quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
desejo, necessidade...
vontade.
vontade de sair sem filtro solar e ficar horas no sol.
vontade de me afundar numa taça gigante de sorvete.
vontade de não sair da cama sem ficar dormindo.
voltar daquele banho de banheira com sais, cheiros e gostos.
vontade das borbrulhas de um bom champanhe.
vontade de comer muito.
vontade de sair correndo sem destino nem parada.
vontade de sair nua pela rua.
vontade de ouvir a melhor música em nova orleans.
vontade de perder o juízo, a vergonha e o pudor.
vontade de fazer fazer amor horas seguidas e sentir o maior prazer do mundo.
vontade de você.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
repeating myself
ouvindo a moçadinha do BBB10 (já ta quase acabando o 2012) no faustão - minha mãe assiste, não tem jeito - eu fico pensando, eu preciso confessar: logo que a tal anelita saiu, eu entrei no blog dela pra ver como a moça que brigava tanto escrevia e etc.
e não é que vi e acabei surpresa, vendo várias coisas em comum?
além de ser briguenta, tem muita coisa escrita lá que eu também penso igual. e tem vários textos da martha medeiros que sabe escrever sobre mulher como mulher, como poucos e poucas. melhor assim que escrevendo hai-kais, martha medeiros foi feita pra textos longos. e que são muito bons.
e, em outras vezes, entrei lá pra dar umas olhadas e pegar umas imagens. ela adora tulipas, como eu. adora séries de tv, como eu. e tem ótimas fotos. e nem é a louca que parecia, com certeza, descompensada. e outra: vamos combinar, ela tinha razão absoluta sobre uma coisa - a lia é chata pra caramba!
agora, uma coisa muito interessante que li lá e não me lembro de onde veio: o lance dos corpos gêmeos. "em tese, uma teoria" que diz que como se procura almas gêmeas, deveríamos considerar que podem haver corpos gêmeos. tipo assim: você sente uma atração geral e inexplicável por outro alguém, mas é isso. pra que se sentir culpado? essa é a pessoa que você quer pro resto da vda na sua cama, banheiro, mesa, cozinha, etc, mas não no resto, tipo dia-a-dia e etc. qual o problema? manuel bandeira diz muito bem o que muitos tentam e não conseguem:
arte de amar
se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
a alma é que estraga o amor.
só em deus ela pode encontrar satisfação.
não noutra alma.
só em deus — ou fora do mundo.
as almas são incomunicáveis.
deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
porque os corpos se entendem, mas as almas não.
é isso.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
tchau!
depois de muito tempo, eu não encontrei nada fácil pelo caminho.
levei porradas, me machuquei em muitos espinhos e com muitas pessoas.
minha busca pessoal acabou.
me decepcionei demais e quero apenas paz. chega!
levei porradas, me machuquei em muitos espinhos e com muitas pessoas.
minha busca pessoal acabou.
me decepcionei demais e quero apenas paz. chega!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
é...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
é...

é, a gente pode tentar fazer de tudo para mudar, mas uma coisa é certa: a vida se complica de vez em quando.
não que a gente queira ou procure por isso, simplesmente acontece. de repente, você se vê fora daquele céu de brigadeiro e oha pros lados e enxerga a mais profunda escuridão. não sabe se é realmente o fim do mundo ou apenas o final da sua alma pedindo arrego, sossego, proteção.
quantas vezes eu escrevi aqui mesmo sobre as dores que sentia, sobre meus medos, minhas tristezas, meus desencantos?
inúmeras.
anos se passam, muita coisa muda, mas outras não.
volta e meia, os mesmos fantasmas voltam pra me assombrar, me deixando pequenininha diante de tudo a minha volta.
e não adianta também tentar olhar pro passado e ver o que aprendi. o que eu já sei nem sempre se aplica porque o fantasma pode mesmo continuar o mesmo, mas a situação é outra, totalmente diversa.
e eu me assusto sempre da mesma maneira. e me encolho como a mesma menininha de sempre, com medo.
a vida prepara a gente pra uma monte de coisas, mas nem tudo nem ela sabe. o totalmente inesperado acontece. daquelas que ninguém podia esperar.
é quando eu me fecho novamente. me recolho.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
só

é, eu me cansei.
me cansei das pisadas na bola, cansei das desculpas, cansei dos esquecimentos, cansei de ficar pra trás. cansei de acreditar em alguma coisa que sequer existe.
no começo, tudo é sempre bonito e suave.
depois, a gente começa a andar por um caminho escorregadio demais, aprende coisas que ainda desconhecia.
chega pra mim.
ainda sinto as últimas dores dos últimos tombos.
nem ao menos me levantei de novo.
só quero paz, sossego e um coração tranquilo.
mais nada.
me deixe andar sozinha, mas em paz.
meu erro

tem gente que não aprende mesmo.
ainda que todos os sinais de roubada total estejam a sua frente, a pessoa se recusa a vê-los e faz mais uma grande besteira.
eu sou assim, infelizmente. eu ainda tenho aquela mania boba de acreditar em todo mundo, em sua lealdade, respeito, atenção.
mesmo tendo passado por isso inúmeras vezes. eu ainda erro.
e sei que ainda vou continuar errando pro resto da vida. o que muda? a maneira como lido com o erro.
antes eu me jogava na cama e chorava por dias seguidos. não comia. me punia por ter sido boba mais uma vez.
saia por aí dando patadas em deus e o mundo, tentsndo castigar quem nem tinha nada a ver pela minha tristeza. chutando postes.
a tristeza continua existindo, claro.
a intensidade varia. mas, agora, parece que eu lido om ela de maneira mais sensata. continuo não conseguindo ficar quieta. não considero humilhante de forma alguma que a pessoa ou as pessoas que me deixaram mais um vez decepcionada saibam do meu sofrimento.
as lágrimas ficaram um pouco mais difíceis. não confundo mais meus sentimentos e nem saio por aqui punindo ninguém com meu mau humor.
só me calo depois da ferida aberta. não escondo nada, nem mesmo minha tristeza, mas só quem a sente sou eu. não envolvo mais ninguém em um erro que, obviamente, é meu.
só não consegui ainda deixar a tristeza e o sofrimento de lado. dá pra ver nos meus olhos ou no meu sorriso. no tom da minha voz. nos meus gestos.
mas, caindo no lugar comum mais bobo, eu sou uma sobrevivente, já passei por tantas que ficou difícil me derrubar. eu continuo caminhando.
e procuro não olhar pra trás a não ser que seja pra ver o por do sol.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
por que?!

por que é sempre tão difícil se entender com as pessoas, mesmo que você goste delas mais do que esperava?
e gente complica tudo. sentimentos se confundem e a gente acaba fazendo coisas que não devia, coisas que são completamente dispensáveis. a gente se magoa e magoa com outras sem total necessidade.
é tão difícil assim fazer simplesmente o que nos diz o coração? a gente tem que pensar tanto antes de fazer alguma coisa e acabar fazendo a coisa errada?!
por isso que eu procuro fazer o que sinto vontade na hora em que tenho que fazer.
eu não sei ser calculista, planejar mil coisas e seguir tudo a risca.
eu sou como bicho solto no mato. eu simplesmente faço
isso me machuca demais, mas ao mesmo tempo me faz feliz.
eu não vou deixar de ser como eu sou. eu sou feliz comigo assim.
só não quero que me machuquem, o que é bastante fácil. eu sou boba mesmo, choro fácil, meu peito se aperta mais vezes do que devia.
bou boba, mas sou feliz, sou fiel aos meus sentimentos, aos meus valores e aos meus princípios.
e, sei que tem um monte de gente que critica.
mas que não me faz desistir tão cedo de ser feliz a minha maneira.
é isso.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
retrato

"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
cecília meirelles
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
delícia!

o "delícia" logo me faz lembrar do super fernando que faz os jingles mais legais dessa cidade, mas esse delícia é por outro motivo...
delííííííííííííícia estar com "as meninas".
as meninas, no caso, são aquelas amigas que você aprende que são as melhores mulheres com quem você compartilhar a sua vida.
quando eu era pequena, acreditava no conceito de uma melhor amiga. depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.
é preciso uma amiga quando você está com problemas com seu namorado.
é preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe.
uma outra quando você quer fazer compras, curar, ferir, brincar ou apenas ser.
uma amiga dirá "vamos lutar", outra dirá "o jeito é sentar e chorar" e a outra, que pode sim ser um lindo amigo gay, dirá "se joga, amiga"!
uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, uma outra à sua loucura por óculos escuros, uma outra à sua paixão por filmes, outra estará com você em seus períodos confusos, outra será a luz e uma outra será o vento sob suas asas.
mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, independente da ocasião, do dia ou de quando você precisa, seja com seus tênis e cabelos presos, ou para impedir que você faça uma loucura… todas essas são suas melhores amigas.
elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias… em alguns dias sua mãe, em alguns dias sua vizinha, em outros a moça da faxina.
obrigada "meninas" (rô, dani, lê e déia) por serem mulheres maravilhosas e fazerem tanta diferença em minha vida!!!
pronto, falei.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
por que?!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
life sucks!
de vez em quando, eu simplesmente me pego pensando porque é tão difícil entender as pessoas. em quanto tempo é perdido com coisas que a gente pensa mas que não correspondem à realidade.
é realmente difícil. as pessoas se enganam e, ainda pior, enganam. eu acho que ainda sou daquelas bobas que realmente querem acreditar em tudo, sempre achando que a boa intenção explica tudo ou faz com que tudo fique claro o suficiente pra que, qualquer pessoa que olhe, logo entenda o significado de tudo.
infelizmente, quando vejo que não é bem assim, eu fico triste, decepcionada, chateada.
eu realmente já vivi muita coisa que preferia esquecer. mas nem sempre dá. principalmente, quando menos espero e lá vem outra porrada. eu ainda penso porque não me cansei, porque não deixei de ser essa garota boba que acredita que tudo pode melhorar ou ser legal, que as coisas ainda vão passar.
as pessoas nos surpreendem. pior que nem sempre de maneira positiva. e isso é tão tão chato. aí, vem a decepção e aquela dorzinha bem lá no fundo.
há muito tempo eu luto (mesmo) todos os dias pra não voltar a cair da mesma maneira, mas tem dias em que isso fica mais difícil. tem dias em as paredes parecem se estreitar e parece que eu realmente não vou conseguir me esgueirar até o final.
mesmo que esse tenha sido um dia lindo de sol. mesmo que a música que toque no fundo seja a melhor.
tem dia em a vida é foda.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
dia de canseira

então tá então.
vamos combinar que hoje eu não tô a fim.
a fim de que?!?! de nada, prezado leitor, de nada. (eu sempre quis fazer isso, escrever "prezado leitor!!!).
hoje é um daqueles dias em que tudo incomoda. o telefone, o sol, o calor, o barulho do ar condicionado, o som do teclado, a respiração da pessoa ao lado.
eu sei, devo estar com algum problema. afinal, é sexta-feira, dia nacional do "hoje é sexta-feira, traga mais cerveja"... mas eu não bebo, caramba!!!
é, devo ser um bicho em extinção mesmo. não bebo, não fumo, não tenho vícios nem fetiches.
então, já que não tô com vontade de nada, também não tô com a menor vontade de ficar escrevendo.
pronto, falei.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
eu quero a paz mundial!

você simplesmente diz pra que eu não me preocupe com você como se isso ainda fosse possível. não quer que eu dê uma de candidata a miss e diga que "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", né?!?! desculpe, mas nem faz meu gënero.
mas, fazer o que?! mesmo que a gente não queira, chega numa hora em que a gente simplesmente não tem mais a opção "don't worry" no cardápio. quando você percebe, lá se foram horas de sono e você pensando na mesma coisa.
é, eu sou normal (nisso eu tenho certeza que sim!). eu me preocupo sim. afinal, nem tudo o que tem orbitado ao seu redor tem sido um lindo mar de rosas. toda rosa tem seus espinhos e eu não tô por perto pra te ajudar a tirar os espinhos um por um, mesmo que você tivesse nadando de braçadas no mesmo belo mar de rosas...
aí, o que me resta? me preocupar sim e ficar torcendo pra que tudo dê certo e pra que o menor número possível de coisas dê errado, já que a gente já sabe que tem muita probabilidade de muita coisa dar errado.
então, já vou logo avisando: é assim que eu sei gostar de alguém. não me ensinaram outro jeito. ou eu nem quis aprender.
e também não pense que isso vai ser sempre assim. de vez em quando, eu posso me esquecer de me preocupar. pode ser sinal de que tudo está se encaixando, de que as peças estão todas voltando pros seus lugares. ou simplesmente, que você esteja navegando por um lindo mar de copos de leite, lírios, orquídeas, flores lindas e sem espinhos.
mas, tem perfumes que a gente só encontra nas rosas.
talvez seja o motivo pra se gostar tanto delas...
é isso.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
naqueles dias...

e, de repente, você se encontra num daqueles dias. daqueles em que você simplesmente se pergunta porque abriu os olhos, colocou seus pezinhos pra fora e insistiu em sair daquela cama que te abraçava de maneira tão confortável.
e aí, você mesma olha pra dentro de você e tá lá estampada em letras garrafais a resposta: você cresceu. deixou de ser um menino assustado ou uma menina tímida e se tornou essa coisa chata que costumam chamar de adulto.
é, porque não adianta você esquentar o termômetro no abajur, mostrar pra sua mãe e fazer cara de choro pra não ir trabalhar. você simplesmente tem que encarar essa coisa maçante que faz parte do que é ter uma vida própria, andar com as próprias pernas e se quebrar inteira.
não adianta - é quase inevitável. faz parte do que é crescer, do que é viver, do que é sentir.
não adianta a gente ainda querer se esconder embaixo da cama. chega numa hora em que ou a cama é baixa demais ou você que realmente cresceu ou engordou um pouquinho a mais. você não cabe mais embaixo dela, nem dentro do armário nem naquele jeans que te deixava com cara de má e rebelde.
é, agora você usa salto alto, máscara pros cílios e até curvex. você não usa mais uma mochila cheia de bottons da sua viagem do intercâmbio. você usa óculos. você paga imposto de renda e ainda tem plano de saúde e, se bobear, plano de previdência privada.
não adianta. ser adulto pode ser chato. mas também pode ser mágico, pode ser libertador, pode ser assustador e pode ser fascinante.
mas, até hoje, não conheço ninguém que tenha realmente passado pela vida sem passar também pela maturidade.
depois de um tempinho, a gente percebe que tem coisas que só ela traz, só ela te dá e só ela pode te fazer lembrar ou esquecer.
é justamente por isso que a gente insiste em levantar da cama todos os dias. porque viver entocado não é exatamente viver.
punto e basta!
sábado, 28 de janeiro de 2012
momento mãe e filha

tá, então tá. eu sou assim e pronto acabou. não tem jeito, não vou mudar. não adianta. já tentei e me estrepei. então, pronto: eu sou assim, complicada e nem tão tão perfeitinha.
e porque eu tô escrevendo isso?! porque horas eu tô teen demais, horas eu tô séria demais, horas eu tô mal humorada demais, horas eu falo demais, horas eu rio demais. horas eu tô chata demais.
ao menos é demais e não de menos. eu não suportaria ser nada de menos. por isso eu sou assim como eu sou: demais. intensa, passional, intempestiva e impulsiva. e, me desculpem, mas eu repito: eu não vou mudar. não vou porque não quero.
gente, o mundo tem mais de 7 bilhões de pessoas, porque eu? procura outra pra encher o saco e criticar. deixa pra lá, não vai rolar. desiste.
se eu gasto demais, eu pago. se eu falo demais, eu assumo. se eu dou risada demais, desculpe, mas devo ter meus motivos.
então, volta pro mar, oferenda. canta pra subir e me deixa.
eu sou assim. não gostou, já falou, já ouvi e beleza.
não tenho culpa se você tem que passar o resto da vida comigo porque é minha mãe. eu não pedi pra ser assim, nem você. então, vamos combinar uma coisa: você não vive sem mim, não aguenta. e eu amo você. basta a gente se respeitar e você não me acordar na hora errada falando alto que eu me comporto, tá?!?!
outra coisa: se conforme. eu vou continuar usando as roupas que eu gosto e não as que você gosta. e esquece do batom. nem morta eu vou "passar um batonzinho". tentei gloss, mas meleca. de vez em quando, eu até abro uma exceção.
eu não vou reclamar da tv alta demais, nem do rádio.
não vou estourar seu cartão de crédito.
não vou passar dos 70 naquela avenida e levar outra multa.
não vou ficar comendo porcaria as 4 da manhã, com raras exceções pra quando você estiver dormindo.
nem vou mentir pra você, portanto vou parar de prometer coisas pra você por aqui pra não ter que mentir. porque é óbvio que todo o resto vai continuar do mesmo jeitinho.
combinado?!
é isso.
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