisa que ganho é uma bela e grande perda de tempo.
ou será que me escondo e me revelo aos poucos, mas sem demorar tanto?!
vou tentando e, no caminho, eu descubro.
basta. e punto!
terça-feira, 13 de março de 2012
mania sim.
no ano passado, no dia do meu aniversário, tava em uma cidadezinha perdida no interior do estado.
passei o dia todo trabalhando e voltei sozinha, por uma estrada pessimamente frequentada por muitos caminhões e terrivelmente sem asfalto nem acostamento.
pra melhorar o quadro, só mesmo a chuva. e ela caia impiedosa. realmente, era chover no molhado!
eu, sozinha, naquele dia no começo da noite, voltando pra casa e ouvindo corrs, beach boys e depois rita lee.
eu nunca gostei muito de rita lee. acho que ela é sim um super personagem, mas... das músicas, nem gosto tanto. o bom é que ouvia o cd dela cantando versões para beatles.
e voltava assim, relacionando lugares, músicas e sentimentos.
agora, ao pensar em você, me veio a música mais manjada, cantada, talvez safada, de rita lee: mania de você.
"a gente faz o amor
por telepatia
no chão, no mar, na lua
na melodia..."
putz, é isso. foi isso que senti ao te ver mesmo de longe naquele dia e sinto agora, enquanto escrevo pra você, sem mesmo que você saiba.
e me vem aquele sorriso idiota no rosto quando fecho os olhos e tento te imaginar, te sentir, te cheirar.
só penso e sinto que deixe logo de ser por telepatia e me sinta em seus braços.
é só o que penso agora. e vou pensar pelo resto dessa noite que insinua chuva lá longe.
passei o dia todo trabalhando e voltei sozinha, por uma estrada pessimamente frequentada por muitos caminhões e terrivelmente sem asfalto nem acostamento.
pra melhorar o quadro, só mesmo a chuva. e ela caia impiedosa. realmente, era chover no molhado!
eu, sozinha, naquele dia no começo da noite, voltando pra casa e ouvindo corrs, beach boys e depois rita lee.
eu nunca gostei muito de rita lee. acho que ela é sim um super personagem, mas... das músicas, nem gosto tanto. o bom é que ouvia o cd dela cantando versões para beatles.
e voltava assim, relacionando lugares, músicas e sentimentos.
agora, ao pensar em você, me veio a música mais manjada, cantada, talvez safada, de rita lee: mania de você.
"a gente faz o amor
por telepatia
no chão, no mar, na lua
na melodia..."
putz, é isso. foi isso que senti ao te ver mesmo de longe naquele dia e sinto agora, enquanto escrevo pra você, sem mesmo que você saiba.
e me vem aquele sorriso idiota no rosto quando fecho os olhos e tento te imaginar, te sentir, te cheirar.
só penso e sinto que deixe logo de ser por telepatia e me sinta em seus braços.
é só o que penso agora. e vou pensar pelo resto dessa noite que insinua chuva lá longe.
sexta-feira, 9 de março de 2012
eu tentei...
engraçado.
de certa maneira, recebi a conversa do começo da noite dessa sexta quente e querendo ser chuvosa como um desafio.
será que eu consigo escrever com historinha?! eu, famosa por sempre gerenciar minha equipe de criação contando historinhas sobre os clientes que visito?!?!
bem,vamos lá que esse promete ser um texto mais longo.março de 1987, na mais renomada escola de sua área no país, a única vestibulanda que escreveu o nome daquele professor como resposta a uma pergunta no vestibular há 2 anos e meio, fala delirantemente em alto e bom som, bem no meio da aula: ai, que tédio!
a sala para. o professor suspira, se vira e diz: garota, você não tem jeito mesmo. você terá presença em todas as minhas aulas e 10 em todos os meses SE prometer nunca mais aparecer nas minhas aulas, combinado?!
a garota, que mais parecia um garoto, diz sem nem pensar: combinado, professor. posso ir agora então?!
ele se vira novamente e diz: tchau.
a garota continua o curso, alternando as aulas que quer ou não assistir, continua dando trabalho pra outros professores e a vida continua como devia.
agosto de 1988. teatro cultura artística. cerimônia de formatura dos alunos da turma de 84. e quem está no palco, como paraninfo da turma?! o tal professor. e sentadinha, ainda vestida como moleque, mas de smoking (o traje era "a rigor") numa das poltronas entre os formandos?! a garota entendiada, ainda.
os nomes vão sendo chamados e os alunos, agora um pouco menos descuidados mas muito mais prepotentes, recebem os parabéns e blábláblá, até que o nome da garota é chamado e ela sobe no palco, envergonhada - apesar de tudo, sempre foi tímida. e a vergonha aumenta quando o professor pede o microfone e licença ao presidente da mesa para uma pausa e começa seu discurso, com a garota roxa de vergonha, ainda nas escadas.
e ele diz: "muito bem, senhorita. essa é a última vez que nos vemos como professor e aluna. quase todos aqui presentes sabem o trabalho que você deu a todos os professores durante todo o curso, mas... ainda assim, sua turma ganhou todos os prêmios das associações de nossa categoria e todos sabemos que isso não teria acontecido caso você não os perturbasse tanto quanto a nós. sendo assim, e lembrando o fato de ter sido a única vestibulanda a ter acertado o nome do criador da poesia práxis - ainda que seja admiradora da poesia concreta, esse seu velho professor, gostaria de te oferecer uma lembrança - a coleção completa dos meus livros. mesmo sabendo que nenhum deles será lido, peço a você que leia em alto e bom som (aquele mesmo com o qual dizia que minhas aulas eram um tédio), minha humilde dedicatória. a garota suspira, recupera a cor, caminha, recebe o aperto de mão e um forte abraço do professor e, totalmente sem jeito, pega o livro e lê a tal dedicatória: a k... - a fundamental - em reconhecimento deste velho poeta a uma jovem garota que sempre diz o que sente e que conhece poesia como poucos nesse país, o meu agradecimento e sincera admiração.
naquele momento, a garota deixa que a lágrima escorra, os amigos das aulas gritam, assobiam e deliram, e o professor sorri, tranquilo.
julho de 2011 - morre em são paulo mário chamie, ariano de primeiro de abril, criador da poesia práxis, secretário da cultura do estado de são paulo e professor. a garota, agora mulher, volta a deixar as lágrimas escorrerem de um rosto tranquilo.
p.s. desculpe, mas o estilo da estrutura narrativa foi vergonhosamente "roubado" de um outro professor, dessa vez de biologia!
de certa maneira, recebi a conversa do começo da noite dessa sexta quente e querendo ser chuvosa como um desafio.
será que eu consigo escrever com historinha?! eu, famosa por sempre gerenciar minha equipe de criação contando historinhas sobre os clientes que visito?!?!
bem,vamos lá que esse promete ser um texto mais longo.março de 1987, na mais renomada escola de sua área no país, a única vestibulanda que escreveu o nome daquele professor como resposta a uma pergunta no vestibular há 2 anos e meio, fala delirantemente em alto e bom som, bem no meio da aula: ai, que tédio!
a sala para. o professor suspira, se vira e diz: garota, você não tem jeito mesmo. você terá presença em todas as minhas aulas e 10 em todos os meses SE prometer nunca mais aparecer nas minhas aulas, combinado?!
a garota, que mais parecia um garoto, diz sem nem pensar: combinado, professor. posso ir agora então?!
ele se vira novamente e diz: tchau.
a garota continua o curso, alternando as aulas que quer ou não assistir, continua dando trabalho pra outros professores e a vida continua como devia.
agosto de 1988. teatro cultura artística. cerimônia de formatura dos alunos da turma de 84. e quem está no palco, como paraninfo da turma?! o tal professor. e sentadinha, ainda vestida como moleque, mas de smoking (o traje era "a rigor") numa das poltronas entre os formandos?! a garota entendiada, ainda.
os nomes vão sendo chamados e os alunos, agora um pouco menos descuidados mas muito mais prepotentes, recebem os parabéns e blábláblá, até que o nome da garota é chamado e ela sobe no palco, envergonhada - apesar de tudo, sempre foi tímida. e a vergonha aumenta quando o professor pede o microfone e licença ao presidente da mesa para uma pausa e começa seu discurso, com a garota roxa de vergonha, ainda nas escadas.
e ele diz: "muito bem, senhorita. essa é a última vez que nos vemos como professor e aluna. quase todos aqui presentes sabem o trabalho que você deu a todos os professores durante todo o curso, mas... ainda assim, sua turma ganhou todos os prêmios das associações de nossa categoria e todos sabemos que isso não teria acontecido caso você não os perturbasse tanto quanto a nós. sendo assim, e lembrando o fato de ter sido a única vestibulanda a ter acertado o nome do criador da poesia práxis - ainda que seja admiradora da poesia concreta, esse seu velho professor, gostaria de te oferecer uma lembrança - a coleção completa dos meus livros. mesmo sabendo que nenhum deles será lido, peço a você que leia em alto e bom som (aquele mesmo com o qual dizia que minhas aulas eram um tédio), minha humilde dedicatória. a garota suspira, recupera a cor, caminha, recebe o aperto de mão e um forte abraço do professor e, totalmente sem jeito, pega o livro e lê a tal dedicatória: a k... - a fundamental - em reconhecimento deste velho poeta a uma jovem garota que sempre diz o que sente e que conhece poesia como poucos nesse país, o meu agradecimento e sincera admiração.
naquele momento, a garota deixa que a lágrima escorra, os amigos das aulas gritam, assobiam e deliram, e o professor sorri, tranquilo.
julho de 2011 - morre em são paulo mário chamie, ariano de primeiro de abril, criador da poesia práxis, secretário da cultura do estado de são paulo e professor. a garota, agora mulher, volta a deixar as lágrimas escorrerem de um rosto tranquilo.
p.s. desculpe, mas o estilo da estrutura narrativa foi vergonhosamente "roubado" de um outro professor, dessa vez de biologia!
domingo, 4 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
tonta...
.eu realmente não queria estar onde estou.
sinto que meus sentimentos não são meus, que meu corpo não está comigo, que nada disso tem lugar em mim.
estou triste, cansada e me sentindo pela metade.
não sei o que posso fazer já que ficam mandando o tempo todo em mim: faça isso, não faça isso, nada de celulares, nada de notebook. durma. fique quieta. não se mexa agora. me diga se sentir alguma coisa estranha.
mas se eu estou sentindo uma coisa estranha o tempo todo, como determinar o que é mais estranho ainda?!
eu não tenho controle de nada. não sei o que sentir.
só me sinto terrivelmente sozinha, como se ninguém olhasse por mim.
e estou.
quem se diz preocupado, precisa relaxar um pouco da tensão de tudo.
e eu, boba, ainda me preocupo e tento ser racional.
foi tentando ser racional que eu cheguei aqui, um lugar ao qual não pertenço, onde me sinto isolada e sozinha.
queria pensar menos nos outros e dizer: foda-se o resto, eu preciso de você sim do meu lado! se toca que, se me deixar sozinha, vai me perder agora! mas eu não faço isso. eu sempre coloco no lugar do outro e suporto tudo, mesmo que meu coração grite o contrário.
eu sei que nunca ninguém vai estar do meu lado.
eu sei que sempre vou ficar sozinha.
eu sei que sempre vou sentir esse vazio e esse aperto no peito quando o pior puder me acontecer.
eu sou mesmo é uma besta!
é isso.
sinto que meus sentimentos não são meus, que meu corpo não está comigo, que nada disso tem lugar em mim.
estou triste, cansada e me sentindo pela metade.
não sei o que posso fazer já que ficam mandando o tempo todo em mim: faça isso, não faça isso, nada de celulares, nada de notebook. durma. fique quieta. não se mexa agora. me diga se sentir alguma coisa estranha.
mas se eu estou sentindo uma coisa estranha o tempo todo, como determinar o que é mais estranho ainda?!
eu não tenho controle de nada. não sei o que sentir.
só me sinto terrivelmente sozinha, como se ninguém olhasse por mim.
e estou.
quem se diz preocupado, precisa relaxar um pouco da tensão de tudo.
e eu, boba, ainda me preocupo e tento ser racional.
foi tentando ser racional que eu cheguei aqui, um lugar ao qual não pertenço, onde me sinto isolada e sozinha.
queria pensar menos nos outros e dizer: foda-se o resto, eu preciso de você sim do meu lado! se toca que, se me deixar sozinha, vai me perder agora! mas eu não faço isso. eu sempre coloco no lugar do outro e suporto tudo, mesmo que meu coração grite o contrário.
eu sei que nunca ninguém vai estar do meu lado.
eu sei que sempre vou ficar sozinha.
eu sei que sempre vou sentir esse vazio e esse aperto no peito quando o pior puder me acontecer.
eu sou mesmo é uma besta!
é isso.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
desejo, necessidade...
vontade.
vontade de sair sem filtro solar e ficar horas no sol.
vontade de me afundar numa taça gigante de sorvete.
vontade de não sair da cama sem ficar dormindo.
voltar daquele banho de banheira com sais, cheiros e gostos.
vontade das borbrulhas de um bom champanhe.
vontade de comer muito.
vontade de sair correndo sem destino nem parada.
vontade de sair nua pela rua.
vontade de ouvir a melhor música em nova orleans.
vontade de perder o juízo, a vergonha e o pudor.
vontade de fazer fazer amor horas seguidas e sentir o maior prazer do mundo.
vontade de você.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
repeating myself
ouvindo a moçadinha do BBB10 (já ta quase acabando o 2012) no faustão - minha mãe assiste, não tem jeito - eu fico pensando, eu preciso confessar: logo que a tal anelita saiu, eu entrei no blog dela pra ver como a moça que brigava tanto escrevia e etc.
e não é que vi e acabei surpresa, vendo várias coisas em comum?
além de ser briguenta, tem muita coisa escrita lá que eu também penso igual. e tem vários textos da martha medeiros que sabe escrever sobre mulher como mulher, como poucos e poucas. melhor assim que escrevendo hai-kais, martha medeiros foi feita pra textos longos. e que são muito bons.
e, em outras vezes, entrei lá pra dar umas olhadas e pegar umas imagens. ela adora tulipas, como eu. adora séries de tv, como eu. e tem ótimas fotos. e nem é a louca que parecia, com certeza, descompensada. e outra: vamos combinar, ela tinha razão absoluta sobre uma coisa - a lia é chata pra caramba!
agora, uma coisa muito interessante que li lá e não me lembro de onde veio: o lance dos corpos gêmeos. "em tese, uma teoria" que diz que como se procura almas gêmeas, deveríamos considerar que podem haver corpos gêmeos. tipo assim: você sente uma atração geral e inexplicável por outro alguém, mas é isso. pra que se sentir culpado? essa é a pessoa que você quer pro resto da vda na sua cama, banheiro, mesa, cozinha, etc, mas não no resto, tipo dia-a-dia e etc. qual o problema? manuel bandeira diz muito bem o que muitos tentam e não conseguem:
arte de amar
se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
a alma é que estraga o amor.
só em deus ela pode encontrar satisfação.
não noutra alma.
só em deus — ou fora do mundo.
as almas são incomunicáveis.
deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
porque os corpos se entendem, mas as almas não.
é isso.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
tchau!
depois de muito tempo, eu não encontrei nada fácil pelo caminho.
levei porradas, me machuquei em muitos espinhos e com muitas pessoas.
minha busca pessoal acabou.
me decepcionei demais e quero apenas paz. chega!
levei porradas, me machuquei em muitos espinhos e com muitas pessoas.
minha busca pessoal acabou.
me decepcionei demais e quero apenas paz. chega!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
é...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
é...

é, a gente pode tentar fazer de tudo para mudar, mas uma coisa é certa: a vida se complica de vez em quando.
não que a gente queira ou procure por isso, simplesmente acontece. de repente, você se vê fora daquele céu de brigadeiro e oha pros lados e enxerga a mais profunda escuridão. não sabe se é realmente o fim do mundo ou apenas o final da sua alma pedindo arrego, sossego, proteção.
quantas vezes eu escrevi aqui mesmo sobre as dores que sentia, sobre meus medos, minhas tristezas, meus desencantos?
inúmeras.
anos se passam, muita coisa muda, mas outras não.
volta e meia, os mesmos fantasmas voltam pra me assombrar, me deixando pequenininha diante de tudo a minha volta.
e não adianta também tentar olhar pro passado e ver o que aprendi. o que eu já sei nem sempre se aplica porque o fantasma pode mesmo continuar o mesmo, mas a situação é outra, totalmente diversa.
e eu me assusto sempre da mesma maneira. e me encolho como a mesma menininha de sempre, com medo.
a vida prepara a gente pra uma monte de coisas, mas nem tudo nem ela sabe. o totalmente inesperado acontece. daquelas que ninguém podia esperar.
é quando eu me fecho novamente. me recolho.
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